Cáceres e Região
ZPE de Cáceres realiza primeira liberação de carga de importação e transforma em realidade projeto aguardado há mais de 30 anos

Por Sinézio Alcantara – Expressão Notícias
A Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres alcançou um marco histórico ao realizar a liberação da primeira carga de importação em seu recinto alfandegado. A operação representa a efetiva entrada da ZPE em uma nova fase e concretiza um projeto sonhado e construído ao longo de mais de 30 anos, consolidando um importante instrumento para o desenvolvimento econômico de Mato Grosso e do Brasil.
Mais do que o desembaraço de uma carga, este momento simboliza a realização de um sonho coletivo e o início de uma nova etapa para o comércio exterior mato-grossense. A ZPE de Cáceres passa a oferecer às empresas uma estrutura estratégica para impulsionar a industrialização, agregar valor à produção, ampliar a competitividade e fortalecer a presença do Estado nos mercados internacionais.
Para o presidente da ZPE Mato Grosso, Francis Maris Cruz, a primeira operação representa o resultado de décadas de trabalho, persistência e confiança no potencial da região.
“Este é um momento histórico para Cáceres, para Mato Grosso e para o Brasil. A liberação da primeira carga de importação representa a concretização de um sonho que aguardava sua realização há mais de 30 anos. É o resultado do empenho de muitas pessoas e instituições que acreditaram na força deste projeto e nunca desistiram de torná-lo realidade.”
Segundo Francis Maris Cruz, a entrada em operação da ZPE inaugura um novo ciclo de desenvolvimento para o Estado.
“Estamos abrindo as portas para uma nova era de oportunidades. A ZPE de Cáceres nasce preparada para atrair investimentos, fortalecer a indústria, gerar empregos, agregar valor à produção regional e conectar Mato Grosso de forma ainda mais competitiva aos mercados internacionais. Esta primeira operação é apenas o começo de uma trajetória que trará benefícios duradouros para toda a nossa população.”

O presidente também destacou que a conquista é fruto da união entre os setores público e privado e do compromisso de todos os parceiros institucionais envolvidos na implantação da ZPE.
“Esta conquista demonstra que, quando há visão de futuro, planejamento e união de esforços, grandes projetos saem do papel. A ZPE é um patrimônio de Mato Grosso e um legado para as próximas gerações. Estamos preparados para receber novos empreendimentos e contribuir de forma decisiva para o desenvolvimento econômico do nosso Estado.”
A expectativa é de que novas operações de importação e exportação sejam realizadas nos próximos meses, fortalecendo a posição de Cáceres como um polo estratégico de comércio exterior e ampliando a atração de empresas voltadas ao mercado internacional.
Após mais de três décadas de expectativa, a ZPE de Cáceres deixa de representar apenas uma aspiração histórica e passa a escrever um novo capítulo no desenvolvimento de Mato Grosso, reafirmando seu papel como instrumento de crescimento econômico, inovação, geração de empregos e integração do Estado ao comércio global.
Sobre a ZPE Mato Grosso
A Zona de Processamento de Exportação de Cáceres é a primeira ZPE em operação da região Centro-Oeste e foi criada para promover o desenvolvimento econômico por meio da industrialização voltada ao mercado internacional. Com infraestrutura alfandegada e ambiente competitivo para investimentos, a ZPE fortalece a logística, amplia as oportunidades de negócios e impulsiona o crescimento sustentável de Mato Grosso.
Mais informações: www.zpematogrosso.com.br
Cáceres e Região
Câmara barra requerimento de Pastorello sobre contrato de 11,5 milhões

Por Assessoria
Apenas PT e PL foram favoráveis ao requerimento que investiga o contrato de terceirização da Autarquia Águas do Pantanal.
Em mais uma ação de fiscalização, apenas Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Liberal (PL) votaram juntos por um requerimento exigindo transparência em um contrato de R$ 11.417.544,00 firmado entre a Autarquia Águas do Pantanal e a COOPSERV’S, cujos documentos não estão no Portal da Transparência.
Partidos que habitam polos opostos do espectro político demonstraram compreender a premissa mais básica do mandato parlamentar: a fiscalização do dinheiro público. O vereador Cézare Pastorello (PT), autor do pedido, contou com os votos favoráveis de Jerônimo Gonçalves (PL), Elis Enfermeira (PL) e Pastor Júnior (PL). Do outro lado, a base governista atuou em bloco para blindar a caixa-preta da terceirização.
O Requerimento exigia as listas nominais dos prestadores de serviço, os recibos de pagamento e as justificativas técnicas para a criação de cargos com salários de mais de R$ 10 mil para funções subordinadas.
O ponto mais sensível do documento, e o que causou o maior incômodo no plenário, era a apuração de denúncias graves de desvio de finalidade. Há indícios de que o contrato milionário da cooperativa se transformou em um verdadeiro cabide de empregos. A suspeita que paira sobre a Autarquia é de que o esquema serve para acomodar fantasmas e indicações políticas diretas de alguns vereadores, utilizando o dinheiro do contribuinte cacerense para pagar cabos eleitorais disfarçados de terceirizados e garantir as votações favoráveis na Câmara.
Ao rejeitar o requerimento, nove vereadores se colocaram contra a prestação de contas à sociedade: Franco Valério (PSB), Marcos Ribeiro (PSD), Manga (PSB), Pacheco (PP), Engenheiro Wesley (UB), Valdeníria (PSB), Jorge (PP), Magali (PP) e Professor Domingos (PSB). A sessão foi conduzida por Isaías Ribeiro (REP), que substituiu o ausente Negação (UB), e por presidir a mesa, não votou.

