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Erro em alvará deixa homem preso por mais de um ano em Cáceres

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Ordem judicial mandava soltar dois réus, mas só um saiu da cadeia; sindicância aberta em 2019 só foi concluída em 2026 e caiu na prescrição.

Por: Rojane Marta/Fatos de MT

 

Um erro no cumprimento de um alvará de soltura manteve Wirlem preso por mais de um ano na comarca de Cáceres, mesmo depois de uma decisão judicial ter revogado a prisão preventiva dele. A ordem valia para dois réus, Wirlem e Thiago, mas apenas Thiago foi solto. A falha só foi apurada anos depois, e a sindicância acabou extinta pela prescrição em julho de 2026, sem punição para as duas oficiais de Justiça responsáveis pelo caso, Regina Miranda Cebalho de Souza e Mireni de Oliveira Costa Silva. A decisão é do juiz José Eduardo Mariano, diretor do Foro, e tramitou na 1ª Vara Criminal.

O problema começou no momento em que o alvará foi cumprido. A juíza que analisou o processo havia revogado a preventiva de Thiago e de Wirlem, mas a oficial que executou a ordem não percebeu que a decisão alcançava os dois. A certidão registrou de forma expressa a soltura de apenas um deles. Ninguém corrigiu a confusão a tempo: nem a defesa, nem o Ministério Público, nem os servidores que movimentaram os autos. Wirlem seguiu na cadeia enquanto o corréu já estava em liberdade.

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Na apuração, uma das oficiais confirmou que não foi ela quem cumpriu o alvará, alegando que houve troca de mandados no plantão. A outra reconheceu a troca e a ausência de previsão legal para aquele procedimento, apontando o acúmulo de trabalho e problemas pessoais e de saúde no período. Para o juiz, os fatos indicam erro grosseiro, mas não má-fé. Ele destacou que a certidão trazia a informação de forma clara, o que permitiria a qualquer outro participante do processo notar a falha antes que a prisão indevida se prolongasse.

A sindicância contra as duas servidoras foi instaurada em 25 de março de 2019, pela Portaria 09/2019/DF. A partir daí o processo se arrastou. Em 13 de julho de 2026, um novo membro foi nomeado para a comissão, com ordem para concluir os trabalhos em cinco dias. O relatório final saiu em 16 de julho de 2026. A comissão reconheceu a prescrição e, de forma subsidiária, registrou que havia elementos para abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD).

O que inviabilizou a punição foi o tempo. O prazo prescricional considerado foi de cinco anos, ligado à sanção máxima prevista para o caso, a demissão, com base no artigo 169 da Lei Complementar estadual 04/90. Entre o marco que interrompeu a contagem, em 25 de março de 2019, e o encerramento dos trabalhos, em 16 de julho de 2026, passaram-se mais de sete anos. Como não houve nenhum outro ato capaz de interromper ou suspender o prazo, o juiz acolheu a prescrição e extinguiu a punibilidade das duas oficiais.

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A própria decisão deixa claro o peso da falha ao registrar que o lapso “gerou a prisão de Wirlem por mais de 01 (um) ano”. Na prática, a demora dupla puniu quem não devia: primeiro um réu que teve a liberdade reconhecida pela Justiça e continuou preso, depois a apuração que só andou quando já não havia como responsabilizar ninguém.

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Ex-alunas do Colégio Imaculada Conceição, de Cáceres, se reencontram após 50 anos

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Por: REPÓRTERMT

Amigas que estudaram juntas em Cáceres retomaram o contato pelas redes sociais e transformaram a amizade virtual em um encontro presencial realizado em Cuiabá, cinco décadas depois de dividirem salas de aula, provas, recreios e confidências no Colégio Imaculada Conceição (CIC), em Cáceres.

O reencontro ocorreu em Cuiabá na última quinta (23) e reuniu mulheres que estudaram na instituição durante as décadas de 1970 e 1980, período em que o colégio era exclusivamente para meninas.

A aproximação começou por meio das redes sociais e de aplicativos de mensagens. Antigas amigas que haviam perdido contato conseguiram reconstruir os vínculos da época escolar.

As primeiras conversas deram origem a um grupo de WhatsApp batizado de “Meninas CHIC’S”. O espaço passou a ser utilizado diariamente para compartilhar lembranças, fotografias, histórias de familiares e acontecimentos da vida atual de cada integrante.

 

Caminhos diferentes

Depois de deixarem o colégio algumas permaneceram em Cáceres, enquanto outras se mudaram para diferentes localidades e até fora do país.

Ao longo dos anos, construíram carreiras, formaram famílias e acompanharam as transformações sociais e tecnológicas ocorridas desde o período em que estudavam juntas.

Apesar da distância, as lembranças da escola permaneceram como um ponto de ligação entre elas. Além da rotina nas salas de aula, o grupo recorda os tradicionais bailes de debutantes, as regras da instituição administrada por religiosas e as brincadeiras vividas nos corredores do colégio.

Durante o encontro, as participantes trocaram abraços, relembraram antigas histórias e homenagearam os laços que sobreviveram à passagem do tempo.

