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Em Jauru – Justiça concede proteção a vice-prefeita após servidor ameaçá-la

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Gazeta

     A Justiça de Mato Grosso concedeu medida protetiva de urgência à vice-prefeita de Jauru, Enércia Monteiro (PSB), de 52 anos, contra o servidor do município, Brasiliano Garcia de Moura, de 66 anos, após ele xingá-la e avançar em sua direção durante uma discussão dentro do prédio público. A decisão foi assinada no sábado (19) pelo juiz substituto Tiago Gonçalves dos Santos, do Plantão da Comarca de Jauru.

      De acordo com a decisão, a vice-prefeita relatou sofrer reiteradas investidas hostis e comportamentos desrespeitosos por parte do servidor no ambiente de trabalho, com demonstrações de rejeição à sua presença e ofensas morais.

     Conforme o documento, em agosto de 2026, ela estava representando o Prefeito Municipal em solenidade de entrega de títulos habitacionais, quando foi publicamente desqualificada pelo homem, que afirmou que ela não seria digna de exercer a função institucional. Foi necessária a intervenção de terceiros, que a retiraram do local para evitar maiores constrangimentos.

    Ela também relatou à Polícia Civil que chegou à prefeitura na manhã de sexta-feira (18) e encontrou o servidor com comportamento ríspido e exaltado em relação a outros servidores.

    Conforme o boletim, Brasiliano teria chutado uma mesa pertencente ao secretário de Finanças durante uma discussão relacionada à tentativa de protocolar um requerimento sem observar as normas e procedimentos estabelecidos pelo órgão.

     Ao solicitar que o servidor se acalmasse, ele passou a ofendê-la. O homem teria dito aos gritos: “Cala a boca, você não tem que falar nada”, “Você não é nada” e “Você não manda em nada”. O documento também registra que ele teria avançado em direção à servidora, aparentando intenção de agredi-la, mas foi impedido pela intervenção de pessoas que estavam no local.

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     Na decisão, o magistrado considerou que os documentos apresentados pela Polícia Civil, incluindo o boletim de ocorrência, as declarações da vítima e a representação criminal, indicavam, em análise preliminar, atos de violência psicológica, injúria e conduta intimidatória que quase teria culminado em violência física.

    O juiz também destacou que a vítima e o requerido trabalham no mesmo órgão público e que o episódio mais recente, associado ao histórico de hostilidade relatado nos autos, demonstraria risco à integridade física e psicológica da servidora.

Medidas

     Brasiliano foi proibido de manter qualquer tipo de contato com Enercia, diretamente ou por terceiros, por telefone, mensagens, WhatsApp, e-mail, redes sociais ou recados verbais. Ele também não poderá utilizar outras pessoas para transmitir recados, provocar, intimidar ou constranger a servidora.

     Como os dois trabalham na Prefeitura, a decisão estabeleceu que eventuais comunicações indispensáveis ao serviço deverão ocorrer exclusivamente por intermédio da chefia imediata, do setor de Recursos Humanos ou de canal institucional formalmente registrado.

    O magistrado, porém, não proibiu Brasiliano de frequentar o prédio da Prefeitura. Ele poderá continuar circulando no local para exercer suas funções, mas não poderá abordar ou se comunicar diretamente com a vítima.

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    As medidas foram determinadas por prazo indeterminado, enquanto persistir a situação de risco. O descumprimento da ordem poderá resultar na adoção de providências legais, inclusive na apuração do crime previsto no artigo 24-A da Lei Maria da Penha.

Lei Maria da Penha

      Na decisão, o juiz entendeu que a Lei Maria da Penha pode ser aplicada ao caso mesmo sem vínculo familiar ou doméstico entre vítima e requerido. O magistrado citou o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo o qual medidas protetivas podem ser concedidas a mulheres vítimas de violência de gênero em qualquer espaço social ou comunitário.

     Para o juiz, a dimensão de gênero estaria evidenciada, em análise preliminar, por atos de desqualificação da capacidade da servidora no ambiente de trabalho, pela tentativa de silenciá-la e pela intimidação física.

    “A dimensão de gênero evidencia-se, em cognição sumária, nos atos repetidos de desqualificação da capacidade representativa e funcional da ofendida no ambiente público de trabalho, na tentativa arbitrária de imposição de silêncio (“Cala a boca”, “Você não é nada”), e na intimidação física, evidenciando conduta de menoscabo à dignidade e à condição de mulher no exercício de suas funções profissionais.“, diz trecho da decisão.

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Gefron e Força Tática apreendem 80 tabletes de drogas em Várzea Grande; droga saiu de Mirassol D’ Oeste

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Por Fabiana Mendes/SESP

Policiais do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e da Força Tática do 2º Comando Regional apreenderam 80 tabletes de drogas nesta quarta-feira (23), em Várzea Grande. Dois homens e uma mulher foram presos em flagrante.
Também foram apreendidos veículos e munições.

Estimativa das forças de segurança, o material apreendido está avaliado em R$ 1,9 milhão.A apreensão aconteceu após a troca de informações entre as equipes de inteligência das unidades policiais sobre um veículo Hyundai HB20 Sedan, utilizado para o transporte de entorpecentes, que teria saído de Mirassol D’ Oeste e estaria em Várzea Grande.

Durante o patrulhamento para verificar as informações, o veículo foi localizado e dois suspeitos foram abordados. Durante as diligências, foram apreendidos 30 tabletes de pasta base de cocaína.

Na sequência, as equipes localizaram um terceiro suspeito, que estava em uma caminhonete S10. Com ele, foram encontrados dois tabletes de cloridrato de cocaína. Em continuidade às diligências, as equipes localizaram mais 48 tabletes de cloridrato de cocaína, além de 38 munições de calibre .380.

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Menino de 11 anos esfaqueia a própria mãe em Tangará da Serra

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Segundo a Polícia Civil, o menino teria reagido de forma agressiva após receber uma ordem da mãe e, durante o episódio, desferido o golpe contra ela.

KARINE ARRUDA DO REPÓRTERMT

Um menino de 11 anos esfaqueou a própria mãe, de 37 anos, durante uma discussão em uma residência nessa terça-feira (22), em Tangará da Serra (a 253 km de Cuiabá). Segundo a Polícia Civil, o menino teria reagido de forma agressiva após receber uma ordem da mãe e, durante o episódio, desferido o golpe contra ela.

O caso chegou ao conhecimento das autoridades por meio de uma conselheira tutelar, que esteve na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município e tomou conhecimento de que a mulher estava recebendo atendimento médico. A vítima permaneceu na unidade de saúde, consciente e sob os cuidados da equipe médica.

A criança permanece com a família e deverá ser encaminhada para acompanhamento psicológico. A Polícia Civil aguarda a melhora do quadro de saúde da mulher para que ela possa ser ouvida e prestar mais informações sobre o ocorrido.

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