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ALMT abre inscrições para webinário sobre avanços e desafios da Lei Maria da Penha

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Os 20 anos da Lei Maria da Penha (Lei 11340/2006) serão marcados pelo webinário promovido pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio da Procuradoria da Mulher e da Escola do Legislativo. O evento será realizado nesta terça-feira (18), das 16h às 19h, em formato on-line e ao vivo, com participação gratuita e espaço para perguntas e interação com o público. Se inscreva gratuitamente aqui.

Com o tema “20 anos da Lei Maria da Penha – avanços, desafios e o compromisso contínuo com a proteção das mulheres”, a iniciativa pretende ampliar o conhecimento sobre a legislação, discutir sua evolução ao longo de duas décadas e refletir sobre os desafios ainda existentes para garantir proteção efetiva às vítimas de violência doméstica e familiar.

A assessora jurídica da Procuradoria da Mulher da ALMT, Mariana Pereira, destacou que o evento foi construído em parceria com a Escola do Legislativo e tem como um dos principais objetivos levar informação não apenas à população, mas especialmente às vereadoras que atuam nas Procuradorias da Mulher instaladas nas câmaras municipais.

“Temos hoje 50 Procuradorias da Mulher instaladas no estado, mas Mato Grosso possui 142 municípios. Quanto mais as vereadoras e a população cobrarem a criação dessas estruturas, mais pontos de apoio teremos para as vítimas de violência doméstica”, explicou Mariana, que participou junto com a secretária da Escola do Legislativo Marcela Vieira, nesta segunda-feira (17), no programal Painel, da Rádio Assembleia, apresentado pelo jornalista Bruno Pini.

Segundo Mariana, a atuação em rede é fundamental para ampliar o alcance das políticas de proteção. A Procuradoria da Mulher da ALMT busca o fortalecimento do intercâmbio com as estruturas municipais para contribuir à formação de uma rede de acolhimento e orientação em todo o estado.

Para Mariana, a aplicação da Lei Maria da Penha avançou significativamente nos últimos 20 anos, especialmente no reconhecimento das diferentes formas de violência e no fortalecimento dos mecanismos de proteção. Entre os instrumentos previstos está a medida protetiva de urgência, que tem como objetivo afastar o agressor e garantir segurança à vítima.

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Dentre os desafios apontados está a ampliação do monitoramento dos agressores por meio de tornozeleiras eletrônicas e a efetiva implementação dos mecanismos previstos na legislação.

A assessora também chamou atenção para um dos principais obstáculos enfrentados pelas vítimas: a dificuldade de romper o ciclo da violência. Disse que, muitas vezes, por vergonha, medo, dependência financeira, preocupação com os filhos e a própria estrutura familiar podem fazer com que a mulher demore a procurar ajuda. Em alguns casos, mesmo após denunciar, ela acaba recuando diante das dificuldades econômicas e emocionais para reconstruir a própria vida.

“Ela precisa saber que existem outros mecanismos que podem acolhê-la”, destacou Mariana, citando, entre as possibilidades, o acompanhamento psicológico, o atendimento social e o auxílio-aluguel previsto para mulheres em situação de violência que atendam aos requisitos legais.

Proteção – Outra palestrante no evento, a secretária da Escola do Legislativo, Marcela Vieira, reforçou que o webinário não representa apenas uma atividade alusiva aos 20 anos da Lei Maria da Penha, mas uma oportunidade de ampliar conhecimento e conscientização.

Para ela, enfrentar a violência contra a mulher é uma responsabilidade que ultrapassa os limites das instituições públicas e envolve toda a sociedade.

“Esse webinário vai proporcionar conhecimento, reflexão, verificar todos os avanços que tivemos até aqui e o que ainda temos para avançar”, disse a secretária.

Marcela destacou ainda a importância de capacitar as representantes municipais que mantêm contato direto com a população. A intenção é fortalecer as Procuradorias da Mulher e ampliar a rede de proteção para além da Assembleia Legislativa.

“Quanto mais conseguimos levar essa informação com clareza, abrindo espaço para perguntas e respostas, mais as pessoas se sentem à vontade para participar do combate à violência contra a mulher”, afirmou.

A programação também deverá abordar os aspectos emocionais que dificultam a ruptura do ciclo de violência, com foco no acolhimento. Para as organizadoras, muitas vezes um contato inicial com uma informação em uma entrevista, palestra, rede social ou evento pode representar o estímulo necessário para que uma mulher reconheça sua situação e procure apoio.

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Além da violência vicária, caracterizada pela utilização de pessoas próximas à vítima, especialmente filhos e familiares, como instrumento para causar sofrimento, exercer controle ou impedir o rompimento do relacionamento, também serão debatidas as diferentes formas de violências previstas na Lei Maria da Penha, como a física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.

