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Ex diz que estava bêbada, nega agressão e Justiça absolve vereador de Barra do Bugres

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O vereador afastado Laércio Norberto Júnior, que foi absolvido pela justiça

Júnior Chaveiro foi absolvido por falta de provas; vítima mudou versão em juízo e MPE pediu a absolvição

Por: LIZ BRUNETTO | Mídia News

A Justiça de Mato Grosso absolveu o vereador afastado de Barra do Bugres, Laércio Norberto Júnior (PL), conhecido como “Júnior Chaveiro”, das acusações de lesão corporal e ameaça contra a então namorada, Deisiane Silva de Assis.

Afirmou que estava sob forte efeito de álcool na noite do ocorrido, que foi à residência do réu por ciúmes

A decisão foi assinada nesta segunda-feira (13) pelo juiz Antônio Dias de Souza Neto, da 3ª Vara da comarca. Com a absolvição, o magistrado determinou a revogação da prisão preventiva e todas as medidas cautelares impostas contra o parlamentar.

Na sentença, o magistrado concluiu que não houve provas suficientes para sustentar uma condenação.

Durante a audiência de instrução e julgamento, a vítima mudou a versão apresentada inicialmente à Polícia Civil.

Em juízo, afirmou que estava sob forte efeito de álcool na noite dos fatos e que foi até a casa do vereador por ciúmes. Segundo ela, a discussão começou quando tentou tomar o celular do então companheiro e as lesões constatadas em exame pericial ocorreram de forma acidental, durante a disputa pelo aparelho.

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“Afirmou que estava sob forte efeito de álcool na noite do ocorrido, que foi à residência do réu por ciúmes e que a contenda se iniciou por sua própria iniciativa ao tentar tomar o celular dele. Declarou expressamente que o réu não a agrediu e que as lesões (confirmadas pelo laudo pericial) ocorreram acidentalmente durante a disputa pelo aparelho”, diz trecho do documento.

A irmã da vítima, que havia confirmado a versão de agressão na fase investigativa, também se retratou em juízo e declarou “não saber por que havia declarado na delegacia que sua irmã fora agredida”, diz outro trecho.

Diante das mudanças nos depoimentos, o próprio Ministério Público pediu a absolvição do vereador nas alegações finais, sustentando que as provas produzidas sob o “crivo do contraditório” não eram suficientes para comprovar os crimes.

Na decisão, o juiz destacou que os elementos reunidos durante a investigação foram “frontalmente abalados” pelas provas produzidas em audiência e ressaltou que, embora a palavra da vítima tenha especial relevância em casos de violência doméstica, a retratação em juízo instaurou uma “dúvida razoável” sobre a dinâmica dos fatos.

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“Se o próprio órgão acusador, após toda a instrução, entende não haver provas suficientes, não cabe ao Judiciário substituí-lo e buscar uma condenação com base em um acervo probatório que a própria acusação reputou falho”, escreveu o magistrado.

O caso

O vereador foi preso no dia 25 de abril, em Cuiabá, após ficar foragido por um dia. A prisão preventiva havia sido decretada pelo mesmo juiz, após denúncia de que ele teria agredido a namorada, na madrugada de 19 de abril.

Na época, a investigação apontava que a vítima teria sido atingida na cabeça e nas pernas, além de ter sido mordida, sofrer tentativa de sufocamento e ameaças de morte.

Após o episódio, a Câmara Municipal de Barra do Bugres aprovou, por 10 votos, a destituição de Laércio da presidência da Casa e seu afastamento do mandato por quebra de decoro parlamentar.

O vereador também foi proibido de frequentar o Legislativo, onde a vítima trabalhava.

O diretório estadual do PL em Mato Grosso ainda determinou a suspensão da filiação partidária do parlamentar e instaurou processo para sua expulsão da legenda.

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Descarte irregular de seringas coloca em risco catadores e trabalhadores da limpeza em Cáceres

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O descarte incorreto de materiais hospitalares, como seringas, agulhas e outros objetos perfurocortantes, tem se tornado uma preocupação crescente em Cáceres.

