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Os grupos de elite da polícia boliviana destacados na área da fronteira com o Brasil estão sendo reforçados

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Entre San Ignacio de Velasco e San Matías, a polícia estabeleceu uma presença policial após os assassinatos cometidos por indivíduos armados que resultaram na morte de seis pessoas entre 29 de julho e 2 de agosto deste ano.

Mais reforços estão sendo enviados aos grupos operacionais da polícia/Foto: Ricardo Pedraza.

Por Jessica Vega Muñoz | El Deber

Buscando estabelecer uma presença policial, a instituição verde-oliva continua enviando reforços para a área de fronteira com o Brasil, para que os agentes possam se juntar às tarefas operacionais dos grupos de elite que estão mobilizados na região, após a onda de crimes registrada na última semana.

O novo contingente de policiais se reuniu nesta terça-feira, 4 de agosto, na base militar de Diablos Rojos, de onde se prepararam para serem transportados para a área de fronteira. Espera-se que aproximadamente cem policiais uniformizados se juntem à operação. Enquanto o novo contingente se preparava para partir, o pessoal já destacado em San Ignacio de Velasco chegou a San Matías, um grupo liderado pelo vice-comandante da polícia do departamento, Coronel Juan Carlos Revollo.

Desde quinta-feira, 30 de julho,  um dia após o registro de um homicídio múltiplo em uma propriedade em San Matías, a Polícia mobilizou gradualmente suas unidades de investigação.

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Os grupos de elite da polícia destacados na área da fronteira com o Brasil estão sendo reforçados.

A delegação parte para a área da fronteira/Foto: Ricardo Pedraza.

 

O segundo tiroteio ocorreu em Ascensión de la Frontera. A comissão enviada para investigar o primeiro incidente violento acabou recuando após ser atacada a tiros por homens armados. O caminhão em que viajavam ficou bloqueando a rua, com as portas abertas e cápsulas de balas espalhadas pelo chão, enquanto os assassinos levavam o corpo do policial que acabavam de alvejar com balas.

A polícia já estava em alerta e havia anunciado planos para reforçar as operações; no entanto, um novo ato de violência colocou a força policial em alerta máximo. Desta vez, o incidente violento ocorreu em San Ignacio de Velasco, onde um veterinário e proprietário de um restaurante de frango foi a vítima. O homem foi  baleado 22 vezes dentro de seu estabelecimento.

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Com este último ato de violência, o número de mortos somente em San Ignacio de Velasco e San Matías chegou a seis em apenas cinco dias. Autoridades, não só a nível departamental, mas também a nível nacional, incluindo o Ministro do Governo, Marco Antonio Oviedo, e chefes de polícia, começaram a comentar os crimes, apontando para uma disputa entre dois grupos criminosos: o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

Os grupos de elite da polícia destacados na área da fronteira com o Brasil estão sendo reforçados.

Oviedo informou que não apenas o contingente policial e os grupos de investigação atuam na região, mas também unidades brasileiras, graças a um acordo firmado com as autoridades do país vizinho.

Embora as operações estejam em andamento e uma presença policial esteja sendo estabelecida em San Ignacio de Velasco, San Matías e nas comunidades vizinhas na fronteira com o Brasil, os assassinatos permanecem sem solução. Apenas duas pessoas foram detidas e  ligadas ao assassinato do policial. Uma delas já está presa no presídio de Palmasola, enquanto a segunda aguarda julgamento para determinar sua situação jurídica.

As operações realizadas nas rodovias levaram à descoberta de pacotes de drogas abandonados na beira da estrada, bem como de pessoas em posse de armas de fogo.

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Policial é morto a tiros durante aula de jiu-jitsu em VG

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O policial militar Renato Oliveira Aragão, de 32 anos, foi assassinado a tiros na noite desta terça-feira (4), enquanto ministrava aulas de jiu-jitsu no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. O suspeito pelo crime, um homem de 33 anos cuja identidade não foi divulgada, foi imobilizado pelos alunos até a chegada das forças de segurança para a prisão.

Policial é morto a tiros durante aula de jiu-jitsu e alunos imobilizam suspeito até chegada da PM

(O suspeito do crime, um homem de 33 anos cuja identidade não foi divulgada, foi imobilizado pelos alunos da vítima até chegada da polícia. – Fotos: Reprodução) – Conforme as informações do 2º Comando Regional da PM, Aragão estava ministrando aulas de lutas marciais de um projeto social do 25º Batalhão, quando foi surpreendido pelo assassino, que invadiu o local e efetuou diversos disparos de arma de fogo contra o militar.

Os próprios alunos do projeto imobilizaram e detiveram o criminoso e acionaram a Polícia Militar. Renato chegou a ser socorrido ainda com vida, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu.

O suspeito pelo crime foi preso e conduzido para a Central de Flagrantes de Várzea Grande, onde foi entregue à Polícia Civil.

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A motivação do crime ainda não foi esclarecida.

 O comandante do 2º Comando Regional, coronel Ricardo Mendes, lamentou o assassinato do policial militar mas enfatizou a rápida ação policial que resultou na prisão do suspeito do homicídio.

“É uma triste perda para nossa corporação, de um policial que estava exercendo a função social e teve sua vida interrompida covardemente. Felizmente, apesar da situação triste, conseguimos deter o assassino e levá-lo preso. Esperamos que a Justiça seja feita de forma rápida e desejamos que Deus conforte todos os familiares e amigos pela perda do cabo Aragão.

As informações sobre velório e sepultamento do militar ainda não foram divulgadas

 

Por: Primeira Página MT

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Peixe popular no Brasil entra em risco de extinção e pode ter venda proibida

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Foto: Embrapa

Por Augusto Castro/Primeira Página

O tambaqui (Colossoma macropomum), um dos peixes mais consumidos na região Norte do Brasil, entrou na lista de animais ameaçados de extinção e pode ter a pesca proibida em todo o país. A medida, porém, ainda não está valendo e depende de uma etapa prevista pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

A espécie foi incluída na lista de animais ameaçados em 27 de abril. A classificação acendeu um alerta para a conservação do tambaqui, cuja população apresenta sinais de queda e pode enfrentar novas restrições caso não haja um plano para recuperar os estoques.

Apesar da inclusão na lista, a pesca do tambaqui não foi proibida imediatamente. A Portaria nº 1.666 estabeleceu um prazo de 180 dias para a elaboração e aprovação de um plano de recuperação populacional da espécie.

Tambaqui (Colossoma macropomum). (Foto: Embrapa)

Tambaqui (Colossoma macropomum). (Foto: Embrapa)

O prazo termina em 25 de outubro. Caso o plano não seja apresentado e aprovado até essa data, a pesca do tambaqui poderá ser proibida em todo o território nacional a partir do fim de outubro.

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Tambaqui é um peixe ameaçado de extinção?

Conforme o Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade (SALVE), gerenciado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o peixe está classificado como “Vulnerável”.

A categoria indica que o peixe enfrenta risco de extinção na natureza e exige medidas de conservação para evitar uma piora do quadro.

A classificação considera projeções de declínio da população. No caso do tambaqui, a estimativa aponta uma redução de 43,4% ao longo de três gerações.

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