Política

Coxipó do Ouro recebe 15 km de asfalto novo nas rodovias MT-030 e MT-402

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Moradores do Coxipó do Ouro viveram no último sábado (23) um momento histórico com a entrega oficial de quase 15 quilômetros de asfalto novo nas rodovias MT-030 e MT-402, em Cuiabá. A obra conecta a região da Grande Morada da Serra ao distrito do Coxipó do Ouro, passando pela Ponte de Ferro, e representa o fim de décadas de poeira, buracos e dificuldades enfrentadas diariamente pela população.

O investimento total foi de R$ 27 milhões e contempla dois importantes trechos, 4,6 quilômetros da MT-030, entre o bairro Dr. Fábio e a Ponte de Ferro, e 10,3 quilômetros da MT-402, ligando a Ponte de Ferro ao Coxipó do Ouro.

As intervenções são resultado de Indicação parlamentare (nº 7992/21) e da articulação realizada pelo deputado estadual Eduardo Botelho (União) junto ao Governo de Mato Grosso ainda em 2021, contemplando importantes melhorias na MT-030. A partir das indicações apresentadas por Botelho, o Governo do Estado desenvolveu os projetos, abriu o processo licitatório para contratação das empresas executoras e deu início às obras.

Além da pavimentação já concluída, também está garantida a construção de uma nova ponte sobre o rio Coxipó, com 60 metros de extensão, fortalecendo ainda mais a mobilidade e a integração das comunidades da região.

Durante a solenidade de entrega, moradores emocionaram-se ao relatar as mudanças já percebidas na rotina da comunidade. Entre os principais benefícios apontados estão a redução do tempo de deslocamento, mais segurança no trânsito, melhoria no transporte escolar, valorização da região e fortalecimento do turismo local.

“Antes era um caos. Só buraco. Depois que o asfalto veio, ficou muito bom para os moradores e para todos aqueles que transitam e trabalham na Estrada do Ouro. Melhorou demais. Hoje a população chega mais rápido em casa e no trabalho. Os moradores precisavam desse asfalto, principalmente para quem vai sentido Ponte de Ferro. Só tenho que agradecer. Muito obrigado deputado Botelho”, afirmou o morador Augusto Jorge, de 71 anos.

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Presidente da Central de Associações Rurais de Cuiabá (CAR-Cba), Thiago Pedroso, de 45 anos, morador da região desde o nascimento e descendente de famílias tradicionais do Coxipó do Ouro, destacou a importância histórica da obra para a comunidade e relembrou a trajetória da própria família na região.

“Eu tenho uma história muito forte com essa estrada. Meu avô, seu Benedito Pedroso, conhecido como seu Neném, foi uma das primeiras pessoas a passar por aqui de caminhão, lá na década de 1950. Naquela época não existia estrada. Era só passagem de cavalo e a pé. Esse asfalto é um sonho antigo de todos os moradores daqui do Coxipó do Ouro”, relatou.

Thiago também destacou que muitas pessoas sonharam com a pavimentação, mas não conseguiram ver a obra concluída.

“Eu nasci aqui. Cresci vendo essa luta. Hoje é um sentimento de felicidade muito grande. As próximas gerações talvez nem saibam como era difícil passar aqui. Hoje a gente tem acesso, desenvolvimento e esperança pra região”, completou.

Presidente da Comunidade Rural Raizama, Almindo Reis de Oliveira conhecido como Nezinho ressaltou os impactos imediatos na qualidade de vida da população.

“A sensação hoje é de realização. Esse asfalto era um sonho muito antigo de toda essa região aqui do Coxipó do Ouro, Arraial dos Freitas e Ponte de Ferro. Hoje não tem mais poeira. O ônibus escolar passa com tranquilidade. Melhorou muito o dia a dia das pessoas”, disse.

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Ele também destacou a redução no tempo de deslocamento e nos custos com manutenção dos veículos. “Antes a gente gastava mais de meia hora pra chegar aqui. Hoje em menos de quinze minutos a gente faz esse percurso. Até a manutenção dos carros melhorou muito. Isso aqui traz desenvolvimento, turismo e qualidade de vida pra nossa região”, afirmou.

Presidente da Associação dos Pequenos Produtores Rurais da Comunidade Rio dos Médicos (PCCM), Eliane da Silva resumiu o sentimento de gratidão compartilhado pelos moradores.

“Sofriamos muito com buraco e poeira. Agora é diferente. Hoje a gente vive o asfalto. É uma maravilha pra todos os moradores daqui da região. Agora acabou a poeira. Agora é só asfalto. Agora a casa fica limpinha”, declarou.

Ela também comemorou a continuidade das obras no sentido Ponte de Ferro. “Agora também começa mais uma etapa importante, levando asfalto sentido Ponte de Ferro”, completou.

