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Operações integradas do Gefron provocaram prejuízo de R$ 2,5 bilhões às facções criminosas em pouco mais de sete anos

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As operações integradas do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), unidade do Governo do Estado que atua na região da fronteira com a Bolívia, geraram prejuízo financeiro estimado em R$ 2,5 bilhões às facções criminosas entre janeiro de 2019 e maio deste ano.

Esses valores estão relacionados à apreensão de 118 toneladas de drogas, 77 aeronaves, 2.052 veículos, 414 armas de fogo e 14.400 munições. Nesse período, 2.913 pessoas foram presas, incluindo 159 estrangeiros, por crimes como tráfico, roubo, furto, contrabando, entre outros.

De acordo com dados no Núcleo de Gestão Estratégica para Resultados (Nger/Sesp-MT), nos últimos sete anos, de janeiro de 2019 a janeiro de 2025, o Governo do Estado investiu anualmente R$ 30 milhões, em média, na aquisição de armamentos, viaturas, obras, sistema de comunicação, modernização operacional e manutenção das atividades do Grupo Especial de Fronteira.

Somente este ano, de janeiro a maio, R$ 17 milhões já foram aplicados para desenvolver ações preventivas e de repressão à violência nos 900 km da área da fronteira (seca e molhada) de Mato Grosso com a Bolívia.

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“A produtividade do Gefron é o resultado de uma política estadual de Segurança Pública que tem priorizado o aparelhamento, a modernização e reforço do efetivo, com nomeação de novos policiais. Também podemos avaliá-la como uma resposta às facções, resposta do empenho de cada policial e do esforço permanente para mantermos ações integrados cada vez mais fortes e efetivas na repressão ao tráfico de drogas e todas as modalidades criminais”, destaca a secretária de Segurança, coronel PM Susane Tamanho.

“No Gefron, e em todas as unidades das polícias Militar e Civil, estamos priorizando o policiamento ostensivo guiado pela inteligência policial, a investigação qualificada e a asfixia financeira das facções. Sabemos que essas apreensões, principalmente de drogas e aeronaves, causam impacto direto na estrutura financeira e operacional das facções”, assinala a secretária.

“Nossos números e valores não são apenas estatísticas, mas resultados de uma decisão do Governo do Estado de fazer esse enfrentamento, travar uma guerra diária aos crimes na área de fronteira”, diz o coordenador do Gefron, tenente coronel PM Airton Feitosa.

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De acordo com TC Airton, o Gefron atua sustentado em três pilares: policiais preparados, treinamento com doutrina operacional de fronteira e equipamentos com tecnologia de ponta.

Em Mato Grosso, além do trabalho integrados com as unidades das Polícias Militar e Civil, o Gefron faz operações conjuntas com as polícias Federal e Rodoviárias e com forças de outros estados.

Fonte: Governo MT – MT

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OAB Cáceres participa de debate sobre fortalecimento da proteção às mulheres

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Por Assessoria

A Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção de Cáceres, através de sua presidente Dra Cibeli Simões, participou da Reunião Pública que discutiu a ampliação do atendimento em regime de plantão 24 horas da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) no município. O encontro, convocado pela vereadora Magaly, realizado neste 2 de junho, às 9h, no Plenário da Câmara Municipal de Cáceres, reuniu representantes do poder público, instituições do sistema de justiça, forças de segurança e sociedade civil organizada.

 

A presidente da subseção Dra Cibeli Simoes destaca que a pauta ganha relevância especialmente diante do cenário social observado no município, pois, dados do Cadastro Único (CadÚnico) demonstram que o número de pessoas cadastradas em Cáceres passou de 42.141 em 2021 para 51.747 em 2026, um crescimento de aproximadamente 22,8%. Outro dado significativo é a predominância feminina entre os cadastrados, representando cerca de 56,5% do total ao longo da série histórica e, nesse sentido é essencial que a gestão pública busque implementar estudos para compreensão desses dados a fim de criar mecanismos através de políticas públicas efetivas.

 

Embora a pobreza não seja causa direta da violência doméstica, especialistas apontam que situações de vulnerabilidade econômica podem agravar a permanência de mulheres em relacionamentos abusivos. A dependência financeira, a responsabilidade exclusiva pelo sustento dos filhos, a dificuldade de acesso à moradia e a ausência de autonomia econômica são fatores que frequentemente dificultam o rompimento do ciclo de violência.