A necessidade de ampliar a prevenção e a proteção também está relacionada aos números de feminicídio registrados em Mato Grosso e no país. Mariana alertou que em 2025 o estado registrou 54 feminicídios, enquanto que neste ano já somem 31.

“Precisamos mudar esse cenário e entender que só vamos conseguir isso realmente com tomada de consciência, esclarecimento e difusão das informações”, destacou Mariana.

A proposta é que o debate também contribua para que homens, mulheres, adolescentes, estudantes, agentes públicos e toda a sociedade compreendam que o enfrentamento à violência contra a mulher não é responsabilidade exclusiva das vítimas ou dos órgãos especializados. O público também poderá participar diretamente, enviando perguntas e dúvidas às palestrantes.

Além de Mariana e Marcela, o webinário contará com a participação da procuradora da Mulher da ALMT, Francielle Brustolin, que também atuará na mediadora, além das advogadas Tatiane Castro, integrante da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica da ABMCJ, Sirlei Theis, palestrante e especialista em Comunicação, e Laila Allemand, advogada e professora de Direito.

Serviço

Evento: 20 anos da Lei Maria da Penha – avanços, desafios e o compromisso contínuo com a proteção das mulheres

Data: 18 de agosto de 2026

Horário: 16h às 19h

Formato: on-line, ao vivo, pelo Google Meet (link liberado após inscrição)

Realização: Procuradoria da Mulher da ALMT e Escola do Legislativo

Informações: (65) 98134-2231

Fonte: ALMT – MT

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Cáceres e Região

Câmara aprova por unanimidade projeto do empréstimo de R$ 26 mi para obras na saúde de Cáceres

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Matéria autoriza prefeitura a contratar financiamento junto à Caixa para construção de UBS, CAPS e Hospital Municipal; prazo para viabilizar o projeto junto ao Governo Federal terminava nesta segunda-feira (17/08)

Por Marcio Camilo/Imprensa – CMC

A Câmara de Cáceres aprovou por unanimidade, durante a sessão ordinária da manhã desta segunda-feira (17/08), o Projeto de Lei nº 23/26, que autoriza a prefeitura a contratar empréstimo de R$ 26,049 milhões junto à Caixa Econômica Federal para obras estruturantes na área da saúde.

Os recursos fazem parte do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) do Governo Federal e têm como objetivo a construção de:

  • 4 Unidades Básicas de Saúde (UBS);

  • 1 Centro de Atenção Psicossocial (CAPS);

  • 1 hospital municipal.

Os parlamentares foram unânimes em destacar a importância do projeto para a população, especialmente para as pessoas que mais precisam dos serviços da saúde pública. Durante os debates, os vereadores reforçaram que saúde pública é um direito fundamental e que todo o recurso para a construção dessas benfeitorias será muito importante para o município.

Hospital Municipal é um dos destaques

Um dos pontos centrais do projeto é a proposta de construção do Hospital Municipal. Conforme a matéria, a unidade atenderá duas demandas principais: o encaminhamento de pacientes que necessitam de clínica médica e leitos hospitalares e que hoje ficam internados na UPA, e a questão da maternidade, já que as mães fazem o pré-natal nas UBS, mas precisam se deslocar ao anexo do Hospital Regional para o parto, muitas vezes sem o acompanhamento necessário.

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Pelo projeto, o hospital será construído na área do antigo Hospital Bom Samaritano, com área total construída de 3.302 m². A unidade contará com centro obstétrico, centro cirúrgico, centro de diagnóstico por imagem, enfermarias masculina e feminina, capacidade para 25 a 30 leitos, ala separada para a maternidade e duas salas cirúrgicas.

Prazo e tramitação

A votação desta segunda-feira marcou o último dia para aprovação do projeto. Se a Câmara não aprovasse a matéria, o município perderia o prazo para viabilizar o empreendimento junto ao Governo Federal.

Antes de ir ao plenário, a medida passou pela análise de três comissões: Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Comissão de Saúde e Comissão de Finanças. Todas deram parecer pela legalidade da matéria.

Emendas rejeitadas

A sessão também foi marcada pela discussão em torno de emendas apresentadas pelo vereador Jerônimo Gonçalves. O parlamentar protocolou seis emendas ao projeto, voltadas à transparência, incluindo a divulgação do plano de aplicação e das metas de pagamento no portal da transparência, o envio de cópia integral do contrato com a Caixa à Câmara em até 30 dias após a assinatura e o estudo de viabilidade operacional do hospital antes do desembolso dos recursos.

