Mato Grosso
Asfalto vai facilitar escoamento da produção e incentivar o manejo sustentável no Médio-Norte
Munícipio com grande potencial de desenvolvimento no Médio-Norte de Mato Grosso, Nova Maringá terá o acesso à cidade feito por uma rodovia asfaltada após 40 anos de espera. A pavimentação de 81 quilômetros das MT-492 e MT-249 será realizada pelo Governo do Estado, em parceria com as prefeituras de Nova Maringá e São José do Rio Claro.
A pavimentação entre as duas cidades ainda vai permitir a interligação de Nova Maringá diretamente à rodovia federal BR-163, com maior rapidez e segurança. Isso vai facilitar o escoamento da produção da cidade, que está em grande expansão e hoje tem cerca de 250 mil hectares de produção agrícola e estima plantar mais 100 mil hectares nos próximos anos com a chegada do asfalto.
Além disso, o asfalto novo vai incentivar o manejo florestal sustentável na região Médio-Norte, uma vez que Nova Maringá possui grande potencial para o extrativismo vegetal e contribui em grande parte para o desenvolvimento econômico do setor de base florestal de Mato Grosso.

A pavimentação de 81 quilômetros será executada entre as cidades de Nova Maringá e São José do Rio Claro
De acordo com o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) Marcelo de Oliveira, a pavimentação é um importante ganho para o desenvolvimento da região, que está em exponente crescimento e que ainda precisava enfrentar os percalços logísticos causados por uma rodovia não-pavimentada.
“Até hoje Nova Maringá não é interligado ao asfalto. Mas com a união de esforços do Governo do Estado e das prefeituras formalizamos uma cooperação e vamos poder realizar essa pavimentação e tirar a cidade de Nova Maringá do isolamento”, disse o secretário.
Por meio da cooperação, a Sinfra vai realizar a licitação da obra, excluindo alguns serviços que serão executados diretamente pelos municípios, dentro do limite territorial de cada um. O valor de referência da Sinfra para a licitação da obra é de R$ 65 milhões.
Sob a responsabilidade das prefeituras está a execução de serviços complementares, como terraplanagem, recomposição ambiental e sinalização das vias, por exemplo. Serão investidos cerca de R$ 7,5 milhões pelos municípios.
A Prefeitura de Nova Maringá ficará com a responsabilidade de execução dos serviços em uma extensão de 48,02 quilômetros da rodovia, que corta o município. Já a prefeitura de São José do Rio Claro será responsável por executar os serviços em uma extensão de 33,07 quilômetros.

