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ABONO SALARIAL – CAIXA PAGA MAIS DE R$ 4,8 BILHÕES AOS TRABALHADORES NASCIDOS EM SETEMBRO E OUTUBRO

Pagamento do Abono Salarial beneficia mais de 3,8 milhões de trabalhadores
Por Poconé Online
A CAIXA realiza, nesta quarta-feira (15), o pagamento do Abono Salarial calendário 2026, referente ao ano-base 2024. Neste mês, serão pagos mais de R$ 4,8 bilhões para mais de 3,8 milhões de beneficiários, nascidos em setembro e outubro.
Em regra, o crédito do benefício é feito conforme o mês de nascimento dos trabalhadores, e os valores variam de acordo com o período trabalhado durante o ano-base 2024.
Confira o calendário de pagamento completo:
Como receber:
O pagamento será feito na conta da CAIXA que o trabalhador já possui, facilitando o acesso ao benefício. Para quem não possui conta no banco, a CAIXA abrirá automaticamente uma Poupança Social Digital em nome do beneficiário, que poderá ser acessada pelo aplicativo CAIXA Tem digitalmente, sem necessidade de comparecer a uma agência.
Com o Aplicativo CAIXA Tem, o trabalhador pode pagar suas contas, efetuar transferências, pagar na maquininha nos comércios e realizar compras com cartão de débito virtual.
Caso não seja possível a abertura da conta no CAIXA Tem, o saque poderá ser realizado com o cartão social e senha nos terminais de autoatendimento, unidades lotéricas e correspondentes CAIXA Aqui. Além disso, é possível realizar saques sem cartão nos terminais de autoatendimento, utilizando a identificação biométrica previamente cadastrada, e nas agências da CAIXA, mediante apresentação de documento de identificação.
Instituído pela Lei n° 7.998/90, o Abono Salarial equivale ao valor de, no máximo, um salário-mínimo, de acordo com a quantidade de meses trabalhados no ano-base. Ele é pago, conforme calendário anual estabelecido pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (CODEFAT), aos trabalhadores que satisfaçam os requisitos previstos em lei. A origem dos recursos para pagamento é o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
A CAIXA atua como agente pagador do Abono Salarial, cabendo ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) a habilitação dos trabalhadores que têm direito ao benefício.
Quem tem direito ao Abono Salarial:
Tem direito ao benefício o trabalhador inscrito no PIS/PASEP há pelo menos cinco anos e que tenha trabalhado formalmente por, pelo menos, trinta dias em 2024, com remuneração mensal média de até R$ 2.766,00. Também é necessário que os dados tenham sido informados corretamente pelo empregador no Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas – eSocial.
Canais de Atendimento:
Dúvidas sobre processamento das informações sociais do trabalhador (eSocial), calendário de pagamentos, identificação, concessão, valor e situação do benefício podem ser sanadas nos canais de atendimento do MTE:
- Aplicativo Carteira de Trabalho Digital;
- Portal Gov.br;
- Canal Telefônico 158.
Para os trabalhadores nascidos entre janeiro e outubro, a CAIXA disponibiliza a consulta às informações do pagamento pelos seguintes canais:
- App CAIXA Tem;
- App Benefícios Sociais CAIXA;
- Portal Cidadão;
- Atendimento CAIXA ao Cidadão, 0800 726 0207.
Os dados de pagamento dos trabalhadores que nasceram nos meses de novembro e dezembro estarão disponíveis nos canais da CAIXA, conforme o calendário de pagamento do Abono Salarial.
Mais informações sobre o Abono Salarial estão disponíveis no site da CAIXA: Abono Salarial | CAIXA.
Destaque
Sem aulas e sem apoio, férias podem virar período de exaustão para cuidadores
Ausência da rotina escolar concentra tarefas em mães, pais e responsáveis e acende alerta para a saúde mental
Por Assessoria
As férias escolares costumam ser associadas a descanso, convivência familiar e momentos de lazer. Para muitas mães, pais e responsáveis, no entanto, o recesso pode trazer uma realidade diferente: mais tarefas, menos pausas e a sensação de estar sozinho na rotina de cuidado. Sem escola, atividades regulares e horários mais previsíveis, o dia a dia das crianças muda e, muitas vezes, toda essa reorganização recai sobre uma única pessoa.
O tema ganha relevância diante das transformações na composição das famílias brasileiras. Dados do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que as mulheres passaram a ocupar a chefia de 49,1% dos domicílios no país, o equivalente a aproximadamente 35,6 milhões de lares. Em 2010, esse percentual era de 38,7%. No mesmo período, a participação masculina na chefia dos domicílios caiu de 61,3% para 50,9%.
O Censo 2022 também apontou aumento dos domicílios unipessoais, que passaram de 12,2% em 2010 para 18,9%, além da permanência de famílias monoparentais, em que filhos ou enteados vivem com apenas um responsável e sem cônjuge presente. Na prática, esses arranjos ajudam a explicar por que, para muitas famílias, as férias podem ampliar uma carga que já existe ao longo do ano.
A sobrecarga por trás do descanso
Segundo a psicóloga Maísa Colombo Lima, o período pode ser especialmente desafiador porque altera a rotina e concentra ainda mais demandas sobre quem já assume a maior parte dos cuidados. “A rotina muda e o cuidador passa a concentrar ainda mais tarefas. Sem escola, atividades regulares ou alguém para dividir os cuidados, o período que deveria ser de descanso pode se transformar em sobrecarga física e emocional”, explica.
Essa solidão, de acordo com a psicóloga, nem sempre está relacionada à ausência de companhia. Em muitos casos, o adulto passa o dia inteiro com a criança, mas sente que não tem com quem conversar, dividir decisões ou expressar o próprio cansaço. A sensação de isolamento nasce justamente desse contraste: há presença o tempo todo, mas pouca escuta, pouca troca e quase nenhuma possibilidade de pausa.
A frustração também pode aparecer quando existe a expectativa de que as férias tragam algum alívio. Para quem cuida sem apoio, porém, o recesso pode representar o contrário. “A expectativa pode ser: ‘Nas férias eu finalmente vou descansar’. Quando isso não acontece, podem surgir irritação, tristeza, ansiedade e sensação de injustiça”, afirma Maísa.

