Cáceres e Região
“Ela não só fez História, ela virou parte dela”: Unemat homenageia legado de Maria do Socorro em Cáceres

O curso de História e o Programa de Pós-Graduação Profissional em Ensino de História (ProfHistória) da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) abriu, na noite de ontem (25), a Semana de História ‘Maria do Socorro: Uma vida para o ensino de História’. A solenidade no Auditório Maria Sophia Leite, em Cáceres, celebrou o legado da historiadora falecida em dezembro de 2025 e contou com a presença de diversas autoridades acadêmicas e políticas, como o senador Carlos Fávaro, o deputado estadual Lúdio Cabral e vereadores.

O evento segue com atividades gratuitas e inscrições abertas até sexta-feira (29), com programação que destaca a trajetória da professora Maria do Socorro de Sousa Araújo, reconhecida por sua atuação na historiografia local, pela articulação que resultou na nomeação do Câmpus Jane Vanini e pelo estudo que declarou Cáceres e San Matías como cidades-gêmeas. Até sexta-feira (29), o evento promove debates, minicursos sobre patrimônio e arqueologia, além de exposições fotográficas.
O coordenador do evento, Acir Montecchi, lembrou uma frase dita por Maria do Socorro sobre o curso de História: “isso aqui é uma resistência”. “Nós estamos resistentes na História”, reforçou Acir. “Somos movidos por este desejo de que possamos, na nossa alegria, dizer que isso aqui é uma resistência”, concluiu.

Nilce Maria, pró-reitora de Ensino de Graduação: “Assim como a história da Unemat se mistura com a de Cáceres, a história da nossa Maria do Socorro se mistura com as histórias da Unemat e de Cáceres, de maneiras que é impossível separar”
A pró-reitora de Ensino de Graduação, Nilce Maria, defendeu que Socorro foi e continua sendo uma guerreira que veio de longe e aportou, em Cáceres e em Mato Grosso, sua vida e sua luta por uma história e uma historiografia que deixasse memória. “Ela não só fez História, ela é a história do nosso curso e da nossa instituição. E quem é história será sempre aquela memória a ser relembrada, estudada e rememorada aqui”, declarou a pró-reitora. “Assim como a história da Unemat se mistura com a de Cáceres, a história da nossa Maria do Socorro se mistura com as histórias da Unemat e de Cáceres, de maneiras que é impossível separar”, enfatizou Nilce, que representou a reitora Vera Maquêa, que esteve presente no 1º Fórum de Reitores Brasil-África. Nilce também declamou a canção ‘A vida do viajante’, de Luiz Gonzaga e Gonzaguinha, em homenagem à historiadora.
O senador Carlos Fávaro reforçou a importância do trabalho da professora Socorro na declaração das cidades gêmeas. “É muito bom estarmos aqui nesta região fronteiriça, que liga o nosso querido Brasil à Bolívia, e debatermos e ampliarmos as oportunidades das cidades gêmeas, outro grande legado da professora Maria do Socorro”, assegurou o senador. “Temos a oportunidade de vermos as grandes conquistas e oportunidades que a Universidade do Estado de Mato Grosso faz na relação Brasil-Bolívia: oportunidades comerciais, culturais e de desenvolvimento econômico e social”, disse Fávaro.
O deputado Lúdio Cabral relembrou que fez parte da história da Universidade. “O curso de História nasceu lá no embrião da Unemat, que foi o Instituto de Ensino Superior de Cáceres. Eu também sou filho desse embrião: eu fiz o curso de Licenciatura Curta em Ciências, que formava professores para dar aula de Ciências no Ensino Fundamental. Na época, existia também o curso de Estudos Sociais, que se desmembrou nos cursos de História e Geografia”, contou o deputado estadual.
Após a mesa de abertura, foi realizado a primeira roda de conversa, ‘Tecendo saberes: A trajetória intelectual e a produção de Maria do Socorro’, com os professores Fernanda Martins da Silva, Olga Maria Castrillon Mendes e Osvaldo Mariotto Cerezer, além da professora Jussara de Araújo Gonçalves, filha de Maria do Socorro.
Por: Muvuca Popular
Cáceres e Região
Mato Grosso supera média nacional e alcança 93,78% dos seus eleitores cadastrados biometricamente

