Política
Cartilha da ALMT orienta agentes públicos sobre condutas vedadas nas Eleições 2026
Com a proximidade das Eleições 2026, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) reforça a orientação aos agentes públicos sobre os limites de atuação durante o período eleitoral. Para contribuir com a prevenção de condutas que possam caracterizar irregularidades, a Procuradoria-Geral da ALMT lançou a Cartilha de Condutas Vedadas aos Agentes Públicos – Eleições 2026, material que reúne, em 63 páginas, a legislação aplicável, interpretações dos tribunais eleitorais e exemplos de casos concretos.
A publicação foi elaborada pela Procuradoria-Geral, sob o comando do procurador-geral Ricardo Riva, e supervisionada pela equipe de Gestão de Redes e Publicidade Institucional da Secretaria de Comunicação Social da ALMT. A cartilha tem como objetivo orientar servidores, gestores e demais agentes públicos da Assembleia sobre o que pode e o que não pode ser feito durante o ano eleitoral, especialmente no período que antecede a votação e durante a campanha.
De acordo com o subprocurador Judicial e Extrajudicial da ALMT, Gustavo Roberto Carminatti Coelho, a publicação já se tornou uma tradição da Procuradoria e representa uma importante ferramenta de prevenção.
“A cartilha é uma tradição da Procuradoria. Desenvolvemos esse material para orientar primeiramente os servidores da Casa sobre como se portar e quais condutas podem e não podem ser feitas durante o período eleitoral”, explicou.
Segundo ele, o trabalho de orientação não começou com o lançamento da publicação. Desde o início do ano, a Procuradoria já vinha realizando reuniões e emitindo pareceres para esclarecer dúvidas relacionadas ao período eleitoral.
Subprocurador Judicial e Extrajudicial da ALMT, Gustavo Roberto Carminatti Coelho.
Foto: ANGELO VARELA / ALMT
“Mais especialmente, a cartilha é voltada para esse período de agora, em que a campanha efetivamente começa até a eleição. Passamos por todo o capítulo de condutas vedadas da Lei nº 9.504/97 e procuramos destrinchar não só o texto legal, mas também o entendimento dos tribunais a respeito de cada dispositivo”, afirmou o procurador.
“Procuramos trazer casos concretos de todo o Brasil sobre os quais a Justiça Eleitoral decidiu, com as restrições, permissões, exceções e limitações de cada item, para que tenhamos conhecimento aqui dentro da Casa”, acrescentou.
A publicação aborda desde as condutas que não constituem propaganda antecipada e os limites aplicáveis aos pré-candidatos até as diferentes proibições para o pleito eleitoral.
Entre os temas estão o uso ou cessão de bens públicos; a utilização de materiais ou serviços públicos; a cessão de servidores; a distribuição gratuita de bens e serviços de caráter social; os pronunciamentos em rádio e televisão; a contratação de shows artísticos com recursos públicos em inaugurações e a participação de candidatos em inaugurações de obras públicas.
A cartilha também apresenta orientações sobre condutas vedadas ao longo de todo o ano eleitoral e em períodos específicos, como os três meses que antecedem a eleição, os 180 dias anteriores ao pleito e as fases relacionadas ao encerramento do mandato.
Carminatti Coelho destaca que a existência de candidatos à reeleição entre os parlamentares exige atenção especial no ambiente legislativo. A legislação permite que deputados concorram à reeleição enquanto permanecem no exercício do mandato, mas estabelece limites para impedir que a estrutura pública seja utilizada em benefício de determinada candidatura.
“A Assembleia não pode parar, mas temos que tomar o cuidado de não usar a estrutura da Casa para beneficiar uma campanha”, alertou.
Nesse contexto, a cartilha orienta sobre situações envolvendo bens móveis, materiais, serviços e servidores públicos. “É preciso ter realmente cuidado ao fazer os trabalhos normais e deixar para fora daqui, no comitê, aquele momento mais acalorado da campanha, da bandeira e do adesivo”, afirmou.
