Política
Emissoras da Assembleia Legislativa participam de audiência do TRE-MT sobre horário eleitoral
A TV Assembleia e a Rádio Assembleia participaram, na manhã desta sexta-feira (21), de audiência pública realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) para definir o plano de mídia e a ordem de veiculação do horário eleitoral gratuito das Eleições Gerais de 2026. Aberto a representantes da imprensa e dos partidos políticos, o encontro tratou da distribuição do tempo de propaganda, das regras para veiculação das mídias e das medidas de fiscalização.
Representando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), participaram da reunião, pela TV Assembleia, o chefe de programação Rafael Ojeda e a programadora Pamela Aline Crispim; e, pela Rádio Assembleia, o coordenador Jimmy Rodrigues de Oliveira e o radialista Luiz Eduardo de Oliveira. As duas emissoras farão a veiculação do horário eleitoral gratuito, conforme previsto na legislação eleitoral.
A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão começa na próxima sexta-feira (28) e segue até 1º de outubro. Durante a audiência, foram apresentados os procedimentos que deverão ser observados pelas emissoras, partidos e federações para garantir o cumprimento da legislação eleitoral.
A presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou a importância da participação da imprensa no processo eleitoral e da transparência na definição das regras de veiculação. “É importante que vocês nos acompanhem. Isso nos dá legitimidade, transparência, credibilidade e a gente mantém o relacionamento. Todas as partes que compõem a sociedade são importantes no processo eleitoral”, afirmou.
Foto: ANGELO VARELA / ALMT
Segundo a juíza auxiliar da presidência do TRE-MT e coordenadora do horário eleitoral gratuito, Edna Ederli Coutinho, o plano de mídia estabelece o tempo destinado a cada legenda e a ordem de veiculação da propaganda em rede no primeiro dia. A definição considera a representatividade dos partidos e federações, conforme as regras eleitorais.
A magistrada também ressaltou que as informações definidas na audiência serão disponibilizadas no site do TRE-MT, permitindo o acompanhamento pelos partidos, emissoras, candidatos e pela sociedade.
Horários e distribuição da propaganda —Embora Mato Grosso esteja uma hora atrás da capital federal, a veiculação da propaganda eleitoral segue os horários estabelecidos pela Justiça Eleitoral em Brasília.
Na programação em rede, o rádio terá dois blocos diários, de segunda-feira a sábado, das 7h às 7h25 e das 12h às 12h25, no horário de Brasília. Em Mato Grosso, esses horários correspondem a 6h às 6h25 e 11h às 11h25.
Na televisão, os blocos serão exibidos das 13h às 13h25 e das 20h30 às 20h55, no horário de Brasília, correspondendo a 12h às 12h25 e 19h30 às 19h55 no horário de Mato Grosso.
Além da propaganda em rede, haverá inserções distribuídas ao longo da programação, observando os períodos estabelecidos pela Justiça Eleitoral.
Outro destaque da audiência foi a apresentação do Sistema HEG-Mídias, desenvolvido pelo TRE-MT para auxiliar na operacionalização do horário eleitoral e no acompanhamento da distribuição das cotas de propaganda destinadas às candidaturas proporcionais de mulheres, pessoas negras e pessoas indígenas.
O secretário judiciário do TRE-MT, Carlos Luanga, explicou que a ferramenta foi desenvolvida de forma inédita para organizar a distribuição das cotas conforme as normas eleitorais. “O TRE de Mato Grosso, de forma inovadora, desenvolveu um sistema que distribui conforme os normativos prescrevem, cotas para negros, para mulheres e para indígenas”, afirmou.
A juíza Edna Coutinho explicou que a cota destinada às mulheres corresponde a, no mínimo, 30% do tempo, enquanto as cotas destinadas a candidaturas negras e indígenas devem observar a proporcionalidade prevista na legislação.
O Sistema HEG-Mídias permitirá o acompanhamento da distribuição e também deverá contribuir para a fiscalização do cumprimento das regras. A ferramenta estará disponível no site do TRE-MT a partir de segunda-feira (24), às 12h. O tribunal também programou treinamento on-line para representantes dos partidos e equipes técnicas das emissoras na próxima semana.
Responsabilidade e combate à desinformação — Durante a audiência, a juíza Glenda Moreira Borges, coordenadora da fiscalização da propaganda, ressaltou que partidos, federações e emissoras possuem responsabilidades distintas na execução do horário eleitoral.
“O plano de mídia não é apenas uma questão operacional. Ele é um instrumento de garantia da igualdade de oportunidades entre as forças políticas que participam do processo eleitoral. Por isso, o seu cumprimento exige organização, pontualidade e responsabilidade de todos os envolvidos”, afirmou.
Glenda também ressaltou a importância do horário eleitoral no processo democrático. “O horário eleitoral gratuito deve ser utilizado como um espaço de diálogo com o eleitorado, de apresentação de propostas e de construção de uma campanha positiva e respeitosa”, disse.
