Política
CPI da Saúde avança e convoca novos auditores da CGE após revelações sobre contratos da SES
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) dá continuidade, nesta quarta-feira (13), à fase de oitivas técnicas que investigam contratos firmados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) entre os anos de 2019 e 2023, período que inclui a pandemia da Covid-19.
depoimentos ocorrerão às 14h, na sala das comissões da Assembleia Legislativa, com a convocação dos auditores da Controladoria Geral do Estado (CGE), Kristianne Marques Dias e Gregory Diego Sacal Leite. As oitivas integram a etapa de análise dos relatórios produzidos pelo órgão controlador sobre contratos, pagamentos indenizatórios e procedimentos licitatórios realizados pela pasta da Saúde.
A nova rodada de depoimentos acontece após os primeiros esclarecimentos prestados pelos auditores Emerson Hideki Hayashida, Nick Andrew Pereira Ugalde e Bruno Fernandes Sugawara, durante audiência realizada no último dia 6 de maio. Na ocasião, os técnicos apresentaram pontos considerados críticos pela comissão, envolvendo fragilidades na fiscalização contratual, pagamentos por serviços sem comprovação, ausência de registros em sistemas oficiais e inconsistências relacionadas à carga horária médica, especialmente em contratos ligados à chamada “Operação Espelho”.
Durante os relatos iniciais, os auditores informaram ainda que diversos alertas técnicos emitidos pela CGE teriam sido ignorados pela Secretaria de Estado de Saúde, mesmo diante de indícios de irregularidades em pagamentos indenizatórios. Segundo eles, aproximadamente 30 profissionais participaram do monitoramento das ações da SES durante o período investigado.
Presidente da CPI da Saúde, o deputado estadual Wilson Santos (PSD), afirmou que os novos depoimentos serão fundamentais para aprofundar a análise técnica dos contratos investigados e compreender como os apontamentos da CGE foram tratados pela gestão estadual.
“O que ouvimos na primeira oitiva foi extremamente preocupante. Os auditores apresentaram elementos técnicos robustos, demonstrando que havia alertas formais sobre possíveis irregularidades e, ainda assim, muitos procedimentos seguiram normalmente. Agora, com os próximos depoimentos, a CPI busca ampliar esse entendimento, confrontar informações e analisar detalhadamente os relatórios já produzidos pela Controladoria Geral do Estado. Nosso compromisso é esclarecer os fatos e garantir transparência à população mato-grossense”, destacou o parlamentar.
Ele revelou ainda que a comissão já trabalha na convocação de representantes de órgãos e setores envolvidos nas investigações e envolvidos na Operação Espelho. “Está prevista a convocação de representantes da Deccor, da Polícia Judiciária Civil, além de servidores da própria Secretaria de Estado de Saúde. A CPI entra agora em uma nova etapa, buscando cruzar informações técnicas, administrativas e investigativas para identificar responsabilidades e compreender como funcionava toda essa estrutura contratual”, afirmou o deputado.
Serviço
Oitiva da CPI da Saúde – Assembleia Legislativa de Mato Grosso
Data: 13 de maio de 2026 (quarta-feira)
Horário: 14h
Local: Sala das Comissões da Assembleia Legislativa de Mato Grosso
Fonte: ALMT – MT
Política
Audiência pública reúne lideranças indígenas de todo o Estado no campus da UFMT em Cuiabá
A deputada em exercício Eliane Xunakalo (PT) presidiu a audiência pública externa “Mato Grosso é Terra Indígena”, realizada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), no final da manhã desta terça-feira (12), no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. O encontro debateu as demandas dos povos originários mato-grossenses relacionadas à demarcação de territórios, educação, saúde e economia.
Segundo a parlamentar, o resultado da audiência foi positivo. “Ouvimos nossas lideranças e deixamos todos à vontade para se expressarem, seja com críticas ou elogios. Todos os temas debatidos serão encaminhados às autoridades competentes”, afirmou.
Ela explicou que o tema da audiência, “Mato Grosso é Terra Indígena”, tem como objetivo lembrar diariamente a sociedade não indígena de que mais de 60 mil pessoas pertencentes aos povos originários habitam o estado, distribuídas em 86 territórios já demarcados e mais de 20 em fase de demarcação.
“Todas as lideranças aqui presentes, caciques, cacicas, jovens, mulheres, anciãs e anciãos, sabem que Mato Grosso é terra indígena. Estamos no Cerrado, no Pantanal, na Amazônia, nas cidades e nos municípios”, disse.
Várias lideranças indígenas compuseram a mesa da audiência. Entre elas, Silvano Chue Muquissai, graduado em Direito pela UFMT; Soilo Urupe Chue, psicólogo e pesquisador; José Ângelo da Silveira Nhambiquara, odontólogo; Maurício Kamaiurá, professor, pesquisador e colaborador do Núcleo Intercultural de Educação Indígena Takinahaky, da Universidade Federal de Goiás; e Reginaldo Tapirapé, geógrafo com pós-graduação em Ciências Sociais, Políticas Públicas e Pedagogia, além de professor e educador.
Foto: Ronaldo Mazza
Também fizeram parte da mesa, o deputado Lúdio Cabral (PT), a reitora Marluce Souza e Silva, além de Natasha Slhessarenko.
