Cáceres e Região
Terceira edição do Multiação em Cáceres realiza mais de 5 mil atendimentos
Quatro toneladas e meia de equipamentos e estruturas foram transportadas de Cuiabá até Cáceres para a realização do evento.
A terceira edição do Multiação na cidade de Cáceres (MT), que ocorreu neste sábado (13), realizou 5.245 atendimentos voltados às áreas de saúde, cidadania, educação e lazer gratuitos à população. O evento ocorreu no espaço da Rua Generoso Marques Leite, no bairro Jardim Celeste, em frente ao Fórum da Justiça do Trabalho.
O Multiação tem iniciativa da TV Centro América com a realização do Serviço Social da Indústria no Estado de Mato Grosso (Sesi-MT).

O local recebeu um grande fluxo de pessoas em busca de consultas médicas, vacinação, emissão de documentos, orientações trabalhistas e outros atendimentos essenciais. A edição também fez parte das celebrações pelos 50 anos do Sesi MT, com uma programação especial voltada para públicos de todas as idades.
Para tornar a ação possível, cerca de quatro toneladas e meia de equipamentos e estruturas foram transportadas de Cuiabá até Cáceres, em um percurso de aproximadamente 220 quilômetros. A cidade, que é referência regional para cerca de 22 municípios da região Oeste, recebe uma ampla operação logística para garantir o funcionamento do evento.

“Os parceiros, na realidade, são os que fazem o Multiação. Sem eles seria impossível. Cáceres está de parabéns, os empresários entenderam esse recado. Nós, da indústria, fizemos um chamamento para que as pessoas estivessem presentes . São médicos, clínicos especializados, consultórios de exames. Pessoas das áreas que vão ajudar muitas pessoas no dia”, afirmou o vice-presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Heloízo Ramos.
“Vemos uma empolgação neles em participar desse evento, de oferecer algum serviço. Foi muito importante essa união e proximidade com todas as empresas da cidade. Para nós, da Centro América, é muito importante, fazer parte da comunidade, mostrar que estamos aqui dando voz e ajudando como puder”, destacou a supervisora de negócios da Centro América FM Cáceres, Patrícia Miranda.
Cáceres e Região
“Beatificação do padre Nazareno torna região Oeste de MT referência religiosa no país”, afirma governador
O governador Otaviano Pivetta afirmou que a beatificação do padre Nazareno Lanciotti projeta Jauru e a região Oeste de Mato Grosso para o país, transformando o município em uma referência para o turismo religioso.
Otaviano participou, neste sábado (13.6), da cerimônia de beatificação realizada em Jauru. O evento reuniu milhares de fiéis, peregrinos e caravanas de diversas regiões do Brasil e da Itália.
“Mato Grosso ganha com esse reconhecimento. A região ganha e Jauru passa a ter uma referência importante para o país. É uma alegria ver esse acontecimento histórico acontecer em Mato Grosso”, afirmou.
Segundo o governador, além do significado para a comunidade católica, a beatificação também contribui para ampliar a visibilidade da região Oeste.
“A região tem vocação para isso. É uma região muito bonita, cheia de belezas naturais, próxima ao Pantanal. Tem vocação para o turismo e, por que não, para o turismo religioso. Isso vai depender muito dos interesses locais e da dedicação da própria região, mas o Estado tem interesse em apoiar as iniciativas dos municípios e de todas as igrejas, de modo geral”, destacou.
Para Otaviano Pivetta, a beatificação reconhece a trajetória de um religioso que dedicou a vida ao atendimento da população e deixou um legado que permanece vivo na região.
“É o reconhecimento de um mártir da Igreja Católica, de alguém que doou a própria vida para fazer o bem. Para nós, cristãos, é um momento muito importante. A Igreja tem critérios rigorosos para conceder esse reconhecimento e, para mim, é uma alegria e uma feliz coincidência que esse acontecimento histórico esteja acontecendo durante o meu mandato”, ressaltou o governador.
Durante mais de três décadas de atuação em Jauru, padre Nazareno se dedicou ao trabalho pastoral e a ações voltadas ao atendimento da população, tornando-se uma das principais referências religiosas da região.
