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Força Nacional atuará por 180 dias na TI Sararé, atingida por garimpo e facção criminosa

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A Força Nacional de Segurança Pública vai atuar por 180 dias na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, território que se tornou um dos principais focos das operações federais contra o garimpo ilegal e a atuação do  crime organizado no estado.

Segundo a Portaria MJSP nº 1.274, de 5 de agosto de 2026, os agentes serão empregados em atividades consideradas imprescindíveis para a preservação da ordem pública e da segurança das pessoas e do patrimônio, em caráter episódico e planejado.

A nova autorização ocorre após uma série de operações realizadas na Sararé. Em junho, investigações da Polícia Federal apontaram que o Comando Vermelho passou a controlar o Garimpo Cururu, um dos principais pontos de extração ilegal de ouro dentro da terra indígena.

De acordo com a investigação, a facção teria começado a atuar na região em 2023 oferecendo proteção armada aos garimpeiros e, posteriormente, ampliado o domínio sobre áreas de mineração. A suspeita é de que o ouro extraído ilegalmente seja utilizado para financiar outras atividades criminosas.

Governo Federal autoriza apoio da Força Nacional em terra indígena invadida por garimpeiros em Pontes e Lacerda - Expressão Notícias

(foto reprodução)

Garimpo chegou a formar uma ‘vila’

A dimensão da atividade ilegal chamou a atenção das forças de segurança, isso porque mais de 2 mil pessoas estavam dentro do território extraindo ouro ilegalmente até poucos meses antes.

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A estrutura montada pelos garimpeiros chegou a ser comparada a uma pequena “vila”, com comércio, bar e até farmácia. Naquele momento, a Terra Indígena Sararé, que possui cerca de 67 mil hectares, tinha 1.117 pontos de garimpo identificados.

As forças de segurança também encontraram túneis subterrâneos utilizados na estrutura da mineração e, segundo a Polícia Federal, para esconder armas e munições.

Até o fim de junho, a operação federal que atuava na região havia prendido mais de 70 pessoas, apreendido mais de 42 mil litros de óleo diesel e 153 quilos de ouro, além de destruir 33 túneis. As equipes também localizaram quase quatro toneladas de explosivos, cerca de 200 acampamentos, mais de 800 motores e 31 máquinas de escavação.

Meses antes, outra etapa da força-tarefa já havia provocado prejuízo estimado em R$ 83,6 milhões ao garimpo ilegal. Em oito semanas, foram realizadas 897 ações de fiscalização, com 4.533 pessoas abordadas e 41 prisões em flagrante.

Ação do Comando Vermelho causa devastação em terra indígena | Diario de Cuiabá

(foto reprodução)

Devastação provocada pelo garimpo

A Terra Indígena Sararé, localizada na região oeste de Mato Grosso, já teve cerca de 4,2 mil hectares – o equivalente a mais de 4 mil campos de futebol – devastados pelos garimpos ilegais que avançam na região, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais e Renováveis (Ibama).

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A Terra Indígena Sararé é território do povo Nambikwara e foi demarcada em 1985. A região está localizada no oeste de Mato Grosso e há anos é alvo de operações para retirada de invasores e combate à extração clandestina de ouro.

Força Nacional já atuou na região

PF e Exército deflagram operações conjuntas para combater o garimpo ilegal na Terra Indígena SARARÉ e crimes transfronteiriços - Primeira Hora

(foto reprodução) – Esta não é a primeira autorização para emprego da Força Nacional na Sararé em 2026. Em janeiro, o Ministério da Justiça havia autorizado a atuação dos agentes por 90 dias, também em apoio à Funai e dentro das diretrizes do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Plano Amas). Agora, a nova portaria estabelece um período de 180 dias.

A Funai ficará responsável por oferecer a infraestrutura e o apoio logístico necessários à operação. O número de agentes que será enviado não foi divulgado e deverá obedecer ao planejamento da Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública.

A atuação também ocorrerá de forma articulada com órgãos federais e com as forças de segurança pública de Mato Grosso, dentro do Plano Amas.

Por Primeira Página
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Gefron e Força Tática apreendem 80 tabletes de drogas em Várzea Grande; droga saiu de Mirassol D’ Oeste

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Por Fabiana Mendes/SESP

Policiais do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e da Força Tática do 2º Comando Regional apreenderam 80 tabletes de drogas nesta quarta-feira (23), em Várzea Grande. Dois homens e uma mulher foram presos em flagrante.
Também foram apreendidos veículos e munições.

Estimativa das forças de segurança, o material apreendido está avaliado em R$ 1,9 milhão.A apreensão aconteceu após a troca de informações entre as equipes de inteligência das unidades policiais sobre um veículo Hyundai HB20 Sedan, utilizado para o transporte de entorpecentes, que teria saído de Mirassol D’ Oeste e estaria em Várzea Grande.

Durante o patrulhamento para verificar as informações, o veículo foi localizado e dois suspeitos foram abordados. Durante as diligências, foram apreendidos 30 tabletes de pasta base de cocaína.

Na sequência, as equipes localizaram um terceiro suspeito, que estava em uma caminhonete S10. Com ele, foram encontrados dois tabletes de cloridrato de cocaína. Em continuidade às diligências, as equipes localizaram mais 48 tabletes de cloridrato de cocaína, além de 38 munições de calibre .380.

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Menino de 11 anos esfaqueia a própria mãe em Tangará da Serra

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Segundo a Polícia Civil, o menino teria reagido de forma agressiva após receber uma ordem da mãe e, durante o episódio, desferido o golpe contra ela.

KARINE ARRUDA DO REPÓRTERMT

Um menino de 11 anos esfaqueou a própria mãe, de 37 anos, durante uma discussão em uma residência nessa terça-feira (22), em Tangará da Serra (a 253 km de Cuiabá). Segundo a Polícia Civil, o menino teria reagido de forma agressiva após receber uma ordem da mãe e, durante o episódio, desferido o golpe contra ela.

O caso chegou ao conhecimento das autoridades por meio de uma conselheira tutelar, que esteve na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município e tomou conhecimento de que a mulher estava recebendo atendimento médico. A vítima permaneceu na unidade de saúde, consciente e sob os cuidados da equipe médica.

A criança permanece com a família e deverá ser encaminhada para acompanhamento psicológico. A Polícia Civil aguarda a melhora do quadro de saúde da mulher para que ela possa ser ouvida e prestar mais informações sobre o ocorrido.

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