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Inteligência artificial leva dieta sob medida a bois e suínos

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Sensores, câmeras, inteligência artificial e grandes bancos de dados estão mudando a forma como bovinos e suínos são alimentados. As novas ferramentas permitem acompanhar consumo, ganho de peso e comportamento dos animais, além de ajustar as dietas às condições de cada propriedade.

Na suinocultura, a evolução genética elevou o potencial produtivo dos animais, mas também tornou mais complexas suas necessidades nutricionais. Modelos baseados em uma única formulação para todo o lote podem não acompanhar as diferenças entre fases de crescimento, baias e indivíduos.

A nutrição de precisão procura reduzir essa distância. Sensores instalados nos comedouros registram o consumo, enquanto câmeras podem estimar peso e movimentação. Microfones e outros equipamentos ajudam a identificar alterações de comportamento e possíveis sinais de desconforto.

A inteligência artificial organiza os dados e aponta mudanças que poderiam demorar a ser percebidas pela equipe. Uma redução no consumo, por exemplo, pode indicar problemas ambientais, nutricionais ou sanitários antes que ocorra perda significativa de desempenho.

Com essas informações, o fornecimento de nutrientes pode ser ajustado por fase, grupo ou animal, conforme a estrutura da granja. O objetivo é evitar tanto a deficiência quanto a oferta excessiva de ingredientes.

A alimentação tem peso elevado no orçamento da suinocultura. Em maio, a ração representou 63% do custo de produção do suíno independente em Santa Catarina, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Por isso, pequenas melhorias na conversão alimentar podem produzir impacto relevante na margem do produtor.

Nos confinamentos bovinos, a tecnologia atua principalmente no cruzamento de informações zootécnicas e econômicas. Sistemas analisam consumo de matéria seca, ganho diário de peso, conversão alimentar, características dos lotes e preços dos ingredientes disponíveis em cada região.

A partir desses dados, os programas simulam diferentes combinações de milho, soja, caroço de algodão e coprodutos da indústria de etanol. A proposta não é encontrar a dieta mais barata, mas aquela que oferece o melhor retorno financeiro.

Uma formulação de menor custo por tonelada pode reduzir o ganho de peso ou aumentar o período de confinamento. Em sentido contrário, uma dieta mais cara pode ser economicamente vantajosa quando melhora suficientemente o desempenho dos animais.

A disponibilidade regional também interfere na escolha. Em áreas próximas às indústrias de etanol de milho, por exemplo, os coprodutos podem substituir parte dos ingredientes tradicionais. Essa possibilidade depende do preço, do valor nutricional, do frete e da regularidade do fornecimento.

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Os sistemas ainda permitem testar cenários antes de alterar a alimentação de todo o rebanho. O produtor pode estimar os efeitos de uma alta do milho, da retirada de determinado aditivo ou da entrada de um novo ingrediente na dieta.

Além do possível ganho econômico, o fornecimento mais preciso contribui para reduzir desperdícios. Nutrientes oferecidos acima das necessidades dos animais elevam os custos e aumentam sua eliminação nos dejetos, sem assegurar crescimento proporcional.

A tecnologia, entretanto, não substitui o acompanhamento de nutricionistas e veterinários. A qualidade das recomendações depende da confiabilidade dos dados, da calibração dos equipamentos e da correta interpretação das informações.

Para o produtor, o avanço representa a possibilidade de substituir fórmulas gerais por decisões mais próximas da realidade de cada granja, confinamento ou lote. Com dados confiáveis e assistência técnica, a nutrição de precisão pode melhorar a conversão alimentar, reduzir custos e ampliar a eficiência da produção de carne.

Fonte: Pensar Agro

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Ataque cibernético tira PJe e outros sistemas do TJMT do ar

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Tribunal restringiu acessos e redefiniu credenciais; até agora, não há indício de uso indevido de dados ou falha nos backups.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) retirou temporariamente do ar sistemas institucionais, entre eles o Processo Judicial Eletrônico (PJe), após identificar um incidente de segurança envolvendo parte de sua infraestrutura tecnológica. A indisponibilidade integra as medidas de contenção adotadas enquanto equipes técnicas investigam a ocorrência.