vereador Jerônimo Gonçalves (PL)
Para o autor da proposta, o placar não significa uma derrota do mandato, mas sim a exposição pública de quem tenta esconder a verdade. Usando a tribuna, Pastorello deixou claro que a rejeição na Câmara é apenas o primeiro passo para escalar a investigação. “A votação não é para ganhar ou perder, é para expor quem é que se coloca contra a fiscalização de indicações de cargos e a fantasmas dentro da autarquia”, declarou o parlamentar.
O histórico recente mostra que a blindagem no Legislativo costuma ruir quando os documentos chegam aos órgãos de controle externo. Foi o mandato de Pastorello, acionando o Ministério Público, que conseguiu defender os cofres públicos de um empréstimo obscuro de R$ 24,9 milhões da Prefeitura e barrar uma consultoria desnecessária de R$ 400 mil. Em ambos os casos, diante das investigações do MP, a própria administração municipal recuou e cancelou os trâmites.
Com o levantamento sendo feito, agora, via Lei de Acesso à Informação, o destino do contrato da COOPSERV’S será o Ministério Público de Tutela do Patrimônio Público e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).
A recusa de informações por parte da base governista evidencia uma blindagem perigosa com o controle externo, que não abala o vereador: “Fiscalizar com o apoio da Câmara é o ideal, mas enquanto vereador tenho as minhas outras ferramentas e irei usar”.
Na mesma sessão, outros dois requerimentos do vereador Pastorello foram aprovados: um para fiscalização de um contrato que recebeu R$ 632.402,00, mesmo com a fiscal de contrato informando que não havia documentos, e outro sobre a instalação do Fort Atacadista.
“Nós não perdemos. Ou a sociedade ganha comigo, ou aprende. Espero que a sociedade aprenda a ver que não negocia suas obrigações” finalizou Pastorello.
O requerimento rejeitado está à disposição da população neste link:
https://sapl.caceres.mt.leg.br/media/sapl/public/materialegislativa/2026/11532/r_-_2026_82_-_saap_-_cooperativa.pdf
Cáceres e Região
Granada antiga é encontrada no centro de Cáceres e detonada com segurança por equipe especializada

Foto: 6º BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR
Da Redação – Expressão Notícias
Uma granada metálica antiga mobilizou equipes da Polícia Militar e do Esquadrão Antibomba nesta quinta-feira (9), após ser localizada na Rua 13 de Junho, na região central de Cáceres.
De acordo com a Polícia Militar de Mato Grosso, a ocorrência teve início após uma denúncia recebida pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP), informando sobre a presença de um possível artefato explosivo no local.
Ao chegarem à área, os policiais militares confirmaram que se tratava de uma granada metálica antiga. Imediatamente, a região foi isolada para garantir a segurança de moradores, comerciantes e pessoas que circulavam pelo centro da cidade, seguindo os protocolos previstos para esse tipo de ocorrência.
Na sequência, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) realizou a remoção técnica do artefato. Posteriormente, uma equipe do Esquadrão Antibomba, deslocada de Cuiabá, efetuou a detonação controlada da granada, adotando todos os procedimentos técnicos e medidas de segurança necessárias.
Segundo o comandante do 6º Batalhão de Polícia Militar, major PM S. Ferreira, não há qualquer indício de que o artefato tenha relação com ações de organizações criminosas ou com ocorrências criminais recentes registradas na região.
“A avaliação inicial indica que se trata de um artefato antigo, aparentemente abandonado, cuja destinação foi realizada de forma segura pelas equipes especializadas”, informou o oficial.
A Polícia Militar orienta que, ao encontrar qualquer objeto com características semelhantes às de um artefato explosivo, a população não tente manuseá-lo. A recomendação é manter distância do local e acionar imediatamente o serviço de emergência pelo telefone 190, permitindo que equipes especializadas adotem as providências necessárias.
A atuação integrada entre o 6º Batalhão da Polícia Militar, o BOPE e o Esquadrão Antibomba garantiu que a ocorrência fosse encerrada sem registro de feridos ou danos à população.
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