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MIRASSOL E QUATRO MARCOS – 17º BPM captura três foragidos da Justiça durante operação na região de fronteira

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O 17º Batalhão da Polícia Militar realizou, na manhã deste sábado (11), a captura de três homens com mandados de prisão em aberto durante ações da Operação Divisa Segura, desenvolvida nos municípios de Mirassol d’Oeste e São José dos Quatro Marcos, no oeste de Mato Grosso. As prisões foram realizadas após informações repassadas pela Agência Local de Inteligência (ALI), reforçando o trabalho integrado entre inteligência e policiamento ostensivo.

Em São José dos Quatro Marcos, um homem de 35 anos foi localizado em seu local de trabalho, na região central da cidade. Após a confirmação do mandado judicial, expedido pela 3ª Vara de Mirassol d’Oeste, ele recebeu voz de prisão, foi informado sobre seus direitos constitucionais e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil. Conforme a Polícia Militar, o suspeito não apresentava lesões e não foi necessário o uso de algemas.

Já em Mirassol d’Oeste, outras duas prisões por mandados judiciais foram efetuadas durante o policiamento da operação. Em um dos casos, a equipe localizou um homem procurado por responder a processos por porte ilegal de arma de fogo, furto qualificado e falsidade ideológica. Na outra ocorrência, outro suspeito foi encontrado após levantamento da inteligência policial e conduzido à delegacia sem oferecer resistência.

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Segundo a Polícia Militar, os três mandados de prisão estavam vigentes e foram cumpridos dentro dos protocolos legais. Os suspeitos respondem a diferentes processos judiciais, envolvendo  crimes como furto, estupro e inadimplemento de pensão alimentícia, além de outros delitos. As ações integram a Operação Divisa Segura, que intensifica o combate à criminalidade e o cumprimento de ordens judiciais na área de atuação do 17º BPM, fortalecendo a segurança pública na região de fronteira.

Por Evair Almeida – Cáceres Urgente

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Mato Grosso registra 26 feminicídios em 2026 e junho bate recorde de assassinatos de mulheres

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Maior parte dos crimes foi cometida por maridos que usaram faca como arma.

Dados do Observatório Caliandra revelam que Cuiabá e Várzea Grande lideram ranking de mortes e crimes já deixaram 32 crianças órfãs no estado

Por: VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT

Mato Grosso já contabiliza 26 casos de feminicídios confirmados em 2026. Os dados são do Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado (MPMT), e apontam junho como o mês com o maior número de registros desse tipo de crime.

Cuiabá e Várzea Grande ainda lideram o ranking das cidades com mais vítimas de feminicídio. Cada uma registrou, até agora, três ocorrências. Também aparecem na lista Vila Bela da Santíssima Trindade e Tangará da Serra, com dois casos cada.

Já Tapurah, Sinop, São José do Xingu, Rondonópolis, Poxoréu, Porto dos Gaúchos, Nova Maringá, Nova Bandeirantes, Lucas do Rio Verde, Itaúba, Guarantã do Norte, Chapada dos Guimarães, Brasnorte e Castanheira registraram um caso cada.

Um dos últimos casos noticiados pelo  foi a morte da professora Adélia Cristina de Oliveira Batista, de 49 anos, que teve o corpo encontrado na segunda-feira, 29 de junho, em um assentamento na cidade de Castanheira (a 787 km de Cuiabá). Segundo o registro, vizinhos sentiram falta da vítima, que havia saído para os fundos de sua propriedade rural e não retornou.

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Durante as buscas, ela foi encontrada dentro de uma represa. Joel Laureano Ferreira, de 46 anos, foi preso pelo assassinato da mulher, que era sua namorada. Segundo a polícia, o suspeito teria estrangulado e quebrado o pescoço da vítima antes de jogar o corpo em uma represa. O Caliandra incluiu o assassinato dela no banco de dados do estado neste mês de julho.

Nesta semana, também foi confirmada a investigação por feminicídio da morte de Olga Beatriz, de 12 anos, que teria sido asfixiada pelo próprio pai. O inquérito foi concluído e a Polícia Civil indiciou o agressor, morador de Várzea Grande, que está preso preventivamente. O processo está em tramitação. O caso ainda não foi contabilizado nos dados do MPMT.

Ainda conforme o levantamento, facas e objetos semelhantes foram os itens mais utilizados nos crimes. Asfixia e estrangulamento aparecem empatados em segundo lugar. Armas de fogo ocupam a terceira posição, seguidas por atropelamento e espancamento.

Do total de casos, sete mulheres perderam a vida dentro da própria residência. O item “residência” ainda aparece em 13 ocorrências, podendo se referir à casa do criminoso ou a qualquer outro imóvel de familiares ou conhecidos. Quatro mortes ocorreram em ruas e avenidas das cidades.

