Cáceres e Região
Em Cáceres – Polícia Militar ‘fecha’ paiol do PCC e prende 3 com drogas e armas

Da Redação – GD
Três homens, de 21, 23 e 30 anos, foram presos na tarde desta quarta-feira (16), com duas armas de fogo, munições, drogas, balanças de precisão e dinheiro, em uma ação da Polícia Militar no bairro Vista Alegre, em Cáceres.
Um dos suspeitos foi flagrado pelos policiais segurando um revólver calibre .38 antes de correr para dentro da residência. A ocorrência foi registrada por volta das 14h10, na Rua Girassol, esquina com a rua das Rosas. Equipes do 6º Batalhão da Polícia Militar receberam informações de que havia homens armados em frente a uma residência.
Ao chegarem ao endereço, os policiais visualizaram, por meio do portão, o suspeito T.B.S., de 23 anos, segurando uma arma de fogo. Ao perceber a presença das equipes, ele correu para o interior do imóvel.
Os policiais cercaram a residência e conseguiram abordar os 3 suspeitos. Questionados sobre a arma que havia sido vista com T.B.S., eles informaram que o revólver havia sido colocado dentro de uma cesta. No local indicado, os policiais encontraram um revólver calibre .38, carregado com seis munições. Durante as buscas, também foi localizada sobre um armário uma garrucha calibre .36, com uma munição intacta.
Ainda na primeira residência, os militares apreenderam duas embalagens médias com substância análoga à maconha, duas embalagens pequenas com material semelhante à pasta base de cocaína, um cigarro de maconha, uma balança de precisão e uma embalagem contendo sementes que aparentavam ser de cannabis.
Durante a ocorrência, os policiais também encontraram um celular que pertenceria a P.H.S.J., de 30 anos. Segundo informações que já estavam em poder da PM, o suspeito seria responsável por realizar entregas de entorpecentes para integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Questionado sobre uma segunda residência, localizada na rua Princesa Isabel, no bairro Santa Isabel, P.H.S.J. teria admitido aos policiais que realizava entregas de drogas para a facção e informou que havia materiais ilícitos armazenados no imóvel.
Com apoio da Patrulha Maria da Penha, as equipes foram até o endereço indicado. No quarto apontado como pertencente ao suspeito, foram encontrados diversos tipos de entorpecentes, incluindo maconha, pasta base de cocaína e uma porção apresentada como skank.
No imóvel também foram apreendidas duas balanças de precisão, R$ 852 em dinheiro, diversas embalagens tipo zip lock vazias e 38 embalagens contendo porções médias de substância análoga à maconha, que aparentava ser da variedade conhecida como “Colômbia Gold”.
Os policiais localizaram ainda 16 porções médias de maconha, duas porções médias de pasta base de cocaína, sendo uma delas descrita como aproximadamente meia peça, seis munições intactas calibre .38, dois celulares atribuídos ao suspeito e uma embalagem contendo substância apresentada como chá de ayahuasca.
Ao final da ocorrência, os três suspeitos foram encaminhados para a 1ª Delegacia de Polícia de Cáceres, juntamente com as armas, munições, drogas, dinheiro, celulares e demais materiais apreendidos. Posteriormente, eles foram apresentados à Polícia Civil para as providências cabíveis.
A ocorrência foi registrada por crimes relacionados a porte e posse ilegal de arma de fogo de uso permitido, tráfico ilícito de drogas e promoção ou constituição de organização criminosa. Os suspeitos foram apresentados à autoridade policial sem lesões corporais aparentes.
Cáceres e Região
Pontes e Lacerda: Ex-funcionário da Caixa é acusado de fazer 129 desvios
O Ministério Público Federal (MPF) voltou a negar a possibilidade de Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) ao ex-funcionário da Caixa Econômica Federal F.M.D.F.,acusado de se apropriar, por 129 vezes, de valores referentes a boletos rejeitados por clientes. O prejuízo atribuído à conduta é de R$ 41.269,06.
O caso tramita na Justiça Federal em Cáceres desde 2023 e envolve fatos que teriam ocorrido na agência da Caixa em Pontes e Lacerda (a 483 km de Cuiabá).
(foto reprodução)
Segundo a acusação, o ex-funcionário teria cometido peculato-furto e subtração ou inutilização de livro ou documento, em continuidade delitiva, enquanto trabalhava na instituição financeira.
Conforme os elementos apresentados no processo, o ex-funcionário teria se apropriado de créditos referentes a boletos rejeitados pelos clientes da Caixa.
A acusação aponta que os valores teriam sido direcionados para conta própria ou de terceiros, provocando prejuízo à instituição financeira estimado em R$ 41.269,06.
O MPF sustenta que a conduta teria sido praticada de forma dolosa e repetida, em 129 episódios.
Ao analisar a possibilidade de ANPP, o Ministério Público Federal considerou que a quantidade de episódios atribuídos ao acusado impede a celebração do acordo.
Para o órgão, não se trata de um episódio isolado ou de um simples erro administrativo. A acusação aponta uma sequência de apropriações de valores enquanto o denunciado exercia uma função que envolvia responsabilidade sobre os recursos da instituição.
