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Em Mato Grosso – Eleições 2026 terão cerca de 50 mil jovens de 16 e 17 anos aptos ao voto

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Assessoria
        Mato Grosso terá um aumento da participação de jovens nas Eleições 2026. Segundo dados extraídos do eleitorado consolidado do mês de abril, ou seja, seis dias antes do fechamento do cadastro, o estado conta com 47.756 jovens aptos a votar nessa faixa etária, representando aproximadamente 1,83% do total de eleitores do estado.
       A presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, tem sido a principal voz dessa mobilização. “Quero que a juventude seja forte, engajada e que tenha compromisso com a democracia. Temos as vozes que podem multiplicar o alcance da democracia”.
     A participação de jovens eleitores em Mato Grosso tem passado por altos e baixos ao longo da última década. Com o voto sendo facultativo para menores de 18 anos, os dados eleitorais mostram como o engajamento político dessa parcela da população variou.
Histórico do eleitor jovem (aptos ao voto):
2016: O estado registrou um total de 34.956 eleitores de 16 e 17 anos, divididos entre 12.094 jovens de 16 anos e 22.862 de 17 anos
2018: Pequena queda no eleitorado de 16 e 17 anos, que somou 32.180 jovens (10.192 com 16 anos e 21.988 com 17 anos)
2020: Pandemia. O número de jovens de 16 e 17 anos aptos a votar despencou para quase a metade em comparação a 2016, totalizando apenas 17.871 eleitores (3.944 de 16 anos e 13.927 de 17 anos)
2022: O número de adolescentes de 16 e 17 anos com título de eleitor saltou para 31.358, demonstrando uma forte recuperação com 11.615 eleitores de 16 anos e 19.743 de 17 anos
2024: O estado registrou 34.104 eleitores na faixa dos 16 e 17 anos (12.631 e 21.473, respectivamente)
2026: Até o mês de abril, Mato Grosso já contabiliza 47.756 jovens eleitores entre 15 e 17 anos:
– 15 anos: 4.644 eleitores (completam 16 anos até o dia da eleição)
– 16 anos: 16.700 eleitores
– 17 anos: 26.412 eleitores
       “É fundamental destacar que o cadastro eleitoral segue aberto ao longo do mês de maio, o que significa que essa marca já histórica certamente será superada”, destacou a presidente Serly Marcondes.
Ações do TRE-MT em 2026
       Para impulsionar esses números, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) lançou uma campanha de comunicação divulgando a capacidade desse público de possuir o título eleitoral. Por meio de um cruzamento de dados, identificou que 157 mil jovens de 15 a 17 anos poderiam fazer o alistamento eleitoral, porém, ainda não haviam buscado a Justiça Eleitoral.
O TRE-MT não atuou sozinho. Uma rede de convênios foi tecida para levar o atendimento diretamente ao estudante:
  • Escolas Privadas e Conselho Estadual de Educação: O TRE-MT estabeleceu diálogos para promover ações cidadãs específicas para estudantes da rede particular de ensino.
  • Academia Mato-Grossense de Letras (AML) e Outras Instituições: Em fevereiro de 2026, foram assinados termos de cooperação com a AML, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci-MT), o Conselho Estadual de Juventude (Conjuv-MT) e o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino (Sinepe-MT).
  • SEDUC-MT: O Acordo de Cooperação Técnica nº 01/2026 garantiu a logística de transporte de alunos da rede estadual até os cartórios eleitorais, além da realização de mutirões dentro das próprias escolas.
  • Gamificação e Cultura: O lançamento do “Jogo da Vida Eleitoral” foi uma das ferramentas modernas utilizadas para despertar a consciência cidadã com uma linguagem adaptada ao público jovem.
Cidadão do Futuro
       Outra ação fundamental nesse período foi a ampliação do programa “Estudante – Cidadão do Futuro”. Desenvolvido originalmente pela Controladoria Geral do Estado de Mato Grosso (CGE-MT) em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), o programa ganhou em 2026 um novo recorte focado na consciência eleitoral, com o forte apoio do TRE-MT.
      Neste ano, o “Cidadão do Futuro” impactou diretamente cerca de 1.700 estudantes de 20 escolas estaduais, utilizando abordagens inovadoras e lúdicas. O teatro foi uma das ferramentas centrais, com apresentações do grupo Circo Intenda que simularam desde o funcionamento de uma cidade até debates entre “candidatos”, aproximando a complexidade do processo democrático da realidade dos alunos de forma interativa e bem-humorada.
     Além do teatro, a iniciativa promoveu visitas orientadas ao TRE-MT e à CGE, além de oficinas e um concurso de produção de vídeos com o tema “Jovens em Ação – #votonademocracia”.
       A competição de vídeos aliou a linguagem audiovisual, tão presente no cotidiano dos jovens, com a mobilização real dentro das escolas, premiando as equipes com base na qualidade técnica, voto popular no Instagram e no esforço para engajar colegas a emitirem o primeiro título de eleitor. Dessa forma, o projeto se consolida não apenas como uma ação educativa, mas como uma força motriz para formar jovens protagonistas da gestão pública e do futuro democrático de Mato Grosso.
Daniel Dino
Assessoria TRE-MT
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Considerado prejudicial por classe produtora decreto que amplia Estação Ecológica do Taiamã deverá ser derrubado pela Câmara

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Sinézio Alcântara – Expressão Notícias

O decreto do governo federal nº 12.887 de 23 de março de 2026 que amplia a Estação Ecológica do Taiamã, em Cáceres, passando de 56.959 hectares para cerca de 68.502 hectares, poderá ser derrubado pelo Câmara Federal, nos próximos dias. É o que prevê o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) de autoria da deputada Coronel Fernanda (PL).