A presidente do TRE-MT também reforçou a orientação para que candidatos e partidos observem as regras durante a propaganda eleitoral e evitem conteúdos que possam violar a legislação. “Tudo aquilo que exacerbar vai ter a reação do Tribunal proporcionalmente também. Nós não somos um órgão sensor, mas não aceitamos censura também”, afirmou Serly.
A magistrada ainda apresentou novidades no aplicativo Pardal, utilizado pela Justiça Eleitoral para receber denúncias de irregularidades. Segundo ela, a ferramenta terá recursos de inteligência artificial para direcionar as denúncias ao canal responsável pelo atendimento, facilitando a análise das ocorrências.
Criado originalmente pelo TRE-MT, o Pardal foi posteriormente adotado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para utilização em todo o país.
O secretário judiciário Carlos Luanga também explicou que a situação dos registros de candidatura poderá influenciar a participação de candidatos no horário eleitoral. Segundo ele, o TRE-MT trabalha para concluir o julgamento dos registros até metade do próximo mês. “Hoje nós estamos fazendo o plano de mídia. Os registros estão sendo analisados, irão para julgamento. O nosso prazo é até o dia 14 de setembro para julgar todos os registros”, explicou.
A audiência pública foi realizada no plenário do TRE-MT e integra os procedimentos de preparação para as Eleições Gerais de 2026. A participação da TV Assembleia e da Rádio Assembleia permite às equipes das emissoras acompanhar diretamente as orientações da Justiça Eleitoral e adequar a programação às exigências estabelecidas para o período eleitoral.
Campanha ALMT e TRE-MT – A Assembleia Legislativa de Mato Grosso e o Tribunal Regional Eleitoral desenvolveram uma campanha de educação midiática e combate à desinformação para as Eleições Gerais de 2026. A iniciativa integra acordo de cooperação entre as instituições e prevê ações de orientação ao eleitorado e divulgação de informações sobre o processo eleitoral.
Lançada na semana passada, a campanha corresponde à segunda etapa do projeto Comunicação Cidadã – Eleições Gerais 2026. A primeira, realizada em abril, alertou os eleitores sobre o prazo para emissão, transferência ou regularização do título de eleitor.
Fonte: ALMT – MT
Destaque
“Se eu falar tudo o que eu sei, vai faltar cadeia em Mato Grosso”, dispara Jayme
O senador Jayme Campos (União) reagiu às declarações do ex-governador Mauro Mendes (União) de que a Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal para investigar suspeitas envolvendo um acordo de R$ 308 milhões entre o Governo de Mato Grosso e a Oi, teria sido induzida por adversários políticos. Entre os nomes citados por Mauro está o próprio Jayme, que negou ter utilizado denúncias com finalidade eleitoral e afirmou que, se decidir revelar tudo o que sabe sobre a política e os negócios no Estado, “vai faltar cadeia”.
(foto reprodução) – “Primeiro que eu não sou homem que usa dessa prática. Nunca, jamais, em tempo algum eu fiz alguma denúncia. Agora que eu fiz uma denúncia, eu, Carlos Fávaro e Wellington, pedindo ao ministro André Mendonça que apure o caso dos consignados”, afirmou Jayme.
O senador se referiu às denúncias relacionadas a empréstimos consignados de servidores públicos de Mato Grosso, que também entraram no radar das investigações envolvendo o Banco Master. Jayme afirmou que decidiu cobrar apuração após receber relatos de servidores que teriam contraído empréstimos e, mesmo depois de pagar valores superiores ao inicialmente contratado, continuariam com dívidas elevadas.
“Isso me deixa indignado que os servidores públicos de Mato Grosso tenham sido roubados à luz do dia. Tem cidadão que emprestou R$ 20 mil, já pagou R$ 30 e ainda deve R$ 50. Isso é assalto à mão armada, quase um latrocínio, que é quando você mata para roubar. Isso é que está acontecendo, isso eu fiz”, declarou.
(foto reprodução)
“Desespero de causa”
Jayme voltou a negar que tenha qualquer relação com a deflagração da Heritage e classificou como “desespero de causa” a tentativa de atribuir a adversários políticos a operação da Polícia Federal.
“Nunca fiz e jamais farei. Não sou nenhum cidadão que usa essa prática por interesse político pessoal, muito pelo contrário. O que eu quero é que seja apurado isso que está aí, então isso é desespero de causa”, afirmou.
Na sequência, porém, o senador elevou o tom e fez novas críticas à gestão de Mauro, mencionando também investimentos relacionados à concessão de rodovias estaduais.
“Vocês já conhecem a história do ex-governador muito bem. É o caso desses investimentos que estão sendo feitos aqui em relação à privatização das estradas estaduais. Tem que ser apurado, é só lambança também”, disse.
Jayme então afirmou ter conhecimento de outras situações que, segundo ele, deveriam ser investigadas, sem detalhar quais seriam os fatos.