Na avaliação do MPF, os 129 episódios demonstram uma reiteração relevante da conduta e fazem com que o acordo não seja considerado suficiente para reprovar e prevenir a prática criminosa.
Processo continua na Justiça Federal
A negativa do ANPP não representa condenação criminal. A discussão sobre o acordo ocorre dentro do processo que apura as acusações contra F.M.D.F.
O caso segue em tramitação na Justiça Federal em Cáceres, onde serão analisados os fatos e as responsabilidades atribuídas ao ex-funcionário.
Repórter MT
Cáceres e Região
Terminal portuário de R$ 500 milhões em Cáceres pode ter início da operação adiado para 2031
Empresa responsável pelo projeto no rio Paraguai pediu mudança no cronograma de investimentos. A palavra final cabe ao Ministério de Portos e Aeroportos.

Trecho de hidrovia Paraná-Paraguai: estrada fluvial para exportações. (Foto: Ministério dos Portos e Aeroportos)… veja mais em https://www.campograndenews.com.br/brasil/cidades/audiencia-sobre-concessao-da-hidrovia-do-rio-paraguai-sera-em-fevereiro
A diretoria da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) considerou possível alterar o cronograma de investimentos e prorrogar até 27 de novembro de 2031 o prazo para o início da operação de um terminal portuário privado em Cáceres, a 220 km de Cuiabá. O pedido foi feito pela Companhia de Investimentos do Centro Oeste, titular da autorização. A decisão foi tomada em reunião virtual realizada entre os dias 8 e 10 de setembro e publicada nesta quarta-feira (16) no Diário Oficial da União.
A Antaq não concedeu diretamente a prorrogação. O acórdão sugere a nova data e encaminha o processo ao Ministério de Portos e Aeroportos, responsável pela decisão final. A agência também determinou que a área de fiscalização acompanhe a execução da obra conforme o novo cronograma. O relator foi o diretor Alexandre Florambel, e a decisão foi assinada pelo diretor-geral, Frederico Dias.
O documento não informa qual era o prazo anterior nem os motivos apresentados pela empresa para pedir a alteração. A autorização para o terminal foi firmada com a Antaq em 2021.
A Companhia de Investimentos do Centro Oeste é responsável pelo Terminal Portuário Paratudal, projetado para a Fazenda Toledal, às margens do rio Paraguai, na região de Cáceres. Em 2023, a empresa estimava investimento de R$ 500 milhões e previa entregar o porto em 2026. O projeto pretende ligar Mato Grosso à hidrovia Paraguai-Paraná e aos países da Bacia do Prata para o transporte de grãos, fertilizantes e contêineres.
O terminal recebeu licença prévia da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) em 2022. O documento foi aprovado pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) por 16 votos a 5. Na ocasião, a empresa aguardava a licença de instalação para iniciar as obras.
O projeto também é alvo de questionamentos judiciais. Em 2020, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública contra o Ibama, o Governo de Mato Grosso, a Companhia de Investimentos do Centro Oeste e outras empresas e entidades ligadas a portos no chamado Tramo Norte do rio Paraguai, entre Cáceres e Corumbá (MS). O MPF sustenta que o licenciamento dos terminais dependeria do licenciamento prévio da hidrovia pelo Ibama e de uma avaliação ambiental integrada do trecho.
Em janeiro de 2021, a Justiça Federal em Mato Grosso suspendeu esses licenciamentos. No ano seguinte, segundo entidades ambientais, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região autorizou, em caráter liminar, a continuidade do processo.
Neste ano, a Procuradoria da República instaurou procedimento para acompanhar os efeitos da dragagem e da implantação da hidrovia no Pantanal. No documento, o órgão cita o Terminal Paratudal e o Porto de Cáceres como exemplos de empreendimentos licenciados separadamente. Segundo o MPF, esse modelo pode dificultar a avaliação dos impactos acumulados sobre o ecossistema.
-
Cáceres e Região7 dias agoCacerense terá dois jogos no Geraldão pela Copa FMF e convoca torcida de Cáceres
-
Destaque7 dias agoBrasil habilita 21 novos estabelecimentos para exportar carne e miúdos bovinos à Indonésia
-
Destaque7 dias agoMEC aprova regras para as férias escolares na Copa do Mundo Feminina
-
Cáceres e Região5 dias agoBaile da Rainha elege novas Realezas da 56ª Expocáceres
-
Cáceres e Região6 dias agoCáceres está virando um campo de batalha no trânsito: acidentes se multiplicam e ninguém parece querer assumir a culpa
-
Cáceres e Região6 dias agoEm Cáceres – Candidato a vice-governador participa de arrastão do candidato a deputado Jerônimo Gonçalves
-
Cáceres e Região5 dias agoLeilão inclui 3 aeroportos de MT em bloco com terminal de Brasília: Um deles é o de Cáceres
-
Cáceres e Região6 dias agoCORREIOS: Trabalhadores de Mato Grosso aderem à paralisação nacional por tempo indeterminado


