Política

Processos sobre limites municipais iniciados na ALMT avançam para plebiscitos

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Dois processos de alteração de limites municipais conduzidos pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) avançaram nesta quinta-feira (13), com a aprovação, pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), dos plebiscitos que ouvirão eleitores de Primavera do Leste, Poxoréu, Cotriguaçu e Colniza.

A consulta ocorrerá em 25 de outubro, juntamente com o segundo turno das Eleições Gerais de 2026. Poderão participar os eleitores regularmente inscritos nos quatro municípios e aptos a votar nas Eleições Gerais de 2026.

A decisão do TRE-MT dá continuidade aos trabalhos iniciados na ALMT pela Comissão de Revisão Territorial dos Municípios e das Cidades, que envolveram análise técnica, elaboração de Estudos de Viabilidade Municipal (EVM) e discussão das propostas. A convocação dos plebiscitos foi formalizada por meio de decretos legislativos publicados em 22 de julho.

Os resultados das consultas populares serão consolidados no âmbito da apuração das Eleições Gerais de 2026 e homologados pela Justiça Eleitoral. Caso as alterações territoriais sejam aprovadas, o processo retornará à Assembleia Legislativa, que deverá analisar projeto de lei para estabelecer os novos limites dos municípios envolvidos.

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Orientações – Em Primavera do Leste e Poxoréu, segundo o TRE-MT, a pergunta apresentada aos eleitores será: “Você é favorável ao desmembramento do Distrito de Nova Poxoréu do Município de Poxoréu e à sua incorporação ao Município de Primavera do Leste?”

Já em Cotriguaçu e Colniza, a pergunta será: “Você é favorável ao desmembramento das ‘Ilhas de Ocupação’ do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu do Município de Colniza e à sua incorporação ao Município de Cotriguaçu?”.

Em ambos os casos, o eleitor poderá votar “sim” ou “não”, sendo os números 1 e 2 definidos por sorteio em sessão do Tribunal. Votos em branco e nulos não serão computados no resultado final.

Assim como nas eleições, a participação é obrigatória para eleitores maiores de 18 e menores de 70 anos e facultativa para analfabetos, pessoas com mais de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos.

Estudos de Viabilidade – Como parte do processo conduzido pela ALMT, foram elaborados os Estudos de Viabilidade Municipal referentes às duas propostas de alteração territorial. Os documentos analisam aspectos econômicos e fiscais, infraestrutura e prestação de serviços públicos, além de questões urbanísticas e sociais.

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Os estudos sobre o distrito de Nova Poxoréu e sobre as Ilhas de Ocupação do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu estão disponíveis para consulta no site da ALMT.

A realização dos plebiscitos segue as regras previstas na Lei Complementar nº 230/2026 e em normas estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Fonte: ALMT – MT

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Cáceres e Região

Encontro preparatório das Eleições 2026 reunirá polos de Cuiabá e Cáceres

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Esta será a última reunião do ciclo, que percorreu os polos regionais do estado, com o objetivo de alinhar procedimentos para o pleito

Encerrando o ciclo de reuniões preparatórias para as Eleições Gerais de 2026 com juízes(as) eleitorais, chefes de Cartório, promotores(as) eleitorais e órgãos parceiros, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) realizará o último encontro, nesta sexta-feira (14.08), a partir das 8h, na Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (ESMAGIS), em Cuiabá. O evento reunirá representantes de 18 Zonas Eleitorais, pertencentes aos polos regionais de Cáceres e de Cuiabá, além de seis que não puderam participar nos respectivos polos, totalizando 24 ZEs.

Além de membros e servidores da Justiça Eleitoral e do Ministério Público Eleitoral, o evento contará com a presença de autoridades do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT-MT) – 23ª Região e da Polícia Federal no estado. A ESMAGIS fica no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) – Anexo Des. Atahide Monteiro da Silva, no Centro Político Administrativo, em Cuiabá.

