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Câmara de Cáceres debate balanço da Saúde municipal com foco na demanda por hospital próprio

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Por Marcio Camilo da Cruz

A Secretaria Municipal de Saúde de Cáceres apresentou, na manhã desta terça-feira (05.05), o balanço detalhado das ações, da produção e das finanças referentes ao primeiro, segundo e terceiro quadrimestres de 2025 (RDQA – Relatórios Detalhados do Quadrimestre Anterior) . A prestação de contas ocorreu no plenário da Câmara Municipal, com a presença de vereadores, servidores da pasta e representantes da sociedade.

O debate ganhou um contorno de esperança e urgência quando a presidente da Comissão de Saúde da Casa, vereadora Elis Enfermeira (PL), destacou a menção do secretário municipal de Saúde, Claudio Donatoni, à disposição de construir o Hospital Municipal de Cáceres. “É uma pauta muito necessária para nosso município, de 90 mil habitantes, e ainda não ter o nosso hospital municipal”, afirmou a parlamentar.

Elis Enfermeira explicou a pressão atual sobre a rede de saúde: ao buscar atendimento na UPA, o paciente depende integralmente de vagas do Estado, pois a unidade é gerida pelo governo estadual. “Costumo dizer que, às vezes, a gente ‘mendiga’ uma vaga”, relatou. A mesma situação se repete no Hospital Regional, onde a população de Cáceres concorre com moradores de mais de 22 municípios da região.

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“Com nosso hospital municipal, conseguiríamos aliviar a demanda por casos mais simples: um soro, uma internação rápida, uma desnutrição, um antibiótico… Poderíamos atender tudo localmente”, defendeu a vereadora, reforçando que a obra descentralizaria os fluxos e agilizaria o cuidado com os pacientes.

Recursos limitados e prioridades

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Durante a exposição, o secretário Claudio Donatoni reconheceu que os recursos da pasta são limitados e que boa parte deles é destinada ao custeio e funcionamento administrativo, incluindo a folha salarial dos servidores. No entanto, ele ponderou que valorizar e remunerar bem os profissionais é fundamental para a entrega de resultados. “Sem eles, os avanços na secretaria não seriam possíveis”, afirmou.

Donatoni também citou a expectativa de maior parceria com o Legislativo a partir de 2027, quando começam a valer no orçamento municipal as emendas impositivas – recursos que cada vereador poderá indicar para investimentos em áreas prioritárias. O secretário espera que esse mecanismo fortaleça os investimentos no setor, a exemplo da construção de novas Unidades Básicas de Saúde (UBS) em diferentes bairros, além de viabilizar obras de maior porte.

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Balanço apresentado

O balanço geral das atividades da Secretaria de Saúde foi apresentado pelo coordenador administrativo da pasta, Lenilton Souza Campos. Nas oportunidade, ele detalhou números de atendimentos, procedimentos realizados e a execução orçamentária no período.

Além da vereadora Elis Enfermeira, estiveram presentes no debate os parlamentares Jorge Augusto (PP), Magaly Silva (PP), Pacheco Cabaleireiro (PP), Professor Domingos (PSB) e Marcos Ribeiro (PSD), além de servidores da saúde municipal.

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Considerado prejudicial por classe produtora decreto que amplia Estação Ecológica do Taiamã deverá ser derrubado pela Câmara

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Sinézio Alcântara – Expressão Notícias

O decreto do governo federal nº 12.887 de 23 de março de 2026 que amplia a Estação Ecológica do Taiamã, em Cáceres, passando de 56.959 hectares para cerca de 68.502 hectares, poderá ser derrubado pelo Câmara Federal, nos próximos dias. É o que prevê o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) de autoria da deputada Coronel Fernanda (PL).

A afirmação foi feita pela própria parlamentar, em reunião com produtores rurais, nesta semana, em Cáceres. No encontro, agendado pelo produtor e pré-candidato a deputado estadual, Ricardo Castella, Coronel Fernanda, ligou ao presidente da Câmara dos Deputados, deputado Hugo Motta (Republicano PB), agendando uma reunião, para a próxima semana, com a finalidade de pautar a votação do PDL.