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) concluiu o cadastramento de eleitores que estão aptos a votar nas Eleições 2026. De um eleitorado total de 2.641.190 pessoas, 2.476.993 possuem o cadastro biométrico registrado. Esse contingente representa 93,78% dos eleitores do estado, que já poderão utilizar a identificação por impressões digitais nas próximas eleições. A média do percentual do eleitorado com biometria no Brasil estacionou em 89,01%.
“Esse volume formidável de dados coletados não ocorreu do dia para a noite, mas através de meses de intensa mobilização, mutirões itinerantes e campanhas de conscientização que percorreram desde os grandes centros até as regiões mais remotas do estado. Praticamente todo eleitorado do estado já pode votar utilizando suas impressões digitais, garantindo a lisura do pleito e praticamente zerando os riscos de fraudes de identidade. É uma vitória institucional que reflete o fortalecimento da democracia. Cada digital cadastrada é a certeza de que o voto, o direito mais fundamental da República, está blindado e protegido pela tecnologia”, destacou o vice-presidente e corregedor Eleitoral, desembargador Marcos Machado.
Quando inserido no contexto regional, o protagonismo de Mato Grosso torna-se mais evidente. A região Centro-Oeste, como um todo, apresenta um excelente percentual de 92,38% de eleitorado com biometria. Ao registrar 93,78%, o estado de Mato Grosso puxa a média regional para cima, demonstrando um grau de engajamento da sociedade e de organização judiciária que servem de modelo prático para o restante do país. Na tabela comparativa do Centro-Oeste, o TRE-MT desponta na vice-liderança, colado milimetricamente no Tribunal Regional do Distrito Federal, caracterizado por ter uma área territorial estritamente urbana, com 94,05%. Mato Grosso, mesmo lidando com suas dimensões continentais e complexos desafios logísticos amazônicos e pantaneiros, superou Goiás (93,52%) e deixou o vizinho Mato Grosso do Sul (87,35%) consideravelmente para trás.
Segundo o juiz auxiliar da Corregedoria, Marcelo Sebastião Prado de Moraes, a reflexão profunda sobre esse sucesso atual exige olharmos para o retrovisor, mais especificamente para o mês de junho de 2025. “Naquele exato momento, o panorama exigia máxima atenção: Mato Grosso contava com 30 municípios amargando um percentual de coleta biométrica inferior a 75%. Havia um risco estrutural de que uma fatia do interior não alcançasse a digitalização plena”.
O cenário no meio do ano passado era tão desafiador que 5 municípios registravam menos de 50% de adesão biométrica; 6 estavam entre 50% e 65%; 10 flutuavam entre 65% e 69,99%; e 9 patinavam na faixa entre 70% e 74,99%.
“Todo o trabalho logístico mudou a realidade de maneira impressionante. O balanço mostra que não existe hoje, em todo o vasto território mato-grossense, nenhum município com taxa abaixo de 75%. Atualmente, 102 municípios do Estado de Mato Grosso ostentam uma taxa de coleta biométrica superior a 90,25%. É a constatação pura e simples de que a modernidade rigorosa do processo eleitoral não é mais um privilégio de capitais, mas uma realidade cotidiana consolidada em grande parte das cidades”, reforçou o magistrado.
Municípios em destaque
Neste um ano de trabalho, duas cidades protagonizaram arrancadas estatísticas. Reserva do Cabaçal saltou de 45,16% para os atuais 92,09%, enquanto Confresa, polo vibrante do Norte Araguaia, saiu de 33,5% para os atuais 79,81%. No topo absoluto de toda a lista estadual, encontra-se o pequeno município de Araguainha, que alcançou a marca de 100% de seus 1.236 eleitores com as digitais devidamente coletadas. Logo atrás vêm os exemplos contundentes de Ponte Branca (99,9%), Planalto da Serra (99,71%), Indiavaí (99,66%) e Vale de São Domingos (99,63%), provando que cidades de menor porte têm imenso poder de mobilização social.
Responsável técnico pelo projeto Biometria no TRE-MT, o analista judiciário, Kelsen de Magalhães França, detalha que 38 municípios ultrapassaram a barreira dos 98% de cobertura biométrica. “Para se ter a real dimensão e o peso histórico desse feito, toda a região Centro-Oeste possui 40 municípios nesse seleto grupo superior a 98%. Destes, 38 são de Mato Grosso e apenas 2 pertencem a Mato Grosso do Sul”.
Comunicação
O segredo por trás do avanço do cadastro biométrico atende por uma palavra: mutirões. Foram realizadas mais de 800 ações diretas onde a Justiça Eleitoral deslocou-se até o eleitorado, nas regiões mais distantes, como aldeias e locais de difícil acesso. Para garantir o engajamento massivo da população, foram cerca de 600 matérias jornalísticas produzidas, publicadas no portal da instituição e distribuídas ativamente para a imprensa estadual divulgando as ações da biometria. A transparência contínua foi a principal iniciativa para convencer o eleitor de que o cadastramento era seguro.
Sabendo que Mato Grosso é um estado de forte cultura radiofônica, especialmente no seu vasto interior e nas zonas agrícolas, a Justiça Eleitoral investiu pesado nas ondas sonoras. A produção de 412 spots de rádio totalmente personalizados fez a grande diferença. Os áudios informavam a população local sobre as datas, horários e locais exatos dos mutirões, falando diretamente com o trabalhador rural, o indígena e o ribeirinho em sua realidade.
No campo digital e das redes sociais, a capilaridade da comunicação foi garantida por 404 artes gráficas desenvolvidas exclusivamente para a divulgação das frentes de atendimento e dos postos itinerantes. Além disso, a estratégia inovou ao criar 81 artes diretas sob demanda específica dos cartórios para disparos em grupos de WhatsApp e Telegram, viralizando a convocação cívica de forma orgânica, ágil e hiperlocalizada.
O marketing físico, o fundamental “corpo a corpo” visual, tampouco foi negligenciado no projeto. As praças, prefeituras e os comércios locais receberam 450 banners informativos distribuídos fisicamente.
Por: Daniel Dino Assessoria TRE-MT
Cáceres e Região
Corredor com Bolívia pode transformar Oeste de MT em nova porta de exportação do Brasil
Agenda “Estradeiro” mobiliza lideranças políticas e setor produtivo em defesa de novo eixo logístico, industrial e econômico para a Região Oeste

