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Nota de Esclarecimento: A verdade sobre o PL nº 011/2026 e o saneamento em Cáceres

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A Autarquia Águas do Pantanal vem a público esclarecer as informações veiculadas recentemente na imprensa local sobre a Audiência Pública do Projeto de Lei nº 011/2026. O projeto trata da autorização para contratação de crédito (Novo PAC) voltada à histórica e urgente ampliação do sistema de esgotamento sanitário em nosso município.

 

O debate público é legítimo e necessário. No entanto, para que a população cacerense não seja induzida em erro por recortes isolados e tendenciosos, é imprescindível que os fatos sejam apresentados em sua totalidade, contemplando não apenas os questionamentos levantados, mas as respostas técnicas e documentais já fornecidas pela Autarquia.

 

  1. Transparência e Documentação na Câmara Municipal

 

Em relação às falas da controladora interna da Autarquia destacadas pela reportagem, que apontam suposta “ausência de planilhas e documentos”, a Águas do Pantanal esclarece de forma categórica: todos os documentos técnicos, financeiros, jurídicos e de viabilidade foram rigorosamente protocolados e estão à disposição do Legislativo e para toda população. Durante a própria audiência, a Diretora Executiva, Samara Brant Ferreira, foi contundente ao demonstrar os documentos anexados ao projeto de lei originário, assim como os documentos juntados por ocasião da diligência atendida, e que a Autarquia não tem absolutamente nada a esconder. Essa transparência foi confirmada publicamente pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), vereador Franco Valério, que atestou que o material foi entregue e se encontra disponível no sistema da Câmara Municipal para análise de todos os parlamentares e demais interessados.

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  1. Sem repasse na tarifa de água e de esgoto.

 

É fundamental tranquilizar a população quanto ao impacto financeiro: o valor do empréstimo não será embutido na tarifa. A operação de crédito possui destinação vinculada e exclusiva para a infraestrutura de esgotamento sanitário, cuja parcela do financiamento será custeada com recursos próprios do Município, titular do serviço público de saneamento, cuja equipe municipal de finanças já havia apresentado dois pareceres técnicos atestando a capacidade de pagamento, sendo atestado pela equipe técnica da Caixa Econômica Federal Gigov – Cuiabá.

 

O cidadão só passará a pagar pela tarifa de esgoto de forma justa e legal: após a conclusão da rede, no momento em que o seu imóvel for efetivamente interligado ao novo sistema, usufruindo da coleta e do tratamento adequados.

 

  1. O déficit de 7% e a urgência da saúde pública

 

Hoje, Cáceres conta com apenas 7% de esgoto tratado, um índice inaceitável que afeta o Rio Paraguai, o solo e, principalmente, a saúde das famílias e desvaloriza os imóveis. A primeira etapa deste projeto prevê a construção de 100 km de redes coletoras, atendendo cerca de 28% da cidade. Como explicou detalhadamente o funcionário efetivo da Autarquia, o engenheiro sanitarista Mauri Queiroz de Menezes Junior na mesma audiência pública, trata-se de um projeto estruturado e embasado.

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Nas palavras da diretora Samara Brant: “A cada R$ 1 investido em saneamento básico, R$ 4 são economizados na saúde. Todo cidadão merece ter uma vida de qualidade por meio do acesso ao esgoto tratado.” Não aprovar ou atrasar este avanço significa manter o município estagnado frente às metas nacionais de universalização do saneamento.

 

Compromisso com Cáceres

 

A Autarquia entende que toda contribuição ao debate é válida, mas repudia narrativas incompletas que geram pânico infundado. Seguiremos à inteira disposição da Câmara Municipal, dos órgãos de controle e de toda a imprensa para dialogar com responsabilidade. Mais do que uma obra de engenharia, o que está em jogo é a saúde, à dignidade humana e o futuro do meio ambiente de Cáceres.

 

Cáceres, 25 de junho de 2026.

 

Samara Brant Ferreira

Diretora Executiva da Autarquia Águas do Pantanal.

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Mato Grosso é nova fronteira para a exploração de terras raras

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Mato Grosso desponta como nova fronteira brasileira para a exploração de terras raras, minerais essenciais para a transição energética e indústrias de alta tecnologia. O estado soma 165 mil hectares em áreas de pesquisa, com 25 processos minerários registrados pela ANM. Este movimento alinha-se à Estratégia Nacional de Terras Raras (ENTR) do MME, visando ampliar a participação do Brasil nas cadeias globais.
Exploração de terras raras: MT desponta com 165 mil hectares
Chico Ferreira

Mato Grosso desponta como uma das novas fronteiras brasileiras para a exploração de terras raras, minerais considerados essenciais para a transição energética e para indústrias de alta tecnologia. O estado soma 165 mil hectares em áreas de pesquisa, conforme levantamento da Agência Nacional de Mineração (ANM). Este cenário está em sinergia com o avanço da Estratégia Nacional de Terras Raras (ENTR), proposta pelo Ministério de Minas e Energia (MME), que visa ampliar a participação do Brasil nas cadeias globais de minerais críticos.