Por Assessoria

Os profissionais da coleta seletiva e da coleta de resíduos relatam o aumento significativo desse tipo de material misturado ao lixo comum e até mesmo aos recicláveis.

A situação representa um risco direto à saúde dos trabalhadores, especialmente dos catadores, que lidam diariamente com os resíduos. As seringas descartadas de forma inadequada podem causar perfurações, ferimentos e até a transmissão de doenças, comprometendo a segurança desses profissionais.

Segundo relatos das equipes de coleta, o problema tem se intensificado nas últimas semanas, com a presença frequente de materiais potencialmente contaminados entre os resíduos domésticos. A prática, além de perigosa, é considerada irregular e vai contra as normas sanitárias.

O descarte correto desses materiais é simples, mas exige atenção. Seringas e objetos cortantes devem ser acondicionados em recipientes rígidos, como garrafas PET bem fechadas, ou levados até unidades de saúde, que são responsáveis pela destinação adequada desse tipo de resíduo.

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Samara Brant, diretora executiva da Águas do Pantanal afirma que conscientização da população é fundamental para evitar acidentes e preservar a saúde dos trabalhadores que atuam na limpeza urbana. “Um pequeno cuidado no descarte pode fazer toda a diferença na vida de quem está na linha de frente da coleta”. Afirmou.

Respeitar essas orientações é um ato de responsabilidade coletiva e de respeito ao próximo.

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Condenado por matar mulher a marteladas é preso em Cáceres ao comparecer ao INSS quatro anos após o crime

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Elson Bastos de Souza foi preso em Cáceres para cumprir pena definitiva de 14 anos de reclusão pelo assassinato de Marlene da Conceição Torres do Rego, morta a marteladas em Barra do Bugres, em 2022. Foto: Polícia Civil

Elson Bastos de Souza foi localizado durante uma ação conjunta das polícias Civil e Federal ao comparecer a uma agência do INSS para realizar uma perícia.

De acordo com a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cáceres, investigadores receberam informações do Núcleo de Capturas da Polícia Federal de que o condenado havia agendado atendimento no INSS. Com a informação, as equipes montaram uma campana nas proximidades da agência e aguardaram a chegada do foragido.

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Assim que ele chegou ao local, em frente à agência do INSS, foi abordado e preso em cumprimento ao mandado de prisão definitiva. Conforme o boletim de ocorrência, o homem não ofereceu resistência e foi conduzido à delegacia, onde permaneceu à disposição do Poder Judiciário.

A condenação é de 14 anos de reclusão em regime inicialmente fechado pelo crime de homicídio. Como a sentença já transitou em julgado, não cabem mais recursos, e a prisão ocorreu para o início do cumprimento definitivo da pena.

Relembre o crime

O homicídio ocorreu em 1º de maio de 2022, no Assentamento Campo Verde, na zona rural de Barra do Bugres, a 169 quilômetros de Cuiabá.

Naquele domingo, Marlene da Conceição Torres do Rego, de 58 anos, foi encontrada morta dentro da própria casa por policiais militares. Segundo a ocorrência da época, a vítima estava caída na cozinha da residência, já sem vida.

Ao lado do corpo, os policiais localizaram um martelo, apontado pelas investigações como a arma utilizada no crime. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Tangará da Serra para exame de necropsia.

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Durante a investigação, a Polícia Civil reuniu provas que levaram à responsabilização de Elson pelo homicídio. Na sentença, a Justiça concluiu que o réu agiu com intenção de matar e desferiu diversos golpes de martelo contra a vítima, rejeitando os argumentos apresentados pela defesa. A pena foi fixada em 14 anos de prisão em regime inicialmente fechado, decisão que posteriormente transitou em julgado, tornando definitiva a ordem de prisão.

A captura do condenado foi realizada nesta quarta-feira por investigadores da Derf de Cáceres, com apoio do Núcleo de Capturas da Polícia Federal. Após os procedimentos legais, ele foi encaminhado ao sistema prisional para o cumprimento da pena.

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