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Civil, BOPE, Rotam e Força Tática prendem 3 e caçam foragidos após ataque a tiros em casa no bairro Cavalhada em Cáceres

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Três suspeitos foram presos durante a ação, que mobiliza BOPE, Rotam, Força Tática e equipes do policiamento ordinário na região da MT-343

Foto: Joca de Souza

Uma megaoperação integrada das forças de segurança mobiliza equipes da Polícia Militar na manhã desta terça-feira (11), em Cáceres, a 220 km de Cuiabá. A ação começou ainda durante a madrugada, após um grupo de criminosos, que teria vindo de outras cidades, invadir uma residência no bairro Cavalhada e efetuar diversos disparos contra o imóvel.

Até o momento, três suspeitos foram presos. As equipes policiais mantêm um cerco em uma extensa área de mata às margens da MT-343, nas proximidades da região dos pesqueiros, onde outros envolvidos podem estar escondidos.

A operação conta com a participação de equipes da Polícia Civil, do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), Rotam, Força Tática e do policiamento ordinário.

Segundo as informações preliminares levantadas pelas equipes, os suspeitos teriam se deslocado até Cáceres com o objetivo de atacar uma pessoa ligada a uma facção rival do bando.

 Para entrar no imóvel, o grupo teria utilizado um Hyundai HB20 prata, sem placas, realizando uma manobra de marcha à ré para atingir e derrubar o portão da residência.

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Após conseguir acesso ao local, os criminosos desembarcaram e efetuaram diversos disparos contra a estrutura da casa.

Apesar da violência da ação, as informações iniciais não apontam, até o momento, para confirmação de vítimas atingidas pelos disparos.

Durante a fuga, os suspeitos abandonaram o HB20 utilizado na invasão. O veículo foi localizado pelas forças de segurança em uma via vicinal nas imediações da MT-343 e passou por procedimentos periciais no local.

Equipes da Polícia Judiciária Civil (PJC) e da Politec realizaram levantamentos no automóvel em busca de impressões digitais e outros elementos que possam auxiliar na identificação e responsabilização dos envolvidos.

A parte traseira do veículo ficou bastante danificada após o impacto contra o portão da residência.

Enquanto os trabalhos periciais eram realizados, equipes da Polícia Militar avançaram para a área de mata localizada às margens da MT-343. O objetivo é localizar outros suspeitos que teriam participado da ação, além de possíveis armas utilizadas no atentado.

A ocorrência permanece em andamento e novas informações poderão ser acrescentadas após a conclusão das buscas e dos procedimentos policiais.

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 Fonte: Cáceres  Notícias

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Prefeita Eliene recebe empresários e discute potencial do baru como alternativa de renda em Cáceres

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Autor da Foto: Alessandro Firmino

A prefeita de Cáceres, Eliene Liberato Dias, recebeu em seu gabinete os empresários Douglas Santinni e Ricardo Pavan, ligados às iniciativas Café Visão e Baru, para uma conversa sobre o potencial econômico do baru e as possibilidades de inserção do município na cadeia produtiva do fruto. A prefeita esteve acompanhada pelo secretário municipal de Agricultura, Jeremias Pereira Leite.

Durante o encontro, os empresários apresentaram o trabalho que vem sendo desenvolvido para o aproveitamento da castanha do baru, fruto de uma árvore nativa bastante presente no Cerrado brasileiro e também encontrada na região de Cáceres. A proposta envolve desde a coleta até o processamento da castanha, com possibilidade de utilização na alimentação e na produção de diferentes derivados.

A iniciativa despertou o interesse da administração municipal principalmente pelo potencial de geração de renda para famílias, associações e grupos que já atuam com o extrativismo e com a agricultura familiar. A proposta apresentada está alinhada a uma cadeia que valoriza justamente extrativistas do Cerrado, agricultores familiares, mulheres organizadas e cooperativas.

Segundo o secretário Jeremias Pereira Leite, o encontro teve caráter inicial de prospecção e deverá resultar em uma nova agenda no município. A intenção é organizar visitas dos empresários a comunidades e associações que já desenvolvem atividades extrativistas, especialmente nas regiões da Corixinha e Rancho da Saudade, onde existem grupos de mulheres envolvidos na produção de alimentos e outras iniciativas de geração de renda. “Eles estão conhecendo a ocorrência do baru em nossa região e verificando as possibilidades de aproveitamento da castanha. Ficou acertado que vamos organizar uma nova agenda para que possam visitar associações e grupos que já realizam atividades extrativistas. A ideia é avaliar de forma mais detalhada como essa cadeia pode se transformar em mais uma alternativa de renda para essas famílias”, explicou Jeremias.

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Outro ponto apresentado durante a reunião foi o desenvolvimento e teste de equipamentos destinados ao processamento da castanha. A mecanização de etapas como beneficiamento e preparação do produto pode agregar valor ao baru e facilitar sua comercialização. O projeto estadual apresentado pelos empresários também prevê estruturação da cadeia produtiva, envolvendo cooperativas, agricultura familiar, extrativistas e processamento industrial. O material aponta ainda a utilização de tecnologia específica para descasque, seleção e torra da castanha.