Acampamento Terra Livre de Mato Grosso (ATL-MT) – A audiência pública integra a 4ª edição do evento, considerado o mais importante evento indígena mato-grossense, reunindo 43 povos atuantes na defesa de seus territórios e na proteção ambiental dos biomas do estado.
O evento mescla debates e a luta por direitos com apresentações culturais e a Feira de Artes Indígenas.
A 4ª edição do ATL-MT é realizada pela Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt) e pela Associação Aqui é Mato, com apoio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e do Governo do Estado, por meio de recursos da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), viabilizados por emenda parlamentar destinada pelo deputado Lúdio Cabral. O evento também conta com apoio institucional da UFMT.
Fonte: ALMT – MT
Política
Assembleia debate saneamento e analisa projetos de mobilidade, acessibilidade e infraestrutura em MT
A Comissão de Infraestrutura Urbana e de Transporte da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta terça-feira (12), uma reunião marcada pelo debate sobre os desafios do saneamento básico no estado e pela análise de projetos voltados à mobilidade urbana, acessibilidade, modernização da infraestrutura e integração territorial em Mato Grosso.
Um dos principais temas debatidos foi a situação do saneamento básico no estado, especialmente as dificuldades enfrentadas pelos municípios que ainda não possuem agências reguladoras para acessar recursos federais destinados a investimentos no setor. A discussão contou com a participação do diretor de Saneamento da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager-MT), Jossy Soares.
Durante a reunião, o presidente da comissão, deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos), destacou a importância da atuação da Ager-MT no apoio aos municípios que ainda não possuem estrutura regulatória para acessar recursos federais destinados ao saneamento básico.
Segundo Moretto, muitos municípios enfrentam dificuldades justamente pela ausência de uma agência reguladora, condição necessária para viabilizar investimentos na área.
“A Assembleia precisa olhar para os mato-grossenses como um todo. Vários municípios não têm condições técnicas para avançar sozinhos e a AGER está se colocando à disposição para ajudar essas cidades na regularização do saneamento básico”, afirmou.
O parlamentar também informou que a comissão deverá encaminhar orientações às prefeituras e câmaras municipais sobre a possibilidade de adesão à regulação estadual oferecida pela agência.
Já o diretor de Saneamento da Ager-MT, Jossy Soares, explicou que Mato Grosso ainda possui grandes desigualdades na infraestrutura de água tratada e esgoto sanitário, principalmente nos municípios menores.
De acordo com ele, cerca de 90 municípios mato-grossenses ainda não possuem regulação no setor, o que impede o acesso a recursos federais para investimentos em saneamento.
“O município que não possui agência reguladora não consegue acessar recursos federais para saneamento. A Ager está à disposição de todos os municípios para oferecer essa regulação e auxiliar nesse processo”, ressaltou.
Jossy também destacou que a regionalização dos serviços é considerada essencial para atrair investimentos e garantir o cumprimento das metas nacionais do saneamento, que prevê, até 2033, 99% da população com acesso à água tratada e 90% ao tratamento de esgoto.
Durante a reunião, também foram divulgados os canais de atendimento da Ager-MT para reclamações, denúncias, sugestões e pedidos de informações. Os contatos disponíveis são o telefone 0800 647 6464 e o WhatsApp (65) 99675-8719.
Dois projetos foram retirados de pauta durante a reunião: o Projeto de Lei nº 1008/2025, de autoria do deputado Chico Guarnieri, e o Projeto de Lei nº 372/2026, encaminhado pelo Poder Executivo. Já o Projeto de Lei nº 258/2026, que propõe alterações na Lei nº 8.264/2004, referente à cobrança de pedágio nas rodovias estaduais, recebeu parecer pela rejeição no âmbito da comissão. Também participou do encontro, o deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), integrante da comissão.
Projetos aprovados pela comissão
- PL nº 452/2023 – Diretrizes para ampliação do acesso à internet com tecnologia mínima 4G
- PL nº 193/2025 – Criação de zonas exclusivas para embarque e desembarque de motoristas de aplicativos
- PL nº 715/2025 – Diretrizes estaduais de acessibilidade urbana em calçadas e passeios públicos
- PL nº 827/2025 – Reserva prioritária de assentos próximos às janelas para mulheres no transporte coletivo
- PL nº 1295/2025 – Denominação da ponte sobre o Rio Margarida, na MT-440
- PL nº 2054/2025 – Política Estadual de Uso de Espaços Públicos para Atividades Culturais Comunitárias
- PL nº 13/2026 – Direito à instalação de estação de recarga para veículos elétricos em condomínios
- PL nº 24/2026 – Estruturação e ampliação do Banco Estadual de Perfis Genéticos
- PL nº 81/2026 – Critérios de conforto térmico e adaptação climática em obras públicas
- PL nº 97/2026 – Denominação da Rodovia MT-160
- PL nº 134/2026 – Programa Mato-Grossense de Integração Territorial nas Regiões de Fronteira
- PL nº 186/2026 – Denominação de trecho da MT-244
- PL nº 270/2026 – Diretrizes para instalação de infraestrutura de recarga de veículos elétricos e híbridos
- PL nº 410/2026 – Denominação de trecho da MT-270
- PL nº 476/2026 – Denominação de ponte sobre o Rio Teles Pires
- PLC nº 48/2025 – Plano de Mobilidade da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá
Fonte: ALMT – MT
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