Padre Nazareno Lanciotti
Nascido na Itália, padre Nazareno Lanciotti chegou ao Brasil na década de 1970 e se estabeleceu em Jauru, onde atuou por mais de 30 anos. Ao longo desse período, desenvolveu ações religiosas, sociais e comunitárias voltadas ao atendimento da população.
Em 2001, foi vítima de um atentado e morreu dias depois. O Vaticano reconheceu oficialmente seu martírio, abrindo caminho para a beatificação realizada neste sábado, em Jauru. A decisão o torna beato da Igreja Católica, etapa que antecede a canonização.
Fonte: Governo MT – MT
Cáceres e Região
Justiça suspende efeitos de relatório da CPI das Obras Públicas contra prefeita de Cáceres (MT)
Decisão liminar impede que documento seja usado para embasar eventual processo de cassação até julgamento final da ação.
Por g1 MT
A Justiça de Mato Grosso suspendeu os efeitos do relatório final da CPI das Obras Públicas da Câmara Municipal de Cáceres em relação à prefeita Antônia Eliene Liberato Dias (Podemos). A decisão liminar foi proferida pela juíza Raíssa da Silva Santos Amaral, em uma liminar apresentada pela gestora, nesta sexta-feira (12).
Com a decisão, o relatório da Comissão não poderá ser utilizado como fundamento para abertura de comissão processante ou qualquer outro procedimento político-sancionatório contra a prefeita até o julgamento definitivo da ação.
Na ação, Antônia Eliene alegou que teve negado o acesso aos autos da CPI durante as investigações sob o argumento de que não era alvo da apuração. No entanto, segundo a defesa, ela acabou sendo apontada no relatório final como principal responsável pelas supostas irregularidades investigadas, sem ter sido notificada ou ouvido ao longo dos trabalhos da comissão.
Ao analisar o caso, a magistrada entendeu haver indícios de violação ao direito de defesa e à chamada “proibição da acusação surpresa”.
Segundo a decisão, a CPI informou formalmente à prefeita que ela não era investigada e, posteriormente, a incluiu entre os responsáveis apontados no relatório final sem oportunizar manifestação prévia.
“A CPI quebrou a boa-fé e a proteção da confiança, agindo com evidente deslealdade institucional e “surpresa procedimental”, destacou a juíza na decisão.
Apesar de suspender os efeitos do relatório em relação à prefeita, a Justiça não proibiu o encaminhamento do documento a órgãos de controle, como Ministério Público Estadual (MPE), Ministério Público Federal (MPF), Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) e Controladoria-Geral da União (CGU).
No entanto, a Câmara Municipal deverá anexar cópia da decisão judicial ao encaminhamento, informando que as conclusões, indiciamentos e imputações atribuídas à prefeita estão temporariamente sem efeitos jurídicos.
Segundo a decisão, a utilização de um relatório produzido sem garantir à investigada acesso aos autos e direito de manifestação poderia causar prejuízos políticos e administrativos de difícil reparação.
A juíza também determinou que o presidente da CPI, o relator da comissão e o presidente da Câmara de Cáceres sejam notificados para cumprir imediatamente a decisão e apresentar informações no processo.
O caso
A CPI das Obras aprovou o relatório que pediu a abertura de uma Comissão Processante contra a prefeita, para investigar responsabilidades político-administrativas por omissões, irregularidades e prejuízos ao interesse público.
Em nota, a prefeita informou que aguardará o recebimento oficial do documento para análise técnica e jurídica antes de se manifestar sobre o conteúdo. Segundo ela, “é preciso confiar nas instituições e garantir a aplicação das leis”.
“Não fui tratada como investigada durante os trabalhos, não fui intimada a depor e nem teve oportunidade de apresentar defesa” explicou.
Segundo a Câmara, o relatório também recomendou o afastamento cautelar de outros três servidores municipais com o objetivo de evitar interferências em futuras apurações dos órgãos de controle. As medidas não significam declaração prévia de culpabilidade.
Ao longo de 11 meses, a CPI apurou um padrão repetitivo de falhas nos contratos investigados:
- Contratação de empresas com dificuldades técnicas e financeiras;
- sucessivos aditivos de prazo e valor sem justificativa adequada;
- falhas de fiscalização;
- paralisações prolongadas de obras de alto impacto social (escolas, UBS, praça, pavimentação);
- prejuízos financeiros e sociais diretos à população.
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