Cáceres e Região
PF se irrita com Receita por ‘apreensão’ de madeira sem droga em MT e MS

Uma apreensão de 260 toneladas de madeira pela Receita Federal, em junho, expôs de vez a irritação da Polícia Federal com o órgão.
O motivo é suspeita de que a carga esconderia uma carga de cocaína. Seria, quando nada, a maior apreensão da droga, nos últimos tempos.
A polêmica carga foi retida durante a Operação Timber Shield, nas cidades de Corumbá (MS) e Cáceres (225 km a Oeste de Cuiabá).
A coluna “Painel”, da Folha de S. Paulo, revelou que laudos da PF constaram que não havia presença da droga.
Para a cúpula da PF, a avaliação é que há uma clara violação de competências por parte da Receita, já que as investigações sobre o tráfico internacional de drogas são de competência exclusiva da corporação.
Segundo o jornal, o clima, que já não era bom, azedou quando a RF deflagrou a operação, em cooperação com autoridades dos Estados Unidos e da Bolívia.
Na época, o órgão divulgou a operação como a maior do país.
O material foi para a perícia e os laudos da PF mostraram que não havia presença de cocaína no material.
Por isso, a corporação abriu um inquérito para investigar as circunstâncias que levaram à retenção da carga.
Integrantes da cúpula da PF criticam a tentativa da Receita de “usurpar funções”.
Também afirmam, sob reserva, que a prática, além de ser crime, pode anular grandes operações.
Além disso, lembram que muitas delas acabam atrapalhando os trabalhos da PF.
A Folha lembra que a iritação não é de hoje.
Em maio, a PF abriu inquéritos para apurar a conduta de auditores da Receita Federal nas gravações de um programa sobre o trabalho feito pelo órgão nos aeroportos do país.
Por: Diário de Cuiabá
Cáceres e Região
Policial é morto a tiros durante aula de jiu-jitsu em VG

O policial militar Renato Oliveira Aragão, de 32 anos, foi assassinado a tiros na noite desta terça-feira (4), enquanto ministrava aulas de jiu-jitsu no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. O suspeito pelo crime, um homem de 33 anos cuja identidade não foi divulgada, foi imobilizado pelos alunos até a chegada das forças de segurança para a prisão.
(O suspeito do crime, um homem de 33 anos cuja identidade não foi divulgada, foi imobilizado pelos alunos da vítima até chegada da polícia. – Fotos: Reprodução) – Conforme as informações do 2º Comando Regional da PM, Aragão estava ministrando aulas de lutas marciais de um projeto social do 25º Batalhão, quando foi surpreendido pelo assassino, que invadiu o local e efetuou diversos disparos de arma de fogo contra o militar.
Os próprios alunos do projeto imobilizaram e detiveram o criminoso e acionaram a Polícia Militar. Renato chegou a ser socorrido ainda com vida, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu.
O suspeito pelo crime foi preso e conduzido para a Central de Flagrantes de Várzea Grande, onde foi entregue à Polícia Civil.
A motivação do crime ainda não foi esclarecida.
O comandante do 2º Comando Regional, coronel Ricardo Mendes, lamentou o assassinato do policial militar mas enfatizou a rápida ação policial que resultou na prisão do suspeito do homicídio.
“É uma triste perda para nossa corporação, de um policial que estava exercendo a função social e teve sua vida interrompida covardemente. Felizmente, apesar da situação triste, conseguimos deter o assassino e levá-lo preso. Esperamos que a Justiça seja feita de forma rápida e desejamos que Deus conforte todos os familiares e amigos pela perda do cabo Aragão.
As informações sobre velório e sepultamento do militar ainda não foram divulgadas
Por: Primeira Página MT
Cáceres e Região
Peixe popular no Brasil entra em risco de extinção e pode ter venda proibida

Foto: Embrapa
O tambaqui (Colossoma macropomum), um dos peixes mais consumidos na região Norte do Brasil, entrou na lista de animais ameaçados de extinção e pode ter a pesca proibida em todo o país. A medida, porém, ainda não está valendo e depende de uma etapa prevista pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
A espécie foi incluída na lista de animais ameaçados em 27 de abril. A classificação acendeu um alerta para a conservação do tambaqui, cuja população apresenta sinais de queda e pode enfrentar novas restrições caso não haja um plano para recuperar os estoques.

Tambaqui (Colossoma macropomum). (Foto: Embrapa)
O prazo termina em 25 de outubro. Caso o plano não seja apresentado e aprovado até essa data, a pesca do tambaqui poderá ser proibida em todo o território nacional a partir do fim de outubro.
Tambaqui é um peixe ameaçado de extinção?
Conforme o Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade (SALVE), gerenciado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o peixe está classificado como “Vulnerável”.
A categoria indica que o peixe enfrenta risco de extinção na natureza e exige medidas de conservação para evitar uma piora do quadro.
A classificação considera projeções de declínio da população. No caso do tambaqui, a estimativa aponta uma redução de 43,4% ao longo de três gerações.
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