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Eleitorado de Cáceres encolhe 5,5% após cancelamentos e soma 62,3 mil aptos a votar em 2026

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu o processamento das operações do Cadastro Eleitoral para as Eleições Gerais de 2026. Em Cáceres, o contingente de eleitores aptos a exercer o direito ao voto no pleito de outubro fixou-se em 62.365 cidadãos. O número representa uma redução de aproximadamente 5,5% na comparação com as Eleições Gerais de 2022, quando o município contava com 66.035 eleitores registrados.

 

 

Por: Joner Campos I CN

A diminuição no quantitativo local decorre do elevado volume de títulos cancelados devido à ausência injustificada às urnas nos últimos três pleitos consecutivos, sem a devida quitação de multas ou regularização dentro do prazo legal.

Em contrapartida ao enxugamento do cadastro, a Justiça Eleitoral registrou um avanço expressivo na identificação digital no município. O percentual de eleitores com impressões digitais e biometria cadastradas saltou de 82,24% em 2022 para 95,12% em 2026, totalizando 59.322 eleitores biometricamente identificados.

Movimentações do Cadastro (2023–2026)

• 4.931 Transferências de domicílio eleitoral

• 2.513 Títulos cancelados por faltas consecutivas

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• 1.801 Óbitos baixados do sistema

Entre 2023 e o fechamento do cadastro em maio de 2026, a Zona Eleitoral de Cáceres registrou 4.931 transferências de domicílio, 1.801 baixas por óbito e o cancelamento de 2.513 eleitores faltosos.

Perfil Demográfico: Gênero, Raça e Faixa Etária

Os dados demográficos do TSE revelam a manutenção da hegemonia feminina no eleitorado cacerense: as mulheres somam 32.495 eleitoras (52%), enquanto os homens contabilizam 29.869 eleitores (48%). O cadastro contabiliza ainda 10 eleitores que optaram pelo uso do nome social na identificação do título.

No recorte de cor e raça declarado, pardos: 62%, brancos: 22%, pretos: 13%, amarelos: 1% e indígenas: 0,3%.

A pirâmide etária aponta que a força decisória concentrou-se na meia-idade. A maior faixa etária é formada por eleitores de 40 a 44 anos (6.154 pessoas), seguida de perto pelo grupo de 45 a 49 anos (6.000 pessoas). Do total, 54.341 possuem voto obrigatório, enquanto 8.024 integram o voto facultativo (jovens de 16 e 17 anos, idosos acima de 70 anos e analfabetos).

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Mato Grosso Supera 2,6 Milhões de Eleitores

Em âmbito estadual, Mato Grosso seguiu a tendência oposta ao enxugamento cacerense e registrou um crescimento de 7% em seu eleitorado, saltando de 2.469.414 aptos em 2022 para 2.638.230 eleitores em 2026.

Devido à padronização nacional do horário de votação pelo horário oficial de Brasília, os portões das seções eleitorais em Mato Grosso serão abertos às 07h e encerrados pontualmente às 16h tanto no primeiro turno, agendado para 04 de outubro, quanto no eventual segundo turno, previsto para 25 de outubro.

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Cáceres: Policiais estouram ponto de encontro de facção, apreendem arma e prendem dois

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Denúncia anônima levou os militares a flagrarem os suspeitos armados no quintal. Dupla estava com pistola calibre .40, maconha e cocaína

Por: Thomas Eliton | O Livre

Equipes do 6º Comando Regional da Polícia Militar prenderam dois homens faccionados, de 19 e 20 anos, por porte ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas, na noite desta terça-feira (21.7), em Cáceres. Com a dupla, foram apreendidas uma pistola, munições e porções de maconha e cocaína.

Os criminosos foram localizados após a PM receber uma denúncia sobre faccionados reunidos em uma residência, no bairro Santos Dumont, planejando crimes que seriam praticados na cidade.