“Se eu for abrir o bico aqui, se eu falar tudo o que eu sei, acabou Mato Grosso. Não sobra cadeia pra tanta gente. Vão ter que buscar novos presídios”, disparou.
(foto reprodução)
Heritage
A reação ocorre após Mauro Mendes afirmar, em vídeo publicado nas redes sociais, que a Operação Heritage teria sido provocada por interesses políticos de adversários que desejariam prejudicar sua candidatura ao Senado. O ex-governador nega irregularidades e sustenta que o acordo firmado com a Oi foi realizado dentro da legalidade.
Deflagrada pela Polícia Federal, a Heritage investiga suspeitas relacionadas ao acordo de R$ 308 milhões firmado pelo Estado para quitar débitos da operadora. A apuração busca esclarecer a origem, a movimentação e a destinação dos recursos, além de possíveis vínculos entre fundos, empresas e pessoas investigadas.
A operação atingiu integrantes e pessoas ligadas ao grupo político de Mauro, incluindo o deputado federal Fábio Garcia, que deixou a candidatura a vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta, além de ex-integrantes do primeiro escalão do Governo. As investigações seguem em andamento e, até o momento, não há condenação contra Mauro, Jayme ou os demais citados.
Jayme, que recentemente rompeu politicamente com Mauro após ser derrotado na convenção do União Brasil que definiu o candidato ao Governo, afirma que sua posição é pela apuração dos fatos e nega que suas manifestações tenham relação com a disputa eleitoral.
Por: esportes e noticias
Cáceres e Região
Câmara de Cáceres avança em capacitação sobre emendas impositivas com foco no orçamento público

Por Marcio Camilo da Cruz
A Escola do Legislativo da Câmara de Cáceres promoveu, na manhã desta quinta-feira (20/08), o terceiro encontro da capacitação sobre emendas impositivas. Realizada no plenário da Casa, a etapa desta semana aprofundou o conhecimento técnico de vereadores e assessores parlamentares sobre o planejamento e o funcionamento do Orçamento Público, preparando as equipes para as inovações financeiras do município que passarão a valer a partir do próximo ano.
A palestra foi conduzida pelo servidor de carreira Cláudio Sonaque, que ocupa o cargo de Diretor da Secretaria de Contabilidade e Finanças. Durante a exposição, Sonaque detalhou as principais características e a importância das três peças orçamentárias que regem a administração pública: a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o Plano Plurianual (PPA) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).
O diretor enfatizou a necessidade de os assessores compreenderem a fundo a importância do planejamento do orçamento público, uma competência cada vez mais estratégica para as atividades da Câmara de Cáceres. Ele lembrou que o Legislativo está prestes a entrar em um período crítico de trabalho: a apreciação e votação da LOA. Nesse cenário, equipes bem preparadas serão fundamentais para auxiliar os parlamentares no estudo, na análise e no aperfeiçoamento da peça orçamentária que será enviada pelo Poder Executivo.
Segundo Sonaque, dominar essa base teórica também é um passo fundamental para as próprias emendas. Para que a indicação parlamentar seja efetivada com sucesso, ela precisa ser elaborada de forma técnica, focada no interesse público e conectada de maneira realista à situação orçamentária e contábil dos cofres do município.

Conhecimento aplicado na prática
Para as equipes de gabinete, a progressão dos conteúdos tem sido essencial para a compreensão do processo. O assessor parlamentar Matheus Duarte destacou como os temas se conectam para dar segurança ao trabalho legislativo.
“Tem sido de grande relevância. No primeiro dia, aprendemos sobre a estrutura administrativa básica e seus princípios. Aqui, no terceiro encontro, já viemos tratando mais do aspecto contábil, sobre a LDO, o PPA e a LOA. Isso, com certeza, vai ser o alicerce para que possamos desenvolver esse trabalho técnico e realizar a indicação das emendas junto aos parlamentares”, avalia o assessor.

A qualificação, que teve início no dia 4 de agosto, contará com um total de oito encontros semanais. Além de Cláudio Sonaque, os módulos também são ministrados pelo Controlador-Geral da Câmara de Cáceres, Lucas Sposito.
O que são emendas impositivas?
As emendas impositivas são um mecanismo legal que garante a participação direta do Poder Legislativo na elaboração e execução do orçamento municipal. Na prática, uma parte da Receita Corrente Líquida do município passa a ser destinada para que os vereadores indiquem a aplicação exata de recursos para o ano seguinte.

Com isso, os parlamentares poderão direcionar verbas específicas para áreas estruturais, como obras de pavimentação, construção de prédios públicos, escolas e unidades de saúde. Para garantir o atendimento às prioridades da população, a Lei Orgânica do Município estabelece uma regra rigorosa: pelo menos 50% do valor total das emendas impositivas deverão ser obrigatoriamente destinados a ações e serviços na área da saúde.
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