A finalidade é promover mais integração e transparência na organização interna e segurança do pleito deste ano. A iniciativa contemplará as seguintes Zonas Eleitorais: 1ª, 39ª, 51ª e 55ª ZEs (Cuiabá); 3ª ZE (Rosário Oeste); 4ª ZE (Poconé); 5ª ZE (Nova Mutum – Polo Sinop); 6ª ZE (Cáceres); 12ª ZE (Campo Verde – Polo Rondonópolis); 17ª ZE (Arenápolis – Polo Tangará da Serra); 18ª ZE (Mirassol D’Oeste); 20ª ZE (Várzea Grande); 25ª ZE (Pontes e Lacerda); 34ª ZE (Chapada dos Guimarães); 38ª ZE (Santo Antônio de Leverger); 39ª ZE (Cuiabá); 41ª ZE (Araputanga); 42ª ZE (Sapezal – Polo Tangará da Serra); 47ª ZE (Poxoréu – Polo Rondonópolis); 48ª ZE (Cotriguaçu – Polo Sinop); 49ª ZE (Várzea Grande); 51ª ZE (Cuiabá); 52ª ZE (São José dos Quatro Marcos); 55ª ZE (Cuiabá).

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A presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, reforça que as reuniões são essenciais para uma melhor articulação entre os atores envolvidos na realização das eleições na parte de logística administrativa e de tecnologia, além da segurança e outras questões de natureza estratégica. “A realização de reuniões regionais no período que antecede as Eleições Gerais é de suma importância para fortalecer a articulação entre todos os atores envolvidos na organização do pleito. Esses encontros permitem o alinhamento das ações nas áreas de logística administrativa, tecnologia, segurança e demais questões estratégicas, contribuindo para um planejamento integrado, transparente e eficiente, fundamental para o sucesso das eleições”.

 

Além de promover o diálogo entre a gestão e juízes(as) eleitorais e chefes de Cartório, com informações seguras e precisas, o ciclo de reuniões preparatórias é, também, uma forma de “escuta ativa” junto aos Cartórios Eleitorais, aprimorando todos os atos preparatórios necessários, ocasião para tirar dúvidas e contribuir com sugestões para o aperfeiçoamento do processo eleitoral.

 

Programação  

 

A abertura será feita pela presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, com uma fala sobre os aspectos gerais das Eleições de 2026. Na sequência, serão abertos espaços para pronunciamentos do vice-presidente e corregedor regional eleitoral, desembargador Marcos Machado; do presidente do TRT-23ª Região, desembargador Aguimar Martins Peixoto; da juíza do TRT-23ª Região, Lívia Freitas Xavier; e do procurador regional eleitoral, Fabrízio Predebon. Posteriormente, a juíza auxiliar da Presidência, Edna Coutinho, abordará informações gerais sobre o Gabinete de Gestão Integrada (GGI), do qual é coordenadora, bem como os delegados da Polícia Federal, Stephano Tiengo e Daniel Oswaldo Silva e Rocha falarão sobre a segurança nas eleições.

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A programação seguirá com os seguintes temas e respectivos porta-vozes: “Metas de Produtividade de Primeiro Grau e Pauta Limpa”, com o juiz auxiliar da Corregedoria Regional Eleitoral de Mato Grosso (CRE-MT), Marcelo Sebastião Prado de Moraes; “Assédio Eleitoral”, com a juíza do TRT-23ª Região, Lívia Freitas Xavier; e “Logística Administrativa: Orçamento, Recursos Humanos, Contratos e Outros”, com o diretor-geral do TRE-MT, Mauro Diogo. Na etapa seguinte, após um breve intervalo, o titular da Secretaria de Tecnologia da Informação (STI), Leon Manoel Campos dos Santos Filho, dedicará sua fala à “Logística de TI: Urnas Eletrônicas, Transmissão dos Resultados, Totalização e Outros”; “Propaganda Eleitoral e a Desinformação: Uniformização de Procedimentos” (a ser proferido por um dos juízes do Gabinete da Propaganda Eleitoral) e “Informes Gerais da Ouvidoria Eleitoral”, que será proferido pela ouvidora eleitoral do TRE-MT, juíza Glenda Borges.

