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5º Encontro dos Caiaqueiros do Pantanal reúne 20 pescadores e celebra a força feminina na pesca em caiaque
Angela conquista pódio na pesca e ainda vence o arremesso de precisão; evento faz parte de uma tradição que começou em 2016 e ajudou a levar a modalidade ao FIPE

Por Cáceres Notícia
O grupo Caiaqueiros do Pantanal realizou no domingo (20/09) o 5º Encontro dos Caiaqueiros do Pantanal, reunindo 20 pescadores e pescadoras em uma rodada de caiaque de 15 km entre a praia da SICMATUR e o Recanto Pereirinha, no Porto Sadau. A saída foi às 07h30 e a chegada, por volta das 12h30, quando a equipe de apoio serviu um almoço com peixada aos participantes.
Durante o percurso, os caiaqueiros disputaram um torneio de pesca dividido em duas modalidades — Pontuação e Maiores Exemplares — além de um torneio de arremesso de precisão realizado já na chegada. CB Fernandes foi o grande campeão da pesca, somando 530 pontos, enquanto Ygor de Sá levou o título de Maior Exemplar com um pintado de 73 cm.
O destaque da edição, porém, ficou com o desempenho feminino. Entre as 20 vagas do torneio, três eram ocupadas por mulheres, e duas delas subiram ao pódio: Angela terminou em 2º lugar na Pontuação, e Caroline conquistou o 2º lugar em Maiores Exemplares, com uma cachorra de 68,5 cm. Angela ainda fez dobradinha ao vencer o torneio de arremesso de precisão, com um acerto no centro do alvo.
Três dos ganhadores do 5º Encontro dos Caiaqueiros do Pantanal. CB Fernandes, Angela e seu esposo Juliano. Os três com pódio.
O encontro é a mais recente edição de uma tradição que nasceu em 2016, quando cinco amigos liderados pelo professor Marcel Jesus Dias fizeram a primeira descida de caiaque pelo Rio Cabaçal até Cáceres. O grupo cresceu ano após ano e, em 2022, conseguiu a inclusão oficial da modalidade Pesca em Caiaque no Festival Internacional de Pesca (FIPE). Em 2023, por lei municipal, Cáceres passou a comemorar em 20 de fevereiro o Dia Municipal do Caiaqueiro — conquista dos próprios integrantes do grupo junto à Câmara de Vereadores.
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Alunos de escola municipal de Cáceres visitam Dona Regina, produtora de bolo de arroz em aula de campo sobre cultura regional
Estudantes do 1º ano da E.M. Dom Máximo Biennés vivenciaram a tradição e a educação patrimonial através da memória e das receitas de Dona Regina.

Estudantes dos 1º anos da Escola Municipal Dom Máximo Biennés participaram de uma aula de campo voltada ao conhecimento e à valorização da cultura local. A atividade levou as crianças até a casa de Dona Regina, conhecida pela produção tradicional do bolo de arroz, proporcionando um encontro entre os conteúdos trabalhados em sala de aula e os saberes preservados pela comunidade.
A ação integra o Projeto Regiões do Brasil, desenvolvido pela escola. Dentro da proposta, as turmas dos primeiros anos estudam a Região Centro-Oeste, conhecendo suas características geográficas, culturais e tradições. Com a visita, esse aprendizado ganhou forma e sabor, aproximando os estudantes da história e da cultura presentes no próprio território onde vivem.
Participaram da atividade as turmas do 1º Ano A, da professora Marta Norberta; 1º Ano B, da professora Márcia Aparecida Destácio; 1º Ano C, da professora Nilma da Silva Oliveira; 1º Ano D, da professora Katiane Santana; e 1º Ano F, da professora Maria Luciana Rodrigues.
A diretora Ivoneide Assunção apoiou a realização da proposta e destacou a importância de proporcionar às crianças o contato direto com manifestações da cultura cacerense, que envolvem não apenas a culinária, mas também histórias familiares, memórias, modos de fazer e conhecimentos transmitidos entre gerações.
A experiência também está alinhada às ações de Educação Patrimonial desenvolvidas na Rede Municipal de Ensino, que reconhecem o território e os saberes da comunidade como importantes fontes de aprendizagem. Nessa perspectiva, o patrimônio vai além de prédios, monumentos e objetos históricos, estando presente também nas práticas, narrativas, conhecimentos e tradições preservadas pelas pessoas.
Durante a visita, Dona Regina compartilhou com as crianças a história de sua relação com o bolo de arroz. Ela contou que aprendeu os primeiros ensinamentos sobre o preparo da iguaria com a mãe e a avó, recordando o tempo em que, ainda muito jovem, ajudava a triturar o arroz no pilão.
O próprio ambiente onde a tradição continua sendo mantida se transformou em espaço de aprendizagem. O forno a lenha, as grandes panelas e assadeiras, o preparo dos bolinhos e as histórias contadas por Dona Regina mostraram às crianças que uma receita pode guardar muito mais do que ingredientes e técnicas culinárias: pode carregar memórias, relações familiares, modos de viver e a identidade de uma comunidade.
Para o assessor pedagógico da escola, professor Adson Seba, a experiência mostra as possibilidades de aprendizagem existentes quando a escola se aproxima do território. “A escola não precisa olhar para longe para encontrar conhecimentos importantes. Quando as crianças conhecem pessoas como Dona Regina e compreendem o que existe por trás de uma tradição como o bolo de arroz, elas começam também a reconhecer o valor da cultura do lugar onde vivem.”
O assessor pedagógico professor Lucas Mateus Faria Silva, que acompanha as ações de Educação Patrimonial da Rede, acrescentou que iniciativas como essa ampliam a compreensão das crianças sobre o conceito de patrimônio. “Educação Patrimonial também é reconhecer os saberes das pessoas que fazem a história da nossa cidade. O bolo de arroz envolve memória, trabalho, identidade e transmissão de conhecimentos.”
A aula de campo ampliou os conteúdos trabalhados anteriormente em sala de aula e aproximou os estudantes da cultura regional. Conforme registrado pelas professoras, mais do que aprender como o bolo de arroz é preparado, as crianças puderam compreender que cada receita também carrega histórias, memórias, trabalho, identidade e tradição.
A secretária municipal de Educação, Luciana de Souza Gattass Crepaldi, ressaltou que propostas dessa natureza reforçam o compromisso da Rede Municipal com a valorização dos conhecimentos construídos e preservados pela própria comunidade. “Valorizar os saberes locais é também reconhecer a nossa história e fortalecer o sentimento de pertencimento das crianças. Quando a escola aproxima os estudantes das pessoas, das memórias e das tradições de Cáceres, ela mostra que a comunidade também educa e que esses conhecimentos fazem parte do patrimônio que queremos preservar para as próximas gerações”, finalizou Luciana.
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