Botelho destacou que a pavimentação representa mais dignidade e desenvolvimento para uma das regiões mais tradicionais de Cuiabá. “O Coxipó do Ouro faz parte da história de Cuiabá. Essa obra representa dignidade, desenvolvimento e respeito às famílias que vivem aqui. É uma conquista construída junto com a comunidade e o governo do estado”, afirmou o parlamentar.

Além da melhoria na mobilidade urbana e rural, a nova pavimentação já vem transformando a qualidade de vida das famílias que vivem e transitam diariamente pela região, reduzindo o tempo de deslocamento, a poeira, os danos aos veículos e trazendo mais segurança para moradores, trabalhadores e estudantes. A expectativa também é de fortalecimento do potencial turístico da região, conhecida pelos balneários, áreas de lazer e belezas naturais que atraem visitantes aos fins de semana.

Fonte: ALMT – MT

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Cáceres e Região

Mato Grosso supera média nacional e alcança 93,78% dos seus eleitores cadastrados biometricamente

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) concluiu o cadastramento de eleitores que estão aptos a votar nas Eleições 2026. De um eleitorado total de 2.641.190 pessoas, 2.476.993 possuem o cadastro biométrico registrado. Esse contingente representa 93,78% dos eleitores do estado, que já poderão utilizar a identificação por impressões digitais nas próximas eleições. A média do percentual do eleitorado com biometria no Brasil estacionou em 89,01%.

“Esse volume formidável de dados coletados não ocorreu do dia para a noite, mas através de meses de intensa mobilização, mutirões itinerantes e campanhas de conscientização que percorreram desde os grandes centros até as regiões mais remotas do estado. Praticamente todo eleitorado do estado já pode votar utilizando suas impressões digitais, garantindo a lisura do pleito e praticamente zerando os riscos de fraudes de identidade. É uma vitória institucional que reflete o fortalecimento da democracia. Cada digital cadastrada é a certeza de que o voto, o direito mais fundamental da República, está blindado e protegido pela tecnologia”, destacou o vice-presidente e corregedor Eleitoral, desembargador Marcos Machado.

Quando inserido no contexto regional, o protagonismo de Mato Grosso torna-se mais evidente. A região Centro-Oeste, como um todo, apresenta um excelente percentual de 92,38% de eleitorado com biometria. Ao registrar 93,78%, o estado de Mato Grosso puxa a média regional para cima, demonstrando um grau de engajamento da sociedade e de organização judiciária que servem de modelo prático para o restante do país. Na tabela comparativa do Centro-Oeste, o TRE-MT desponta na vice-liderança, colado milimetricamente no Tribunal Regional do Distrito Federal, caracterizado por ter uma área territorial estritamente urbana, com 94,05%. Mato Grosso, mesmo lidando com suas dimensões continentais e complexos desafios logísticos amazônicos e pantaneiros, superou Goiás (93,52%) e deixou o vizinho Mato Grosso do Sul (87,35%) consideravelmente para trás.

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Segundo o juiz auxiliar da Corregedoria, Marcelo Sebastião Prado de Moraes, a reflexão profunda sobre esse sucesso atual exige olharmos para o retrovisor, mais especificamente para o mês de junho de 2025. “Naquele exato momento, o panorama exigia máxima atenção: Mato Grosso contava com 30 municípios amargando um percentual de coleta biométrica inferior a 75%. Havia um risco estrutural de que uma fatia do interior não alcançasse a digitalização plena”.

O cenário no meio do ano passado era tão desafiador que 5 municípios registravam menos de 50% de adesão biométrica; 6 estavam entre 50% e 65%; 10 flutuavam entre 65% e 69,99%; e 9 patinavam na faixa entre 70% e 74,99%.

“Todo o trabalho logístico mudou a realidade de maneira impressionante. O balanço mostra que não existe hoje, em todo o vasto território mato-grossense, nenhum município com taxa abaixo de 75%. Atualmente, 102 municípios do Estado de Mato Grosso ostentam uma taxa de coleta biométrica superior a 90,25%. É a constatação pura e simples de que a modernidade rigorosa do processo eleitoral não é mais um privilégio de capitais, mas uma realidade cotidiana consolidada em grande parte das cidades”, reforçou o magistrado.

Municípios em destaque 

Neste um ano de trabalho, duas cidades protagonizaram arrancadas estatísticas. Reserva do Cabaçal saltou de 45,16% para os atuais 92,09%, enquanto Confresa, polo vibrante do Norte Araguaia, saiu de 33,5% para os atuais 79,81%. No topo absoluto de toda a lista estadual, encontra-se o pequeno município de Araguainha, que alcançou a marca de 100% de seus 1.236 eleitores com as digitais devidamente coletadas. Logo atrás vêm os exemplos contundentes de Ponte Branca (99,9%), Planalto da Serra (99,71%), Indiavaí (99,66%) e Vale de São Domingos (99,63%), provando que cidades de menor porte têm imenso poder de mobilização social.

