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Renegociação das dívidas do agro trava enquanto recuperações judiciais sobem 22%

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A renegociação de até R$ 100 bilhões em dívidas rurais, anunciada pelo governo há quase um mês, ainda não chegou efetivamente aos produtores. O Ministério da Fazenda deve publicar nesta quinta-feira (13.08) a portaria que autoriza o pagamento da equalização dos juros, etapa necessária para liberar parte das operações. A demora ocorre em meio ao avanço das recuperações judiciais no agronegócio, que cresceram 21,9% no primeiro trimestre de 2026.

Foram registrados 474 pedidos entre janeiro e março, segundo a Serasa Experian. O crescimento mais intenso ocorreu entre produtores que atuam como pessoa jurídica: foram 196 solicitações, alta de 73,5% sobre o mesmo período do ano passado.

Os números ajudam a dimensionar a urgência da Medida Provisória 1.376/2026, publicada em 15 de julho. O texto autoriza bancos e cooperativas de crédito a criar novas operações para liquidar ou amortizar financiamentos rurais e Cédulas de Produto Rural (CPRs) de produtores atingidos por perdas climáticas ou queda de renda entre 2019 e 2025.

Apesar de o governo ter afirmado que as renegociações poderiam alcançar R$ 100 bilhões, esse valor representa o total de dívidas potencialmente enquadráveis em diferentes fontes de financiamento. A parcela que deverá receber subsídio do Tesouro Nacional é estimada em até R$ 20 bilhões.

A equalização permite que o produtor pague juros inferiores ao custo de captação dos bancos. A União cobre a diferença. Sem a portaria da Fazenda, as instituições não sabem quanto poderão contratar com essa subvenção nem qual será o limite destinado a cada agente financeiro.

O custo anual para manter as taxas cobradas dos produtores entre 5% e 12% é estimado em mais de R$ 3 bilhões. Para iniciar as contratações ainda em 2026, seria necessário reforçar em aproximadamente R$ 130 milhões os recursos disponíveis no Tesouro.

Mesmo as operações sem equalização enfrentaram dificuldades. O sistema de registro do Banco Central só ficou disponível em 6 de agosto. Até o início desta semana, havia registro de apenas uma renegociação, no valor de R$ 142 mil, realizada no Rio Grande do Sul.

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Bancos e cooperativas também apontam divergências na interpretação das fontes que podem ser usadas, dificuldades para reaproveitar garantias e dúvidas sobre o enquadramento das dívidas. A publicação da portaria, portanto, poderá abrir caminho para os contratos subsidiados, mas não significa que todo o programa passará a funcionar imediatamente.

A pressão aumenta porque a prorrogação automática de 30 dias concedida a determinadas parcelas está perto do fim. Sem a contratação da nova operação, produtores poderão voltar à inadimplência e encontrar mais obstáculos para acessar o crédito da safra 2026/27.

A Medida Provisória permite renegociar operações prorrogadas que estavam em dia até 31 de maio de 2026 e dívidas inadimplentes entre janeiro de 2024 e maio deste ano, desde que sejam atendidos os critérios de perda. O produtor precisa comprovar os prejuízos e a relação entre a dificuldade financeira, os eventos climáticos ou a queda de renda.

Enquanto o programa demora a funcionar, a soja concentra a maior parte das recuperações judiciais entre produtores constituídos como empresas. Dos 196 pedidos registrados no primeiro trimestre, 137 partiram de atividades ligadas ao cultivo do grão. A criação de bovinos apareceu em seguida, com 42 solicitações.

Entre os produtores que atuam como pessoa física, houve movimento diferente. Foram apresentados 182 pedidos, queda de 6,7% na comparação anual. Outras empresas integrantes da cadeia do agronegócio protocolaram 96 solicitações, aumento de 18,5%.