Os militares seguiram ao endereço informado e fizeram monitoramento prévio, quando viram os suspeitos reunidos no quintal e um deles com uma arma de fogo em mãos. Em seguida, a PM entrou no imóvel e os suspeitos fugiram, pulando o muro da residência em direção a casas vizinhas.

Eles foram perseguidos pela PM, que encontrou um dos homens escondido no banheiro de um imóvel vizinho e o outro suspeito no fundo do residencial de quitinetes onde foram vistos inicialmente. Com um deles, foi localizada uma pistola carregada com 13 munições de calibre .40.

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Em seguida, os policiais retornaram com os suspeitos para o endereço inicial e fizeram buscas, encontrando porções de substâncias análogas à maconha e à cocaína e mais munições de calibre .40, além de materiais usados no tráfico de drogas.

Os homens confessaram serem membros de uma facção, receberam voz de prisão e foram levados para a delegacia de Cáceres para registro da ocorrência e demais providências.

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Sindicato pede transferência de presos de Cáceres, Araputanga e Mirassol após denúncia que afastou 22 policiais penais por suspeita de tortura em MT

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Entidade afirma que remanejamento dos detentos denunciantes seria menos oneroso e reduziria impactos aos servidores, mas pedido liminar foi negado pela Justiça.

Por g1 MT — Mato Grosso

O Sindicato dos Policiais Penais de Mato Grosso (Sindsppen-MT) pediu à Justiça que os presos responsáveis por denunciar supostas irregularidades nas cadeias de Araputanga, Cáceres e Mirassol D’Oeste sejam transferidos para outras unidades do sistema prisional, em substituição ao afastamento de 22 policiais penais determinado pelo Tribunal de Justiça. A entidade argumenta que a medida protegeria os detentos e evitaria prejuízos financeiros e funcionais aos servidores.

O pedido foi apresentado em um mandado de segurança coletivo contra a decisão do desembargador Orlando Perri, em maio deste ano. Segundo o sindicato, a remoção dos custodiados para unidades como a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, ou a Penitenciária de Sinop, seria uma alternativa prevista na Lei de Execução Penal e com menor impacto aos cofres públicos do que o remanejamento compulsório dos policiais.

Ao todo, foram afastados 10 servidores da Cadeia Pública de Araputanga, nove da Cadeia Pública Masculina de Cáceres e três da Cadeia Pública de Mirassol D’Oeste. Os policiais permaneceram em atividade, mas passaram a desempenhar exclusivamente funções administrativas em unidades diferentes daquelas onde atuavam.
O sindicato ainda alegou que a decisão resultou em aumento da carga de trabalho. Conforme a entidade, a ausência de transporte oficial e a necessidade de deslocamentos diários entre municípios elevaram a jornada semanal para aproximadamente 50 horas, comprometendo a saúde física e mental dos profissionais.

O pedido de liminar, porém, foi negado pelo desembargador Gilberto Giraldelli. Na decisão, o magistrado considerou que uma eventual transferência dos presos envolve questões relacionadas à administração do sistema penitenciário e à situação processual dos custodiados, não sendo possível determinar essa providência em caráter de urgência. Também destacou que o afastamento dos policiais busca preservar as investigações e evitar possíveis retaliações contra os detentos que prestaram depoimentos.

A medida foi adotada após inspeções realizadas pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF) entre os dias 2 e 4 de março de 2026 apontarem indícios de práticas de tortura, maus-tratos e outras violações de direitos humanos contra pessoas privadas de liberdade em cinco unidades prisionais de Mato Grosso.

Na ocasião, o magistrado determinou o afastamento cautelar de 22 policiais penais que atuavam diretamente com os detentos nas cadeias públicas de Araputanga, Cáceres e Mirassol D’Oeste. Os servidores permaneceram em atividade, mas passaram a exercer apenas funções administrativas em unidades diferentes das que trabalhavam anteriormente. A decisão também estabeleceu medidas para garantir a proteção dos presos que prestaram depoimentos às autoridades e preservar o andamento das investigações.

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