Cáceres e Região
Trio é preso com 133 tabletes de drogas durante operação no Rio Paraguai em Cáceres
Suspeitos foram abordados durante policiamento fluvial; droga estava escondida em embarcação e seria entregue a outros criminosos
Por: Vinicius Ferreira | 24 Horas MT
Três homens foram presos por tráfico de drogas durante uma operação integrada do Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron) e da Delegacia Especializada de Fronteiras (Defron), na tarde de sexta-feira (4), na região da Boca do Jauru, em Cáceres, a 220 quilômetros de Cuiabá.
A ação ocorreu durante o policiamento fluvial realizado no Rio Paraguai, na região de fronteira entre Brasil e Bolívia. Os policiais abordaram uma embarcação ocupada por um homem e, durante as buscas, localizaram diversos tabletes de entorpecentes.
Conforme o Gefron, o piloto contou aos policiais que havia recebido a droga de outra embarcação e faria o transporte até uma rampa localizada nas proximidades da Ponte do Rio Paraguai. No local, ele entregaria a embarcação carregada com os entorpecentes a uma pessoa com quem já havia combinado a entrega.
A partir das informações fornecidas pelo suspeito, uma equipe policial seguiu até o ponto indicado. No local, os agentes encontraram dois homens dentro de uma caminhonete S10 preta, que estava acoplada a uma carretinha para transporte de barco e possuía as características repassadas pelo piloto.
Ao todo, foram apreendidos 129 tabletes de substância análoga à maconha do tipo skank e outros quatro tabletes de substância análoga a cloridrato, totalizando 133 tabletes de drogas.
Também foram apreendidos uma caminhonete S10 preta, uma carretinha para barco, uma embarcação de seis metros e um motor Mercury de 40 HP.
Segundo o Gefron, o prejuízo estimado ao crime com a apreensão dos entorpecentes e dos veículos e equipamentos utilizados na ação é de aproximadamente R$ 489 mil.
Os três suspeitos foram encaminhados à Defron, onde ficaram à disposição das autoridades para as providências cabíveis.
Cáceres e Região
Cáceres testa nova tecnologia para reforçar ruas e estradas e reduzir custos de manutenção
Projeto experimental utiliza estabilizante aplicado ao próprio solo da via e será acompanhado para avaliar resistência, durabilidade e viabilidade econômica

Por: J.Gabriel – ZoomMT
A Prefeitura de Cáceres iniciou um projeto experimental para avaliar uma nova tecnologia de estabilização de solo que poderá ser utilizada futuramente em obras de infraestrutura urbana e estradas rurais do município. O teste ocorre em um trecho da Rua dos Kishi, nas proximidades do Fórum, com acompanhamento da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico.
A iniciativa está em fase de avaliação e busca verificar o desempenho do material diante das características do solo e das condições climáticas de Cáceres. Entre os critérios analisados estão resistência, durabilidade, custos de execução e benefícios em relação aos métodos tradicionais.
A tecnologia utiliza o estabilizante de solo Oxnix, aplicado diretamente sobre o material já existente na via. Conforme o representante da empresa desenvolvedora, Rafael Victor Rebello, o processo consiste no revolvimento do solo, aplicação do produto e posterior compactação da camada tratada.
A expectativa é aumentar a resistência do solo e reduzir problemas comuns em vias não pavimentadas, como poeira, lama, infiltrações e formação de buracos. Após a aplicação, é necessário um período de aproximadamente 48 horas para a cura superficial antes da liberação do trecho ao tráfego.
Outro ponto avaliado pela Prefeitura é a possibilidade de reduzir a necessidade de transporte de pedras e outros materiais utilizados em sistemas convencionais de pavimentação e preparação de bases, o que pode contribuir para diminuir os custos das obras.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Wilson Kishi, destacou que a administração pretende acompanhar o desempenho da solução antes de considerar uma eventual expansão para outras áreas.
“Estamos conhecendo uma nova tecnologia e acompanhando seu desempenho na prática. Vamos analisar resistência, durabilidade, custos e benefícios para verificar se existe viabilidade de utilização em outros pontos do município”, afirmou.
A prefeita Eliene Liberato Dias ressaltou que o município possui características próprias de solo, clima e extensão territorial, o que exige a busca por alternativas que apresentem qualidade e bom custo-benefício.
“Cáceres tem uma grande extensão territorial e desafios específicos de solo e clima. Precisamos buscar alternativas que apresentem qualidade, durabilidade e bom custo-benefício. Este teste permitirá uma avaliação técnica antes de qualquer decisão sobre uma futura utilização”, declarou.
Nos próximos meses, o trecho experimental será monitorado pela administração municipal, principalmente quanto à resistência ao tráfego, ao comportamento durante períodos de altas temperaturas e à resposta às chuvas.
Caso os resultados sejam positivos e a tecnologia apresente viabilidade econômica, o método poderá se tornar uma alternativa para futuras intervenções em ruas e estradas rurais de Cáceres.
Cáceres e Região
Corredor rodoviário entre MT e Bolívia depende de decisão da ANTT; entenda

O corredor rodoviário que pretende ligar Mato Grosso à Bolívia pela região de Vila Bela da Santíssima Trindade (MT) ainda depende de uma decisão da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para avançar. O processo de habilitação do novo ponto de fronteira entre Vila Bela e San Ignacio de Velasco, na Bolívia, está em análise e entrou em uma etapa considerada decisiva para a implantação da nova rota internacional.
