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Decisão valida Moratória, mantém leis estaduais e encerra ações
O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu nesta quarta-feira (12.08) o julgamento sobre a Moratória da Soja com uma decisão que preserva o acordo privado, mas também permite que Mato Grosso e Rondônia retirem incentivos fiscais das empresas participantes. A Corte determinou ainda o encerramento de processos judiciais e administrativos que discutiam a legalidade e os efeitos concorrenciais do pacto.
O resultado não representa vitória integral de nenhum dos lados. As tradings continuam autorizadas a estabelecer critérios ambientais próprios para a compra da soja. Os Estados, por sua vez, não são obrigados a conceder benefícios públicos a empresas que adotem restrições comerciais superiores às previstas na legislação brasileira.
Criada em 2006, a Moratória da Soja é um compromisso privado firmado por tradings, indústrias e organizações da sociedade civil. As empresas participantes se comprometeram a não comprar soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008.
A restrição abrange também áreas abertas com autorização dos órgãos ambientais. Isso ocorre porque o Código Florestal permite que produtores utilizem parte de suas propriedades no bioma Amazônia, desde que preservem os percentuais de reserva legal e cumpram as demais exigências ambientais.
Por maioria, o STF entendeu que a Moratória é legítima por decorrer da liberdade empresarial. Na avaliação da Corte, uma companhia privada pode definir critérios próprios para escolher seus fornecedores, inclusive com exigências ambientais mais rigorosas do que aquelas estabelecidas em lei.
O reconhecimento da validade do pacto, entretanto, não obriga o poder público a acompanhar essas regras. O Supremo manteve as leis de Mato Grosso e Rondônia que permitem negar incentivos fiscais e terrenos públicos às empresas vinculadas a acordos privados que limitem a expansão da atividade agropecuária legal.
Na prática, as tradings poderão aderir à Moratória e deixar de adquirir determinados lotes de soja. Mato Grosso e Rondônia, por outro lado, poderão retirar os benefícios públicos concedidos a essas empresas.
A aplicação das leis estaduais deverá respeitar as regras tributárias de anterioridade. Também não poderá desconsiderar a proteção concedida a incentivos fiscais com prazo determinado e vinculados a condições já cumpridas pelas empresas beneficiárias.
O resultado não provoca a retomada automática da Moratória. As principais tradings haviam anunciado a saída do acordo diante da entrada em vigor das restrições estaduais. Cada empresa terá agora de decidir se volta a participar do pacto, considerando a possibilidade de perder benefícios fiscais.
A parte mais controversa da decisão foi o encerramento dos processos relacionados à Moratória. Por seis votos a três, o STF determinou a extinção de ações indenizatórias e de procedimentos administrativos baseados na suposta ilegalidade ou inconstitucionalidade do acordo.
A determinação alcança investigações em andamento no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O órgão apurava se a adoção conjunta das mesmas restrições pelas grandes compradoras de soja poderia configurar uma prática coordenada capaz de limitar a concorrência.
Com o julgamento, essas apurações não deverão avançar com fundamento na suposta ilegalidade da configuração atual da Moratória. O STF considerou o pacto objetivo, público e voluntário e afastou, nos processos analisados, a tese de que o acordo seria necessariamente uma conduta anticoncorrencial.
A decisão também reduz o espaço para ações de produtores que buscavam indenizações por supostos prejuízos provocados pela recusa de compra de soja produzida em áreas abertas legalmente. Para a maioria dos ministros, a continuidade dessas disputas aumentaria a insegurança jurídica sobre a comercialização do grão.
O entendimento do Supremo se restringe ao modelo atual da Moratória. Eventuais mudanças no acordo ou novas condutas empresariais poderão ser analisadas posteriormente pelos órgãos competentes e pelo Judiciário.
Para o produtor, o resultado mantém dois cenários simultâneos. A soja produzida em conformidade com o Código Florestal poderá continuar sendo recusada por empresas que adotem critérios ambientais próprios. Essas companhias, contudo, poderão perder incentivos concedidos pelos Estados que considerem essas exigências prejudiciais à produção agropecuária legal.
O julgamento foi concluído pelo plenário, mas o acórdão ainda será publicado e poderá receber embargos de declaração. Esses recursos servem para esclarecer omissões ou contradições e, em regra, não reabrem o mérito central da decisão.
Fonte: Pensar Agro
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Servidor efetivo Michael Alves é o novo secretário interino da Saúde
A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande informa que, durante reunião realizada na tarde desta segunda-feira (17), a prefeita Flávia Moretti apresentou o servidor efetivo Michael Alves como novo secretário interino da pasta.
Com 36 anos, natural de Juína-MT, Michael é servidor público desde 2018 e está na Secretaria Municipal de Saúde desde 2023. Formado em Engenharia Civil, com especialização em Engenharia Clínica Hospitalar, também possui graduação em Gestão Comercial.
Ao longo de sua trajetória na Saúde, atuou como superintendente de Obras e assessor de gabinete. Antes de ingressar na prefeitura de Várzea Grande, trabalhou por seis anos no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Michael assume interinamente a Secretaria Municipal de Saúde com o compromisso de dar continuidade aos serviços e ações da pasta, ao lado do corpo técnico e das equipes que integram a rede municipal.
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Assistência Social divulga calendário de rodas de conversas sobre acolhimento e enfrentamento da violência contra mulher
A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da rede de assistência social do Município, promove uma programação especial em alusão ao Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização, prevenção e enfrentamento da violência contra a mulher. Entre as atividades estão rodas de conversa realizadas em diferentes equipamentos públicos, com o objetivo de ampliar o diálogo, fortalecer as mulheres e orientar a população sobre direitos e formas de enfrentamento à violência.
As atividades contam com momentos de acolhimento, diálogo e troca de experiências, além de café da manhã para as participantes. A programação envolve mulheres atendidas pelos serviços de convivência e fortalecimento de vínculos e a comunidade em geral.
A programação terá entre as atividades a roda de conversa realizada no CRAS Jardim Glória e no CRAS Cristo Rei, no dia 19 de agosto, às 9h. O encontro abordou a conscientização sobre a violência contra a mulher, reforçando a importância da informação e da busca por apoio diante de situações de violência.
No dia 21 de agosto, a atividade será realizada no CRAS Santa Maria, também às 9h. O encontro terá a participação da psicóloga da unidade, em uma roda de conversa voltada ao acolhimento e à troca de experiências sobre o enfrentamento à violência e o fortalecimento das mulheres.
Já no dia 24 de agosto, a programação segue no Centro de Convivência Vovô Zeid, às 8h30. O encontro contará com uma roda de conversa com a desembargadora Maria Erotides Kneip, proporcionando um momento de diálogo sobre direitos, proteção e enfrentamento à violência contra a mulher.
A programação também terá uma atividade no dia 27 de agosto, o CRAS São Mateus finaliza as rodas de conversas dando continuidade às ações de conscientização realizadas durante o Agosto Lilás. As rodas de conversa buscam aproximar os serviços públicos das mulheres e ampliar o acesso à informação e às redes de proteção.
“As ações integram a mobilização do Agosto Lilás e reforçam o compromisso do Município com a conscientização, o respeito, a dignidade e a proteção das mulheres, destacando a importância de reconhecer os diferentes tipos de violência e buscar ajuda. Durante os encontros, as participantes também recebem orientações sobre os serviços da rede de proteção e assistência social disponíveis no Município. A proposta é criar espaços seguros de escuta e diálogo, fortalecendo vínculos e contribuindo para que mais mulheres conheçam seus direitos e saibam onde procurar acolhimento”, comenta a secretária de Assistência Social, Cristina Saito.
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