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Nesse contexto, a ampliação do atendimento da Delegacia da Mulher para funcionamento ininterrupto é vista como medida estratégica para fortalecer a rede de proteção às vítimas, especialmente em períodos noturnos, finais de semana e feriados, quando muitas ocorrências são registradas e a busca por atendimento especializado se torna mais difícil.

 

A OAB Cáceres destaca que o enfrentamento à violência contra a mulher exige uma atuação integrada entre poder público, segurança pública, assistência social, saúde, educação e sistema de justiça. Além da responsabilização dos agressores, é necessário garantir condições para que as vítimas possam reconstruir suas vidas com dignidade e segurança.

Para a presidente da OAB Cáceres, Dra. Cibeli Simões, os dados sociais do município reforçam a urgência do debate: “Os números do Cadastro Único revelam uma realidade que não pode ser ignorada. Temos mais de 51 mil pessoas cadastradas em situação de vulnerabilidade social, sendo a maioria mulheres. Sabemos que a violência doméstica atinge mulheres de todas as classes sociais, mas também sabemos que a dependência econômica e a vulnerabilidade social podem dificultar a denúncia e o rompimento de relações abusivas. Quando uma mulher não possui renda própria, não tem rede de apoio ou é a única responsável pelos filhos, a violência assume contornos ainda mais graves. Por isso, defender o funcionamento da Delegacia da Mulher em regime de plantão 24 horas é defender o acesso à justiça, à proteção e aos direitos fundamentais dessas mulheres. Trata-se de uma pauta de cidadania, dignidade humana e proteção da vida.”

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A reunião pública pretende consolidar propostas e encaminhamentos ao Governo do Estado, à Secretaria de Estado de Segurança Pública e à Diretoria-Geral da Polícia Civil, visando a implantação definitiva do plantão permanente de 24 horas da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher em Cáceres-MT.

 

A OAB Cáceres conclama ao poder público municipal, sociedade civil, instituições públicas e entidades representativas a participarem do debate, reforçando que o enfrentamento à violência contra a mulher é uma responsabilidade coletiva e uma condição essencial para a construção de uma sociedade mais justa, segura e igualitária.

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MINISTÉRIO PÚBLICO INVESTIGA PAGAMENTO DE MAIS DE R$ 100 MIL EM FÉRIAS INDENIZADAS A EX-PREFEITO DE VALE DE SÃO DOMINGOS

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Uma denúncia anônima levou o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) a instaurar Inquérito Civil para investigar a legalidade do pagamento de férias indenizadas ao ex-prefeito de Vale de São Domingos, Geraldo Martins da Silva.

A apuração começou após manifestação sigilosa encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público, que apontou possível irregularidade no pagamento referente à indenização de sete períodos de férias acumuladas ao então gestor municipal. O caso também passou a ser acompanhado pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), que solicitou providências administrativas e apuração técnica sobre os fatos.

De acordo com a portaria assinada pela promotora de Justiça Mariana Batizoco Silva Alcântara, da 1ª Promotoria Cível de Pontes e Lacerda, documentos oficiais anexados ao procedimento apontam que, em 31 de dezembro de 2024, foi realizado pagamento de férias indenizadas correspondentes a sete períodos acumulados, totalizando mais de R$ 100 mil apenas ao ex-prefeito, além de reflexos legais.

Conforme o Ministério Público, a legislação municipal que rege os servidores públicos de Vale de São Domingos estabelece que a acumulação de férias é permitida somente em casos excepcionais, mediante necessidade comprovada do serviço e limitada, em qualquer hipótese, ao máximo de dois períodos.

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Durante a fase preliminar da apuração, o ex-prefeito alegou que deixou de usufruir férias devido a circunstâncias excepcionais enfrentadas durante a gestão, como a pandemia da Covid-19, dificuldades administrativas e acompanhamento direto de obras e demandas do município.

No entanto, segundo informações encaminhadas ao Ministério Público pela própria administração municipal e pelo Controle Interno, não teriam sido localizados documentos formais, atos administrativos ou justificativas técnicas capazes de comprovar a necessidade excepcional do serviço para sustentar a acumulação de sete períodos de férias.

Diante dos elementos levantados até o momento, o Ministério Público converteu a Notícia de Fato em Inquérito Civil para aprofundar as investigações, apurar possíveis responsabilidades administrativas e verificar eventual necessidade de ressarcimento aos cofres públicos.

O procedimento segue em tramitação e os investigados poderão apresentar documentos e esclarecimentos no decorrer da investigação.

 

Por: TM Notícias

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