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Sustentabilidade avança e passa a influenciar crédito, mercado e custos do setor

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A agenda de sustentabilidade deixou de ser apenas institucional e passou a afetar diretamente decisões de investimento, acesso a mercado e custo de produção — com impacto crescente também sobre o agronegócio. Levantamento da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), em parceria com a empresa Humanizadas, mostra que 59% das companhias brasileiras já incorporam critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) à estratégia central dos negócios, enquanto 57% integram exigências regulatórias diretamente em decisões comerciais e financeiras.

Na prática, isso começa a chegar ao campo. A exigência por rastreabilidade, menor emissão de carbono e cumprimento de protocolos ambientais já influencia desde a concessão de crédito até o acesso a mercados internacionais, especialmente na cadeia de grãos, carnes e café. Para o produtor, o tema deixa de ser reputacional e passa a ter efeito direto sobre receita, financiamento e risco operacional.

O estudo, que ouviu 587 executivos — em sua maioria de médias e grandes empresas — indica que 87% das organizações já atuam com sustentabilidade, mas apenas 26% se consideram preparadas para atender às novas exigências. Esse descompasso revela um ponto central: a agenda avançou mais rápido na intenção do que na execução, o que tende a aumentar a pressão sobre cadeias produtivas, incluindo fornecedores do agro.

O principal entrave é econômico. Embora 74% das empresas reconheçam valor na sustentabilidade, só 34% conseguem medir retorno financeiro de forma estruturada. Para 44% dos executivos, transformar práticas ambientais em resultado concreto ainda é o maior desafio. No agro, essa conta aparece no custo de adaptação — seja na adequação ambiental, seja na adoção de tecnologias para redução de emissão ou melhoria de eficiência.

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Outro dado relevante é que 71% das empresas ainda não reduzem nem compensam emissões de carbono, enquanto temas como clima e biodiversidade seguem em segundo plano. Em contrapartida, inovação e tecnologia lideram as prioridades, com 59% de atenção, justamente por apresentarem retorno mais direto em produtividade e redução de custos — lógica que também se repete dentro da porteira.

A fragilidade na gestão de dados reforça esse cenário. Segundo o levantamento, 68% das empresas não publicam relatórios de sustentabilidade e 73% não atualizam suas matrizes de materialidade, o que dificulta transformar exigências ambientais em indicadores financeiros claros. Para o agro, isso significa maior risco de assimetria: o produtor passa a ser cobrado, mas nem sempre tem clareza sobre como essa exigência se converte em preço ou vantagem comercial.

A pesquisa também mostra que apenas 31% das empresas monitoram riscos ligados à sustentabilidade e 28% acompanham oportunidades. Na prática, isso indica que boa parte do mercado ainda reage à pressão regulatória, em vez de antecipar movimentos — um comportamento que tende a se refletir nas cadeias produtivas.

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Apesar dos desafios, os efeitos econômicos já são percebidos. Entre as empresas, 74% apontam fortalecimento de reputação, 65% maior eficiência no uso de recursos e 60% redução de custos como principais ganhos da agenda. No agro, esses fatores aparecem, por exemplo, na melhoria da gestão de insumos, uso mais eficiente de água e energia e acesso a programas de financiamento com critérios ambientais.

No cenário externo, a tendência é de aumento dessa pressão. A realização da Conferência do Clima das Nações Unidas, a COP30, em Belém, em 2025, foi utilizada por 37% das empresas para ampliar parcerias e posicionamento institucional, indicando que a agenda ambiental deve ganhar ainda mais peso na definição de mercados e fluxos de investimento.

Para o produtor rural, o movimento é claro: sustentabilidade deixa de ser diferencial e passa a ser requisito. A capacidade de atender a essas exigências — com controle de custo e ganho de eficiência — tende a definir não apenas competitividade, mas também acesso a crédito e mercado nos próximos anos

Fonte: Pensar Agro

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Prefeitura de Sinop realiza mutirão de atendimentos com especialistas no NAE

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Saúde, realiza mutirão de atendimentos no Núcleo de Avançado de Especialidades (NAE), ampliando o acesso da população a consultas com médicos especialistas e serviços de média e alta complexidade. A iniciativa, a exemplo do mutirão realizado no último sábado (25), busca reduzir filas, agilizar diagnósticos e garantir um atendimento mais humanizado aos pacientes da rede pública de saúde.