“O comportamento dos magistrados e colaboradores da Justiça Eleitoral nas entrevistas e nas redes sociais” será o recorte da exposição do assessor de Comunicação Social do TRE-MT, Daniel Dino. O encerramento será feito pela presidente do TRE-MT, após o debate e manifestação de juízes-membros, juízes eleitorais, promotores eleitorais e chefes de Cartório.

O ciclo de reuniões preparatórias foi iniciado pelo TRE-MT em Tangará da Serra (03/07), passando por Sinop (17/07), Rondonópolis (24/07) e Barra do Garças (31/07).

 

Jornalista: Nara Assis

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Cáceres e Região

Em audiência concorrida, Câmara debate projeto de R$ 26 milhões para obras na saúde de Cáceres

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População e vereadores lotaram o plenário para discutir o PL 23/26, que prevê construção de UBS, CAPS e Hospital Municipal com recursos do FIIS

Por Marcio Camilo da Cruz

A Câmara de Cáceres realizou na noite desta quarta-feira (12/08) uma audiência pública concorrida para debater o Projeto de Lei nº 23/26, que autoriza a prefeitura a contratar empréstimo de R$ 26,049 milhões junto à Caixa Econômica Federal para obras estruturantes na área da saúde. O evento, conduzido pelas comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Economia, Finanças e Planejamento, contou com participação efetiva de populares e vereadores, que puderam fazer questionamentos sobre a matéria e ressaltar a necessidade dos empreendimentos para a cidade.

Os recursos fazem parte do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) do Governo Federal e têm como objetivo a construção de:

  • 4 Unidades Básicas de Saúde (UBS);

  • 1 Centro de Atenção Psicossocial (CAPS);

  • 1 hospital municipal.

Abertura e apresentação do projeto

O vereador Franco Valério (PSB), presidente da CCJ, conduziu a audiência e destacou a importância de ouvir os vereadores, a população e, principalmente, as pessoas que trabalham na saúde. Ele afirmou que a Câmara e a sociedade precisam estar atentas à aplicação desses recursos públicos, especialmente diante do montante envolvido. “Saúde pública é um direito fundamental. Todo esse recurso para a construção dessas benfeitorias será muito importante para Cáceres. Quem ganha com isso é a população”, disse.

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O projeto foi exibido no telão e lido em sua íntegra no início da audiência. A matéria possui seis artigos e trata do valor e das regras de contratação do empréstimo, incluindo juros e demais questões monetárias.

Exposição do secretário de Saúde

O secretário municipal de Saúde, Claudio Donatoni, fez uma exposição explicando como o município aderiu ao programa do FIIS e demonstrou à Caixa Econômica Federal a capacidade financeira para contrair o endividamento.

Ele detalhou que a proposta prevê a substituição de prédios alugados onde funcionam unidades de saúde. Um dos exemplos citados foi a UBS Cohab Nova, que funciona de forma adaptada em um imóvel que originalmente foi uma casa familiar, com aluguel mensal de R$ 2.837. A unidade atualmente atende 4 mil habitantes e, com a nova construção, passará a atender 8 mil. Outras unidades que serão substituídas são as UBS Jardim das Oliveiras e Vila Real, que ganharão prédios próprios e equipados. A quarta UBS será construída em uma região ainda a ser definida pela gestão, com possibilidade de subdividir o território atendido pela UBS do Santa Isabel.

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Sobre o CAPS Adulto, o secretário informou que a unidade hoje funciona no prédio do antigo Hospital Bom Samaritano, que não atende às configurações mínimas exigidas pelo Ministério da Saúde. O projeto prevê a construção de sede própria e adequada.

Quanto ao Hospital Municipal, Donatoni explicou que a unidade atenderá duas demandas: o encaminhamento de pacientes que necessitam de clínica médica e leitos hospitalares e que hoje ficam internados na UPA, e a questão da maternidade, já que as mães fazem o pré-natal nas UBS, mas precisam se deslocar ao anexo do Hospital Regional para o parto, muitas vezes sem o acompanhamento necessário.