Mato Grosso liderou o número total de pedidos, considerando produtores pessoas físicas e jurídicas e empresas da cadeia, com 135 registros. Goiás apareceu em seguida, com 73, à frente do Paraná, com 50, e de Mato Grosso do Sul, com 38.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende (foto), a portaria precisa produzir resultado imediato. “O produtor não pode continuar ouvindo que a renegociação está disponível e descobrir, ao chegar ao banco, que a operação ainda não pode ser contratada. A Fazenda precisa publicar os limites, garantir os recursos e cobrar das instituições um cronograma claro de atendimento”.

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Rezende afirma que os R$ 100 bilhões anunciados precisam ser acompanhados de informações sobre o volume efetivamente acessível. “Uma coisa é o estoque de dívidas que pode se enquadrar; outra é o dinheiro disponível para fechar os contratos. O governo deve informar quanto cada instituição poderá operar, quais documentos serão exigidos e em quanto tempo o produtor receberá uma resposta”.

Segundo ele, o aumento das recuperações judiciais mostra que a demora já tem consequências dentro das propriedades. “A recuperação judicial deve ser o último recurso, mas muitos produtores estão ficando sem alternativa. Cada semana perdida aumenta a inadimplência, restringe o acesso ao crédito da nova safra e compromete a continuidade da produção. A renegociação precisa sair do anúncio e chegar imediatamente à agência bancária”, concluiu.

O aumento das recuperações judiciais reflete a combinação de custos elevados, crédito mais seletivo, margens menores e acúmulo de dívidas após sucessivas perdas de produção e renda. A recuperação judicial suspende temporariamente cobranças e permite apresentar um plano de pagamento, mas deve ser utilizada como último recurso, diante dos custos e das restrições impostas à atividade.

A medida também começou a ser analisada pelo Congresso. A comissão mista responsável pelo texto foi instalada nesta quarta-feira (12.08), depois do encerramento do prazo para apresentação de 144 emendas. Entre as mudanças defendidas pelo setor estão a ampliação dos produtores enquadrados, a simplificação da comprovação das perdas e a inclusão de mais tipos de dívida.

O calendário é curto. A medida passa a bloquear a pauta de votações em 29 de agosto e precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado até 12 de setembro para não perder a validade. Até lá, o produtor conviverá com duas incertezas: quando as operações começarão efetivamente a ser contratadas e quantos dos R$ 100 bilhões anunciados estarão realmente disponíveis para renegociação.

Fonte: Pensar Agro

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Piloto relata quatro OVNIs sobre Sinop; três luzes formavam triângulo

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Comandante de voo comercial afirmou ter acompanhado os objetos durante aproximadamente 18 minutos; registro foi encaminhado ao CINDACTA IV e está preservado pelo Arquivo Nacional

DO REPÓRTERMT

Um comandante de voo comercial relatou à Aeronáutica ter avistado quatro objetos voadores não identificados enquanto sobrevoava Mato Grosso. As coordenadas registradas no documento apontam para uma área dentro dos limites do município de Sinop, a 500 quilômetros de Cuiabá.

A ocorrência foi registrada em 7 de agosto de 2025, no horário UTC utilizado pela aviação. no horario local, o avistamento teria acontecido entre 20h27 e 20h45 do dia anterior, com duração aproximada de 18 minutos.

O relato consta no dossiê BR DFANBSB ARX.0.0.918, preservado pelo Arquivo Nacional. Embora o campo destinado ao município não tenha sido preenchido, o formulário apresenta as coordenadas 11°52’25” Sul e 55°40’06” Oeste, correspondentes ao território de Sinop.

O piloto comandava uma aeronave comercial que havia partido de Manaus com destino ao Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. No momento do avistamento, o avião estava no nível de voo FL410, equivalente a aproximadamente 41 mil pés ou 12,5 quilômetros de altitude.

Segundo o comandante, três objetos estavam abaixo da aeronave e aparentavam voar em formação triangular. Um quarto objeto estava acima dos demais, realizando movimentos circulares.