Segundo o prefeito de Vila Bela, Jacob André Bringsken (MDB), uma reunião realizada nesta terça-feira (2) na ANTT, com a participação do senador Carlos Fávaro (PSD), de representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e da direção da agência, definiu os últimos compromissos que precisam ser formalizados para que o processo avance.
De acordo com o prefeito, a ANTT solicitou uma declaração da Casa Civil de Mato Grosso confirmando o compromisso do Estado com a conclusão da pavimentação até a região da fronteira. A Prefeitura também formalizou que disponibilizará a estrutura necessária para servir de apoio às autoridades que atuarão no futuro ponto de fronteira.
“Está caminhando. Eu acho que agora, com esses dois pontos finais, nós vamos ter o ponto fronteiriço aprovado”, afirmou Jacob em entrevista ao Portal Primeira Página.
(foto reprodução)
O que está travando o processo?
O principal impasse está relacionado às condições da infraestrutura de acesso à fronteira. Em entrevista, o prefeito afirmou que técnicos da ANTT levantaram questionamentos sobre a ausência de uma previsão de pavimentação completa do lado boliviano e de um trecho do lado brasileiro.
Para Jacob, essa exigência estaria dificultando a definição do ponto de fronteira brasileiro. Ele argumenta que a pavimentação do lado boliviano não estaria sob responsabilidade da ANTT e defende que a agência primeiro habilite o ponto para que os demais órgãos possam dar sequência à implantação da estrutura aduaneira.
A ANTT, por outro lado, informou que o processo segue em análise conforme os procedimentos estabelecidos pela Resolução nº 5.991/2022. A agência afirma que atualmente avalia as condições da infraestrutura rodoviária de acesso entre as localidades.
Somente após a comprovação do atendimento de todos os requisitos o ponto poderá ser habilitado pela ANTT. Mesmo depois dessa etapa, a operação do corredor dependerá da autorização formal concedida pela Receita Federal para que o ponto de fronteira opere com o tráfego, armazenamento e fiscalização de cargas e passageiros internacionais.
(foto reprodução)
O que a ANTT exige?
A Resolução nº 5.991/2022 estabelece os requisitos para a habilitação de novos pontos de fronteira ao tráfego internacional terrestre.
Entre as exigências estão a existência de acordo entre os países, a necessidade e conveniência da nova ligação para os dois lados da fronteira, condições adequadas de infraestrutura rodoviária, ou soluções de continuidade para o transporte e instalações para abrigar as autoridades fronteiriças.
A norma também estabelece que um ponto habilitado pela ANTT somente poderá receber o tráfego internacional depois da instalação da Receita Federal e de outros órgãos responsáveis pela fiscalização do fluxo de pessoas e cargas nas fronteiras.
É justamente nesse processo que estão concentradas as discussões envolvendo Vila Bela.
Prefeitura se compromete com estrutura para órgãos federais
Em ofício encaminhado ao Ministério da Agricultura e Pecuária, a Prefeitura de Vila Bela formalizou o compromisso de disponibilizar, sem custos para os órgãos públicos, espaço adequado para abrigar as autoridades que deverão atuar no futuro ponto de fronteira.
O documento cita Receita Federal, Polícia Federal, MAPA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
A estrutura deverá contar, entre outros itens, com ambientes para acomodação e permanência das equipes, instalações sanitárias, energia elétrica, abastecimento de água, esgotamento sanitário, internet, segurança, iluminação e acesso viário.
A Prefeitura também afirma que pretende participar de reuniões técnicas com os órgãos federais para definir as características e os requisitos das instalações.
(foto reprodução)
E a pavimentação?
Do lado brasileiro, as obras de pavimentação do trecho que integra o corredor já estão em andamento. A questão que permanece no centro do impasse é a continuidade da infraestrutura do lado boliviano.
O prefeito defende que a falta de pavimentação completa na Bolívia não impeça a habilitação do ponto de fronteira brasileiro. Segundo Jacob, a própria legislação permitiria a implantação da aduana em uma estrada ainda não totalmente pavimentada, desde que atendidas determinadas condições de fluxo.
Na avaliação dele, sem a definição oficial do ponto de fronteira, também fica mais difícil atrair investimentos privados para a estrutura aduaneira.
A ANTT, entretanto, afirma que ainda avalia as condições da infraestrutura de acesso e aguarda informações complementares antes de concluir a análise.
(foto reprodução)
Corredor pode criar nova rota para o agronegócio
A ligação entre Vila Bela da Santíssima Trindade e San Ignacio de Velasco está sendo tratada como uma alternativa estratégica de integração entre Brasil e Bolívia.
O projeto prevê um trecho de aproximadamente 129 quilômetros entre as duas localidades. A expectativa é que, com a conclusão das obras nos dois países e a implantação da estrutura de fronteira, a rota amplie as possibilidades de circulação de cargas entre os mercados sul-americanos.
A nova ligação também é apontada como uma alternativa logística para o agronegócio de Mato Grosso. Entre as possibilidades está a importação de fertilizantes da Bolívia, como a ureia, além do transporte de produtos agrícolas brasileiros pelo território boliviano.
A rota também poderá ampliar o acesso da Bolívia ao Oceano Atlântico, por meio de Porto Velho, enquanto cria uma alternativa para que produtos brasileiros alcancem o Oceano Pacífico pelo território boliviano.
Enquanto isso, a definição do ponto de fronteira permanece como a principal etapa para transformar o projeto do corredor entre Mato Grosso e Bolívia em uma rota internacional de transporte efetivamente operacional.
Por: Primeira Página MT
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