Pelo projeto, o hospital será construído na área do antigo Hospital Bom Samaritano, com área total construída de 3.302 m². A unidade contará com centro obstétrico, centro cirúrgico, centro de diagnóstico por imagem, enfermarias masculina e feminina, capacidade para 25 a 30 leitos, ala separada para a maternidade e duas salas cirúrgicas.

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Manifestações dos vereadores

A vereadora Magaly Silva (PP), relatora da CCJ, afirmou que as novas UBS vêm atender uma alta demanda da população, principalmente nos bairros mais carentes. Ela lembrou que Cáceres tem 52 bairros e que o Hospital Municipal é um sonho antigo, já que municípios bem menores possuem esse tipo de unidade. Como relatora, comprometeu-se a analisar os detalhes da matéria e ouvir sugestões e críticas da população para apresentar um parecer técnico que respalde a futura deliberação em plenário.

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O vereador Cezare Pastorello (PT) destacou os aspectos financeiros do projeto, observando que os empreendimentos serão financiados a juros de 5% a 7%, bem abaixo dos cerca de 15% praticados no mercado. Ele também ressaltou que o Hospital Municipal atenderá uma demanda de maternidade que é responsabilidade do município e que a unidade permitirá adequar espaços, separando mães de natimortos e de abortos daquelas que estão amamentando.

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O vereador Isaías Bezerra (Republicanos) manifestou preocupação com o prazo de carência de um ano para a construção do hospital, considerando o prazo curto diante da complexidade de licitação e contratação de uma obra desse porte. Ele também questionou se o Governo do Estado ajudará financeiramente na manutenção da unidade.

O secretário respondeu que o prazo de carência é estabelecido pelas regras do programa e que, se a obra for concluída antes, o município ainda terá um ano para iniciar os pagamentos. Sobre o co-financiamento, Donatoni afirmou que existe suporte do governo estadual e federal, mas que o valor é incompatível para manter um hospital municipal sozinho. Ele defendeu que a gestão e os vereadores cobrem do Governo do Estado o aumento dos repasses, e que os equipamentos hospitalares podem ser adquiridos por meio de emendas parlamentares.

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A vereadora Valdeníria Dutra (PSB) lembrou que Cáceres, por ser município polo, é cobrada nas reuniões regionais de saúde por ainda não ter um hospital municipal, enquanto a maioria dos municípios da região Oeste já possui a unidade.

O vereador Jorge Augusto (PP), relator da Comissão de Economia, Finanças e Planejamento, disse que a comissão analisou o projeto o quanto antes pela importância da matéria e deu parecer favorável para a deliberação em plenário. “Não temos dúvida nenhuma sobre a importância desse projeto para a nossa cidade”, afirmou.

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O vereador Elis Enfermeira elogiou a iniciativa do secretário e ressaltou a necessidade do hospital para um município de 90 mil habitantes, lembrando que o sistema de saúde está colapsado, com filas de cirurgias que nunca terminam, enquanto cidades menores, como Salto do Céu, já possuem hospitais municipais.

O vereador Pastor Junior (PL) salientou a necessidade urgente de uma UBS no bairro Vila Real, lembrando que participou de reuniões com a prefeita Eliene Liberato sobre o tema, e parabenizou os profissionais de saúde pelo avanço do setor na cidade.

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O vereador Marcos Ribeiro (PSD) disse que a Câmara tem a responsabilidade de aprovar projetos de extrema importância para a população e lembrou que a construção de novas UBS e do Hospital Municipal já foi tema de muitas proposituras apresentadas pelos parlamentares ao longo do ano.

O vereador Jerônimo Gonçalves (PL) apresentou seis emendas ao projeto, voltadas à transparência, incluindo a divulgação do plano de aplicação e das metas de pagamento no portal da transparência, o envio de cópia integral do contrato com a Caixa à Câmara em até 30 dias após a assinatura e o estudo de viabilidade operacional do hospital antes do desembolso dos recursos.

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A liderança comunitária Dener da Silva parabenizou o secretário e sua equipe pelo projeto e agradeceu especialmente pela construção do CAPS Adulto, destacando o sofrimento da população com a falta de estrutura adequada.

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