Desprezo e discriminação pelo fato de serem mulheres, além do sentimento de posse, aparecem como as principais motivações apontadas para os crimes, praticados, em sua maioria, por ex-maridos ou ex-namorados.

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Das 26 vítimas, apenas duas tinham medida protetiva ativa e oito haviam registrado boletim de ocorrência contra o agressor antes da morte. Mulheres pardas e com ensino médio completo lideram o perfil das vítimas em Mato Grosso.

Ainda conforme o Observatório Caliandra, 32 crianças ficaram órfãs em decorrência dos feminicídios registrados em 2026.

Denuncie

A violência contra a mulher não pode ser ignorada nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou situações de risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas, e o boletim de ocorrência pode ser registrado de forma online, por meio da Delegacia Digital.

Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.

O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes de feminicídio pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelece a Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.

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Após 20 dias, perícia sobre suspeita de cocaína em madeira apreendida em Cáceres e Corumbá segue sem laudo definitivo

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Amostras foram levadas pela Polícia Federal para Brasília

Vinte dias após a apreensão de 260 toneladas de madeira em Corumbá e Cáceres (MT) por suspeita de transporte de cocaína, a Polícia Federal ainda não divulgou o laudo pericial definitivo. A carga continua retida no Porto Seco, enquanto as transportadoras alegam prejuízos decorrentes da demora.

A apreensão ocorreu no dia 18 de junho, quando oito caminhões vindos da Bolívia foram alvo de fiscalização integrada e coordenada pela Receita Federal, após informações de uma investigação internacional apontarem a possibilidade de traficantes utilizarem madeira para ocultar cocaína líquida. Quatro veículos ficaram retidos em Corumbá e outros quatro em Cáceres.

Segundo o advogado que representa as transportadoras, Leandro Lobo, os testes químicos preliminares realizados pela Polícia Federal em Corumbá não detectaram a presença de entorpecentes. O defensor encaminhou à reportagem trecho do inquérito policial em que consta que “os resultados desses testes foram negativos para todas as amostras analisadas”.

O documento afirma ainda que o resultado “contrasta com as informações preliminarmente repassadas acerca da possível presença de substância entorpecente”, ressaltando, entretanto, que a natureza sólida da madeira exigia exames laboratoriais mais aprofundados.

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No dia 26 de junho, um perito da Superintendência da Polícia Federal em Brasília esteve em Corumbá para coletar novas amostras. Desde então, conforme a defesa, ainda não houve divulgação do laudo definitivo.

O advogado sustenta que não há materialidade do crime até o momento e que a investigação permanece em fase preliminar. Segundo ele, além dos testes químicos iniciais, um cão farejador utilizado durante a fiscalização não indicou a presença de drogas.

Ele afirma ainda que quatro motoristas permanecem em Corumbá aguardando a conclusão da investigação e que os caminhões acumulam despesas diárias de aproximadamente R$ 600 cada no Porto Seco. De acordo com a defesa, o prejuízo já se aproxima de R$ 60 mil apenas com estadias.

“O que nós queremos é apenas a conclusão do laudo. Se houver droga, que sejam tomadas as medidas cabíveis. Mas, até agora, os exames preliminares deram negativo e não existe materialidade de crime”, afirmou.

A defesa também sustenta que a madeira apreendida é de aroeira, espécie considerada extremamente densa, o que, segundo o advogado, dificultaria a impregnação de substâncias ilícitas.

A suspeita surgiu a partir de informações compartilhadas entre autoridades da Bolívia e dos Estados Unidos, segundo as quais organizações criminosas estariam utilizando madeira impregnada com cocaína líquida para transportar a droga até o Brasil. Nesse método, a substância é incorporada ao material, em vez de ser escondida em tabletes ou compartimentos.

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Após a chegada ao destino, a droga pode ser recuperada por meio de processos químicos. Justamente por isso, a confirmação da presença de cocaína depende de exames laboratoriais mais complexos do que os realizados em apreensões convencionais, nas quais o entorpecente é localizado e pesado imediatamente.

A reportagem tentou contato com a Polícia Federal, mas não obteve retorno até a publicação da matéria.

Exportações travadas

A apreensão das cargas em Corumbá também provocou reflexos no setor florestal boliviano. Segundo a Câmara Florestal Boliviana, as exportações de madeira caíram mais de 60% desde junho, em razão do reforço nas fiscalizações e da demora na liberação das cargas.

Conforme o portal boliviano Unitel, transportadoras enfrentam atrasos superiores a 20 dias para a conclusão de análises laboratoriais e a liberação das exportações. O veículo também informa que cerca de 60 contêineres de madeira estão retidos no porto de Arica, no Chile, um dos principais pontos de escoamento da produção boliviana.

 

Fonte: Campo Grande News

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