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Assistência técnica impulsiona produção de abacaxi e fortalece agricultura familiar em Várzea Grande
Uma ação conjunta entre a Prefeitura de Várzea Grande e a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) busca ampliar a produtividade do abacaxi e fortalecer a agricultura familiar no município. O trabalho foi realizado na propriedade do produtor Francisco Villas Boas, localizada na comunidade Sadia III.
Técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (Semmadrs) e da Empaer executaram a indução floral da lavoura, técnica que estimula e uniformiza o florescimento das plantas, permitindo ao produtor planejar melhor a colheita e a comercialização da produção.
A propriedade possui cerca de meio hectare cultivado, com estimativa entre 2 mil e 3 mil pés de abacaxi. Para o procedimento, foi utilizado carbeto de cálcio (CaC?), na proporção de 60 gramas por litro de água, método amplamente empregado para induzir a floração da cultura.
Segundo o coordenador de Desenvolvimento Rural da Semmadrs, Leandro Silva, a assistência técnica tem papel fundamental para garantir maior produtividade e melhores resultados aos agricultores familiares. “Esse acompanhamento especializado permite a adoção de tecnologias e práticas que aumentam a eficiência da produção”, destacou.
O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, afirma que o abacaxi possui grande potencial econômico para os pequenos produtores da região. De acordo com ele, o apoio técnico oferecido pela Prefeitura e pelos parceiros busca ampliar a renda das famílias rurais e incentivar a diversificação da produção agrícola no município.
“A iniciativa faz parte das ações voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar em Várzea Grande, com foco na assistência técnica, no aumento da produtividade e na geração de renda no campo”, pontuou o secretário.
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Copa do Mundo 2026 inspira projeto pedagógico e integra aprendizado em escola de Várzea Grande
A Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Lúcia Leite Rodrigues desenvolverá, entre os dias 29 de junho e 31 de julho, o Projeto Copa do Mundo 2026. A iniciativa tem como objetivo promover o aprendizado interdisciplinar por meio da temática da Copa do Mundo, além de ampliar o conhecimento dos estudantes sobre a história e a importância esportiva, cultural, econômica, gastronômica e social de diversos países.
De acordo com a diretora da unidade, Valéria Martins, o projeto utilizará o futebol como ferramenta pedagógica para estimular valores como respeito, cooperação, inclusão, disciplina e trabalho em equipe, além de fortalecer a aprendizagem em diferentes áreas do conhecimento.
“A Copa do Mundo é um dos maiores eventos esportivos do planeta e desperta o interesse dos alunos por diferentes culturas, países, línguas e tradições”, destacou a diretora.
O projeto será desenvolvido com alunos da educação infantil (4 e 5 anos) e do ensino fundamental I e II. As atividades contemplarão todas as disciplinas. Em Língua Portuguesa, os estudantes produzirão textos sobre futebol, criarão notícias esportivas e realizarão leituras sobre curiosidades dos países participantes.
Na Matemática, serão elaboradas tabelas e gráficos dos jogos, além da contagem de pontos e análise de estatísticas das partidas. Em Geografia, os alunos estudarão a localização dos países, bandeiras, capitais, culturas e costumes. Já em História, irão pesquisar a trajetória da Copa do Mundo, a evolução do futebol e a história de grandes jogadores e seleções.
“O trabalho será voltado para pesquisas e atividades práticas. Os alunos também confeccionarão bandeiras e painéis temáticos, além de criar um mascote e participar da decoração da escola”, explicou Valéria Martins.
Toda a produção será acompanhada e orientada pelas professoras Ana Paula Oliveira e Fabiane de Arruda. A programação inclui ainda minicampeonatos, gincanas e jogos cooperativos.
Como culminância do projeto, no mês de julho será realizada uma Feira Temática da Copa do Mundo, com apresentações culturais, exposição dos trabalhos produzidos pelos alunos, danças, músicas típicas e premiação simbólica dos finalistas das competições esportivas.
