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Lideranças alertam que crédito recorde é ineficiente sem juros menores e seguro rural
O anúncio do Plano Safra 2026/27, marcado para a próxima terça-feira (30.06), chega ao produtor rural em meio a um clima de ceticismo. Enquanto o governo federal projeta um volume recorde entre R$ 570 bilhões e R$ 652 bilhões, as lideranças do setor alertam que, em um cenário de juros elevados e margens de lucro espremidas, o montante nominal importa menos do que a efetividade das taxas de equalização. O que o campo busca não é apenas liquidez, mas uma estratégia de sobrevivência que contemple o endividamento acumulado nos últimos ciclos.
Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o plano precisa ir além do anúncio de “recordes” orçamentários. A crítica central das bancadas é que o governo carece de uma visão estrutural de longo prazo: enquanto o custo de capital subiu, a subvenção ao seguro rural foi tratada como variável de ajuste orçamentário. Sem proteção contra intempéries, o crédito acaba financiando o risco, e não a produtividade, perpetuando o ciclo de inadimplência que já preocupa o Banco Central.
A Aprosoja Mato Grosso ecoa o descontentamento com a falta de previsibilidade. Para a entidade, de nada adianta um volume robusto se as linhas de investimento — essenciais para armazenagem e modernização — permanecerem travadas ou de difícil acesso para o médio produtor. O setor produtivo aponta que a paridade de importação e os custos de produção em patamares históricos exigem que o Plano Safra seja, antes de tudo, um instrumento de competitividade internacional, e não uma peça de marketing político que ignora a realidade técnica das fazendas.
Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Engenheiro Agrônomo Isan Rezende (foto), o setor está diante de uma encruzilhada. “O governo insiste em focar no volume total de crédito como se isso, por si só, garantisse a estabilidade da safra, mas esquece que o custo desse dinheiro tornou-se proibitivo para grande parte dos produtores. Não precisamos de um recorde de bilhões disponíveis se as taxas de juros não forem condizentes com a realidade de um setor que, nos últimos dois anos, foi duramente atingido por quebras climáticas sucessivas e pela volatilidade dos preços internacionais. O produtor hoje precisa de fôlego, não de novos passivos impagáveis”, afirmou Rezende.
“O agronegócio não pode ser tratado como um setor auxiliar que recebe atenção apenas quando a balança comercial precisa de socorro. Precisamos que o Plano Safra 2026/27 venha acompanhado de uma política clara de renegociação de dívidas e de um comprometimento real com o Seguro Rural. Sem isso, estamos apenas postergando um colapso financeiro que vai atingir desde o pequeno produtor até a economia das cidades que dependem diretamente do sucesso da nossa safra”, disse Isan.
“A nossa expectativa é de que, no dia 30, o anúncio não seja apenas um conjunto de números desenhado pela Fazenda para cumprir calendário. Queremos ver, de fato, a implementação de uma estratégia que proteja a nossa capacidade de investimento. Se o governo continuar tratando a equalização como um gasto primário e não como o investimento estratégico que é, estaremos condenando o próximo ciclo a uma estagnação perigosa. O agronegócio é o motor que mantém o Brasil respirando, e ele exige o respeito de ser tratado com política econômica técnica, e não com medidas paliativas que não resolvem o gargalo do custo do crédito na ponta”, concluiu o presidente do Instituto do Agronegócio.
Fonte: Pensar Agro
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Escola realiza “Dia da Família” e promove oficinas e recreação
Família e escola juntos nutrindo uma boa relação. Com essa proposta a Escola Municipal de Educação Básica – EMEB Eliza Maria da Silva, localizada no bairro Jardim dos Estados, promoveu nesse sábado (27), o Dia da Família na Escola. durante toda a manhã pais de alunos, professores, direção e comunidade escolar participaram de oficinas criativas, recreação e bazar.
“O objetivo desse encontro foi proporcionar a aproximação dos responsáveis pelos alunos, com a escola, num momento de acolhimento, pertencimento, estímulo e engajamento de aprendizagem. É também um momento de criar memórias afetivas”, destacou a diretora da unidade escolar, Dinalva Dias da Silva.