As emendas, no entanto, não foram recebidas. A CCJ argumentou que o vereador não teria cumprido o rito formal de protocolo junto à comissão, tendo entregue as propostas “de forma informal, desprovida de autuação oficial de protocolo e sem o preenchimento dos requisitos indispensáveis fixados na legislação regimental desta Casa”.

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Pelo Regimento Interno da Câmara, o recebimento de emendas pode ocorrer por duas vias, previstas nos incisos I e II do artigo 200. Além da formalização junto à CCJ, seria possível o recebimento caso o vereador conseguisse a assinatura de um terço dos parlamentares, o equivalente a cinco vereadores. Jerônimo, contudo, não obteve o número suficiente de assinaturas. Além da própria, ele só conseguiu mais duas assinaturas: as dos vereadores Cézare Pastorello (PT) e Marcos Ribeiro (PSD).

Em seu parecer, a CCJ também destacou: “A entrega individual e informal da minuta impede o seu recebimento formal no âmbito da CCJTR como proposição emenda válida, razão pela qual o Parecer nº 234/2026 desta Comissão aprovou a constitucionalidade do Projeto de Lei nº 023/2026 restringindo-se à matéria original, reservando a análise das emendas para momento oportuno”.

A discussão sobre as emendas tomou boa parte da sessão, com os vereadores debatendo a validade, a legalidade e os aspectos técnicos das propostas.

Outras proposituras

Os parlamentares também aprovaram dezenas de proposituras, entre indicações e requerimentos, voltados a áreas como saúde, educação, saneamento básico, infraestrutura e serviços urbanos. Os pedidos incluem limpeza de ruas, patrola e cascalhamento de vias em bairros da cidade, principalmente na região periférica.

Todas as proposituras debatidas durante a sessão podem ser conferidas por meio do Sistema de Apoio ao Processo Legislativo (SAPL), pelo link: SAPL – Câmara Municipal de Cáceres

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Cáceres e Região

Furtos em escolas ficam sem punição em Cáceres após prazo vencer

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Processos apuravam furtos em escolas, abandono de posto e uso de veículo oficial; agora a prefeitura vai investigar quem deixou o tempo passar

Prefeitura de Cáceres

Por: Rojane Marta/Fatos de MT

A Prefeitura de Cáceres arquivou nove sindicâncias administrativas disciplinares abertas em 2016 pela Secretaria Municipal de Educação porque o prazo para punir os servidores investigados prescreveu. As decisões, assinadas pelo secretário municipal de Educação, Fransérgio Rojas Piovesan, em 11 de agosto, foram publicadas nesta quinta-feira (13) no Diário Oficial dos Municípios.

Todos os textos determinam ainda a adoção de medidas administrativas para averiguar eventuais responsabilidades relacionadas à própria ocorrência da prescrição. Ou seja, a administração agora precisa apurar por que os processos ficaram parados até perderem validade.

Os casos arquivados envolvem furto de valores pertencentes a uma unidade escolar, irregularidades na execução de recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar, abandono de posto de trabalho por guarda patrimonial seguido de furto de materiais, responsabilidade por multa de trânsito com veículo oficial, furto de televisor, conduta irregular atribuída a uma servidora da rede e falhas na guarda de materiais escolares. Um segundo processo por abandono de posto também foi encerrado.

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Todas as decisões repetem a mesma fundamentação: após análise dos autos e do parecer jurídico, a autoridade julgadora verificou a prescrição da pretensão punitiva em razão do decurso do prazo legal. Nenhuma delas informa quanto tempo os autos permaneceram sem movimentação nem em que fase pararam.

O contraste está na mesma edição do diário. Uma sindicância aberta em 2024, que apurou a conduta de um guarda patrimonial durante uma tentativa de furto em escola municipal, chegou ao fim com aplicação de advertência. Naquele caso, a autoridade concluiu que o servidor reagiu tarde, já com quatro salas arrombadas e equipamentos separados para a subtração, embora sua atuação tenha impedido a consumação do furto. O nome aparece apenas pelas iniciais.

Também foi publicado o julgamento de um processo administrativo disciplinar de 2025 que apurou anotações falsas de permuta no controle de ponto. Três servidoras foram punidas com dez dias de suspensão cada uma, a partir de 1º de setembro caso não haja recurso. A apuração nasceu da denúncia de uma das próprias investigadas, que confessou a participação e apontou as colegas.

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Na área financeira, a prefeita Antônia Eliene Liberato Dias (PSB) instituiu comissão especial de sindicância investigativa para apurar causas e eventuais responsabilidades pelo déficit orçamentário e financeiro verificado no exercício de 2026. A comissão, composta por servidores das pastas de Fazenda, Planejamento e Finanças, tem 30 dias para concluir os trabalhos, prorrogáveis por igual período, e parte de relatório técnico produzido em julho.

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