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Com despejo da AAAC marcado, vereador Pastorello quer transferir centenas de animais para o pátio da Prefeitura

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Requerimento aprovado na Câmara alerta que a Associação de Ajuda aos Animais (AAAC) deve desocupar prédio em menos de 90 dias; parlamentares apontam risco de colapso sanitário e abandono em massa.

Por: Joner Campos I Cáceres Notícias

A bomba-relógio da causa animal em Cáceres tem data certa para explodir. Em menos de 90 dias, a Associação de Ajuda aos Animais de Cáceres (AAAC) será obrigada a desocupar o prédio onde funciona. Diante do que classifica como inércia da gestão municipal, o vereador Cézare Pastorello (PT) apresentou na sessão desta segunda-feira (11) uma proposta que sacudiu o plenário: levar todos os animais abandonados diretamente para a guarda da Prefeitura.

Há anos, o Executivo trata o controle populacional e o recolhimento de animais de rua como se fossem favores ou ações de caridade tocadas pela AAAC. Na tribuna, Pastorello desinverteu essa lógica, alertando que a Constituição Federal e a Lei Orgânica Municipal cravam que a proteção da fauna é um dever primário, e inegociável, do Poder Público.

“A prefeitura diz que ‘ajuda com o que pode’ a AAAC, como se a responsabilidade sobre o bem-estar animal não fosse da prefeitura. A responsabilidade é da prefeitura”, disparou o parlamentar.

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Para o vereador, a saída emergencial para evitar o colapso sanitário é utilizar a infraestrutura do próprio município. “O prédio da AAAC será desocupado em menos de 3 meses, e o que eu proponho é levarmos todos os animais para a Prefeitura. Lá é cercado, tem centenas de funcionários (inclusive muitos terceirizados), tem água, área ampla e veterinário”, detalhou.

Ele fez questão de afastar a ideia de que a ação seria um ato de desordem. A intenção é uma transferência legal de tutela. “Não é despejar os animais, é transferir a tutela de um a um, cartão de vacina, um a uma, para a prefeitura”, afirmou Pastorello.

A situação escancara uma grande contradição da atual gestão. Hoje, a Prefeitura aplica multas rigorosas e sanções pecuniárias pesadas contra os munícipes que abandonam animais, baseando-se na Lei Municipal nº 2.773/2023, que também é de autoria de Pastorello. Contudo, ao fechar os olhos para o iminente fim do maior abrigo de Cáceres, o próprio Executivo caminha para se tornar o grande patrocinador de um abandono em massa.

O requerimento aprovado pelo Legislativo coloca a administração municipal contra a parede. O texto exige a apresentação imediata de um Plano de Contingência Operacional e Sanitário para absorver e alimentar o plantel no segundo em que o despejo se consumar. O documento também questiona o saldo atualizado do Fundo Municipal de Defesa do Meio Ambiente, apontando que esses recursos podem ser contingenciados para alugar um espaço provisório de transição.

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A percepção de que a cidade caminha para um colapso não é isolada. A vereadora Elis Enfermeira (PL) também elaborou um requerimento cobrando a administração no mesmo sentido. Diante da iminência do desastre ambiental e sanitário, ambos os parlamentares decidiram unir o peso institucional de seus mandatos e assinaram os requerimentos reciprocamente. O gesto mostra que evitar a proliferação de doenças e acidentes de trânsito está acima de divisões partidárias e exige um Legislativo implacável na fiscalização.

A fatura chegará aos tribunais. O aviso formalizado pelo requerimento atrai para o município a Responsabilidade Civil Objetiva por qualquer dano futuro – como acidentes de trânsito e o aumento de zoonoses. Mais do que isso, a omissão coloca os gestores na mira da Lei de Crimes Ambientais por coautoria em maus-tratos. O relógio está correndo, e o problema, que era da AAAC, agora tem endereço fixo no paço municipal.

Leia o requerimento aqui:

https://sapl.caceres.mt.leg.br/media/sapl/public/materialegislativa/2026/11359/r_-2026_75-eliene-_aaac.pdf

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OAB Cáceres participa de debate sobre fortalecimento da proteção às mulheres

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Por Assessoria

A Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção de Cáceres, através de sua presidente Dra Cibeli Simões, participou da Reunião Pública que discutiu a ampliação do atendimento em regime de plantão 24 horas da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) no município. O encontro, convocado pela vereadora Magaly, realizado neste 2 de junho, às 9h, no Plenário da Câmara Municipal de Cáceres, reuniu representantes do poder público, instituições do sistema de justiça, forças de segurança e sociedade civil organizada.

 

A presidente da subseção Dra Cibeli Simoes destaca que a pauta ganha relevância especialmente diante do cenário social observado no município, pois, dados do Cadastro Único (CadÚnico) demonstram que o número de pessoas cadastradas em Cáceres passou de 42.141 em 2021 para 51.747 em 2026, um crescimento de aproximadamente 22,8%. Outro dado significativo é a predominância feminina entre os cadastrados, representando cerca de 56,5% do total ao longo da série histórica e, nesse sentido é essencial que a gestão pública busque implementar estudos para compreensão desses dados a fim de criar mecanismos através de políticas públicas efetivas.