Os atendimentos ofertados envolvem diversas especialidades médicas, realização de exames e acompanhamento multiprofissional. Entre os atendimentos ofertados, está o suporte psicológico para pacientes que buscam a cirurgia bariátrica, etapa considerada essencial para o sucesso do procedimento.

O secretário municipal de Saúde, Érico Stevan, ressaltou que os mutirões fazem parte de uma estratégia para humanizar o atendimento e facilitar o acesso da população aos serviços especializados. “Esses mutirões têm como foco principal a humanização do atendimento e a ampliação do acesso da nossa população, que é um pedido do nosso prefeito Roberto e do vice Paulinho. Estamos levando médicos especialistas e atendimentos de média e alta complexidade para mais perto das pessoas, evitando que muitos pacientes precisem se deslocar para outros municípios. Hoje, esse cuidado já está disponível aqui em Sinop, com qualidade e agilidade, garantindo mais dignidade e resolutividade no atendimento”, afirmou.

Tatiane Barbosa, moradora do bairro Adriano Leitão, foi atendida no último sábado (25) e destacou a qualidade e a agilidade do serviço ofertado no mutirão. “Já faz uns 10 anos que eu venho com ganho de peso e tentando de várias formas perder esses quilos. E, de um tempo pra cá, eu vim atrás da bariátrica, procurei várias soluções e não consegui o emagrecimento. Eu fiquei muito surpreendida porque achei o atendimento rápido, as etapas são bem certas, com nutricionista, psicólogo, todos os exames, e a gente é tratado com muito carinho e respeito. O atendimento é ótimo e é muito rápido. A gente fica muito tranquilo porque há uma preocupação com os detalhes e os médicos, conforme a gente vai passando, vão pedindo às vezes mais exames, então é algo bem específico”, relatou.

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A psicóloga Ariadyne Roos, que atuou no acompanhamento dos pacientes, reforçou a importância do suporte emocional em todo o processo da cirurgia bariátrica. “A gente entende que a cirurgia bariátrica envolve uma preparação pré, durante e pós-operatória. E o acompanhamento psicológico é de suma importância em todo esse processo, uma vez que essa cirurgia é irreversível, para toda a vida. É preciso uma preparação psicológica, para que essa pessoa entenda quais as implicações físicas, práticas, emocionais e psicológicas que isso vai ter ao longo da vida”, explicou.

Segundo a profissional, o cuidado vai além do procedimento cirúrgico e envolve mudanças profundas no comportamento e no estilo de vida. “Não é só uma cirurgia que a gente faz e depois acabou. É preciso acompanhamento nutricional e psicológico para lidar com as consequências. A obesidade traz para a gente a ideia de uma compulsão alimentar, que é uma questão emocional. Então não adianta fazer uma intervenção física sem acompanhamento psicológico, porque essa compulsão pode mudar de lugar, sair da alimentação e passar para bebida alcoólica ou uso exagerado de outras substâncias”, pontuou.

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Ariadyne também destacou a importância do envolvimento familiar e da adoção de novos hábitos. “Esse paciente precisa ter noções das mudanças práticas e estar preparado para isso ao longo da vida, além de contar com suporte familiar. Não é só a pessoa passar pela cirurgia, mas toda a família precisa estar preparada para ajudar. Também é necessário iniciar ou manter a prática de exercícios físicos para que essa cirurgia seja eficaz, porque existe o risco de voltar a ganhar peso quando não há esse cuidado”, completou.

Além do mutirão de atendimentos realizado no NAE, a Secretaria de Saúde também promoveu, no sábado (25), diversas ações: atendimentos no Centro de Especialidades Médicas (CEM) e no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), vacinação itinerante próximo ao Nico Baracat e mais uma edição do programa “Saúde no Seu Bairro”, na EMEB Rodrigo Damasceno, ampliando o acesso da população aos serviços de saúde em diferentes regiões do município.

Fonte: Assessoria de Comunicação
Autor: Weslley Mtchaell

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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Várzea Grande se mobiliza para ampliar cobertura vacinal de grupo prioritário

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O movimento foi intenso nas unidades de saúde de Várzea Grande, durante o ‘Dia D’ de vacinação contra a influenza. Famílias inteiras aproveitaram o último sábado (25) para colocar a caderneta em dia, proteger quem mais precisa e reforçar a importância de um gesto simples que salva vidas: vacinar.

