Cáceres e Região
Moraes nega prisão domiciliar a ‘Xuxa’, condenado a 14 anos pelo 8 de Janeiro

Folha 5
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa de José de Arimateia Gomes dos Santos, conhecido como “Xuxa”, morador de Cáceres e condenado a 14 anos de prisão pelos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. A decisão foi assinada na sexta-feira (25) e mantém o cacerense cumprindo pena em regime fechado.
Xuxa está preso desde 21 de novembro de 2023. De acordo com a própria decisão do STF, ele já cumpriu dois anos, nove meses e 19 dias de pena efetiva e acumula 118 dias de remição. A previsão apresentada no processo é de que ele possa progredir de regime em 22 de janeiro de 2027.
A defesa tentou convencer Moraes de que a proximidade da progressão, somada ao histórico de trabalho, estudos, cursos e leitura, justificaria a concessão de prisão domiciliar humanitária. Os advogados também destacaram que José de Arimateia seria o único réu residente em Cáceres ainda preso por fatos relacionados ao 8 de Janeiro.
O argumento, porém, não prosperou. Antes da decisão de Moraes, a Procuradoria-Geral da República já havia se manifestado contra a prisão domiciliar. Para a PGR, a defesa não apresentou nenhuma situação excepcional capaz de justificar a saída do regime fechado.
Na decisão, Alexandre de Moraes afirmou que a legislação prevê prisão domiciliar, como regra, para condenados que já estejam em regime aberto e que, no caso do cacerense, não ficou demonstrada nenhuma condição extraordinária que justificasse abrir uma exceção.
O ministro também afirmou que a proximidade da progressão de regime e o fato de outros condenados pelo 8 de Janeiro eventualmente estarem em situações diferentes não são motivos suficientes, por si só, para autorizar o cumprimento da pena em casa.
José de Arimateia foi condenado por abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada. A pena total foi fixada em 14 anos, sendo 12 anos e seis meses de reclusão e um ano e seis meses de detenção, além do pagamento de multa.
Além da pena de prisão, ele também foi condenado, de forma solidária com outros réus, ao pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos. O valor deve ser destinado ao fundo previsto na Lei da Ação Civil Pública.
Apesar da negativa ao pedido de prisão domiciliar, Xuxa já conseguiu reduzir parte do tempo de cumprimento da pena. Em junho, Moraes homologou 75 dias de remição, sendo 60 pela aprovação parcial no Enem PPL de 2024 e 2025, 12 pela leitura de obras literárias e três pela conclusão de curso profissionalizante. Depois, outros 31 dias foram reconhecidos pelo trabalho realizado entre junho e setembro de 2024.
O processo também registra remição por leitura de livros como “Inocência”, “Crime e Castigo” e “Moreninha”. A defesa vem usando esse histórico de trabalho, estudo e leitura para sustentar que o condenado apresenta evolução no cumprimento da pena.
Mesmo assim, Moraes concluiu que não existe, neste momento, fundamento legal para retirar José de Arimateia do regime fechado. Com a decisão, ele continua preso enquanto aguarda a data prevista para progressão de regime.

Cáceres e Região
Jerônimo Gonçalves defende valorização e segurança aos trabalhadores do Hospital Regional de Cáceres
Em frente à unidade, candidato a deputado estadual aborda mudanças na gestão do hospital e afirma que pretende atuar na Assembleia Legislativa em defesa dos profissionais da saúde

Por Assessoria
O candidato a deputado estadual Jerônimo Gonçalves (PL) abordou, em vídeo gravado em frente ao Hospital Regional Dr. Antônio Carlos Souto Fontes, em Cáceres, a situação dos profissionais que trabalham na unidade e defendeu medidas que ampliem a segurança e a valorização de quem atua na saúde pública.
O Hospital Regional passou recentemente por uma mudança em seu modelo de gestão. A unidade, antes administrada diretamente pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), teve sua gestão transferida para a Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (Agir), por meio de contrato de gestão. Segundo dados divulgados pela própria SES, o quadro passou de 744 servidores temporários vinculados à Secretaria para 1.096 profissionais contratados pela Agir sob regime CLT.
No vídeo, Jerônimo chama atenção especialmente para a necessidade de oferecer maior segurança aos trabalhadores e sustenta que a prestação de um serviço de saúde de qualidade também depende da valorização de quem está diariamente dentro das unidades.
Entre os pontos defendidos pelo candidato está a realização de concursos públicos na área da saúde, como forma de ampliar a estabilidade e a segurança funcional dos profissionais. A discussão sobre concursos e formas de contratação no Hospital Regional não é nova: em 2025, a Câmara de Cáceres chegou a aprovar requerimento pedindo esclarecimentos sobre contratações por processo seletivo enquanto havia candidatos aguardando convocação de concurso público da saúde.
Jerônimo afirma que, caso eleito deputado estadual, pretende levar o tema para a Assembleia Legislativa e atuar na fiscalização das políticas estaduais de saúde e na defesa dos trabalhadores do setor.
Para ele, a discussão sobre o Hospital Regional não deve ficar restrita apenas à estrutura física ou aos números de atendimento, mas precisa incluir também as condições oferecidas aos profissionais responsáveis pelo funcionamento da unidade.
“Nossa proposta é trabalhar para que os profissionais tenham segurança, valorização e seus direitos respeitados”, defende Jerônimo no vídeo.
A pauta ganha relevância porque o Hospital Regional de Cáceres é uma das principais referências de atendimento público de saúde da região Oeste de Mato Grosso e atende pacientes de diversos municípios.
Jerônimo Gonçalves é vereador por Cáceres e candidato a deputado estadual pelo PL, número 22.233.
Cáceres e Região
Túlio Fontes quer transformar riquezas naturais e cultura regional de Cáceres e região em rota de turismo permanente

Da Redação
Dona de paisagens reconhecidas nacionalmente, cidades históricas, rios, eventos tradicionais e uma das principais portas de entrada do Pantanal, a Região Oeste de Mato Grosso ainda ganha pouco com o turismo porque seus atrativos permanecem desconectados. Para mudar esse cenário, o candidato a deputado estadual Túlio Fontes (MDB) propõe a criação de uma Rota Turística Integrada do Oeste, com estrutura para fazer o visitante circular pelos municípios, permanecer mais tempo na região e movimentar hotéis, restaurantes, comércio, artesanato e produção rural.
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