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Operação mira ex-prefeito por contratos de R$ 5,7 milhões em Pontes e Lacerda

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Da Redação/Gazeta

        O ex-prefeito de Pontes e Lacerda, Alcino Barcelos (PL), que também é candidato a deputado estadual, é alvo de uma operação deflagrada pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), do Ministério Público (MPE), nesta quinta-feira (24).

       Conforme apurado o Naco investiga supostas fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e associação criminosa em contratos da prefeitura entre os anos de 2017 e 2024.  Ao todo, são cumpridos 12 mandados de busca e apreensão no município. Entre os endereços alvos da operação está a residência de Alcino, onde os agentes cumprem um dos mandados expedidos pela Justiça.

      As suspeitas envolvem favorecimento à empresa Concretubos Pré-Moldados Ltda., que firmou contratos suspeitos. Também foram identificadas movimentações financeiras consideradas suspeitas e possíveis vínculos entre servidores públicos e particulares.

     Foram identificados 7 contratos entre a empresa e a administração municipal. Desses, 5 foram firmados entre 2022 e 2023 e totalizaram cerca de R$ 4,7 milhões. Com a atualização monetária, o valor alcança R$ 5,78 milhões.

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As investigações também apontaram possíveis vínculos familiares, empresariais e funcionais entre agentes públicos e particulares relacionados às contratações. Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) também identificaram movimentações financeiras suspeitas.

A investigação também identificou a compra da propriedade rural Estância Rancho Fundo I por Barcelos. De acordo com a apuração, a negociação previa o pagamento por meio da entrega de 100 cabeças de gado da raça Nelore. Os investigadores não encontraram registros oficiais de movimentação pecuária compatíveis com a transação.

As medidas autorizadas pela Justiça incluem mandados de busca e apreensão, acesso a dados telemáticos, quebra dos sigilos bancário, fiscal e financeiro dos investigados, além da indisponibilidade de bens, direitos e valores. A ação conta com apoio da Polícia Civil (PJC) e da Controladoria-Geral do Estado (CGE).

O candidato disse que está em São José dos Quatro Marcos e que, assim que tomar conhecimento da investigação, vai se manifestar.

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Calorão dever permanecer em Cáceres e nas demais cidades do Estado no fim de semana

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Sinézio Alcântara – Expressão Notícias

O calorão que castiga a maioria das cidades de Mato Grosso, nos últimos dias, deve permanecer no fim de semana. É o que prevê o instituto Climatempo, que já apontava o mês de setembro com temperatura acima da média. Em Cáceres, no sábado, a temperatura deve variar entre mínima de 26Cº e máxima de 37Cº. O domingo será ainda mais quente com a mínima de 25Cº e máxima de 38ºC.

Apesar da alta temperatura, em algumas cidades como Sinop e Chapada dos Guimarães, há possibilidade de chuva nos últimos dias de setembro.  Por outro lado, a previsão é de que em Rondonópolis poderá chegar a 39ºC, a temperatura mais alta do Estado.

Em Cuiabá, Capital do Estado, o sábado será de sol. Os termômetros devem variar entre 25°C e 36°C. No domingo, o calor aumenta, com mínima de 27°C e máxima de 38°C. Em Chapada o sábado terá temperaturas entre 24°C e 35°C. No domingo, a mínima permanece em 24°C, enquanto a máxima sobe para 36°C.

Em Sinop o sol deve aparecer entre nuvens e pancadas de chuva. No sábado, os termômetros ficam entre 24°C e 35°C; no domingo, entre 25°C e 36°C. Em Rondonópolis, o fim de semana será de muito calor. No sábado, a previsão aponta mínima de 23°C e máxima de 38°C. No domingo, os termômetros podem alcançar 39°C, com mínima de 24°C e sem indicação de chuva.

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O dobro do quase nada: Assessoria de Carlos Avalone pede correção na matéria e diz que dos R$ 91 milhões destinou R$ 350 mil e não só R$ 150 mil

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Da Redação

A verdade quando vem à tona costuma tirar muita gente do sério nos gabinetes palacianos. Bastou a publicação do levantamento sobre a farra dos votos em Cáceres confrontada com a miséria de recursos devolvidos ao município para a assessoria do deputado estadual Carlos Avalone chiar. Por meio de nota encaminhada à redação, o parlamentar cobrou correção. Sustenta que, além dos R$ 150 mil apontados na matéria, indicou mais R$ 200 mil no apagar das luzes do último dia 31 de agosto.

​Feita a retificação a pedido do próprio gabinete, a matemática segue implacável e ainda mais vergonhosa. Avalone teve à disposição uma cota pessoal impositiva de R$ 91 milhões dos cofres estaduais ao longo do mandato. Pular de R$ 150 mil para R$ 350 mil significa saltar de 0,16% para espantosos 0,38% do total que passou pelas suas mãos. É comemorar, em nota oficial, exatamente o dobro do quase nada.

​O deputado tentou ainda dourar a pílula listando supostos apoios a eventos, convênios com institutos e repasses a associações. Vamos deixar os pingos nos is: a matéria tratou, com base em dados oficiais e públicos, de recursos diretos repassados à Prefeitura de Cáceres, onde o dinheiro entra na conta do município e pode ser fiscalizado por qualquer cidadão. Festa passageira e verba pulverizada em entidades do terceiro setor operam numa terra de ninguém, sem transparência clara de aplicação, rendendo palanque para quem financia e nenhum tijolo assentado onde o cacerense realmente precisa.

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​Para arrematar a manobra, esses novos R$ 200 mil mandados agora em período eleitoral foram carimbados direto para a saúde. Não por bondade súbita, mas pela obrigação imposta pela Constituição e pelo STF, que exige percentual mínimo no setor para aprovar as contas do parlamentar.

​Cáceres segue cansada de migalhas maquiadas de grandes conquistas. Quem busca a confiança do nosso povo precisa colocar a mão na consciência e explicar por que quase 99,6% do dinheiro sob sua responsabilidade tomou outro rumo, bem longe das nossas ruas.

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