Cáceres e Região
Cacerense sai na frente, mas sofre virada e perde por 5 a 2 para o Cuiabá no Geraldão
Equipe de Cáceres sofreu a primeira derrota na Copa FMF; Dourado chegou à terceira vitória consecutiva e manteve 100% de aproveitamento

Por Redação do Jornal Oeste
O Cacerense sofreu a primeira derrota na Copa FMF 2026 ao perder por 5 a 2 para o Cuiabá, na noite deste sábado (26), no Estádio Geraldão, em Cáceres. A Fera da Fronteira chegou a abrir o placar, mas o Dourado empatou ainda no primeiro tempo, com Luiz Phellipe, em cobrança de pênalti, e construiu a virada na etapa final.
No segundo tempo, Mansano marcou três vezes e Nathan também converteu uma cobrança de pênalti para completar os cinco gols do Cuiabá. Com o resultado, o Dourado chegou à terceira vitória consecutiva e segue com 100% de aproveitamento na competição. Cacerense e Cuiabá voltam a se enfrentar na próxima rodada, desta vez na Arena Pantanal.
Cáceres e Região
TÚLIO FONTES PROPÕE AGROINDÚSTRIAS PARA AUMENTAR RENDA DE PEQUENOS PRODUTORES NO OESTE DE MT
Candidato defende beneficiamento da produção dentro da própria região para gerar renda, empregos e ampliar a participação das famílias no valor final dos alimentos

Por Assessoria
O candidato a deputado estadual Túlio Fontes (MDB) defende a implantação de pequenas agroindústrias em Cáceres e nos municípios da Região Oeste de Mato Grosso como estratégia para aumentar a renda das famílias da agricultura familiar. A proposta é permitir que o produtor deixe de vender apenas a matéria-prima e passe a participar também do beneficiamento e da comercialização, etapas que agregam maior valor à produção.
Segundo Túlio Fontes, a região tem potencial para transformar leite em queijos e derivados, frutas em polpas, geleias e doces, mandioca em farinha, além de ampliar o aproveitamento comercial do mel, pescado e de outros produtos das comunidades rurais. A ideia é fazer com que uma parcela maior da riqueza gerada pela produção permaneça com as famílias e circule nos próprios municípios.
“Quem produz o leite não pode continuar recebendo apenas pela matéria-prima enquanto a maior parte do lucro fica nas etapas seguintes. Quero ajudar o pequeno produtor a transformar o leite em queijo, a fruta em polpa, a mandioca em farinha e participar da parte mais rentável da cadeia. Quem trabalha para colocar alimento na mesa das famílias precisa ganhar mais pelo seu esforço”, afirmou Túlio Fontes.
Ex-prefeito de Cáceres, Túlio sustenta que as agroindústrias precisam estar integradas a uma política mais ampla de apoio ao produtor. Entre as medidas defendidas estão assistência técnica permanente, capacitação, acesso ao crédito, regularização sanitária e apoio para aquisição de máquinas e equipamentos.
O candidato também propõe fortalecer associações e cooperativas para reduzir custos, ampliar a capacidade de produção e aumentar o poder de negociação dos agricultores. Para ele, produzir mais não é suficiente se o pequeno produtor continuar encontrando dificuldades para beneficiar e vender seus produtos.
Outro ponto da proposta é ampliar os canais de comercialização. Túlio pretende incentivar a aproximação dos produtores com supermercados, feiras, restaurantes, programas públicos de aquisição de alimentos e alimentação escolar. O objetivo é criar mercados permanentes para os produtos beneficiados dentro da própria região.
Como deputado estadual, Túlio Fontes afirma que pretende atuar na Assembleia Legislativa na busca por recursos e programas estaduais voltados à agricultura familiar. Ele também defende políticas específicas para facilitar a implantação e regularização das pequenas agroindústrias.
Para o candidato, o desenvolvimento econômico da Região Oeste passa necessariamente pela valorização de quem vive e produz no campo, principalmente das famílias das pequenas propriedades.
“A Região Oeste produz muito, mas precisamos transformar mais da nossa produção aqui. Quando beneficiamos o que produzimos, agregamos valor, criamos empregos e fazemos o dinheiro permanecer nos nossos municípios. É assim que a agricultura familiar deixa de ser apenas produção e se transforma também em desenvolvimento”, defendeu.
A proposta prevê ainda apoio ao produtor em todas as etapas, desde a propriedade até a chegada do produto ao consumidor, incluindo licenciamento, embalagem, armazenamento, transporte e comercialização. A meta, segundo Túlio Fontes, é transformar a vocação produtiva da Região Oeste em mais renda para as famílias, empregos no campo e fortalecimento da economia regional.
Cáceres e Região
Após cobrança de Magaly, Câmara propõe Procuradoria para receber denúncias e defender mulheres

Assessoria
Mais de um ano e meio depois de a vereadora Magaly (PP) apresentar um projeto para criar a Procuradoria Especial da Mulher na Câmara de Cáceres, o tema voltou ao Legislativo nesta segunda-feira (28). Desta vez, a iniciativa partiu da Mesa Diretora presidida por Flávio Negação (MDB), com uma nova proposta para instituir um órgão destinado, entre outras funções, a receber e encaminhar denúncias de violência contra mulheres, acompanhar políticas públicas e promover ações de enfrentamento à discriminação.
Magaly havia protocolado sua proposta em 20 de fevereiro de 2025. O texto já previa que a Procuradoria acompanhasse denúncias de violência, monitorasse políticas públicas, promovesse campanhas educativas e mantivesse articulação com instituições públicas e privadas voltadas à proteção feminina. A vereadora também defendia suporte especializado às vítimas e ações de incentivo à participação das mulheres na política e no mercado de trabalho.
O assunto voltou à Câmara menos de dois meses depois. Em abril de 2025, a Indicação nº 251 pediu formalmente à Mesa Diretora, por intermédio de Flávio Negação, que avaliasse e criasse a Procuradoria da Mulher. A proposição foi apresentada em 3 de abril e aprovada pelo plenário no dia 7. O registro oficial confirma que a criação do órgão foi encaminhada diretamente ao comando do Legislativo.
Apesar dessas movimentações ainda no primeiro semestre de 2025, a Procuradoria não foi implantada naquele momento. Agora, mais de um ano depois, a Mesa Diretora apresenta uma proposta própria e mais detalhada. O novo texto prevê uma Procuradora da Mulher e duas procuradoras-adjuntas, funções exercidas por vereadoras sem pagamento de gratificação, além da utilização da estrutura administrativa já existente na Câmara.
Na prática, a Procuradoria funcionará como uma porta institucional dentro do Legislativo para mulheres que enfrentem situações de violência ou violações de direitos. Entre as atribuições estão receber e encaminhar denúncias de violência doméstica, sexual, institucional e política, acompanhar a execução de políticas públicas, promover campanhas e debates e fazer a interlocução da Câmara com a rede de proteção existente no município.
O intervalo entre a iniciativa original e o novo projeto ocorre em meio a uma relação marcada por atritos públicos entre Magaly e Flávio Negação. Neste ano, a vereadora chegou a acusar o presidente da Câmara de perseguição política, violência política de gênero, abuso de autoridade e desvio de finalidade em uma disputa envolvendo seu retorno ao mandato. Negação negou as acusações e sustentou que sua atuação seguiu o Regimento Interno e as orientações jurídicas da Casa.
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