Culpa, cansaço e limite emocional
Entre os sinais de que o adulto está ultrapassando o próprio limite emocional estão irritação frequente, choro, dificuldade para dormir, cansaço constante, vontade de se afastar de todos, sensação de estar no automático e pensamentos como “não vou dar conta” ou “não aguento mais”. Esses sinais merecem atenção porque indicam que o desgaste deixou de ser apenas uma resposta pontual à rotina.
A culpa é outro sentimento comum entre mães, pais e responsáveis que se sentem cansados ou irritados durante as férias. Muitos se cobram por não corresponderem à imagem de um cuidado sempre paciente, leve e disponível, como se o esgotamento significasse falta de amor. Para Maísa, essa interpretação precisa ser revista. “Sentir cansaço não significa falta de amor. É importante substituir a acusação por uma compreensão mais realista: ‘Estou cansada porque estou sobrecarregada e preciso de cuidado’”, orienta.
Quando o adulto está esgotado, a relação com a criança também pode ser afetada. A paciência diminui, as respostas podem se tornar mais ríspidas e o afastamento emocional aparece como tentativa de preservação. Isso não significa que a pessoa seja uma mãe, um pai ou um responsável ruim, mas mostra que ninguém consegue sustentar o cuidado por muito tempo sem pausas, acolhimento e alguma forma de suporte.
Além das demandas práticas, há uma cobrança social para que as férias sejam sempre leves, felizes e cheias de atividades. Passeios, brincadeiras e momentos especiais aparecem como um ideal, mas nem sempre correspondem à realidade de famílias que lidam com cansaço, limitações financeiras, trabalho e ausência de ajuda. Quando a vida real não acompanha essa expectativa, quem cuida pode se sentir inadequado, mesmo fazendo o possível.
Como tornar a rotina mais possível
Para tornar a rotina menos pesada, a psicóloga recomenda reduzir expectativas, estabelecer uma programação possível, alternar atividades com momentos tranquilos e aceitar que a criança não precisa estar entretida o tempo inteiro. Também pode ajudar dividir pequenas tarefas, fazer trocas de apoio com pessoas de confiança e reservar alguns minutos do dia para si.
Quando houver necessidade de pausa, o adulto pode comunicar isso à criança de forma simples e tranquila. Frases como “eu gosto de estar com você, mas agora preciso descansar alguns minutos. Depois podemos fazer algo juntos” ajudam a ensinar que todas as pessoas têm necessidades e limites.
Maísa reforça que familiares, amigos e pessoas próximas também podem ter um papel importante no acolhimento. Uma ligação, algumas horas de companhia ou um convite para uma atividade já podem diminuir a sensação de isolamento. A sobrecarga exige atenção profissional quando o sofrimento se torna frequente e passa a interferir no sono, no trabalho, nos relacionamentos ou na capacidade de cuidar.
Para a psicóloga, reconhecer o próprio cansaço não é sinal de falha, mas uma forma de cuidado. Em um período marcado pela quebra da rotina e pelo aumento das demandas dentro de casa, admitir limites, pedir ajuda quando possível e buscar apoio profissional diante de sinais persistentes de sofrimento são atitudes que protegem tanto o adulto quanto a criança.
Cáceres e Região
Descarte irregular de seringas coloca em risco catadores e trabalhadores da limpeza em Cáceres
O descarte incorreto de materiais hospitalares, como seringas, agulhas e outros objetos perfurocortantes, tem se tornado uma preocupação crescente em Cáceres.
Por Assessoria
Os profissionais da coleta seletiva e da coleta de resíduos relatam o aumento significativo desse tipo de material misturado ao lixo comum e até mesmo aos recicláveis.
A situação representa um risco direto à saúde dos trabalhadores, especialmente dos catadores, que lidam diariamente com os resíduos. As seringas descartadas de forma inadequada podem causar perfurações, ferimentos e até a transmissão de doenças, comprometendo a segurança desses profissionais.
Segundo relatos das equipes de coleta, o problema tem se intensificado nas últimas semanas, com a presença frequente de materiais potencialmente contaminados entre os resíduos domésticos. A prática, além de perigosa, é considerada irregular e vai contra as normas sanitárias.
O descarte correto desses materiais é simples, mas exige atenção. Seringas e objetos cortantes devem ser acondicionados em recipientes rígidos, como garrafas PET bem fechadas, ou levados até unidades de saúde, que são responsáveis pela destinação adequada desse tipo de resíduo.
Samara Brant, diretora executiva da Águas do Pantanal afirma que conscientização da população é fundamental para evitar acidentes e preservar a saúde dos trabalhadores que atuam na limpeza urbana. “Um pequeno cuidado no descarte pode fazer toda a diferença na vida de quem está na linha de frente da coleta”. Afirmou.
Respeitar essas orientações é um ato de responsabilidade coletiva e de respeito ao próximo.

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