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Cáceres e Região

Sem receber salários funcionários do Hospital São Luiz protestam e conclamam apoio da população e autoridades

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Sinézio Alcântara – Expressão Notícias

      O drama vivido por funcionários do Hospital São Luiz, em Cáceres, parece não ter fim. Passando necessidades, alguns sem ter até mesmo o que alimentar em casa, pedem socorro à população e, principalmente, as autoridades, para que intercedam junto a empresa Pró-Saúde, para resolver a situação.

        Para protestar, de forma silenciosa, e ao mesmo tempo evitar punição, os funcionários anexaram na parede onde se localiza a máquina de ponto, vários cartazes em que expõem a situação e cobram o pagamento dos salários e o vale alimentação que, segundo eles, já vai para 4 meses.

        Em uma nota encaminhada ao site Expressão Notícias, os funcionários afirmam que “estamos passando necessidade; tem família pedindo ajuda a parentes. Queremos apenas colocar o pão de cada dia em nossa mesa. Onde estão as autoridades. Nessa hora somem todos”.

        Na nota, eles afirmam que estão com salários atrasados desde o mês de junho; o vale alimentação, não recebem a quase quatro meses e receberam apenas a metade do 13º salário do ano passado.  Também, em nota a direção hospitalar diz que aguarda recursos previstos para serem disponibilizados na próximas semanas e que serão direcionadas ao pagamento dos salários  (Abaixo a íntegra da nota).

       “A nossa situação chega a ser humilhante, mas temos que recorrer à imprensa, para a população saber o que estamos passando” afirma uma funcionária. Dizem que optaram por anexar cartazes na parede da máquina de ponto para não aparecer quem está protestando para evitar retaliação.

         “Trabalhamos como escravos. Além de passar por privações, não podemos reclamar. Se fizer, eles mandam embora, não pagam os direitos trabalhistas e mandam procurar a justiça. Aí eles enrolam ainda mais. Tem funcionários que foi mandado embora há mais de 6 meses e até hoje não receberam os direitos”.

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           A crise vivenciada pelo Hospital São Luiz se arrasta há mais de um ano. Além do atraso do pagamento dos salários dos funcionários, há vários outros tipos de reclamação de médicos e pacientes. Os médicos denunciam que faltam insumos para trabalhar. Por isso, já registraram várias ocorrências policiais.

          “Não temos vários tipos de insumos para trabalhar” reclamou um dos médicos que registrou ocorrência policial. “A comida que trouxeram é de péssima qualidade” denunciou uma paciente.

           Os funcionários protestantes dizem que não tem mais a quem recorrer. “Infelizmente não temos a quem recorrer. Já foram registradas várias ocorrências policiais; A Secretaria de Estado de Saúde, tem conhecimento desse caos: os nossos políticos nessa hora não aparecem. E, o Ministério Público parece que não existe, em Cáceres.

        Teoricamente, a falta de recursos, não seria a razão pelo atraso no pagamento dos salários; da aquisição de insumos e da má qualidade da alimentação servida aos pacientes.

        No início do ano, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) readitivou pela 19ª vez, o contrato com o hospital, com acréscimos de 24,65%. Passando de R$ 24.564.527,72 para R$ 30.691.681,20. O que significa um reajuste de mais de R$ 6 milhões anuais. Ou ainda mais R$ 504.596,26 mensal.

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          Esperava-se que com aumento de mais de R$ 500 mil mensal, haveria uma melhora no atendimento da unidade. O que, infelizmente, não aconteceu. Pelo contrário: as denúncias e reclamações, chegam diariamente.

         Nos últimos meses foram realizadas algumas sindicâncias e auditorias no hospital. Porém, o resultado das ações nunca se tornou pública. Devido as inúmeras irregularidades constatada, há dois anos, o promotor público Rinaldo Segundo solicitou a intervenção do Estado, na unidade, o que não ocorreu.

 

NOTA

A direção do Hospital São Luiz (HSL) informa que mantém diálogo constante com todas as lideranças da unidade, compartilhando esclarecimentos sobre os temas apresentados, bem como os impactos socioeconômicos ocasionados pela pandemia da Covid-19 em todo o País.

Cabe esclarecer que o HSL aguarda recursos previstos para serem disponibilizados nas próximas semanas, e que serão direcionados imediatamente ao pagamento de salários. Não procede a informação de que a unidade recebe recursos mensalmente no dia 10.

Vale lembrar que, conforme divulgado anteriormente, o HSL quitou o pagamento de salários referente ao mês de maio, além de parte de benefícios e férias aos colaboradores. A direção do Hospital São Luiz está à disposição dos profissionais na prestação de todos os esclarecimentos necessários.

O HSL, assim como a maioria dos hospitais filantrópicos do Brasil, enfrenta dificuldades em decorrência da pandemia, que impactou na gestão de recursos. No entanto, o hospital vem atuando continuamente para a estabilização econômica e na continuidade de um atendimento seguro e com qualidade na região de Cáceres.

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Após 19 meses de pandemia no Brasil, curados ainda sofrem com danos neurológicos

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Assessoria

O novo coronavírus (Sars-Cov-2), causa da síndrome respiratória aguda grave que há mais de um ano e meio afeta países por todo o mundo, apresentou ao longo desse período uma grande evolução em seu quadro de sintomas e efeitos sobre o organismo. Muito além de comprometer apenas a capacidade pulmonar, sabe-se que o vírus também provoca acometimentos renais, cardíacos, hepáticos e, sobretudo, neurológicos.