Processos e empresas na exploração de terras raras

A ANM detalha que, dos 25 processos minerários registrados em Mato Grosso, 20 correspondem a autorizações de pesquisa e 5 a requerimentos de pesquisa. Atualmente, não há registros de lavra, concessão de lavra ou licenciamento para exploração comercial. Entre as empresas com maior presença nas áreas requeridas, destacam-se a Scanty Mineração Ltda, com 51,1 mil hectares e 7 processos, e a Axel REE Ltda, com 39,5 mil hectares e 4 requerimentos. A 3D Minerals Ltda possui 29,7 mil hectares e a R. Augusto Consultoria Ltda, 28 mil hectares em áreas de pesquisa.

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Cenário nacional e potencial global

O interesse crescente em Mato Grosso acompanha um movimento mundial estimulado por disputas geopolíticas e pela necessidade de diversificar o fornecimento desses minerais, cuja concentração é majoritariamente na China. Em todo o Brasil, existem 2.641 processos relacionados ao segmento em diferentes fases. As autorizações de pesquisa representam cerca de 84% desse total, enquanto os requerimentos de pesquisa correspondem a 13%. Segundo o MME, o Brasil detém 23,1% dos recursos globais conhecidos desses minerais e possui a segunda maior reserva do planeta.

Vocação mineral e desafios para a exploração de terras raras em Mato Grosso

De acordo com Caiubi Kuhn, presidente da Federação Brasileira dos Geólogos (Febrageo), Mato Grosso possui quatro regiões com vocação para ocorrência de terras raras e minerais estratégicos. As áreas com os principais focos de estudos minerais em andamento estão localizadas no norte do estado (próximo a Aripuanã), na Baixada Cuiabana, em Araguainha e no sudeste mato-grossense. Kuhn ressalta que a exploração comercial desses recursos ainda depende de pesquisas e investimentos. Ele destaca que Mato Grosso possui aptidão mineral ainda pouco conhecida, visto que menos de 15% do território estadual conta com mapeamento geológico detalhado.

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Para o geólogo, ampliar o conhecimento sobre o subsolo é fundamental para a mineração, gestão de recursos hídricos, monitoramento ambiental e desenvolvimento econômico. Ele lembra que o Estado foi o que mais cresceu no setor mineral brasileiro no último ano, impulsionado pelas operações da Nexa, valorização do ouro e produção de calcário para agricultura. Kuhn defende uma política estadual de geologia e recursos minerais para ampliar investimentos em pesquisa em Mato Grosso.

Fonte: Gazeta Digital

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Meia tonelada apreendida – PF cumpre 7 ordens contra esquema de transporte aéreo de cocaína em MT e SP

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Da Redação/Gazeta

A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (26), a Operação Mállku para desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar na logística do transporte de cocaína da Bolívia para o Brasil por meio de aeronaves. Os alvos estão em 3 cidades de Mato Grosso, além de Ribeirão Preto (SP).

De acordo com as informações, ao todo, estão sendo cumpridas 7 ordens judiciais expedidas pela Justiça Federal, sendo dois mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão. As medidas são executadas em endereços ligados aos investigados nas cidades de Ribeirão Preto (SP), Sinop, Alta Floresta e Marcelândia, em Mato Grosso.

Segundo a Polícia Federal, os elementos reunidos durante a investigação indicam a existência de uma estrutura criminosa organizada, responsável pela internalização e distribuição de grandes quantidades de cocaína em território nacional.

A ação é resultado de uma investigação iniciada após a apreensão de mais de meia tonelada de cocaína realizada em fevereiro de 2026, em Marcelândia (MT), em uma operação conjunta da Polícia Federal e do Grupo Especial de Fronteira (Gefron).

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Na ocasião, os agentes localizaram uma aeronave utilizada no transporte da droga em uma propriedade rural. Além da carga de entorpecentes, também foram apreendidos uma arma de fogo, um veículo empregado no apoio logístico e diversos elementos que contribuíram para o avanço das investigações.

As apurações da Polícia Federal apontaram que a cocaína tinha origem na Bolívia e era introduzida clandestinamente em território brasileiro por meio de rotas aéreas utilizadas para abastecer organizações criminosas atuantes no país.

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