A pavimentação vai incentivar o manejo florestal sustentável na região Médio-Norte
Para Claudinei Freitas, presidente do Sindicato das Indústrias Madeireiras do Médio-Norte de Mato Grosso, a chegada do asfalto vai impulsionar a abertura de novas indústrias no munícipio de Nova Maringá – e toda a região – que tem grande potencial para se tornar uma cidade incubadora de empresas para esse segmento.
“Parabéns ao governo e aos prefeitos que tiveram a coragem de assinar esse convênio neste momento de pandemia. Nós temos muita biomassa aqui na região e, com esse asfalto, eu tenho certeza de que tudo o que o governo investir vai retornar muito rapidamente. Por isso, só temos que agradecer ao governador Mauro Mendes pela obra”, disse.
Além do ganho econômico, a obra também é a realização de um sonho dos moradores da cidade, segundo o prefeito de Nova Maringá, João Braga Neto.
“Até que enfim um governador chegou para entender o que os outros não entenderam: a importância de Nova Maringá. Já estou louco para por as máquinas na obra para realizar esse sonho que o povo de Nova Maringá espera já tem 40 anos”, encerrou.
Destaque
MT: O único estado brasileiro onde homens são maioria entre solteiros
Impulsionado pela força do agronegócio e pela migração de trabalhadores de várias regiões do país, Mato Grosso registra 102,5 solteiros para cada 100 solteiras, segundo o Censo 2022.
Por Globo Repórter
Mato Grosso ocupa uma posição única no mapa demográfico brasileiro. Segundo dados do Censo 2022, é o único estado do país onde há mais homens solteiros do que mulheres solteiras: são 102,5 solteiros para cada 100 solteiras.
A explicação passa pela forte expansão do agronegócio. O estado atrai trabalhadores de diferentes partes do Brasil para atuar nas lavouras de soja, milho e algodão, gerando uma migração predominantemente masculina em busca de oportunidades profissionais.
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Mato Grosso é o único estado do Brasil onde homens solteiros são maioria, aponta IBGE — Foto: Reprodução/TV Globo
Migração e trabalho no campo
Nas fazendas mato-grossenses, histórias parecidas ajudam a explicar os números. Muitos trabalhadores deixam suas cidades de origem ainda jovens para buscar crescimento profissional.
É o caso de Alan Augusto da Silva Weinch, de 20 anos, operador de máquinas agrícolas. Natural de Novo Machado (RS), ele deixou a casa dos pais para trabalhar no estado.
“Foi preciso coragem, né? Bastante coragem. Se não tem coragem, não vem não”, contou.
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Mato Grosso é o único estado do Brasil onde homens solteiros são maioria, aponta IBGE — Foto: Reprodução/TV Globo
Casamento ficou para depois
A trajetória dos trabalhadores do campo acompanha uma tendência observada em todo o país: os brasileiros estão se casando mais tarde.
Segundo dados do IBGE citados na reportagem, as mulheres se casam, em média, aos 29 anos, enquanto os homens chegam ao casamento aos 31.
Willian Balen, técnico em agropecuária vindo de Santa Catarina, também priorizou a carreira. Aos 27 anos, ele afirma que a meta de formar uma família ficou para mais tarde.
“Meu foco principal é o agro, o trabalho”, disse. “Minha meta é ter um casamento a partir dos 30 anos.”
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Mato Grosso é o único estado do Brasil onde homens solteiros são maioria, aponta IBGE — Foto: Reprodução/TV Globo
Entre a liberdade e a solidão
Para muitos dos trabalhadores que vivem longe da família, a solteirice é marcada por sentimentos contraditórios.
Ao ser questionado sobre as vantagens de não estar em um relacionamento, Willian citou a autonomia: “Sai a hora que quer, volta a hora que quer e não depende de ninguém”.
Já Erisom Marinho de Barros, operador de máquina agrícola que deixou Alagoas para trabalhar em Mato Grosso, afirma que a busca por melhores condições de vida teve um custo emocional.
“Abri mão de muita coisa”, disse. “De estar perto da minha família, da minha filha, para estar em busca da realização dos sonhos.”
Mesmo assim, ele não desistiu da vida amorosa. No ritmo das safras, acredita que os relacionamentos podem surgir nos períodos de entressafra, quando há mais tempo para sair e conhecer pessoas.
Retrato raro no país
O caso de Mato Grosso chama atenção porque vai na contramão da realidade nacional. A população brasileira tem mais mulheres do que homens, resultado de uma mortalidade masculina mais elevada ao longo da vida, segundo especialistas ouvidos pelo programa.
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O novo retrato dos solteiros no Brasil — Foto: Reprodução/TV Globo
Destaque
Mato Grosso cria cadastro estadual de pessoas condenadas por crime de estupro

A Lei nº 13.463/2026 que institui o Cadastro Estadual de Pessoas Condenadas por Crime de Estupro já está em vigor em Mato Grosso. Publicada no Diário Oficial do Estado em 24 de junho deste ano, a norma prevê que pessoas condenadas por esse crime, com sentença transitada em julgado, integrem o cadastro estadual e fiquem impedidas de assumir cargos públicos no âmbito da administração estadual.
(foto reprodução) –
O objetivo é fortalecer as ações de prevenção à violência sexual por meio da organização de informações que possam subsidiar o planejamento de políticas públicas e as ações dos órgãos de segurança.
A justificativa do projeto, aprovado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que criou a nova lei destaca que, embora a punição seja uma resposta do Estado ao crime já cometido, a prevenção é uma ferramenta essencial para reduzir a ocorrência de novos casos de violência sexual, uma vez que, o acesso a informações qualificadas contribui para o desenvolvimento de estratégias preventivas mais eficientes.
O texto também destaca que a alimentação do cadastro poderá ser facilitada pelos mecanismos já previstos na Lei de Execução Penal, que estabelece o acompanhamento de condenados durante a execução da pena. Além disso, a norma menciona a possibilidade de utilização da Rede de Integração Nacional de Informações de Segurança Pública, Justiça e Fiscalização (InfoSeg), mantida pelo Ministério da Justiça, para apoiar a implementação do sistema.
A iniciativa complementa a legislação federal. Desde 2020, o Brasil conta com o Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Crime de Estupro, instituído pela Lei nº 14.069/2020, que reúne informações como identificação, características físicas, fotografias, impressões digitais e perfil genético dos condenados, observados os critérios legais de acesso e utilização desses dados.
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Dessa forma, o Cadastro Estadual de Pessoas Condenadas por Crime de Estupro em Mato Grosso conterá, no mínimo, os seguintes dados: nome, CPF e data de nascimento, foto, características físicas e identificação datiloscópica; DNA; e tipificação penal do crime pelo qual foi condenado.
Será de responsabilidade do Poder Executivo, através da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp), a regulamentação, atualização, divulgação e a forma de acesso ao cadastro, que deverá ser disponibilizado no site eletrônico da Secretaria.
Por: almt
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