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Corredor rodoviário entre MT e Bolívia depende de decisão da ANTT; entenda

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O corredor rodoviário que pretende ligar Mato Grosso à Bolívia pela região de Vila Bela da Santíssima Trindade (MT) ainda depende de uma decisão da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para avançar. O processo de habilitação do novo ponto de fronteira entre Vila Bela e San Ignacio de Velasco, na Bolívia, está em análise e entrou em uma etapa considerada decisiva para a implantação da nova rota internacional.

Segundo o prefeito de Vila Bela, Jacob André Bringsken (MDB), uma reunião realizada nesta terça-feira (2) na ANTT, com a participação do senador Carlos Fávaro (PSD), de representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e da direção da agência, definiu os últimos compromissos que precisam ser formalizados para que o processo avance.

De acordo com o prefeito, a ANTT solicitou uma declaração da Casa Civil de Mato Grosso confirmando o compromisso do Estado com a conclusão da pavimentação até a região da fronteira. A Prefeitura também formalizou que disponibilizará a estrutura necessária para servir de apoio às autoridades que atuarão no futuro ponto de fronteira.

“Está caminhando. Eu acho que agora, com esses dois pontos finais, nós vamos ter o ponto fronteiriço aprovado”, afirmou Jacob em entrevista ao Portal Primeira Página.

Corredor rodoviário entre Mato Grosso e Bolívia depende de decisão da ANTT; entenda

(foto reprodução)

O que está travando o processo?

O principal impasse está relacionado às condições da infraestrutura de acesso à fronteira. Em entrevista, o prefeito afirmou que técnicos da ANTT levantaram questionamentos sobre a ausência de uma previsão de pavimentação completa do lado boliviano e de um trecho do lado brasileiro.

Para Jacob, essa exigência estaria dificultando a definição do ponto de fronteira brasileiro. Ele argumenta que a pavimentação do lado boliviano não estaria sob responsabilidade da ANTT e defende que a agência primeiro habilite o ponto para que os demais órgãos possam dar sequência à implantação da estrutura aduaneira.

A ANTT, por outro lado, informou que o processo segue em análise conforme os procedimentos estabelecidos pela Resolução nº 5.991/2022. A agência afirma que atualmente avalia as condições da infraestrutura rodoviária de acesso entre as localidades.

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Somente após a comprovação do atendimento de todos os requisitos o ponto poderá ser habilitado pela ANTT. Mesmo depois dessa etapa, a operação do corredor dependerá da autorização formal concedida pela Receita Federal para que o ponto de fronteira opere com o tráfego, armazenamento e fiscalização de cargas e passageiros internacionais.

Corredor rodoviário entre Mato Grosso e Bolívia depende de decisão da ANTT; entenda

(foto reprodução)

O que a ANTT exige?

Resolução nº 5.991/2022 estabelece os requisitos para a habilitação de novos pontos de fronteira ao tráfego internacional terrestre.

Entre as exigências estão a existência de acordo entre os países, a necessidade e conveniência da nova ligação para os dois lados da fronteira, condições adequadas de infraestrutura rodoviária, ou soluções de continuidade para o transporte e instalações para abrigar as autoridades fronteiriças.

A norma também estabelece que um ponto habilitado pela ANTT somente poderá receber o tráfego internacional depois da instalação da Receita Federal e de outros órgãos responsáveis pela fiscalização do fluxo de pessoas e cargas nas fronteiras.

É justamente nesse processo que estão concentradas as discussões envolvendo Vila Bela.

Prefeitura se compromete com estrutura para órgãos federais

Em ofício encaminhado ao Ministério da Agricultura e Pecuária, a Prefeitura de Vila Bela formalizou o compromisso de disponibilizar, sem custos para os órgãos públicos, espaço adequado para abrigar as autoridades que deverão atuar no futuro ponto de fronteira.

O documento cita Receita Federal, Polícia Federal, MAPA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A estrutura deverá contar, entre outros itens, com ambientes para acomodação e permanência das equipes, instalações sanitárias, energia elétrica, abastecimento de água, esgotamento sanitário, internet, segurança, iluminação e acesso viário.

A Prefeitura também afirma que pretende participar de reuniões técnicas com os órgãos federais para definir as características e os requisitos das instalações.

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Nova rodovia entre MT e Bolívia deve impulsionar corredor para o agronegócio

(foto reprodução)

E a pavimentação?

Do lado brasileiro, as obras de pavimentação do trecho que integra o corredor já estão em andamento. A questão que permanece no centro do impasse é a continuidade da infraestrutura do lado boliviano.

O prefeito defende que a falta de pavimentação completa na Bolívia não impeça a habilitação do ponto de fronteira brasileiro. Segundo Jacob, a própria legislação permitiria a implantação da aduana em uma estrada ainda não totalmente pavimentada, desde que atendidas determinadas condições de fluxo.

Na avaliação dele, sem a definição oficial do ponto de fronteira, também fica mais difícil atrair investimentos privados para a estrutura aduaneira.

A ANTT, entretanto, afirma que ainda avalia as condições da infraestrutura de acesso e aguarda informações complementares antes de concluir a análise.

Bolívia avança em projeto de corredor rodoviário que liga país a Mato Grosso | G1

(foto reprodução)

Corredor pode criar nova rota para o agronegócio

A ligação entre Vila Bela da Santíssima Trindade e San Ignacio de Velasco está sendo tratada como uma alternativa estratégica de integração entre Brasil e Bolívia.

