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Hacker destrói todos os arquivos da SES e desaparece com documentos da CPI da Saúde

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Documentos e relatórios obtidos pelo PNB Online indicam que a Secretaria de Saúde perdeu 200 Terabytes (TB) de arquivos.

FONTE: Pnbonline

Um ataque hacker ocorrido no início do mês de março destruiu todos os arquivos da Secretaria de Estado de Saúde, comandada por Gilberto Figueiredo, e que poderiam ser utilizados nas investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, na Assembleia Legislativa.

Documentos, relatos, relatórios e outras informações obtidas pelo PNB Online indicam que a SES perdeu 200 Terabytes (TB) de arquivos. Para se ter uma ideia do tamanho da destruição, se esses 200 TB fossem convertidos em documentos de texto padrão do Word (comprimidos/impressos), eles renderiam cerca de 100 bilhões de páginas.

A SES tentou evitar, desde março, que o assunto vazasse à imprensa. A Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) abriu inquérito sigiloso sobre o assunto.

Chamou a atenção dos investigadores que o hacker utilizou do sistema LockBit, uma gangue de crimes cibernéticos que utiliza um ransomware normalmente autorizado a partir da execução na rede interna.

Outro fato curioso para os investigadores foi a tática utilizada pelo hacker: ele cobrou 500 mil dólares em bitcoin pelos dados sequestrados e afirmou que, caso os documentos fossem publicados, o prejuízo para a Secretaria de Estado de Saúde seria de 4 milhões a 7 milhões de dólares.

Apesar de não ter recebido nenhum valor pelos arquivos, o hacker não publicou os documentos. Investigação da Polícia Civil identificou apenas que foi publicada, na DeepWeb, a árvore de arquivos sequestrados durante o ataque.

Nesta árvore, que consiste na relação de quais arquivos foram criptografados, estão documentos de auditorias internas que poderiam ser usados na CPI da Saúde. A reportagem do PNB Online identificou arquivos como relatórios e planilhas de produção de empresas como LGI Médicos, Bone Medicina Especializada, Intensive Care e outras que foram investigadas na Operação Espelho.

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A Bone Medicina, citada na árvore de arquivos sequestradas no ataque, é apresentada em diálogo em que o nome do ex-governador Mauro Mendes (União) aparece nas investigações da Operação Espelho. Em uma conversa detectada pela polícia, o médico Gustavo Ivoglo afirmou saber como foi a formação da sociedade, citando que o médico Alberto Pires de Almeida virou sócio da Bone porque “operou a esposa do governador”.

“Não sei se você sabe a história aí de como que o Alberto entrou na empresa lá com eles, que foi meio goela abaixo com o negócio do governador, que ele operou a esposa do governador e pediu pra eles darem um apoio pra entrar na empresa, algo assim. E nesse meio tempo eles tentaram tirar o Alberto já, que teoricamente estava sendo sócio deles, e eles tentaram tirar. Eles não são pessoas muito confiáveis e acho que eles vão passar a perna na primeira oportunidade”, avaliou Ivoglo.

Além do ex-governador, o ex-secretário Gilberto Figueiredo é suspeito de lavagem de dinheiro por operações conectadas à Secretaria de Saúde. Um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) feito pela Polícia Federal demonstrou movimentação financeira atípica de R$ 15 milhões. As investigações começaram com a Operação Panaceia, deflagrada para investigar um suposto esquema de fraude em licitação durante o período da pandemia e culminou na prisão do diretor do Hospital Regional de Cáceres. Os documentos do Hospital de Cáceres também foram capturados pelo ataque hacker.

Chamou a atenção dos investigadores que, dois meses antes do ataque, a SES impossibilitou o acesso de servidores públicos aos documentos da rede sob a justificativa de estar realizando “auditoria”.

“Comunico que, a partir do dia 12 (doze) de janeiro de 2026, ocorrerá uma reorganização das pastas compartilhadas na rede de computadores e que o acesso se dará por duas pastas, sendo: uma pasta compartilhada para os arquivos correntes do ano de 2026 (que não conterá nenhum arquivo) e outra pasta compartilhada com todos os arquivos de anos anteriores, exclusivamente para consulta”, diz um documento interno da SES.