Casos conhecidos agora como “covid longa”, “covid-19 pós-aguda” ou “síndrome pós-covid”, têm provado que a doença pós-viral é mais prevalente do que se imaginava inicialmente. Além dos sintomas neurológicos presentes na fase inicial da doença, pacientes que não apresentaram complicações primárias ou comorbidades durante a infecção passaram a experimentar, meses depois, sequelas neurológicas críticas.

Um trabalho realizado pela Unicamp e Universidade de São Paulo (USP), junto ao Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), descobriu alterações tardias na estrutura do córtex cerebral, mesmo em pessoas com sintomas leves de covid-19. Tal região está ligada a funções fundamentais, como consciência, memória, linguagem, cognição e atenção.

A pesquisa também mostrou que o vírus é capaz de infectar e se replicar nos astrócitos – células de suporte e as mais numerosas do sistema nervoso central – prejudicando o funcionamento dos neurônios.

Outros dados preliminares de um recente estudo conduzido na Unicamp sugerem que, mesmo nos casos brandos, a Covid-19 pode alterar o padrão de conectividade funcional do cérebro, provocando uma espécie de “curto-circuito”.

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No cérebro normal, enquanto determinadas áreas estão sincronizadas durante uma atividade, outras permanecem em repouso. Nos indivíduos que tiveram covid-19, notou-se uma perda severa da especificidade das redes cerebrais. Para compensar a falha no sinal, o cérebro ativa todas as redes simultaneamente, gastando mais energia e trabalhando de forma menos eficiente, o que pode indicar uma tentativa do cérebro de restabelecer a comunicação nas áreas afetadas.

Entenda o impacto da covid-19 no cérebro

Estimativas sinalizam que cerca de 50% dos pacientes diagnosticados com Sars-CoV-2 apresentaram problemas neurológicos, como encefalite (inflamação no cérebro), anosmia (perda de olfato), acroparestesia (sensação de formigamento), aneurisma, acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico (AVE), síndrome de Guillain-Barré e outras diversas doenças.

“Nesse espectro de síndromes tardias associadas à Covid-19, os mais comuns atualmente incluem fadiga, névoa cerebral, dores musculares e nas articulações, distúrbios do sono, enxaquecas, dor no peito, erupções cutâneas, nova sensibilidade a cheiros e sabores, além da disautonomia, uma condição normalmente rara que causa um aumento rápido e desconfortável dos batimentos cardíacos quando a pessoa tenta realizar qualquer atividade”, explica o Dr. Feres Chaddad, Professor de Neurocirurgia da UNIFESP, especialista em danos neurológicos e Malformação Artério-Venosa.

A prevalência dos sintomas neurológicos é explicada pela forma como o vírus pode adentrar o cérebro. O Artigo “Lifting the mask on neurological manifestations of COVID-19”, publicado na revista Nature, avaliou que o novo coronavírus pode entrar no Sistema  Nervoso Central (SNC) por duas vias distintas: disseminação hematogênica e disseminação neuronal retrógrada. Na disseminação hematogênica, o vírus se espalha por todo o corpo através da corrente sanguínea e, em seguida, entra no cérebro cruzando a barreira hematoencefálica, enquanto a disseminação viral retrógrada ocorre quando um vírus infecta neurônios na periferia e usa a maquinaria de transporte dentro dessas células para obter acesso ao SNC.

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Necessidade e urgência do acompanhamento neurológico prolongado

“A implementação de centros de triagem neurológica é urgente. O acompanhamento longitudinal pós-infecção precisa ser indicado o quanto antes para pacientes recuperados e devem incluir avaliação neurológica, de imagem, laboratorial e neuropsicológica cuidadosa para examinar vários domínios cognitivos. Determinar em que medida a interação entre a infecção central e sistêmica leva a danos no SNC e alterações neurológicas, de maneira precoce, pode reduzir a incidência de danos graves e diminuir riscos futuros”, reforça o Dr. Chaddad.

O maior desafio nesse cenário é o monitoramento dos danos colaterais para o grupo de assintomáticos e não diagnosticados. A desatenção a sintomas neurológicos leves e intermediários, especialmente desses grupos ou com sintomas leves que não acessam o sistema de saúde, esconde a verdadeira taxa de danos presentes nos pacientes pós-covid.

Para endereçar o desafio, os sistemas médicos precisam incluir em seus protocolos de acolhimento a anamnese correlacionando uma possível ligação entre danos neurológicos e a covid-19, além de desenvolver estruturas de acompanhamento longitudinal para pacientes ambulatoriais de rotina. O investimento em políticas públicas também deve ser avaliado com maior atenção, visto que o contexto pode implicar impactos para todos os setores.

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Governador recebe deputado Túlio Fontes

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Assessoria

Esta semana o governador Mauro Mendes (DEM), recebeu em seu gabinete o deputado da região sudoeste, Túlio Fontes (PV). A pauta foi uma série de demandas para Cáceres e região.

‘Expliquei e reivindiquei importantes ações e projetos pra Cáceres. No período em que eu estiver na Assembleia Legislativa, manterei o ritmo de trabalho intenso por Cáceres, região e Mato Grosso.

Nesta semana, Túlio Fontes (PV), provou o seu prestigio. Já na segunda sessão como titular, foi convidado a ocupar a segunda secretaria e fazer a leitura da sessão anterior.

Em seguida, com saída do deputado Eduardo Botelho (DEM), do plenário, ele foi convidado a assumir a primeira secretaria.

Como o presidente Max Russi PSB), teve se ausentar da sessão, regimentalmente Túlio acabou assumindo a presidência da sessão que aprovou matérias importantes, inclusive indicações do próprio Túlio.

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