Uma das situações que pode gerar dúvidas entre servidores é o uso de camisetas ou outros elementos que identifiquem candidatos dentro da Assembleia.
Segundo o subprocurador, a legislação eleitoral estabelece tratamento específico para as casas legislativas e, na ausência de uma norma interna que proíba determinada conduta, algumas manifestações podem ser permitidas, desde que não transformem o ambiente de trabalho em espaço de campanha.
A mesma lógica pode ser aplicada a veículos adesivados, observadas as normas internas da instituição. O subprocurador ressaltou que existe uma distinção entre o Poder Legislativo e órgãos de fiscalização, como Ministério Público e Tribunal de Contas, justamente porque parlamentares podem ser candidatos e permanecer no exercício do mandato.
Além da cartilha, a Procuradoria-Geral mantém um trabalho permanente de orientação aos setores da Assembleia. Segundo Carminatti Coelho, reuniões já foram realizadas com as secretarias e gabinetes, e a equipe permanece à disposição para esclarecer situações específicas.
“É de suma importância a orientação dos agentes públicos e políticos de quais as ações proibidas e que configuram as chamadas condutas vedadas, previstas especificamente nos artigos 73, 74, 75 e 77 da Lei 9.504/97, a Lei Eleitoral”, diz trecho da cartilha.
Clique aqui para visualizar a cartilha.
Fonte: ALMT – MT
Política
Comissão de Indústria, Comércio e Turismo aprova seis projetos em reunião nesta terça-feira
A Comissão de Indústria, Comércio e Turismo da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, na tarde desta terça-feira (18), seis projetos de lei que tratam de temas como turismo, inclusão e economia. As matérias foram analisadas durante a 3ª Reunião Ordinária do colegiado.
Entre as propostas aprovadas está o Projeto de Lei (PL) nº 243/2025, que estabelece diretrizes para a promoção da acessibilidade, da segurança e da inclusão de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida em atividades e infraestruturas de ecoturismo em Mato Grosso. A matéria recebeu parecer pela aprovação nos moldes do Substitutivo Integral nº 1.
Também foi aprovado o Projeto de Lei nº 390/2026, que institui o Programa Estadual “Viva e Trabalhe em Mato Grosso”, pensado para atrair nômades digitais e ao fomento do turismo sustentável e da economia digital no estado.
Outra propositura aprovada foi o PL nº 649/2026. O texto visa instituir uma política estadual para fortalecer o setor metalmecânico e a indústria de transformação em Mato Grosso, com foco na agregação de valor à produção, inovação, aumento da competitividade e diversificação da economia. A proposta prevê ações para estimular a fabricação e manutenção de máquinas e equipamentos, especialmente ligados ao agronegócio e à infraestrutura, além de incentivar investimentos, qualificação profissional, modernização tecnológica, acesso a crédito, sustentabilidade e integração entre empresas, instituições de ensino e pesquisa. A comissão analisou a proposição em conjunto com o PL nº 663/2026, que recebeu parecer pela prejudicialidade.
A valorização de produtos mato-grossenses no mercado é tema de outra matéria aprovada no encontro. O Projeto de Lei nº 747/2026 pretende criar o selo “Produzido em Mato Grosso”. A iniciativa prevê a identificação da origem, valorização e promoção de produtos fabricados no estado, observando a legislação ambiental, sanitária e produtiva vigente.
A pauta incluiu ainda duas propostas voltadas à segurança em atividades de aventura. O PL nº 811/2026 estabelece diretrizes de proteção à vida, segurança dos praticantes e defesa do consumidor em atividades de turismo de aventura e esportes de alto risco, denominadas “aventura segura”. A proposta também cria o selo de “segurança ativa” e prevê outras providências.
Já o PL nº 856/2026 estabelece normas gerais de segurança para a realização de atividades recreativas, esportivas ou turísticas de salto em altura, incluindo bungee jump, rope jump e modalidades similares no âmbito do estado.
