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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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Edital nº 01/2026, sob organização do Instituto Selecon, oferta dezenas de vagas imediatas mais cadastro de reserva para níveis médios na zona urbana e rural.

Por: Joner Campos I Cáceres Notícias

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Em Cáceres – Aprovação de projeto pode influenciar em eleição da presidência da Câmara; cinco estão na disputa

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Sinézio Alcântara – Expressão Noticias
Além das articulações e costumeiros “arranjos” a eleição da nova Mesa Diretora da Câmara de Cáceres, que acontece no primeiro dia de 2027 está condicionada a aprovação de um Projeto de Resolução, que pode alterar a Lei Orgânica Municipal e, permitir a reeleição da atual presidência por mais dois anos.

Baseado em um parecer do Supremo Tribunal Federal (STF), o projeto está em poder da presidência, podendo ser colocado para apreciação e votação a qualquer momento.

Principal beneficiário da aprovação do projeto, o presidente da Casa, vereador Flávio Negação (MDB), candidato à reeleição diz que “Se o meu projeto não for aprovado, o novo presidente da Câmara deverá ser o vereador Pastor Júnior (PL)” numa clara alusão de apoio ao colega.

Macedo reassume para articular candidatura

Assim como nas eleições anteriores, a disputa da presidência, deste ano, deverá ser acirrada. Decano do legislativo municipal, o vereador Rubens Macedo (PSB) de nove mandatos, que há um ano se afastou para assumir uma secretaria na gestão da prefeita Eliene Liberato, retorna na sessão da próxima segunda-feira, visando a presidência.

Em contato com o site Expressão Notícias, Macedo admitiu que a volta ao parlamento é estratégico. “Já protocolei na secretaria o requerimento sobre a minha saída. Volto na sessão de segunda-feira porque sou pré-candidato a presidência da Câmara”. Macedo irá substituir o vereador Wesley Lopes (PSB).

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Até agora 5 vereadores miram a presidência da Câmara

Além do atual presidente Negação, cuja candidatura à reeleição, depende da aprovação do Projeto de Resolução e Macedo que deixa a administração para trabalhar a candidatura, mais três vereadores miram a presidência:  O pastor Júnior e Elis Enfermeira, pelo PL e vereador Professor Domingos pelo PSB.

A oposição acredita que permanece na presidência da Câmara por mais dois anos. A exemplo da última eleição, eles apostam em um eventual racha entre os da base aliada. É que tanto o vereador Domingos dos Santos, quanto Rubens Macedo não tem intenção de recuar. Ambos também disputam o apoio da prefeita.

Na oposição se destacam pré-candidaturas de Pastor Júnior e Elis Enfermeira

Na oposição, tanto vereador Pastor Júnior, quanto a vereadora Elis Enfermeira acreditam que tem trunfo para eleger. Júnior tem o apoio declarado do vereador e presidente Flávio Negação, que já confirmou que se o Projeto de Resolução não for aprovado estará fechado com o pastor. E também confidenciou ao site outros apoios.

Por outro lado, a vereadora Elis Enfermeira, também tem apoio declarado, inclusive, de colegas de outros partidos. Como, por exemplo, do vereador petista Cesare Pastorello.

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Em conversa com o site Expressão Notícias, ele disse que “seria um avanço imenso ver o legislativo cacerense conduzido por uma mulher como a vereadora Elis Enfermeira. Caso seja candidata, ela terá meu voto, já que no ano que vem não pretendo mais estar na Câmara, mas neste ano ainda voto”.

Pastorello não vê clima para aprovação do Projeto de Resolução

Além da declaração de apoio a pré-candidatura da vereadora Elis Enfermeira, o vereador Cesare Pastorello, também opina sobre a tramitação do Projeto de Resolução que permite a reeleição dos atuais presidentes, por mais dois anos.

“Pessoalmente, sou favorável à aprovação do projeto, que busca apenas alinhar as normas internas da nossa Câmara ao entendimento pacificado pelo Supremo Tribunal Federal. Ao julgar a ADI 6.674, o STF estabeleceu que é permitida uma única reeleição sucessiva para os cargos diretivos do Legislativo”

E acrescenta: “mas, sendo muito transparente, não vejo clima político para alcançar a aprovação. As resistências têm falado mais alto do que a necessidade de adequação legal”. A opinião de Pastorello, apontado como um dos mais estudiosos e influentes da Câmara, não é nada favorável a pretensões do presidente Negação.

 

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