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O ataque, por coincidência, também ocorreu em um momento em que os sistemas de rede dos órgãos públicos de Mato Grosso estavam desprotegidos, sem licença e sem contratualização. A Empresa Mato-Grossense de Tecnologia da Informação (MTI) havia lançado licitação para garantir a proteção, no início do ano, mas suspendeu logo em seguida, a poucos dias do certame.

O que diz a Secretaria de Estado de Saúde 

Em resposta aos questionamentos enviados à reportagem a SES informou que abriu boletim de ocorrência sobre o assunto e que o caso foi comunicado à  Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Ainda segundo a SES, não houve nenhuma auditoria antes do ataque hacker que tenha gerado “indisponibilidade generalizada de documentos ou sistemas da rede institucional nos moldes mencionados”.

“Durante o processo de investigação e resposta ao incidente, foram realizadas análises técnicas visando identificar vulnerabilidades, vetores de ataque e possíveis fragilidades exploradas. As conclusões e informações detalhadas encontram-se sob apuração técnica e investigação especializada”, diz a manifestação da pasta.

A SES também informou que os “dados afetados” foram recuperados “por meio dos mecanismos de contingência, redundância e recuperação adotados pela infraestrutura tecnológica responsável, permitindo o restabelecimento das informações necessárias à continuidade dos serviços.”

A Secretaria foi questionada se poderia disponibilizar alguma documentação que comprove a recuperação dos arquivos, uma vez que ataques do tipo, com dados criptografados, só são revertidos com o pagamento do que foi pedido. No entanto, nenhuma resposta foi enviada.

A SES também afirmou que não houve pagamento ao hacker e que não há elementos que comprovem a responsabilidade do ex-secretário Gilberto Figueiredo e do atual secretário, Juliano Melo, no incidente.

A Polícia Civil e a MTI não responderam aos questionamentos enviados pela reportagem.

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Novo Comando – Ex-prefeito de Cáceres assume presidência da ZPE com foco em energia e atração de indústrias

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Débora Siqueira | Assessoria/Sedec

O ex-prefeito de Cáceres, Francis Maris, foi oficializado como o novo diretor-presidente da Administradora da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres (AZPEC), durante reunião do Conselho de Administração realizada nesta terça-feira (2.6), na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), em Cuiabá.

O encontro foi conduzido pela secretária Mayran Beckman e contou com a participação presencial e virtual dos conselheiros. Francis assume a função com a missão de atrair as primeiras indústrias para o complexo. No entanto, afirma que o principal gargalo a ser resolvido é a infraestrutura energética.

“Não posso convidar uma indústria para se instalar na ZPE se eu não tenho energia para oferecer. O primeiro desafio é entender qual é a capacidade de atendimento e quais investimentos serão necessários para garantir essa demanda”, afirmou.

Segundo o novo presidente, a estratégia passa por buscar empresas ligadas às cadeias produtivas já consolidadas em Mato Grosso, como algodão, soja, milho, carnes, leite, madeira e rochas ornamentais. A intenção é transformar a ZPE em uma plataforma exportadora capaz de agregar valor à produção estadual.

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Além das articulações com o setor energético, Francis pretende realizar uma série de roadshows e visitas a federações das indústrias em diferentes estados para apresentar as oportunidades oferecidas pela ZPE de Cáceres.

A mudança ocorre após a saída de Aécio Rodrigues, que comandava a AZPEC desde março de 2025 e decidiu concentrar sua atuação na presidência da MT Gás. Ao fazer um balanço da gestão, Aécio destacou que o foco do período foi concluir as etapas necessárias para colocar a ZPE em funcionamento.