A diretora disse que a comunidade é bastante participativa e que é essencial manter uma boa relação com a família dos alunos, e o primeiro passo é incentivar a participação dos pais na vida escolar dos filhos. “Este sábado foi bastante produtivo, e já temos um encontro marcado para o mês de novembro para uma nova edição do dia da família na Escola”.
A secretária de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo disse que a participação da família na escola é um alicerce para o desenvolvimento do aluno. “Essa união melhora o desempenho acadêmico, fortalece os vínculos afetivos e reduz a evasão escolar”, pontuou.
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Professoras de Várzea Grande lançam livro infantil sobre amor e superação da violência
Obra escrita por Eliani Silveira Viana e Maria da Guia Costa de Santos utiliza a história de uma menina para incentivar a reflexão sobre empatia, afeto e a construção de uma cultura de paz desde a infância
Uma tarde desta marcada por emoção, cultura e incentivo à literatura com o lançamento do livro “O Hospital Encantado de Nina”, das escritoras e professoras de Várzea Grande, Eliani Silveira Viana e Maria da Guia Costa de Santos. O evento foi realizado dia 26/06 na Orla Alameda, reunindo familiares, educadores, estudantes e amantes da literatura infantil.
A obra apresenta a história de Nina, uma menina que perde a mãe em decorrência da violência doméstica e encontra no amor da avó forças para superar a dor. A partir dessa experiência, a personagem cria, em sua imaginação, um hospital encantado onde homens violentos são tratados com amor, carinho, afeto e cuidado, transformando esses sentimentos em instrumentos de cura para romper o ciclo da violência.
Segundo a escritora Eliani Silveira Viana, a inspiração surgiu da preocupação com o aumento dos casos de violência contra mulheres e crianças.
“A inspiração nasceu da nossa observação sobre a crescente violência doméstica. A história mostra que Nina encontra no amor a cura para sua tristeza e passa a acreditar que as pessoas que praticam a violência também podem ser transformadas. Ela cria um hospital encantado onde a cura é o amor, o carinho e o afeto. É uma mensagem de esperança e de reflexão para toda a sociedade. Inicialmente pensamos nas crianças de até cinco anos, mas a mensagem alcança também a segunda infância e o público infantojuvenil, porque o amor não tem idade”, destacou.
A coautora Maria da Guia Costa de Santos ressaltou que a parceria entre as duas professoras nasceu da convivência diária em sala de aula e da paixão compartilhada pela educação.
“Somos professoras e vivenciamos diariamente o universo das crianças. Trabalhamos na mesma escola, conversamos muito e foi desse convívio que surgiu a ideia de escrevermos juntas. Essa é nossa primeira obra em coautoria e ela representa um sonho construído com dedicação, experiência e muito amor pela educação e pela literatura infantil”, afirmou.
A cerimônia contou ainda com apresentações culturais do grupo Canto e Encanto, da Escola Municipal Salvelina Ferreira da Silva, e dos estudantes da Escola Rural Maria de Lourdes, que encantaram o público e deram um brilho especial ao lançamento.
A superintendente de Cultura de Várzea Grande, Lu Arruda, destacou a importância de valorizar os talentos do município e incentivar a produção literária local.
“É motivo de orgulho para Várzea Grande ver duas professoras transformando suas experiências na educação em uma obra tão sensível e necessária. A literatura é uma ferramenta de transformação social e iniciativas como essa fortalecem nossa cultura, estimulam a leitura e mostram a força dos nossos escritores.”
A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, ressaltou que o livro reforça o papel da educação na formação de cidadãos mais conscientes e humanizados.
“Essa obra leva uma mensagem poderosa de amor, empatia e respeito. É um exemplo de como a educação e a literatura caminham juntas na construção de uma sociedade mais justa e acolhedora. Parabenizo as professoras Eliani e Maria da Guia por colocarem sua sensibilidade e experiência a serviço das nossas crianças e de toda a comunidade.”
Mais do que uma história infantil, O Hospital Encantado de Nina convida leitores de todas as idades a refletirem sobre o poder transformador do afeto, da empatia e do cuidado, mostrando que a construção de uma cultura de paz começa desde a infância.
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