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DEBATE: PT e PL protagonizam embates sobre educação e segurança; candidatos de Cáceres criticam políticos de fora

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Sinezio Alcântara – Expressao Noticias

Encontro promovido pelo Canellas Podcast durou mais de três horas, reuniu apenas cinco dos 12 candidatos e foi marcado por divergências ideológicas, críticas a adversários ausentes e defesa da representatividade regional.

O debate entre candidatos a deputado estadual de Cáceres, promovido pelo Canellas Podcast, teve de tudo um pouco. Houve divergências ideológicas, troca de provocações, críticas a adversários e até convite para mudar de partido. Mas, ao contrário do que se poderia esperar, o encontro, que durou mais de três horas, foi marcado pelo respeito entre os participantes.

Dos 12 candidatos da cidade, apenas cinco compareceram: Césare Pastorello (PT), Jerônimo Gonçalves (PL), Marcinho Lacerda (MDB), Elaine Belussi (NOVO) e Luciene Neves (PCdoB).

Em nota encaminhada a direção do Podcast o candidato Túlio Fontes (MDB) ressaltou que sempre valorizou os debates e que considera como uma das melhores ferramentas de democracia para que candidatos possam apresentar suas ideias, propostas e posição diretamente aos eleitores. Entretanto assinalou que não estaria presente no programa levando em conta a definição do horário das 12 as 14 horas causaria prejuízo a sua agenda, inclusive por força de reuniões anteriormente programadas sobretudo faltando três dias para as eleições.

Dividido em quatro blocos, o encontro permitiu que os candidatos fizessem perguntas entre si e respondessem a temas previamente selecionados. Também participaram os jornalistas Sinézio Alcântara, do Expressão Notícias; Luizmar Faquini, do Espaço Livre; Kiko Padovani, do Cáceres no Ar; e Eurimar, da Folha de Cáceres.

Nenhum dos participantes se recusou a responder às questões apresentadas.

 

PT e PL: Embate ideológico e convite para trocar de partido

Como era de se esperar, os embates mais acalorados ficaram por conta dos representantes de dois partidos historicamente adversários: PT e PL.

De um lado, Cézare Pastorello. Do outro, Jerônimo Gonçalves. Embora tenham mantido o respeito, os dois protagonizaram divergências sobre educação, segurança pública e administração estadual.

Na educação, Jerônimo defendeu a implantação e ampliação das escolas cívico-militares. Segundo ele, a disciplina característica dessas instituições contribui para melhorar o desempenho dos estudantes.

Pastorello apresentou uma proposta diferente. Para o petista, o caminho é o investimento na educação pública em tempo integral.

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Na réplica, Jerônimo insistiu nos resultados positivos do modelo cívico-militar. Pastorello, por sua vez, citou a Escola Estadual União e Força, de Cáceres, afirmando que a instituição apresentava desempenho superior ao das escolas militarizadas.

O petista foi além. Sustentou que o fechamento da unidade teria eliminado uma referência que poderia servir de comparação com as escolas cívico-militares.

Mas foi na segurança pública que o confronto ideológico ganhou novos contornos.

Jerônimo responsabilizou o governo federal pelo avanço da criminalidade, acusando a administração federal de adotar uma postura passiva diante do problema.

Pastorello rebateu. Lembrou que Mato Grosso é administrado por governos de direita desde o fim da gestão Dante de Oliveira e citou o Rio de Janeiro como outro exemplo. Argumentou, ainda, que as polícias Civil e Militar são de responsabilidade dos governos estaduais.

O representante do PL defendeu, então, a convocação dos policiais aprovados em concurso público que aguardam nomeação, como medida para ampliar a segurança.

Foi a deixa para Pastorello provocar o adversário.

Diante da defesa da ampliação do quadro de servidores públicos, o petista ofereceu simbolicamente uma ficha de filiação ao PT para Jerônimo.

A provocação se repetiu quando o candidato do PL defendeu a contratação de mais servidores efetivos para a saúde pública.

Apesar das divergências, o episódio arrancou um momento de descontração em meio às discussões.

Mulheres destacam participação; Marcinho rebate questionamentos

As duas únicas mulheres presentes ao encontro, Elaine Belussi, do NOVO, e Luciene Neves, do PCdoB, protagonizaram um momento de reconhecimento mútuo.

Mesmo representando partidos com orientações políticas distintas, ambas destacaram a importância da participação feminina na política e elogiaram a disposição uma da outra de enfrentar uma disputa eleitoral tradicionalmente dominada pelos homens.

Já Marcinho Lacerda, do MDB, aproveitou o espaço para responder aos questionamentos sobre a legitimidade de sua candidatura.

Sem esconder o descontentamento, afirmou que sua participação na disputa é resultado de uma construção política de muitos anos e que não aceitaria que pessoas recém-chegadas ao partido tentassem estabelecer as regras.

A manifestação evidenciou divergências que, segundo o próprio candidato, envolvem o processo de construção de sua candidatura.

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Candidatos de fora viram alvo comum

Se PT e PL divergiram sobre educação e segurança, houve um assunto capaz de aproximar os cinco participantes: a disputa pelos votos de Cáceres por candidatos de outras cidades.

Nesse ponto, as diferenças partidárias ficaram em segundo plano.

Todos criticaram a presença de candidatos de fora que aparecem na região durante o período eleitoral em busca de votos.

Elaine Belussi foi uma das mais contundentes. A candidata afirmou que nem mesmo os concorrentes locais que deixaram de comparecer ao debate mereceriam o voto dos eleitores, muito menos os candidatos de outras regiões.