“Nós cumprimos a missão de tirar esse projeto do papel. Agora começa uma nova fase, que é trazer as indústrias para dentro da ZPE, gerar empregos e fazer esse sonho da região oeste se consolidar definitivamente”, disse. Aécio também avaliou que a escolha de um gestor ligado à região fortalece o relacionamento com a sociedade local.

“Ninguém quer ver Cáceres crescer mais do que quem vive em Cáceres. O Francis conhece a realidade da cidade, conhece os desafios e tem todas as condições de conduzir esse próximo momento da ZPE”, afirmou.

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A expectativa da nova diretoria é iniciar as tratativas com potenciais investidores ainda neste segundo semestre, ao mesmo tempo em que busca soluções para ampliar a oferta de energia necessária para atender os futuros empreendimentos que deverão se instalar na área de livre comércio voltada à exportação.

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Feriado Nacional – Corpus Christi: veja como será o funcionamento dos órgãos públicos estaduais

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Da Redação

Em razão do feriado de Corpus Christi e ponto facultativo, nos dias 4 e 5 de junho, não haverá expediente nas unidades administrativas dos órgãos e entidades do Poder Executivo estadual. Os serviços essenciais, como segurança pública e saúde, serão mantidos normalmente, em regime de plantão, garantindo o atendimento à população.

As atividades administrativas serão retomadas na segunda-feira (8). O funcionamento atende ao calendário de feriados e pontos facultativos nas repartições públicas do Estado de Mato Grosso para o ano de 2026, publicado no Decreto nº 1.787/2025.

Veja abaixo o que abre e o que fecha no serviço público estadual:

Ganha Tempo

Todas as unidades do Ganha Tempo estarão fechadas nos dias 4 e 5 de junho. O atendimento ao público retorna na segunda-feira (8), em todas as unidades.

Saúde

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), apenas a sede administrativa, o Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Correa (Cridac), o Centro Estadual de Odontologia para Pacientes Especiais (Ceope), o Centro Estadual de Referência em Média e Alta Complexidades (Cermac), o MT Hemocentro e a Farmácia Especializada de Alto Custo estarão fechados no feriado e ponto facultativo. O expediente retorna na segunda-feira (8).

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O Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) funcionará em regime de plantão.

A rede hospitalar do Estado, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Central Estadual de Transplante trabalham normalmente no feriado.

Centro Estadual de Cidadania

Localizado no Várzea Grande Shopping, o Centro Estadual de Cidadania, sob a gestão da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT), não abrirá nos dias 4 e 5 de junho. O atendimento ao público retorna no dia 8 de junho.

Segurança

A sede da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e demais unidades administrativas não funcionam no feriado e ponto facultativo. As atividades retornam na segunda-feira, 8 de junho. Os batalhões da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, o Instituto Médico Legal (IML) e a Perícia Criminal não param os serviços de atendimento à população durante o feriado e ponto facultativo.

A Central de Flagrantes do bairro Verdão (Avenida Professor Ranulfo Paes de Barros, esquina com Av. 8 de Abril, bairro Verdão, próximo à Arena Pantanal), a Central de Ocorrências de Cuiabá (Avenida Miguel Sutil, 2.839, bairro Areão) e a Central de Flagrantes de Várzea Grande, todas as unidades da Polícia Civil, funcionam normalmente e centralizam os procedimentos de flagrantes e registros de boletins de ocorrência.

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As delegacias especializadas de Homicídio (DHPP), de Trânsito (Deletran) e a de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (Derfva) estarão em regime de plantão para os atendimentos emergenciais. A Polícia Civil reforça que, para ocorrências envolvendo violência doméstica e sexual, há plantões de atendimento em Cuiabá e Várzea Grande, que funcionam 24 horas e atendem mulheres, crianças e adolescentes vítimas.

Boletim de Ocorrência Online

O registro de ocorrências envolvendo extravio/furto, exercício ilegal da profissão, desaparecimento de pessoas, calúnia, difamação, injúria, ameaça, constrangimento ilegal, violação de domicílio e o pré-registro de outros crimes pode ser feito de forma online, por meio da Delegacia Digital.

*Com supervisão de Dayanne Santana

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