A ampliação de duas Unidades de Conservação (UCS), uma em Cáceres e outra em Poconé foi anunciada pelo presidente Lula, no mês de março, durante a COP15 em Campo Grande (MS).

A ampliação irá acrescer 104,2 mil hectares de proteção direta ao bioma pantaneiro no estado. Assim como a Reserva Ecológica do Taiamã, a parlamentar também apresentou PDL para alterar a ampliação do Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense, localizado em Poconé.

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A deputada elenca uma série de supostas ilegalidades. Entre eles, de que o decreto governamental, viola o artigo 22 da lei 9.985/2000 que exige consulta pública prévia para atos ampliadores de UCSs sem modificação dos limites originais.


Local: Estação Ecológica do Taiamã, MT;
Data: 11/2010;
Autor: Palê Zuppani

Alega que “apesar de consultas realizadas em setembro de 2025, com debates acalorados e oposição majoritária de produtores rurais, sindicato e Famato, o decreto ignora essas manifestações, configurando falta de lisura e ausência de diálogo efetivo” e que “essa omissão compromete a transparência e o contraditório previstos no artigo 2º da lei nº 9.784/1999”.

A parlamentar justifica ainda impactos socioeconômicos graves, gerando insegurança jurídica para pecuaristas e pescadores, com risco eminente de desapropriações compulsórias, sem indenizações prévias adequadas.

Já na avaliação do produtor e pré-candidato a deputado estadual Ricardo Castella, idealizador do encontro, a alteração da extensão da reserva do Taiamã, em Cáceres, representa um “retrocesso econômico na região”.

“Será um retrocesso econômico, devido aos impactos ao desenvolvimento regional, atingindo propriedades rurais e projetos estratégicos. A ampliação irá travar toda a hidrovia, podendo provocar prejuízos incalculáveis para projetos estruturais da toda região, como por exemplo, a Zona de Processamento de exportação (ZPE), que irá depender muito desse modal de transporte”.

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Em Cáceres – Ex-secretária de Saúde é presa em operação contra tráfico e lavagem

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Da Redação/Gazeta

Silvana Maria de Souza, ex-secretária de Saúde de Cáceres, foi presa na manhã desta quarta-feira (6), durante a Operação Baca para cumprir ordens judiciais contra membros de um grupo criminoso envolvido com o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Cuiabá e Cáceres.

Ela é ex-secretária da gestão do prefeito Francis Maris (PL). Atualmente, Silvana ainda atua na Secretaria de Saúde da cidade, mas na coordenadoria de Planejamento, Convênios e Serviços de Regulação. A reportagem do entrou em contato com a prefeitura da cidade, mas não obteve retorno.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), identificaram movimentações financeiras atípicas dos membros do grupo criminoso, que estão ligadas ao tráfico de drogas.

Na operação, são cumpridas 6 ordens judiciais, sendo dois mandados de prisão preventiva, dois mandados de busca e apreensão domiciliar e dois bloqueios de contas bancárias.

“Esta fase da operação tem como objetivo central a desarticulação do núcleo financeiro da organização criminosa, atingindo diretamente a estrutura econômica que sustenta as atividades ilícitas”, explicou o delegado André Rigonato.

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No âmbito patrimonial, foi determinado o bloqueio de contas bancárias dos investigados, com foco em interromper o fluxo financeiro ilícito, evitar a dissipação de ativos e assegurar a efetividade das apurações.

As investigações seguem em andamento, podendo resultar na identificação de novos envolvidos e na adoção de outras medidas judiciais.

Investigação

Durante as investigações sobre a atuação de um grupo criminoso envolvido com o tráfico de drogas, a Polícia Civil identificou movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica declarada, como depósitos fracionados em espécie, transferências sucessivas entre contas e ausência de comprovação da origem dos valores.

As apurações identificaram, na primeira fase da operação, 22 investigados com indícios de envolvimento no tráfico de drogas e movimentações financeiras atípicas para lavagem de dinheiro. 20 deles já respondem pelos crimes. Os outros dois ainda não tinham sido responsabilizados.

O levantamento financeiro apontou os dois alvos da operação movimentaram mais de R$ 1,6 milhão, evidenciando a atuação estruturada do grupo na ocultação e dissimulação de recursos oriundos do tráfico de drogas.

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