Segundo o tribunal, foram implementadas ações como redefinição de credenciais, restrição de acessos sensíveis e outras medidas destinadas a proteger os ambientes tecnológicos. As análises prosseguem com equipes especializadas do próprio TJMT e apoio de parceiros técnicos.

Até o momento, a instituição afirma não ter identificado indícios de uso indevido de dados em decorrência do incidente. Também não foram constatados sinais de comprometimento dos mecanismos de backup.

Retomada dos sistemas será gradual

O TJMT não estabeleceu prazo público para a normalização completa dos serviços. A retomada ocorrerá de forma gradual, conforme os ambientes sejam submetidos a validações técnicas e considerados seguros para voltar à operação.

A indisponibilidade alcançou o PJe, plataforma utilizada para a tramitação eletrônica dos processos judiciais. O sistema integra a infraestrutura digital empregada pelo Judiciário para atividades relacionadas ao andamento e à consulta de processos.

Com a suspensão temporária, o tribunal mantém as medidas de proteção enquanto avalia a extensão do incidente e trabalha na recuperação dos serviços afetados.

O restabelecimento gradual permite que cada ambiente passe por verificações antes de retornar à operação. O TJMT informou que novas informações serão divulgadas por seus canais oficiais conforme avancem as análises e a recuperação dos sistemas.

Origem do incidente segue em apuração

O tribunal classifica oficialmente a ocorrência como um “incidente de segurança”. Até agora, não informou a origem do problema, o eventual vetor utilizado para comprometer a infraestrutura ou se houve participação de terceiros. A apuração permanece em andamento.

O TJMT informou que continuará acompanhando os ambientes tecnológicos durante a recuperação e adotará as medidas necessárias para o restabelecimento dos serviços, condicionado às verificações de segurança. Até a conclusão das análises, permanecem válidas as medidas de contenção implantadas após a identificação do incidente.

 

Por: telesintese

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Caixa passa a oferecer modalidade de Pix parcelado

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Foto: Agência Brasil

A Caixa Econômica está oferecendo aos clientes pessoa física a possibilidade de parcelamento de transferências e pagamentos feitos por Pix. A nova funcionalidade, anunciada nesta quinta-feira (3), está disponível para as transações feitas diretamente no App CAIXA.

A medida é realizada por meio de contratação de crédito, no momento da transação. A CAIXA já disponibiliza outras ferramentas como Agendamento Pix, Pix Automático, Pix por Aproximação via Google Pay.

O banco público informou que para os clientes com limite disponível, os valores para contratação variam entre R$ 300 e R$ 50 mil, com prazo de pagamento de até 12 meses e taxas de juros conforme relacionamento com o banco.

As condições da operação estão disponíveis no aplicativo do banco. O cliente pode concluir a transação e realizar a transferência Pix com uma autenticação, mas é necessário atualizar o App CAIXA para a versão mais recente.

“Antes da confirmação da operação, o cliente visualiza informações sobre taxa de juros, valor das parcelas, Custo Efetivo Total (CET) e IOF, podendo comparar e avaliar de forma transparente o impacto da operação em seu orçamento. A disponibilização da linha de crédito ocorre mediante análise de risco realizada pela CAIXA e depende da existência de limite disponível para contratação”, informou a Caixa.

Ainda de acordo com o banco, os clientes que ainda não têm a opção habilitada podem manter seus dados cadastrais atualizados e utilizar regularmente os produtos e serviços da CAIXA para ampliar o relacionamento e destravar a funcionalidade em avaliações futuras, conforme os critérios de crédito e análise de risco adotados pela Caixa.

“O Parcelar Pix amplia o acesso a soluções financeiras digitais integradas, combinando conveniência, transparência e uso consciente do crédito. Na prática, o recebedor terá acesso ao valor integral da operação de forma instantânea, enquanto o pagador pode parcelar o desembolso de acordo com sua capacidade financeira”, disse a Caixa.

 

Por: Agência Brasil

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