O projeto prevê um trecho de aproximadamente 129 quilômetros entre as duas localidades. A expectativa é que, com a conclusão das obras nos dois países e a implantação da estrutura de fronteira, a rota amplie as possibilidades de circulação de cargas entre os mercados sul-americanos.

A nova ligação também é apontada como uma alternativa logística para o agronegócio de Mato Grosso. Entre as possibilidades está a importação de fertilizantes da Bolívia, como a ureia, além do transporte de produtos agrícolas brasileiros pelo território boliviano.

A rota também poderá ampliar o acesso da Bolívia ao Oceano Atlântico, por meio de Porto Velho, enquanto cria uma alternativa para que produtos brasileiros alcancem o Oceano Pacífico pelo território boliviano.

Enquanto isso, a definição do ponto de fronteira permanece como a principal etapa para transformar o projeto do corredor entre Mato Grosso e Bolívia em uma rota internacional de transporte efetivamente operacional.

 

Por:  Primeira Página MT

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Receita Federal visita estrutura do futuro Free Shop de Cáceres e conhece projetos do Grupo Cometa

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Por Assessoria

Unidade, que ainda está em fase de preparação para inauguração, recebeu representantes da Receita Federal de Mato Grosso para visita institucional

Na manhã de 2 de setembro, representantes da Receita Federal do Brasil realizaram uma visita institucional ao futuro Free Shop de Cáceres, empreendimento do Grupo Cometa que está sendo preparado para iniciar suas atividades no município.

A comitiva contou com a presença do delegado da Receita Federal responsável pelo estado de Mato Grosso, Raimundo Mendes, acompanhado pelo inspetor da Receita Federal em Cáceres, Rogério Rigoni, e pelo subinspetor Diego.

Durante a visita, os representantes puderam conhecer de perto a estrutura preparada para o Free Shop e acompanhar uma apresentação sobre o empreendimento. Na ocasião, Francis, representante do Grupo Cometa, também apresentou informações sobre a estrutura e a atuação empresarial do grupo.

Mesmo antes de sua inauguração, a expectativa é de que o Free Shop represente uma nova oportunidade para o desenvolvimento econômico de Cáceres, especialmente pela localização estratégica do município e pelo potencial de movimentação comercial proporcionado por esse tipo de empreendimento.

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A implantação da unidade também reforça as perspectivas de geração de negócios e de fortalecimento da atividade econômica local, com potencial de impacto não apenas para Cáceres, mas também para outras regiões de Mato Grosso.

A visita dos representantes da Receita Federal marca mais uma etapa do processo de preparação do empreendimento e reforça o diálogo institucional necessário para o funcionamento de uma operação dessa natureza.

O Grupo Cometa destacou a importância do suporte institucional recebido da Receita Federal durante o processo e agradeceu a presença dos representantes do órgão.

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Benefício do INSS seguiu ativo por 20 meses após morte de idosa em Cáceres

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Juiz mandou cessar o pagamento e enviou cópia do caso à polícia para apurar eventual crime contra a Previdência, a pedido do Ministério Público.

Por: Rojane Marta/Fatos de MT

Um benefício assistencial do INSS continuou vinculado ao nome de uma mulher morta em agosto de 2024 em Cáceres porque o falecimento não havia sido registrado em cartório. A situação consta de sentença do juiz de direito e diretor do foro da comarca, José Eduardo Mariano, publicada nesta sexta-feira (4) no Diário da Justiça Eletrônico, que determinou o envio de cópia do caso à delegacia de polícia para análise de eventual crime contra o sistema previdenciário.

Um familiar procurou a Justiça para obter o registro tardio do óbito, que não havia sido feito no prazo legal. Foram apresentados a declaração de óbito, o termo de declaração e o depoimento de duas testemunhas, documentos que o juiz considerou suficientes para comprovar a data da morte. A sentença autorizou a transcrição do falecimento no livro do Cartório do 2º Ofício de Cáceres, com a data de 15 de agosto de 2024.

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Na mesma decisão, o magistrado determinou que o INSS seja oficiado para cessar o benefício de prestação continuada que permanecia em nome da falecida. Atendendo a pedido do Ministério Público, formulado após informações prestadas pelo próprio instituto, também ordenou a remessa dos autos à polícia.

Entre a morte e a sentença passaram-se vinte meses. A decisão foi assinada em 16 de abril deste ano e publicada quatro meses depois.

Os cartórios de registro civil têm um dia útil para lançar cada óbito no Sistema Nacional de Informações de Registro Civil, base consultada pelo INSS para interromper pagamentos. Sem o registro, a informação sobre a morte não é inserida no sistema e o benefício pode permanecer ativo.

O benefício de prestação continuada paga um salário mínimo mensal a idosos a partir de 65 anos e a pessoas com deficiência de famílias de baixa renda. O benefício é assistencial, não exige contribuição prévia e termina com a morte do titular, sem gerar pensão para herdeiros.

A sentença não aponta suspeito, não afirma que houve saque e não menciona valores. Determina apenas que a polícia analise a possível ocorrência de crime com base nas informações apresentadas pelo INSS nos autos.

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O instituto voltou a alertar em agosto que sacar valores creditados na conta de um beneficiário depois da morte é irregular, mesmo que o dinheiro seja usado para despesas de funeral ou existam dependentes com direito a pensão. Nesses casos, o INSS pode abrir processo administrativo e cobrar a devolução dos valores.

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