A prefeita Eliene Liberato Dias avaliou positivamente a possibilidade e colocou o município à disposição para aprofundar as tratativas. Para ela, iniciativas que aproveitam potencialidades naturais da região e fortalecem pequenos produtores e comunidades precisam ser estimuladas.

“Cáceres possui uma riqueza natural muito grande e precisamos olhar para essas potencialidades também como oportunidades de desenvolvimento e geração de renda. Ficamos muito animados com a proposta e queremos conhecer melhor todo esse trabalho. Já fizemos o convite para que eles retornem, visitem nossas comunidades e conheçam de perto as iniciativas que já existem. Se conseguirmos agregar tecnologia, mercado e valorização ao trabalho dessas famílias, estaremos criando novas oportunidades sem perder de vista a sustentabilidade e a preservação”, destacou a prefeita.

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O potencial regional ganha ainda mais relevância porque o projeto MT Baru identifica o Pantanal como uma das áreas de origem do produto em Mato Grosso e relaciona a cadeia do fruto à geração de renda, preservação ambiental e fortalecimento das comunidades extrativistas. A proposta mais ampla prevê também ampliar a produção por meio de cooperativas e da agricultura familiar, estimular a industrialização e articular crédito, pesquisa e acesso a mercados.

Uma nova visita deverá ser organizada pela Secretaria Municipal de Agricultura, quando os empresários poderão conhecer diretamente as comunidades, identificar a disponibilidade do fruto e avaliar, junto aos produtores e ao município, as possibilidades concretas de implantação e fortalecimento dessa nova cadeia econômica em Cáceres.

Esdras Crepaldi / DRT 940 MT

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Mato Grosso fecha julho com mais de 1,5 milhão de consumidores com o ‘nome sujo’

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Assessoria

Levantamento do SPC Brasil para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá) mostra que, em julho, aproximadamente 1,5 milhão de consumidores adultos em Mato Grosso estavam com algum tipo de restrição de crédito, número que cresceu 6,50% em relação a julho de 2025.

Na comparação mês a mês, o estado registrou uma leve retração de 0,06% diante do mês de junho, sinal de que, embora a inadimplência continue subindo no acumulado do ano, o avanço perdeu um pouco de fôlego no curto prazo.

Os números de Mato Grosso ficam próximos ao observado na região Centro-Oeste, onde 48,39% da população adulta estava inadimplente em julho e o crescimento anual foi de 6,34%, mas ainda abaixo da média nacional, que ficou em 7,80%.

O levantamento do SPC Brasil mostra também que 53,44% dos inadimplentes são homens e 46,56% mulheres. Já em relação à idade, a inadimplência é mais concentrada entre adultos em fase produtiva da vida: consumidores de 30 a 39 anos lideram o grupo, com 26,85%, seguidos pela faixa de 40 a 49 anos (22,77%) e de 50 a 64 anos (19,90%).

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Quanto se deve

Em média, cada consumidor mato-grossense deve R$ 6.145,15, somando todos os débitos em aberto. Já o tempo que essas dívidas permanecem sem pagamento é de 28,7 meses, ou seja, mais de dois anos e meio.

Na distribuição por tempo de atraso, 35,12% das dívidas estão entre 1 e 3 anos em aberto, enquanto outras 21,69% já ultrapassam de 4 a 5 anos sem quitação. Dívidas mais recentes, de até 90 dias, somam 8,55% do total.

O número de dívidas em atraso também registrou crescimento de 12,63% na comparação anual e de 0,69% frente a junho de 2026.

Bancos concentram as dívidas –

As instituições financeiras concentram mais da metade das dívidas do consumidor mato-grossense (54,81%). Na sequência vêm o comércio, com 21,54%, e a categoria “outros”, com 10,72%. As contas de água e luz representam 8,90% das pendências, enquanto o setor de comunicação soma 4,02%.

Os dados reforçam um alerta que já vem sendo discutido por entidades do setor produtivo. “Mais do que o volume de dívidas, é a duração da inadimplência que preocupa a economia mato-grossense, já que consumidores endividados há anos tendem a demorar mais para retomar o consumo e reorganizar as finanças”, observou Júnior Macagnam, presidente da CDL Cuiabá.

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O dirigente da CDL Cuiabá chamou atenção ainda para a educação financeira no controle da inadimplência e o quanto as apostas podem ter influência no endividamento excessivo. “Esse tipo de jogo vem causando uma verdadeira desestruturação financeira e familiar, levando pessoas a comprometerem seus rendimentos e gerando impactos como contrair novos empréstimos e ter mais dívidas”, observou o presidente da CDL Cuiabá.

Um levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC) divulgado em abril deste ano mostra que os gastos das famílias brasileiras com apostas cresceram 500% em três anos, superando R$ 30 bilhões por mês em março de 2026. A pesquisa analisou o período de janeiro de 2023 a março de 2026, marcado pela expansão do mercado de apostas no País.

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