Pastorello também fez críticas. Em sua manifestação, afirmou que Cáceres e região são grandes demais para caber no quintal de candidatos de Cuiabá e de outros municípios.

O petista defendeu a necessidade de representação política própria, argumentando que a região não deveria depender de parlamentares de outras localidades para defender seus interesses.

Embora tenham apresentado propostas diferentes ao longo do encontro, os cinco participantes manifestaram concordância quanto à importância de Cáceres e região conquistarem representação própria na Assembleia Legislativa.

 

Elaine encerra com recado aos eleitores

Coube à missionária Elaine Belussi uma das manifestações mais contundentes das considerações finais.

Referindo-se às reclamações sobre a quantidade de candidatos de Cáceres na disputa por vagas na Assembleia Legislativa, ela apresentou uma interpretação diferente.

Para Elaine, embora existam 12 candidaturas locais, apenas os cinco participantes do debate demonstraram consideração com a população ao comparecer ao encontro.

A candidata pediu que os eleitores escolhessem, entre os 5 presentes, aqueles com quem mais se identificassem e defendeu que a concentração dos votos em candidaturas locais poderia contribuir para a eleição de dois deputados estaduais de Cáceres.

O encerramento reforçou o ponto de convergência entre os participantes: independentemente das divergências partidárias e ideológicas, todos defenderam uma maior presença política de Cáceres na Assembleia Legislativa.

Ao final de mais de três horas, o debate promovido pelo Canellas Podcast proporcionou ao eleitor a oportunidade de conhecer propostas, observar divergências e comparar os posicionamentos dos cinco candidatos presentes.

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BB fará pagamentos via Pix a mesários nas eleições; auxílio-alimentação para 2,3 MI

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Assessoria

Os mesários e demais colaboradores da Justiça Eleitoral que atuarão nas Eleições Gerais de 2026 receberão o auxílio-alimentação por meio de Pix processado pelo Banco do Brasil. A instituição firmou acordos de cooperação técnica com os tribunais regionais eleitorais (TREs) de todo o país para operacionalizar os pagamentos do primeiro turno e, se houver, do segundo turno.

O Banco do Brasil será responsável pelo processamento dos créditos a partir das informações encaminhadas pelos tribunais eleitorais. A operação utilizará sistemas eletrônicos do banco para dar agilidade aos pagamentos e permitir o acompanhamento das transações. A expectativa é que aproximadamente 2,3 milhões de mesários e colaboradores da Justiça Eleitoral recebam o auxílio-alimentação em todo o país.

A utilização do Pix permitirá que os valores sejam transferidos diretamente aos beneficiários, com a infraestrutura digital do banco e mecanismos voltados à segurança e à rastreabilidade das operações.

Operação nacional

Os acordos abrangem os TREs de todo o país e permitem a execução dos pagamentos em escala nacional. O Banco do Brasil utilizará soluções já empregadas no atendimento a órgãos públicos.

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A instituição bancária tem experiência em operações eleitorais. Nas eleições de 2024, o banco foi responsável pelo processamento de mais de 2,1 milhões de pagamentos destinados a colaboradores da Justiça Eleitoral.

A cooperação para este ano busca facilitar a execução dos pagamentos aos trabalhadores convocados para auxiliar na organização das eleições.

Acordos

Os acordos de cooperação técnica não envolvem prestação de serviço remunerada para o banco. O objetivo é exclusivamente viabilizar a operacionalização dos pagamentos dos auxílios-alimentação aos colaboradores da Justiça Eleitoral.

Segundo o Banco do Brasil, a iniciativa reforça a parceria mantida pela instituição com órgãos da administração pública e amplia o uso de soluções digitais em operações de grande escala.

A instituição destaca ainda sua presença em todo o território nacional e a experiência no atendimento ao setor público como fatores que contribuem para a execução da operação durante as Eleições 2026.

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Cáceres: PM Ambiental encontra casas em área de preservação e apreende munições

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A Polícia Militar Ambiental apreendeu 169 munições de uso restrito e cerca de 60 litros de gasolina armazenados irregularmente durante uma fiscalização na Fazenda Descalvados, em Mato Grosso, na quarta-feira (30). No local, os policiais também identificaram duas residências construídas em Área de Preservação Permanente (APP), às margens de um rio.

A equipe foi até a propriedade após receber denúncia sobre possível crime ambiental envolvendo construções irregulares. Durante a vistoria, os militares constataram que uma das casas estava a aproximadamente 3 metros do leito do rio, enquanto a outra ficava a cerca de 15 metros.

Segundo a Polícia Militar, as edificações pertencem a Juarez Rodrigues Santos Reis e Rogério de Abreu, conforme informações repassadas pelo caseiro da propriedade, Vilson Rodrigues dos Santos Reis.

Durante buscas nas residências, os policiais localizaram 169 munições, sendo 84 de calibre 9mm, 84 de calibre .40 e uma de calibre .357, todas classificadas como de uso restrito. Questionado sobre a procedência do material, Vilson afirmou que as munições pertenciam a Rogério.

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O caseiro recebeu voz de prisão por posse irregular de munição de uso restrito, conforme o artigo 16 do Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003).

Além da apreensão do material bélico, os policiais recolheram aproximadamente 60 litros de gasolina encontrados às margens do rio, armazenados de maneira irregular e com potencial risco de contaminação ambiental.

A Polícia Militar Ambiental informou que serão confeccionados autos de infração, inspeção, embargo e notificação para a desocupação das edificações, além de outros procedimentos administrativos relacionados às irregularidades constatadas.

O suspeito e os materiais apreendidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil, que dará continuidade às providências cabíveis.

 

Por Gazeta Digital

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