Cáceres e Região
CPI da Saúde ouve ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres sobre contratos investigados na pandemia
Onair Azevedo Nogueira prestou depoimento como testemunha à Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia Legislativa de Mato Grosso; investigação apura possíveis irregularidades em contratos da Secretaria de Estado de Saúde

A CPI da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ouviu, na tarde desta quarta-feira (26), o ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres, Onair Azevedo Nogueira, durante mais uma etapa das investigações sobre possíveis irregularidades em contratos firmados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) durante o período da pandemia de Covid-19.
Onair participou da reunião por videoconferência, na condição de testemunha, e seu depoimento foi realizado em sessão reservada. A participação do ex-diretor coloca Cáceres no centro das apurações da CPI, que busca esclarecer procedimentos relacionados à gestão e aos contratos da rede estadual de saúde no período investigado.
Além do ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres, a comissão ouviu a ex-secretária adjunta de Gestão Hospitalar da SES, Carolina Campos, na condição de investigada. A oitiva dela também ocorreu de forma reservada.
Após o depoimento, Carolina afirmou que solicitou o caráter reservado da sessão para evitar que as informações apresentadas fossem utilizadas no contexto eleitoral. Segundo ela, sua atuação durante o período investigado foi de natureza técnica e relacionada à gestão hospitalar.
A ex-secretária adjunta declarou ainda ter respondido às 70 perguntas formuladas pelos integrantes da CPI e apresentado documentos e esclarecimentos que, segundo seu relato, já haviam sido encaminhados anteriormente ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
Ex-diretor de Cáceres é ouvido como testemunha
O depoimento de Onair Azevedo Nogueira, que esteve à frente do Hospital Regional de Cáceres, integra a apuração da CPI sobre contratos e procedimentos adotados pela Secretaria de Estado de Saúde entre 2019 e 2023.
A comissão pretende reunir informações de testemunhas e investigados para compreender como foram conduzidos os processos de contratação, especialmente durante o período da pandemia, e verificar eventual relação com as irregularidades que deram origem à Operação Espelho, deflagrada pela Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso.
A CPI ainda deverá analisar as informações apresentadas durante as oitivas antes de definir os próximos encaminhamentos da investigação.
Depoimento de ex-secretário é remarcado
O ex-secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo, que não compareceu à reunião desta quarta-feira, teve seu depoimento remarcado para a próxima quarta-feira (2), às 14h. De acordo com a CPI, a mudança ocorreu após a defesa alegar compromissos.
Na mesma data, também é esperado o depoimento do atual secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo.
CPI pode ter atividades suspensas durante período eleitoral
Durante a reunião, os parlamentares também discutiram a possibilidade de suspensão dos trabalhos da CPI durante o período eleitoral.
Um requerimento foi apresentado propondo a interrupção das atividades até o encerramento das eleições. A proposta, entretanto, ainda não foi votada e foi encaminhada à Procuradoria da CPI para análise jurídica e elaboração de parecer sobre sua legalidade.
Trabalhos foram prorrogados até 2027
Instalada em 4 de março, a CPI da Saúde tinha inicialmente 180 dias para concluir seus trabalhos, com prazo previsto para 4 de setembro. O plenário da Assembleia Legislativa, porém, aprovou a prorrogação por mais 180 dias.
Com a extensão do prazo, a comissão poderá continuar funcionando até 4 de março de 2027.
A investigação tem como objetivo reunir documentos, depoimentos e demais informações capazes de esclarecer possíveis irregularidades em licitações e contratos da Secretaria de Estado de Saúde realizados entre 2019 e 2023.
Cáceres e Região
Pastorello defende solução consensual para impasse jurídico das obras do Fort Atacadista em Cáceres

Por Assessoria
O vereador Cézare Pastorello (PT) participou nesta quinta-feira (27), no Fórum da Comarca de Cáceres, da Audiência de Conciliação e Saneamento em formato de Audiência Pública, determinada pela juíza da 4ª Vara Cível da Comarca de Cáceres – Fazenda Pública, Dra. Raíssa da Silva Santos Amaral no processo 1005232-67.2026.8.11.0006. O encontro reuniu representantes do Ministério Público, da Prefeitura de Cáceres, da empresa AGROPER AGROPECUÁRIA LTDA, da qual o sr Inácio participou por videoconferência, e moradores vizinhos à área onde está sendo construída uma unidade do Fort Atacadista.
Representando a Câmara Municipal, Pastorello destacou a necessidade de construir uma solução jurídica que preserve o interesse público sem comprometer um empreendimento considerado estratégico para o desenvolvimento econômico do município.
“O Plano Diretor, do qual fui relator, definiu aquela área como comercial e prioritária para o desenvolvimento de Cáceres. Pela audiência, ficou claro que não houve má-fé nos processos de usucapião ou REURB relacionados à Rua C. Também ficou evidente que a rua existe, embora nunca tenha sido utilizada. Por isso, diante da disposição dos incorporadores em compensar a área e do interesse público na continuidade das obras, defendemos que essa compensação ocorra por meio de urbanização, reforma de praças ou arborização. Assim, a sociedade cacerense poderá obter um benefício concreto de uma rua que jamais cumpriu sua função”, afirmou.
Ao final da audiência, a magistrada concedeu prazo de 30 dias para que a Prefeitura de Cáceres apresente uma proposta de compensação urbanística, que posteriormente será submetida à análise do grupo empresarial envolvido no empreendimento.