 

Embora a pobreza não seja causa direta da violência doméstica, especialistas apontam que situações de vulnerabilidade econômica podem agravar a permanência de mulheres em relacionamentos abusivos. A dependência financeira, a responsabilidade exclusiva pelo sustento dos filhos, a dificuldade de acesso à moradia e a ausência de autonomia econômica são fatores que frequentemente dificultam o rompimento do ciclo de violência.

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Nesse contexto, a ampliação do atendimento da Delegacia da Mulher para funcionamento ininterrupto é vista como medida estratégica para fortalecer a rede de proteção às vítimas, especialmente em períodos noturnos, finais de semana e feriados, quando muitas ocorrências são registradas e a busca por atendimento especializado se torna mais difícil.

 

A OAB Cáceres destaca que o enfrentamento à violência contra a mulher exige uma atuação integrada entre poder público, segurança pública, assistência social, saúde, educação e sistema de justiça. Além da responsabilização dos agressores, é necessário garantir condições para que as vítimas possam reconstruir suas vidas com dignidade e segurança.

Para a presidente da OAB Cáceres, Dra. Cibeli Simões, os dados sociais do município reforçam a urgência do debate: “Os números do Cadastro Único revelam uma realidade que não pode ser ignorada. Temos mais de 51 mil pessoas cadastradas em situação de vulnerabilidade social, sendo a maioria mulheres. Sabemos que a violência doméstica atinge mulheres de todas as classes sociais, mas também sabemos que a dependência econômica e a vulnerabilidade social podem dificultar a denúncia e o rompimento de relações abusivas. Quando uma mulher não possui renda própria, não tem rede de apoio ou é a única responsável pelos filhos, a violência assume contornos ainda mais graves. Por isso, defender o funcionamento da Delegacia da Mulher em regime de plantão 24 horas é defender o acesso à justiça, à proteção e aos direitos fundamentais dessas mulheres. Trata-se de uma pauta de cidadania, dignidade humana e proteção da vida.”

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A reunião pública pretende consolidar propostas e encaminhamentos ao Governo do Estado, à Secretaria de Estado de Segurança Pública e à Diretoria-Geral da Polícia Civil, visando a implantação definitiva do plantão permanente de 24 horas da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher em Cáceres-MT.

 

A OAB Cáceres conclama ao poder público municipal, sociedade civil, instituições públicas e entidades representativas a participarem do debate, reforçando que o enfrentamento à violência contra a mulher é uma responsabilidade coletiva e uma condição essencial para a construção de uma sociedade mais justa, segura e igualitária.

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MINISTÉRIO PÚBLICO INVESTIGA PAGAMENTO DE MAIS DE R$ 100 MIL EM FÉRIAS INDENIZADAS A EX-PREFEITO DE VALE DE SÃO DOMINGOS

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Uma denúncia anônima levou o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) a instaurar Inquérito Civil para investigar a legalidade do pagamento de férias indenizadas ao ex-prefeito de Vale de São Domingos, Geraldo Martins da Silva.

A apuração começou após manifestação sigilosa encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público, que apontou possível irregularidade no pagamento referente à indenização de sete períodos de férias acumuladas ao então gestor municipal. O caso também passou a ser acompanhado pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), que solicitou providências administrativas e apuração técnica sobre os fatos.

De acordo com a portaria assinada pela promotora de Justiça Mariana Batizoco Silva Alcântara, da 1ª Promotoria Cível de Pontes e Lacerda, documentos oficiais anexados ao procedimento apontam que, em 31 de dezembro de 2024, foi realizado pagamento de férias indenizadas correspondentes a sete períodos acumulados, totalizando mais de R$ 100 mil apenas ao ex-prefeito, além de reflexos legais.

Conforme o Ministério Público, a legislação municipal que rege os servidores públicos de Vale de São Domingos estabelece que a acumulação de férias é permitida somente em casos excepcionais, mediante necessidade comprovada do serviço e limitada, em qualquer hipótese, ao máximo de dois períodos.

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Durante a fase preliminar da apuração, o ex-prefeito alegou que deixou de usufruir férias devido a circunstâncias excepcionais enfrentadas durante a gestão, como a pandemia da Covid-19, dificuldades administrativas e acompanhamento direto de obras e demandas do município.

No entanto, segundo informações encaminhadas ao Ministério Público pela própria administração municipal e pelo Controle Interno, não teriam sido localizados documentos formais, atos administrativos ou justificativas técnicas capazes de comprovar a necessidade excepcional do serviço para sustentar a acumulação de sete períodos de férias.

Diante dos elementos levantados até o momento, o Ministério Público converteu a Notícia de Fato em Inquérito Civil para aprofundar as investigações, apurar possíveis responsabilidades administrativas e verificar eventual necessidade de ressarcimento aos cofres públicos.

O procedimento segue em tramitação e os investigados poderão apresentar documentos e esclarecimentos no decorrer da investigação.

 

Por: TM Notícias

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