Força dos vínculos

Integrante do grupo, a psicóloga e assistente social Marimar Michels Carvalho destacou a importância emocional de reencontrar pessoas que fizeram parte de uma fase marcante da vida.

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Encontros como este são raridades que deveriam nos inspirar sempre. Eles provam que, não importa o quão longe a vida nos leve ou quantas marcas o tempo nos deixe, sempre haverá um lugar seguro para onde voltar”, afirmou.

Para Marimar, a reunião demonstra que a amizade construída durante a juventude permaneceu mesmo depois de décadas de afastamento.

Vencemos o tempo, vencemos a distância e tiramos uma lição inestimável: o uniforme do colégio pode ter sido guardado há cinquenta anos, mas a irmandade criada sob ele nunca deixará de vestir a alma de cada uma”, completou.

A professora aposentada Milene Alves Garcia de Oliveira também ressaltou que, apesar das mudanças provocadas pelo passar dos anos, a essência das antigas estudantes continua presente.

Meio século se passou desde os nossos tempos de escola. O que acho mais belo e emocionante em nossa trajetória é perceber que, apesar de cinco décadas, a essência daquelas garotas sonhadoras continua viva em cada olhar e gargalhada que compartilhamos hoje; às jovens de ontem e às mulheres extraordinárias de hoje, um brinde à nossa história.

Passado e presente

A advogada Marley Paesano da Cunha Grelmann definiu o reencontro como uma oportunidade de unir as lembranças da juventude às experiências acumuladas ao longo da vida.

Olhar para cada colega foi ver o passado e o presente se abraçarem com profunda gratidão. Mudamos, amadurecemos, mas a essência daquela amizade continua exatamente a mesma”, disse.

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Segundo ela, o encontro mostrou que os vínculos verdadeiros podem permanecer mesmo diante da distância.

Foi um encontro inesquecível, que provou que os anos passam, mas o que é verdadeiro dura para sempre”, completou.

A reunião foi realizada na residência da pedagoga Cristianne Torres Fontes Roder, ex-aluna que mora em Cuiabá e que abriu as portas de casa para receber as antigas colegas.

Em um mundo cada vez mais conectado pelas telas, mas distante nos encontros, reencontrar pessoas que fizeram parte da nossa história é um presente. Nada substitui um abraço, uma boa conversa e a alegria de reviver lembranças com quem marcou a nossa vida”, afirmou.

Para Cristianne, receber o grupo também foi uma forma de transformar em realidade a convivência que havia sido retomada no ambiente virtual.

Estou muito feliz por abrir as portas da minha casa para receber minhas amigas de infância e proporcionar esse encontro”, acrescentou.

Memórias preservadas

Para marcar o reencontro, as participantes usaram camisetas personalizadas com a frase “Memórias que o tempo não apaga”.

A mensagem resume o sentimento das integrantes do grupo, que deixaram Cáceres, construíram suas próprias trajetórias e ganharam o mundo, mas conservaram a amizade iniciada nos corredores do Colégio Imaculada Conceição.

O reencontro também abriu caminho para novas reuniões. Agora, as “Meninas CHIC’S” pretendem continuar fortalecendo os vínculos e escrevendo novos capítulos de uma amizade iniciada há cerca de 50 anos.

 

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Grávida de cinco meses é baleada no dia do aniversário e bebê sobrevive em Cáceres

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Uma jovem de 18 anos, grávida de cinco meses, foi vítima de uma tentativa de homicídio na noite deste sábado (25), no bairro Jardim Universitário, em Cáceres (MT). A vítima, que comemorava o aniversário na mesma data, foi baleada na região do abdômen e precisou ser encaminhada em estado grave ao Hospital Regional.

O crime aconteceu por volta das 20h40, na Rua da Geografia. Mesmo ferida, a jovem conseguiu caminhar por alguns metros em busca de ajuda. Um morador que passava pelo local em uma bicicleta elétrica prestou socorro e iniciou o transporte da vítima em direção ao quartel do Corpo de Bombeiros.

No percurso, na Avenida dos Bandeirantes, eles encontraram uma equipe dos bombeiros, que assumiu o atendimento e realizou o encaminhamento da jovem ao Hospital Regional de Cáceres.

Segundo o boletim médico, apesar dos disparos e das lesões sofridas no quadril, os exames clínicos e obstétricos constataram que a gestação permanece estável. O bebê não foi atingido pelos tiros.

Enquanto a vítima recebia atendimento médico, policiais militares isolaram a área do crime. Uma testemunha contou que chegava de um evento familiar quando o marido e o irmão avistaram a jovem caminhando pela rua. De acordo com o relato, dois homens se aproximaram da vítima e efetuaram diversos disparos antes de fugir a pé.

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Equipes da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizaram os trabalhos periciais no local. Os investigadores também estiveram no Hospital Regional, mas não conseguiram ouvir a vítima devido ao estado de saúde dela.

A Polícia Civil instaurou inquérito e realiza diligências para identificar os autores e esclarecer a motivação da tentativa de homicídio. Até o momento, ninguém foi preso.

 

Por: Vinicius Ferreira | 24 Horas MT

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