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Em 10 anos, Mato Grosso perdeu a produção de leite longa vida e viu tradicionais indústrias deixarem o setor

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Mato Grosso, um dos maiores protagonistas do agronegócio brasileiro, vive um paradoxo na cadeia leiteira. Em cerca de uma década, o Estado praticamente deixou de produzir leite longa vida (UHT), resultado da perda de competitividade e da retração da indústria de laticínios.

Entre as empresas que marcaram a produção de leite longa vida no Estado estavam a Leite Nenê, produzida em Nova Canaã do Norte, a Lacbom, da Coopnoroeste, em Araputanga, e o Laticínio Vencedor, em São José dos Quatro Marcos. Essas indústrias ajudaram a impulsionar a economia regional, gerando empregos, renda e mercado para centenas de produtores rurais.

Com o passar dos anos, a produção de leite longa vida foi sendo interrompida. Hoje, o leite UHT consumido pelos mato-grossenses é abastecido, predominantemente, por indústrias de outros estados, enquanto a produção local se concentra em outros derivados lácteos.

O cenário tem gerado críticas à condução das políticas voltadas para a cadeia leiteira durante a gestão do governador Mauro Mendes. Produtores e representantes do setor afirmam que faltaram ações estruturantes para manter a competitividade da atividade, o que contribuiu para a redução da industrialização, o fechamento de linhas de produção e o abandono da atividade por parte de muitos pecuaristas.

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Embora o Governo de Mato Grosso tenha anunciado incentivos fiscais em 2026 para fortalecer os laticínios, lideranças do setor avaliam que as medidas chegaram após anos de perdas acumuladas.

O resultado é um cenário preocupante: um estado reconhecido como potência do agronegócio deixou de produzir, em escala comercial, um dos alimentos mais presentes na mesa dos brasileiros — o leite longa vida —, impactando produtores, trabalhadores e a economia de diversas regiões do Estado.

 

Por: TM Notícias

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Câmara convida população para audiência pública sobre projeto de R$ 68,9 mi para saneamento em Cáceres

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por Marcio Camilo da Cruz

A Câmara de Cáceres realiza nesta terça-feira (23/06), a partir das 18h, no plenário da Casa, audiência pública para discutir o Projeto de Lei nº 11/2026, que autoriza o município a contratar operação de crédito de R$ 68,9 milhões junto à Caixa Econômica Federal. Os recursos são destinados a obras de esgotamento sanitário e ampliação do sistema de abastecimento de água. A população está convidada a participar.

A audiência foi solicitada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, que destacou a necessidade de debater a matéria com a sociedade antes da votação em plenário. Os parlamentares manifestaram otimismo com o montante, mas também cautela diante do volume expressivo de recursos envolvidos.

O que o projeto prevê na prática

O valor de R$ 68,9 milhões viabilizaria duas frentes principais:

– Combate à falta de água: construção de uma nova Estação de Tratamento de Água (ETA), que representaria um reforço significativo no abastecimento, especialmente nos bairros mais periféricos e durante o período de estiagem.

– Tratamento de esgoto: atualmente, Cáceres trata apenas 6% de todo o esgoto coletado, que acaba sendo despejado no Rio Paraguai. Com o investimento, haveria um aumento substancial no tratamento, com impacto direto na despoluição do córrego do Sangradouro – um dos principais da cidade, bastante poluído e que deságua no Rio Paraguai.

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Participação popular

A audiência pública é o momento de a população conhecer os detalhes do projeto, tirar dúvidas e apresentar sugestões. O encontro será presencial, no plenário da Câmara, e terá transmissão ao vivo pelos canais oficiais da Casa.

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Guerra entre facções torna Pontes e Lacerda a região mais letal de MT; veja as 15 cidades mais perigosas

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Com 51 homicídios registrados em 2025, a região de Pontes e Lacerda (a 488 km de Cuiabá) lidera o ranking da violência letal em Mato Grosso, sendo apontada como a cidade mais perigosa do estado. Dados do 7º Anuário da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) apontam uma taxa de 39,2 assassinatos por 100 mil habitantes – índice mais alto do estado. Segundo o delegado Romulo Scheiffer, que atua no município em questão, a guerra entre facções criminosas é um dos principais fatores por trás do cenário.

Nos números brutos, a região ficou atrás de Cuiabá (82), Cáceres (67), Sinop (66), Nova Mutum (62), Tangará da Serra (56), Rondonópolis (56) e Várzea Grande (59). Mas por ser uma região não tão populosa, com 54.795 habitantes, os dados acabam sendo preocupantes. É o que aponta Scheiffer ao .

Veja o ranking das 15 cidades com o maior número de vítimas de homicídio doloso no estado:

Arte, Anuário, Pontes e Lacerda, Facções

(foto reprodução) – Para o delegado, as letalidades registradas na região são resultado do conflito armado pela disputa de poder entre integrantes do Comando Vermelho (CV) – que é a maior facção criminosa da cidade –, e o Primeiro Comando da Capital (PCC). “A gente consegue verificar que os homicídios, grande parte deles estão vinculados à guerra entre facções”, explica.

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“Nem sempre só isso, mas também estão vinculados a algumas coisas que ‘afrontam’ as facções. Por exemplo: uma pessoa querer comercializar drogas sem a autorização da facção. Nessa situação não são integrantes de duas facções em guerra, é uma pessoa que não tem vínculo com a facção, mas que quer fazer uma atividade, no caso, traficar drogas sem ter a autorização da facção”, salienta.

Ainda conforme o delegado, a organização criminosa tenta assumir algumas funções que deveriam ser exclusivas do Estado. “A facção quer intermediar conflitos. Um acidente de trânsito, por exemplo, [onde] um membro da facção quer se pôr no meio das partes para tentar solucionar esse conflito. [Eles] tentam controlar [a população] pelo medo”.

Guerra entre facções torna Pontes e Lacerda a região mais letal de MT; veja as 15 cidades mais perigosas | Rdnews - Principais notícias de Cuiabá, Várzea Grande e Mato grosso

(O delegado Romulo Scheiffer – foto reprodução) – Ainda segundo o Anuário da Sesp, apesar dos números serem altos, houve uma grande diminuição no número de homicídios na região de 2024 para 2025. De acordo com o levantamento, o ano de 2024, teve um “boom” nas mortes violentas em Pontes e Lacerda, com foram 81 homicídios, contra 51 no ano anterior. Para Scheiffer, a redução ocorreu após um trabalho sólido por parte das forças de segurança, vários membros das organizações criminosas foram presos.

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Entretanto, o delegado reforça que mesmo com uma diminuição relevante  – 30 a menos -, o número ainda coloca o município como o mais perigoso de Mato Grosso.

“É preocupante. A sensação de insegurança é bastante elevada por esses homicídios, mas aqui a gente tem um trabalho bastante intensivo. Temos uma boa integração entre as forças policiais de todos os níveis e também uma integração boa com os sistemas de inteligência. A gente consegue desvendar e descobrir vários crimes e várias situações que poderiam gerar crimes mais graves”, destaca.

 

Por:  rdnews

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