Para garantir o atendimento em todas as regiões, o Município realizou a distribuição de 24.990 mil doses de vacinas entre as unidades de saúde, assegurando estoque e organização para a grande procura registrada ao longo do dia.

Foram aplicadas 3.137 doses de vacinas nas 25 unidades de saúde do município. Entre os destaques, as unidades dos bairros Água Limpa (279 doses), Manaíra (249), Nossa Senhora da Guia (201), São Matheus (200) e Ouro Verde (198) registraram os maiores volumes de atendimento.

Outras unidades também tiveram participação significativa, como Jardim Glória (133), Imperial (130), 24 de Dezembro (142), Cohab Cristo Rei (146) e Água Vermelha (154), demonstrando o engajamento da população em diferentes regiões da cidade.

O dia de mobilização, o ‘Dia D’ foi destinado aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, entre eles: crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos com 60 anos ou mais, gestantes e puérperas, trabalhadores da saúde, professores, povos indígenas, quilombolas, pessoas com comorbidades ou deficiência permanente, profissionais das forças de segurança e salvamento, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo, portuários e pessoas em situação de rua.

E quem ajudou a transformar o ambiente em algo ainda mais acolhedor foi a presença do Zé Gotinha. O personagem símbolo da vacinação circulou pelas unidades, interagiu com as crianças, tirou fotos e ajudou a tornar o momento mais leve, diminuindo o medo dos pequenos e incentivando a imunização de forma lúdica.

A dona de casa Taiana Cristina chegou à unidade acompanhada dos três filhos, de 3, 5 e 10 anos. Entre uma conversa e outra para acalmar os pequenos, ela resumiu o sentimento de muitos pais que passaram pelas salas de vacina ao longo da manhã. Para ela, ações aos finais de semana fazem toda a diferença na rotina de quem não consegue ir durante a semana. “É muito importante, excelente mesmo. A gente aproveita o sábado e já resolve tudo de uma vez, até porque as enfermeiras estão fazendo também, a atualização das cadernetas. Então, se alguma dose passou batida, temos a chance de deixar tudo certinho”, contou.

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O cuidado com a vacinação também atravessa gerações. Maria do Carmo, que já trabalhou com imunização, não abre mão desse compromisso. Ela levou a mãe, Alaide Pedroso, de 75 anos, para receber a dose contra a influenza. Mesmo com deficiência auditiva, a idosa mantém o acompanhamento anual, sempre incentivada pela filha. “Todo ano eu trago ela. A vacina é essencial, ainda mais para idosos”, destacou.

REFORÇO – Na unidade do bairro Manaíra, o atendimento ganhou um reforço especial. Acadêmicos do 5º semestre de Enfermagem do Univag participaram da ação, sob supervisão da professora da disciplina de Saúde do Adulto e Idoso. A presença dos estudantes não só ampliou a capacidade de atendimento, como também trouxe entusiasmo ao ambiente.

Segundo a professora, a experiência prática é fundamental na formação. “Eles adoram, ficam animados quando vêm pro campo. Isso sensibiliza não só os alunos, mas também os familiares. Temos uma pactuação com a unidade e estamos sempre aqui para apoiar a equipe e atender a população, ainda mais em uma unidade com grande demanda”, explicou.

A secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, destacou que a estratégia de abrir as unidades aos sábados é justamente para ampliar o acesso da população. “Nosso objetivo é facilitar a vida do cidadão. Sabemos que muitas pessoas não conseguem ir durante a semana, então abrir as unidades aos sábados é uma forma de garantir que ninguém fique sem se proteger. Vacinar é um ato de cuidado coletivo”, afirmou.

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Mais do que números, o sábado foi marcado por histórias de cuidado, responsabilidade e amor ao próximo. Em cada dose aplicada, um compromisso renovado com a saúde pública e com a proteção de toda a comunidade.

ATENÇÃO – Pessoas que integram os grupos prioritários preconizados pelo Ministério da Saúde, e que por qualquer motivo tenham perdido o ‘Dia D’, podem procurar a unidade de saúde mais próxima e se imunizar, bem como, atualizar a caderneta de vacinação.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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