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Embrapa investe quase R$ 60 milhões em nova unidade para o Matopiba
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vai investir R$ 58,9 milhões na reestruturação da sua unidade no Maranhão, em um movimento que reforça a presença da instituição no Matopiba — região que se consolidou como a principal fronteira de expansão agrícola do país.
O aporte inclui R$ 43,9 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), além de R$ 10 milhões do Governo do Maranhão e R$ 5 milhões da bancada federal do estado.
A nova sede será instalada no campus Maracanã do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), em São Luís, e integra o processo de reorganização da Embrapa no estado, que também prevê a contratação de 50 novos empregados aprovados em concurso público.
O projeto está inserido em uma estratégia mais ampla de fortalecimento da pesquisa aplicada ao Cerrado e à Amazônia Legal, com foco especial no Matopiba — que abrange áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
A região representa hoje cerca de 33% do território maranhense e se consolidou como uma das áreas mais dinâmicas da expansão agrícola brasileira, com forte avanço de soja, milho e algodão nas últimas duas décadas.
Embora o Brasil já seja o maior produtor mundial de soja, com produção próxima de 180 milhões de toneladas por safra, o crescimento recente da oferta tem sido puxado justamente por novas áreas do Cerrado, com destaque para o Matopiba.
No Maranhão, esse processo convive com forte dualidade: de um lado, o avanço da agricultura moderna e mecanizada; de outro, indicadores sociais ainda baixos, com o estado entre os menores Índices de Desenvolvimento Humano do país e elevada concentração de pobreza rural.
A nova estrutura da Embrapa será equipada com laboratórios de alta complexidade, incluindo centrais analíticas, unidades de bioinsumos, agroindústria piloto e um laboratório voltado à redução de emissões de metano na pecuária — o primeiro do tipo na Amazônia e no Nordeste.
O Matopiba — formado por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — é hoje uma das áreas de maior expansão agrícola do Brasil e já reúne uma produção estimada em cerca de 32 a 35 milhões de toneladas de grãos por safra, segundo levantamentos setoriais recentes, com forte concentração em soja, milho e algodão.
Na soja, principal cultura da região, a participação do Matopiba já gira em torno de 10% a 14% da produção brasileira, dependendo da safra e da metodologia de cálculo, com crescimento acelerado sobre áreas de Cerrado antes consideradas de baixa aptidão agrícola.
O Brasil, maior produtor global de soja, colheu cerca de 180 milhões de toneladas na safra mais recente, segundo dados consolidados da Conab. Nesse contexto, o avanço do Matopiba tem sido um dos principais vetores de aumento de oferta, especialmente nas últimas duas décadas.
Além da soja, a região tem ganhado relevância na produção de milho segunda safra e algodão, com destaque para áreas do oeste da Bahia e sul do Maranhão, onde a agricultura altamente mecanizada se consolidou com uso intensivo de tecnologia, correção de solo e integração de sistemas produtivos.
Apesar do avanço, o Matopiba ainda concentra gargalos estruturais importantes. Logística de escoamento, dependência de corredores como Norte-Sul e Arco Norte, e limitações de armazenagem seguem como pontos críticos que impactam o custo final da produção e a competitividade em relação a regiões tradicionais como Centro-Oeste e Sul.
É nesse cenário que a ampliação da presença da Embrapa ganha peso estratégico. A instituição é responsável por desenvolver tecnologias adaptadas ao Cerrado, como cultivares mais tolerantes a solos ácidos, sistemas de plantio direto e manejo de baixa emissão de carbono, fundamentais para sustentar a expansão agrícola na região.
A nova estrutura no Maranhão deve reforçar esse eixo de pesquisa aplicada, aproximando o desenvolvimento tecnológico das áreas de expansão produtiva, onde o crescimento da agricultura ocorre em ritmo mais acelerado do país.
Na prática, o Matopiba já se consolidou como uma das últimas grandes fronteiras agrícolas ainda em expansão no território nacional, com papel direto na ampliação da oferta de grãos e na sustentação do crescimento das exportações do agronegócio brasileiro.
Fonte: Pensar Agro
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