A afirmação foi feita pela própria parlamentar, em reunião com produtores rurais, nesta semana, em Cáceres. No encontro, agendado pelo produtor e pré-candidato a deputado estadual, Ricardo Castella, Coronel Fernanda, ligou ao presidente da Câmara dos Deputados, deputado Hugo Motta (Republicano PB), agendando uma reunião, para a próxima semana, com a finalidade de pautar a votação do PDL.

A ampliação de duas Unidades de Conservação (UCS), uma em Cáceres e outra em Poconé foi anunciada pelo presidente Lula, no mês de março, durante a COP15 em Campo Grande (MS).

A ampliação irá acrescer 104,2 mil hectares de proteção direta ao bioma pantaneiro no estado. Assim como a Reserva Ecológica do Taiamã, a parlamentar também apresentou PDL para alterar a ampliação do Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense, localizado em Poconé.

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A deputada elenca uma série de supostas ilegalidades. Entre eles, de que o decreto governamental, viola o artigo 22 da lei 9.985/2000 que exige consulta pública prévia para atos ampliadores de UCSs sem modificação dos limites originais.


Local: Estação Ecológica do Taiamã, MT;
Data: 11/2010;
Autor: Palê Zuppani

Alega que “apesar de consultas realizadas em setembro de 2025, com debates acalorados e oposição majoritária de produtores rurais, sindicato e Famato, o decreto ignora essas manifestações, configurando falta de lisura e ausência de diálogo efetivo” e que “essa omissão compromete a transparência e o contraditório previstos no artigo 2º da lei nº 9.784/1999”.

A parlamentar justifica ainda impactos socioeconômicos graves, gerando insegurança jurídica para pecuaristas e pescadores, com risco eminente de desapropriações compulsórias, sem indenizações prévias adequadas.

Já na avaliação do produtor e pré-candidato a deputado estadual Ricardo Castella, idealizador do encontro, a alteração da extensão da reserva do Taiamã, em Cáceres, representa um “retrocesso econômico na região”.

“Será um retrocesso econômico, devido aos impactos ao desenvolvimento regional, atingindo propriedades rurais e projetos estratégicos. A ampliação irá travar toda a hidrovia, podendo provocar prejuízos incalculáveis para projetos estruturais da toda região, como por exemplo, a Zona de Processamento de exportação (ZPE), que irá depender muito desse modal de transporte”.

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Em Cáceres – Ex-secretária de Saúde é presa em operação contra tráfico e lavagem

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Da Redação/Gazeta

Silvana Maria de Souza, ex-secretária de Saúde de Cáceres, foi presa na manhã desta quarta-feira (6), durante a Operação Baca para cumprir ordens judiciais contra membros de um grupo criminoso envolvido com o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Cuiabá e Cáceres.

Ela é ex-secretária da gestão do prefeito Francis Maris (PL). Atualmente, Silvana ainda atua na Secretaria de Saúde da cidade, mas na coordenadoria de Planejamento, Convênios e Serviços de Regulação. A reportagem do entrou em contato com a prefeitura da cidade, mas não obteve retorno.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), identificaram movimentações financeiras atípicas dos membros do grupo criminoso, que estão ligadas ao tráfico de drogas.

Na operação, são cumpridas 6 ordens judiciais, sendo dois mandados de prisão preventiva, dois mandados de busca e apreensão domiciliar e dois bloqueios de contas bancárias.

“Esta fase da operação tem como objetivo central a desarticulação do núcleo financeiro da organização criminosa, atingindo diretamente a estrutura econômica que sustenta as atividades ilícitas”, explicou o delegado André Rigonato.

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No âmbito patrimonial, foi determinado o bloqueio de contas bancárias dos investigados, com foco em interromper o fluxo financeiro ilícito, evitar a dissipação de ativos e assegurar a efetividade das apurações.

As investigações seguem em andamento, podendo resultar na identificação de novos envolvidos e na adoção de outras medidas judiciais.

Investigação

Durante as investigações sobre a atuação de um grupo criminoso envolvido com o tráfico de drogas, a Polícia Civil identificou movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica declarada, como depósitos fracionados em espécie, transferências sucessivas entre contas e ausência de comprovação da origem dos valores.

As apurações identificaram, na primeira fase da operação, 22 investigados com indícios de envolvimento no tráfico de drogas e movimentações financeiras atípicas para lavagem de dinheiro. 20 deles já respondem pelos crimes. Os outros dois ainda não tinham sido responsabilizados.

O levantamento financeiro apontou os dois alvos da operação movimentaram mais de R$ 1,6 milhão, evidenciando a atuação estruturada do grupo na ocultação e dissimulação de recursos oriundos do tráfico de drogas.

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