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Polo da pecuária, Cáceres amplia rebanho bovino em 61,9% em 20 anos; são das de um milhão de cabeças

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Assessoria

Cáceres, um dos principais municípios da bovinocultura de corte do país, ampliou seu rebanho bovino em 61,9% nas últimas duas décadas. Segundo o anuário Beef Report, da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o número de animais passou de 699.059 cabeças, em 2005, para 1.131.933 em 2025.

O município mato-grossense, possui o quinto maior rebanho bovino do país. A pecuária começou em Cáceres ainda no século 18, durante o processo de ocupação da fronteira oeste da então Capitania de Mato Grosso e consolidou-se por causa das condições naturais da região, como os campos naturais do Pantanal, onde há grande disponibilidade de água e o relevo é favorável à criação extensiva de bovinos.

O anuário mostra ainda que dos 10 maiores municípios pecuários do Brasil, três estão em Mato Grosso. Destes, o maior avanço proporcional foi registrado em Colniza, cujo rebanho passou de 320.039 para 714.951 cabeças em 20 anos, alta de 123,3%. Em Vila Bela da Santíssima Trindade, o efetivo bovino aumentou de 745.765 para 979.665 cabeças, crescimento de 31,3%.

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Os dados mostram que a expansão da bovinocultura ocorreu em diferentes regiões do estado, acompanhando os investimentos realizados pelos pecuaristas em tecnologia, manejo, genética, nutrição e sanidade animal, fatores que contribuíram para o aumento da capacidade produtiva da atividade.

Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, o crescimento do rebanho reflete a relevância econômica do setor.

“O crescimento do rebanho ao longo das últimas duas décadas demonstra a capacidade de expansão do setor aliada ao aumento da eficiência produtiva. Isso fortalece toda a cadeia da carne, gera empregos e amplia a competitividade da indústria de Mato Grosso nos mercados nacional e internacional”.

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Facção usa bingos e jogos de azar para lavar dinheiro do crime; operação prende 3

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Da Redação

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (10), a Operação Adsumus para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma facção criminosa que utilizava bingos e jogos de azar para ocultar valores obtidos com atividades ilícitas. Três pessoas foram presas durante a ação.

Ao todo, foram cumpridos 17 mandados judiciais, sendo 11 de busca e apreensão, 3 de prisão preventiva e medidas cautelares de bloqueio de contas bancárias, quebra de sigilo bancário e suspensão de atividades comerciais. As ordens judiciais foram executadas em Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, apontaram que a organização criminosa promovia bingos e explorava jogos de azar para lavar dinheiro e dar aparência de legalidade aos recursos obtidos por meio de crimes como tráfico de drogas, extorsão e outras atividades ilícitas.

Um dos principais alvos da operação foi um estabelecimento comercial em Rondonópolis, utilizado como sede permanente para a realização de sorteios ilegais de bingo controlados pela facção. Segundo a Polícia Civil, o local apresentava movimentação financeira incompatível com a capacidade econômica declarada pelos responsáveis.

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Por determinação judicial, o estabelecimento teve as atividades suspensas e foi lacrado. Também foram apreendidas máquinas de bingo, uma máquina de urso e outros equipamentos utilizados na exploração dos jogos de azar.

A investigação teve início após a análise de aparelhos celulares apreendidos com dois suspeitos envolvidos em um roubo seguido de incêndio a uma padaria, ocorrido em fevereiro de 2025, em Rondonópolis. O conteúdo extraído dos dispositivos revelou a existência de uma célula da facção criminosa com atuação em diferentes municípios de Mato Grosso.

Além da lavagem de dinheiro, os investigados são suspeitos de integrar organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, extorsão, fraude processual, falsidade ideológica, facilitação da entrada de aparelhos celulares em unidades prisionais e posse irregular de arma de fogo. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e concluir o inquérito policial.

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Símbolo do Pantanal, Pintado entra em lista da ONU de espécies vulneráveis

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Por – Primeira Página

Um dos peixes mais conhecidos do Pantanal entrou em uma lista internacional de alerta. O pintado, famoso pela imponência nos rios e pela presença marcante na culinária mato-grossense, foi incluído pela Organização das Nações Unidas (ONU) entre as espécies migratórias consideradas vulneráveis.

A inclusão não significa que o peixe desapareceu dos rios, mas indica que a espécie enfrenta risco e precisa de medidas de conservação. O pintado é um bagre de couro e está entre os grandes migradores de água doce da América Latina. Ele ocorre em países como Argentina, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Brasil.

Para se reproduzir, o peixe percorre longas distâncias pelos rios. O problema é que esse caminho tem ficado cada vez mais difícil. “O que realmente provoca danos na comunidade de peixes em geral são barramentos, poluição e hoje está sofrendo muito assoreamento. Os nossos rios estão cada vez mais rasos”, afirmou o biólogo Claumir César Muniz.

Uma avaliação de risco de extinção feita pelo ICMBIO aponta que a espécie já perdeu pelo menos 30% da população em 45 anos. Nas bacias dos rios São Francisco e Alto Paraná, hidrelétricas alteraram o curso dos rios e dificultaram a adaptação da espécie.

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“É que o pintado no Pantanal ele vai bem, graças às grandes áreas inundáveis que a gente tem nessa região. Se a gente perde água, a gente perde hábitat, e a qualidade das águas dos nossos rios também carece de uma tensão especial”, afirmou.

A perda de áreas inundáveis, o assoreamento e a redução do volume de água podem comprometer o ciclo natural do pintado. Como a espécie depende das cheias e da conectividade entre os ambientes aquáticos, qualquer mudança no funcionamento dos rios pode afetar a reprodução.

Em Mato Grosso, a  pesca do pintado está suspensa pela lei estadual que proíbe o transporte, armazenamento e comércio de 12 espécies de peixes. A medida busca reduzir a pressão sobre os estoques pesqueiros e garantir a recuperação das populações.

Mesmo com a restrição, o peixe continua presente na mesa dos mato-grossenses por meio da piscicultura. Em restaurantes tradicionais, o pintado é uma das principais matérias-primas e aparece em pratos típicos da culinária regional.

Na cozinha cuiabana, ele é quase indispensável. Versátil, o peixe é usado em diferentes preparos, mas ganhou fama principalmente na peixada. Para muitos cozinheiros e consumidores, falar em peixada cuiabana sem pintado é quase impossível.

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