Por Assessoria
Por Assessoria
A consolidação de um corredor logístico entre Mato Grosso e Bolívia voltou ao centro do debate político estadual com a realização da agenda “Estradeiro”, marcada para sexta-feira (29), na Região Oeste de Mato Grosso. A mobilização reúne lideranças políticas, representantes do setor produtivo e integrantes do Governo do Estado em defesa de obras consideradas estratégicas para integração regional e desenvolvimento econômico.
O deputado estadual Valmir Moretto afirma que o projeto representa uma mudança histórica para a Região Oeste, integrando logística, indústria, turismo e geração de empregos.
“A Região Oeste deixa de ser fim de rota e passa a ser porta de entrada de Mato Grosso para o mundo”, afirmou o parlamentar.
A proposta defendida pelas lideranças regionais inclui a integração terrestre com a Bolívia, o fortalecimento da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres e a internacionalização do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande.
Segundo Moretto, as obras nas rodovias estaduais representam mais do que infraestrutura.
“Cada estrada aberta significa desenvolvimento chegando onde antes só existia abandono. Significa caminhão circulando, ônibus escolar, ambulância, comércio crescendo, investimento chegando e emprego sendo criado”, destacou.
A expectativa é que o corredor fortaleça o escoamento da produção, atraia investimentos e amplie a conexão comercial entre Mato Grosso e países da América do Sul.
Outro ponto defendido pelo parlamentar é a consolidação da ZPE de Cáceres como polo de industrialização da fronteira Oeste.
“A estrada aproxima. O aeroporto conecta. Mas a ZPE transforma. Transforma a logística em desenvolvimento, a fronteira em oportunidade e a Região Oeste em protagonista do futuro de Mato Grosso”, declarou Moretto.
Além da pauta econômica, a mobilização também busca ampliar o debate sobre infraestrutura regional, saúde pública e geração de oportunidades para municípios historicamente afetados pelo isolamento logístico.
“A Região Oeste não quer favor. Quer oportunidade”, afirmou o deputado.
A programação do “Estradeiro” começa às 7h, com saída pela MT-388, passando pela MT-265, Vila Bela da Santíssima Trindade e Rio Guaporé. O retorno para Cuiabá está previsto para as 16h.
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