Agora as seis matérias aprovadas pela comissão seguem a tramitação no plenário e na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).
Fonte: ALMT – MT
Cáceres e Região
Cáceres aprova propostas de Pastorello construídas com Conselho da Comunidade e Polícia Penal para unir ressocialização e economia pública

Por Assessoria
Quem passa pelo sistema prisional vai voltar para o convívio em sociedade. A questão que a gestão pública precisa responder é direta: essa pessoa retornará pior ou melhor do que quando entrou? Em Cáceres, uma resposta prática para esse dilema começou a tomar forma na Câmara Municipal com a aprovação de duas proposituras estratégicas apresentadas pelo vereador Cézare Pastorello (PT).
As propostas nasceram de um diálogo direto construído durante a assembleia de eleição e posse da nova diretoria do Conselho da Comunidade da Comarca de Cáceres. O ato marcou a transição da presidência do advogado Bruno Barros — que assumiu a Federação dos Conselhos da Comunidade após uma gestão reconhecida pela reestruturação do órgão, com movimentação de mais de 4 milhões de reais e resgate da credibilidade institucional — para o advogado Luiz Camilo. Acompanharam os debates e a votação em plenário o policial penal Luiz Velozo e o diretor da Unidade Prisional Masculina, Sidney Sampaio.
A iniciativa ataca gargalos históricos do município. Hoje, a unidade masculina abriga cerca de 520 pessoas onde cabem 360, enquanto a feminina comporta mais de 100 mulheres em espaço para 60. Ao mesmo tempo, a prefeitura recorre a licitações com empresas de fora do estado que frequentemente subcontratam mão de obra local de forma precária e deixam serviços essenciais desassistidos, como a manutenção de aparelhos de ar-condicionado em postos de saúde e escolas.
Para mudar essa dinâmica, uma das proposituras solicita ao Conselho da Comunidade o levantamento de reeducandos com formação técnica em áreas como refrigeração, elétrica e mecânica. A meta é aproveitar essas competências nas secretarias municipais por meio do convênio já existente. Já a segunda propositura encaminha à prefeita Eliene Liberato uma minuta de anteprojeto de lei para instituir a Gratificação de Atividade Delegada aos Policiais Penais, nos mesmos moldes do programa já existente para bombeiros e policiais militares. O mecanismo permite que os agentes atuem voluntariamente durante as folgas na custódia e escolta das frentes de trabalho urbano, recebendo verba indenizatória do município.
“O policial penal cuida de uma população carcerária que está acima da capacidade e o trabalho é dobrado, sem salário dobrado. Ninguém ficará preso para sempre. Quando a pessoa comete um delito, ela cumpre a pena e inevitavelmente volta para a sociedade. Apresentamos ferramentas reais para o município economizar recursos, valorizar o servidor da segurança e garantir uma devolutiva melhor do sistema prisional”, defendeu Pastorello em tribuna.
Para o policial penal Luiz Velozo, a postura do parlamentar demonstra foco em soluções viáveis: “Pastorello mostra-se como um parlamentar técnico, que consegue dialogar com as demandas do município e enxergar oportunidades onde antes só existiam problemas”.
Com a aprovação em plenário, as matérias seguem para análise do Poder Executivo, cabendo à prefeitura dar andamento administrativo à triagem técnica e enviar à Câmara o projeto de lei da Atividade Delegada.
Projeto de lei de atividade delegada para os Policiais Penais
https://sapl.caceres.mt.leg.br/media/sapl/public/materialegislativa/2026/11683/i_-_2026_50_-_eliene_-_ppl_-_conselho_da_comunidade.pdf
Proposta para trabalho com os PPLs com qualificação técnica
https://sapl.caceres.mt.leg.br/media/sapl/public/materialegislativa/2026/11682/i_-_2026_49_-_eliene_-_pl_-_atividade_delegada_policiais_penais.pdf
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