O documento também descreve que os três objetos inferiores se deslocavam em zigue-zague, enquanto o conjunto seguia uma trajetória de norte para sul.

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As luzes não possuíam formato definido e alternavam entre as cores branca e vermelha. O piloto declarou não ter ouvido qualquer som, observado rastros ou percebido interferência nos equipamentos eletrônicos da aeronave.

O céu estava claro e a visibilidade foi classificada como ilimitada. Apesar da observação prolongada, não foram produzidas fotografias, vídeos ou outras provas físicas. O formulário registra apenas o testemunho do comandante, cuja identidade foi preservada.

O profissional foi identificado no documento como piloto comercial com conhecimentos técnicos em aviação e meteorologia. A ocorrência foi comunicada ao Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo IV (CINDACTA IV), responsável pelo controle do espaço aéreo na Região Amazônica.

O termo OVNI significa apenas que o objeto ou fenômeno não foi identificado no momento da observação. A classificação, isoladamente, não comprova origem extraterrestre.

Outros relatos no país

Além do episódio registrado sobre Sinop, documentos da Aeronáutica tornados públicos pelo Arquivo Nacional apresentam outros 17 relatos de fenômenos aéreos não identificados no Brasil em 2025.

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Foram cinco registros no Paraná, quatro no Ceará, dois em Minas Gerais, dois em São Paulo, dois no Rio de Janeiro, um em Alagoas e outro sem localização definida. Com o caso de Mato Grosso, são 18 ocorrências catalogadas no período.

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Cáceres e Região

Morre o radialista Márcio Coene em acidente na região de Cáceres

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Radialista e cronista esportivo sofreu amputação de uma perna e duas paradas cardiorrespiratórias; corpo será trasladado para Cuiabá

Por: GABRIEL BARBOSA | Hiper Notícias

O radialista e cronista esportivo Arodir Márcio Coene, de 54 anos, morreu nesta quarta-feira (12), após um grave acidente de trânsito na região da Serra do Cacho, em Mirassol d’Oeste (a 300 km de Cuiabá). Ele ficou preso sob um caminhão boiadeiro após uma colisão envolvendo três veículos.

Conhecido como Márcio Coene, morou durante toda a vida em Cuiabá e também trabalhou no HiperNotícias como contato publicitário. Ele estava internado em estado gravíssimo no Hospital Regional de Cáceres após ser resgatado pelo Corpo de Bombeiros.

O acidente envolveu uma motocicleta Honda Biz, um Hyundai Creta e um caminhão adaptado para o transporte de gado. Após a colisão, Márcio ficou preso sob o veículo pesado.

Para realizar o resgate, os bombeiros utilizaram equipamentos hidráulicos, incluindo alicates e expansores, para estabilizar o caminhão e afastar a estrutura que prendia a vítima.

Após ser retirado, o motociclista recebeu os primeiros atendimentos ainda no local e foi encaminhado às pressas para o Hospital Regional de Cáceres.

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No atendimento inicial, a enfermeira Lidiane, do Corpo de Bombeiros, relatou que Coene apresentava esmagamento e amputação total de um dos membros inferiores. O quadro foi classificado como gravíssimo.

De acordo com informações repassadas por pessoas próximas, ele precisou amputar uma das pernas e sofreu duas paradas cardiorrespiratórias durante a internação. Apesar dos esforços médicos, Márcio não resistiu aos ferimentos e morreu nesta quarta-feira.

O corpo de Márcio Coene será trasladado para Cuiabá, onde será realizado o sepultamento. A família ainda deve divulgar informações sobre o velório e o horário da cerimônia.

Márcio Coence era conhecido pela atuação como radialista e cronista esportivo e mantinha relações profissionais com pessoas ligadas à imprensa de Mato Grosso. Ele também teve passagem pelo HiperNotícias, onde trabalhou como contato publicitário.

As circunstâncias e a dinâmica da colisão entre os três veículos serão apuradas pelas autoridades competentes.

*Com informações Cáceres Notícias

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