Cáceres e Região

Gaeco mira facção que movimentou R$ 2,8 milhões com crimes; 19 são presos

Published

on

Da Redação

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (7), a terceira fase da Operação “Tudo 2”, contra uma organização criminosa investigada por movimentar cerca de R$ 2,8 milhões em atividades ilícitas em Mato Grosso e Goiás. Ao todo, 19 pessoas foram alvo de mandados de prisão.

Além das prisões, a Justiça expediu 21 mandados de busca e apreensão, totalizando 40 ordens judiciais cumpridas simultaneamente nos municípios de Barra do Garças, Primavera do Leste, Rondonópolis, Novo São Joaquim e Cuiabá, em Mato Grosso, além de Aragarças, em Goiás.

Segundo o Gaeco, as investigações apontam que os valores movimentados pela organização criminosa têm origem no tráfico de drogas, cobrança de taxas internas da facção e outras práticas ilícitas, como golpes virtuais, apostas online e jogos de azar.

As apurações tiveram início após a segunda fase da operação, realizada em abril deste ano, quando foram identificados líderes e integrantes responsáveis pelo gerenciamento financeiro e pela ocultação dos recursos obtidos ilegalmente.

Leia mais:   Cuiabá e Cáceres - Operação revela movimentação milionária de traficantes em MT; dois são presos

De acordo com os investigadores, o grupo criminoso atuava de forma estruturada, com divisão de funções e organização na arrecadação dos valores ilícitos. Ainda conforme o Gaeco, parte das movimentações financeiras era realizada por pessoas que recebiam benefícios sociais.

As investigações revelaram que os suspeitos movimentaram aproximadamente R$ 2,8 milhões em cerca de um ano de atuação criminosa.

A operação conta com apoio da Polícia Militar de Mato Grosso, Polícia Civil, Polícia Penal e da Polícia Militar de Goiás, que atuam de forma integrada no combate às organizações criminosas na região. O Gaeco é uma força-tarefa coordenada pelo Ministério Público de Mato Grosso, com participação das forças de segurança estaduais e do sistema socioeducativo.

O Ministério Público orienta que denúncias sobre atuação de facções criminosas podem ser feitas de forma anônima pelos canais 127, da Ouvidoria do MPMT, e 197, da Polícia Civil.

Comentários Facebook

Cáceres e Região

Troco Solidário do Grupo Juba avança e abraça a causa animal em nova etapa da campanha

Published

on

O compromisso com a solidariedade segue fazendo a diferença em Cáceres e região. O Grupo Juba encerrou mais uma edição do projeto “Troco Solidário” com resultados expressivos, destinando recursos a instituições sociais que desempenham papel fundamental no cuidado com a comunidade.

A iniciativa reforça o poder das pequenas atitudes. A cada compra, clientes do Grupo Juba tiveram a oportunidade de doar parte do troco, transformando valores simples em uma grande corrente de solidariedade.

Dando continuidade ao projeto, o Grupo Juba anuncia agora uma nova fase do Troco Solidário, desta vez voltada à causa animal, um tema cada vez mais urgente e que mobiliza voluntários e instituições em toda a região.

Nesta etapa, os recursos arrecadados serão destinados a três entidades que atuam diretamente no resgate, proteção e cuidado de animais. A Associação de Ajuda aos Animais de Cáceres (AAAC), Associação Salve Uma Vida, de Mirassol d’Oeste, e Abrigo Flor de Acácia, de Araputanga.

A proposta é fortalecer o trabalho dessas organizações, que enfrentam desafios diários para garantir alimentação, cuidados veterinários, abrigo e dignidade aos animais em situação de abandono.

Leia mais:   Em Cáceres - Ex-secretária de Saúde é presa em operação contra tráfico e lavagem

O Troco Solidário já demonstrou sua força em edições anteriores. Na primeira etapa, foram destinados cerca de R$ 23 mil às APAEs de Cáceres, Araputanga e Mirassol d’Oeste. Em seguida, mais de R$ 15 mil beneficiaram as pastorais da criança de Cáceres e Araputanga e o Centro Social João Paulo II de Mirassol d’Oeste.

Agora, ao direcionar esforços para a causa animal, o Grupo Juba amplia ainda mais seu impacto social, demonstrando sensibilidade a uma demanda crescente da sociedade.

A diretoria do Grupo Juba enaltece que a campanha segue com o mesmo propósito, unir clientes, colaboradores e a comunidade em torno de um gesto simples, mas transformador.

“Ao doar o troco, cada pessoa contribui diretamente para salvar vidas, sejam humanas ou animais, e fortalece instituições que atuam com dedicação, cuidado e amor.

 

Por: Esdras Crepaldi

Comentários Facebook
Continue Reading

Cáceres e Região

R$ 63 milhões: operação revela rede de bunkers em garimpo na Sararé

Published

on

Por Ana Julia Pereira/Primeira Página

Uma maneira de driblar a fiscalização nos garimpeiros ilegais na Terra Indígena Sararé, em Pontes e Lacerda (MT), chamou a atenção das autoridades: a construção de bunkers subterrâneos para esconder equipamentos e garantir a retomada da extração de ouro após operações de fiscalização.

A tática, no entanto, passou a ser alvo direto da força-tarefa federal que atua na região. Ao todo, 23 bunkers foram localizados e destruídos. Os maiores tinham cerca de cinco metros de comprimento, enquanto os menores chegavam a dois metros, todos com 1,80 metro de altura.

Dentro dessas estruturas, os agentes encontraram alimentos, freezers, motosserras e diversos equipamentos usados no garimpo ilegal.

Segundo técnicos envolvidos na operação, os esconderijos não possuíam ventilação nem qualquer tipo de comunicação, como internet ou rádio. Ainda assim, eram projetados para permanência prolongada, o que indica planejamento prévio por parte dos criminosos.

A presença de mantimentos e equipamentos reforça o uso estratégico dos bunkers como abrigo e base de apoio. Já o estado de deterioração de alguns itens sugere que os garimpeiros abandonaram os locais recentemente, após o avanço das fiscalizações.

Leia mais:   Cáceres e Cuiabá: Corpo de Bombeiros atua em dois acidentes envolvendo motociclistas

Durante incursões no chamado Garimpo do Cururu, considerado o principal da região, os agentes encontraram um gerador de grande porte, avaliado em cerca de R$ 100 mil. O equipamento tinha capacidade para abastecer até 100 barracos ou operar de forma mista, atendendo dezenas de estruturas e equipamentos como freezers e guinchos usados na exploração de ouro.

Agentes da Força Nacional destruíram bunkers no garimpo do Sararé. - Foto: Casa Civil

Agentes da Força Nacional destruíram bunkers no garimpo do Sararé. – Foto: Casa Civil

 Prejuízo milionário

Em um mês de operação, o impacto financeiro sobre o garimpo ilegal já é significativo:

  • R$ 63 milhões em prejuízo estimado
  • Mais de 90 mil litros de diesel retirados
  • 190 geradores destruídos ou apreendidos
  • 441 motores de garimpo inutilizados
  • 971 quilos de explosivos apreendidos

As ações também têm provocado o abandono pacífico de áreas por garimpeiros que atuavam ilegalmente no território.

 Território indígena

A Terra Indígena Sararé pertence ao povo Nambikwara, que atualmente soma cerca de 201 indígenas. Segundo o governo federal, a operação de desintrusão não tem prazo para terminar e seguirá até que a segurança e o uso legítimo da área sejam plenamente restabelecidos.

Comentários Facebook
Continue Reading

Cáceres e Região

Policial

Política MT

Mato Grosso

Mais Lidas da Semana