O caso da “Rua C”
A discussão judicial gira em torno da chamada “Rua C”, uma via pública de 1.131,50 metros quadrados prevista no projeto original do Loteamento Vila São José, aprovado e registrado em janeiro de 1981.
A ação foi proposta pela 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres, que busca garantir a demarcação, desobstrução e regularização da área. Segundo o Ministério Público, a rua passou automaticamente ao patrimônio público com o registro do loteamento, nos termos da Lei Federal nº 6.766/1979, sendo, portanto, um bem público insuscetível de usucapião.
O impasse surgiu porque, embora a via conste nos registros oficiais há mais de quatro décadas, ela nunca foi aberta, pavimentada ou utilizada como rua. Em 2023, particulares obtiveram o reconhecimento de usucapião extrajudicial de áreas adjacentes, alegando justamente a inexistência física da via. Posteriormente, o terreno foi arrendado para viabilizar a instalação da unidade do Fort Atacadista, cujas obras atualmente ocupam parte da área discutida no processo.
Argumentos divergentes
O Ministério Público sustenta que houve apropriação indevida de patrimônio público e defende a abertura da rua conforme previsto no loteamento original.
Já a Prefeitura de Cáceres argumenta que a responsabilidade primária pela implantação das vias cabia ao loteador original e apresenta estudos técnicos e mapas de georreferenciamento que indicariam não haver sobreposição direta entre a área objeto do usucapião e o traçado projetado da Rua C.
Diante da complexidade da controvérsia e dos impactos urbanísticos e econômicos envolvidos, a Justiça negou pedido liminar para paralisação das obras e optou pela construção de uma solução consensual por meio da audiência pública.
A expectativa agora é pela apresentação da proposta municipal de compensação urbanística, que poderá servir como alternativa para compatibilizar a preservação do interesse público com a continuidade do investimento privado, considerado relevante para a geração de empregos e o desenvolvimento de Cáceres.
Cáceres e Região
Instalação de Centro de Hemodinâmica e derrubada da taxa de 5% dos free shops, são pautas do candidato Jerônimo, em Cáceres

Por Assessoria
Ações relacionadas à área de saúde, principalmente, a implantação de um Centro de Hemodinâmica, destinado a procedimentos cirúrgicos relacionados ao coração; assim como a retirada da taxa de 5% dos valores, das comercializações dos produtos nos free shops, que começam a ser instalados em Cáceres.
Essas foram algumas das inúmeras propostas defendidas pelo candidato à deputado estadual, Jerônimo Gonçalves (PL) no lançamento oficial de sua campanha, realizada na noite de quarta-feira, na sede do Lions Clube de Cáceres.
“É inadmissível que uma cidade do porte de Cáceres com aproximadamente 100 mil habitantes, não disponha de um Centro de Hemodinâmica. As pessoas que necessitam da realização de uma cirurgia cardíaca tem que ser levada às pressas para Cuiabá ou nova Mutum se não morrem” justificou.
Em relação as taxas Jerônimo disse que “o governador deu com uma mão e tirou com a outra. Assim que eleito vamos derrubar essa taxa que afugenta os empresários que pretendem se instalar no free shop” disse se referindo a taxa embutida no projeto da instalação do free shop, pelo então governador Mauro Mendes.
O lançamento da campanha reuniu dezenas de pessoas, entre elas o deputado federal Rodrigo da Zaeli, um dos principais apoiadores do projeto de Jerônimo. Durante o evento, o candidato a vice-governador Reinaldo Moraes e o presidente estadual do PL Ananias Filho, se manifestaram apoio, através de vídeo, a candidatura de Jerônimo.
Avalizado pelos diretórios regional e municipal, Jerônimo Gonçalves é apontado com um dos principais representantes do grupo do candidato a presidente da República, na região, Flávio Bolsonaro.
-
Cáceres e Região7 dias agoMato Grosso monitora 38 mil agressores de mulheres com sistema de risco
-
Cáceres e Região7 dias agoÁlcool, drogas e até bombom de licor: entenda as mudanças na Lei Seca
-
Cáceres e Região7 dias agoJovem baleada dentro de casa em Cáceres morre após mais de três semanas internada
-
Cáceres e Região6 dias agoDefensoria orienta mulheres sobre uso do spray de pimenta para defesa pessoal
-
Cáceres e Região6 dias agoEm reunião na prefeitura Pantanal Free Shop destaca potencial para transformar economia e turismo de Cáceres
-
Cáceres e Região6 dias agoHOMEM É ENCONTRADO MORTO DENTRO DE RESIDÊNCIA DURANTE A NOITE EM CÁCERES
-
Mato Grosso6 dias agoPrefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato
-
Destaque5 dias agoEscassez de carne força recuo de Trump e abre nova oportunidade ao Brasil