Responsável técnico pelo projeto Biometria no TRE-MT, o analista judiciário, Kelsen de Magalhães França, detalha que 38 municípios ultrapassaram a barreira dos 98% de cobertura biométrica. “Para se ter a real dimensão e o peso histórico desse feito, toda a região Centro-Oeste possui 40 municípios nesse seleto grupo superior a 98%. Destes, 38 são de Mato Grosso e apenas 2 pertencem a Mato Grosso do Sul”.

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Comunicação 

O segredo por trás do avanço do cadastro biométrico atende por uma palavra: mutirões. Foram realizadas mais de 800 ações diretas onde a Justiça Eleitoral deslocou-se até o eleitorado, nas regiões mais distantes, como aldeias e locais de difícil acesso. Para garantir o engajamento massivo da população, foram cerca de 600 matérias jornalísticas produzidas, publicadas no portal da instituição e distribuídas ativamente para a imprensa estadual divulgando as ações da biometria. A transparência contínua foi a principal iniciativa para convencer o eleitor de que o cadastramento era seguro.

Sabendo que Mato Grosso é um estado de forte cultura radiofônica, especialmente no seu vasto interior e nas zonas agrícolas, a Justiça Eleitoral investiu pesado nas ondas sonoras. A produção de 412 spots de rádio totalmente personalizados fez a grande diferença. Os áudios informavam a população local sobre as datas, horários e locais exatos dos mutirões, falando diretamente com o trabalhador rural, o indígena e o ribeirinho em sua realidade.

No campo digital e das redes sociais, a capilaridade da comunicação foi garantida por 404 artes gráficas desenvolvidas exclusivamente para a divulgação das frentes de atendimento e dos postos itinerantes. Além disso, a estratégia inovou ao criar 81 artes diretas sob demanda específica dos cartórios para disparos em grupos de WhatsApp e Telegram, viralizando a convocação cívica de forma orgânica, ágil e hiperlocalizada.

O marketing físico, o fundamental “corpo a corpo” visual, tampouco foi negligenciado no projeto. As praças, prefeituras e os comércios locais receberam 450 banners informativos distribuídos fisicamente.

 

Por: Daniel Dino Assessoria TRE-MT

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Política

Wilson Santos presidirá força-tarefa para readequar legislação da Lei do Transporte Zero em MT

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) publicou, nesta quarta-feira (27), o Ato nº 013/2026 que institui oficialmente o grupo de trabalho responsável por discutir a Política Estadual da Pesca e elaborar propostas de aperfeiçoamento da Lei Estadual nº 12.197/2023, conhecida como Lei do Transporte Zero. O deputado estadual Wilson Santos (PSD) vai presidir a força-tarefa e contará com mais seis parlamentares, que terão o prazo de até o dia 6 de junho de 2026 para concluir os trabalhos e apresentar um relatório final com os devidos encaminhamentos.

A medida foi publicada pela presidência da Casa de Leis, por conta de uma indicação apresentada pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), após a audiência pública realizada na ALMT no último dia 22 de maio, que debateu os principais impactos econômicos, sociais e ambientais provocados pela legislação.

Durante o encontro, o chefe do Executivo estadual reconheceu que a legislação trouxe prejuízos para milhares de pescadores profissionais. “Depois dos depoimentos que ouvi aqui, fiquei convicto de que essa lei gerou prejuízos para vocês”, declarou durante a reunião que teve a presença de representantes das 22 colônias de pescadores de Mato Grosso, empresários do setor, pesquisadores, integrantes de organizações não governamentais e representantes da sociedade civil organizada.

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Ao final da audiência, Wilson Santos defendeu que o grupo de trabalho construa alternativas capazes de equilibrar preservação ambiental, fortalecimento da pesca esportiva e sobrevivência econômica dos pescadores profissionais. Entre as propostas debatidas está a ampliação do número de espécies permitidas para captura e comercialização, especialmente aquelas sem interesse para a pesca esportiva, mas consideradas fundamentais para garantir renda às comunidades ribeirinhas.

Os deputados deverão trabalhar de forma integrada com secretarias estaduais e representantes do setor pesqueiro para consolidar sugestões que possam resultar em alterações na legislação vigente. De acordo com o ato normativo, a criação do grupo considera a relevância socioeconômica, cultural e turística da atividade pesqueira para Mato Grosso, especialmente para a subsistência das comunidades ribeirinhas e tradicionais.

Além de Wilson Santos, o grupo de trabalho será composto pelos deputados Eduardo Botelho (MDB), Carlos Avallone (PSDB), Elizeu Nascimento (Novo), Nininho, Valmir Moretto, Paulo Araújo e Diego Guimarães, os quatro do Republicanos.

Fonte: ALMT – MT

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