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Cáceres e Região

Projeto de Coleta e Tratamento de Esgoto Sanitário de Cáceres orçado em mais de 130 milhões é prorrogado para setembro de 2022

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Sinézio Alcântara – Expressão Notícias

     Mesmo com a maior parte dos recursos financeiros já assegurados, um dos mais importantes investimentos de infraestrutura de todos os tempos na região oeste do Estado: o Projeto para Coleta e Tratamento de Esgoto Sanitário de Cáceres, corre o risco de “ir por água abaixo”.

     Orçada em mais de R$ 136 milhões, dos quais R$ 129, 7 já assegurados através de financiamento aprovado, pelo governo federal, por meio da Caixa Econômica Federal (CEF), bem como pela Câmara de Vereadores, o início da obra estava previsto para o mês de setembro desde ano.

     Porém, preocupada com algumas adequações e reajustes financeiros para execução do gigantesco empreendimento estrutural, a prefeita Eliene Liberato Dias, conseguiu prorrogar para setembro de 2022, o primeiro desembolso do financiamento, junto a CEF.

     A revelação foi feira na manhã desta sexta-feira (17/09), durante audiência pública realizada na Câmara Municipal, pela diretora da autarquia Águas do Pantanal, Maria Aparecida Nepomuceno. Ela disse que estudos apontam que, os recursos financiados não serão suficientes para bancar a obra.

   “O projeto é de 2017. Não há como executar a obra com os recursos aprovados na época que são de R$ 129,7 milhões. Serão feitas muitas adequações; falta aprovação do Iphan, titulação da área e vários licenciamentos ambientais. Estudos apontam para uma atualização de pelo menos 40% do valor” justificou.

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    Assessor Especial da prefeitura, o advogado Helbert Dias, disse que a administração está empenha em executar o projeto.

    “O município não refuta o compromisso de executar o projeto. É um grande desafio. Mas, vamos fazer de forma responsável. De forma que não comprometa as finanças do município, e tampouco lese a população. Sabemos que o valor financiado está defasado” explicou.

     A audiência foi proposta pela bancário Renan Amedi. Na abertura dos debates ele destacou a preocupação da população com a não execução da obra, levando em conta que já existem recursos disponíveis, através de financiamentos, e o projeto já fora aprovado pela Câmara de Vereadores.

O que é o projeto?  

     Orçado em mais de R$ 136,7 milhões, o gigantesco investimento de infraestrutura, irá contemplar todos os bairros da cidade. O projeto com mais de 370 quilômetros de rede coletora, 29 Estações Elevatórias e a Estação de Tratamento de Esgoto seria construído na área do Distrito Industrial.

    O investimento é financiado pela CEF com recursos do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS) a juro de 6% ao ano, mais 2.5% de custo financeiro da caixa.

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    O prazo para pagamento do empréstimo será de 24 anos. Sendo quatro de carência para o início do pagamento e mais 20 anos para quitação total do empréstimo.

     A prefeitura investiria aproximadamente R$ 7 milhões em contrapartida. A previsão de conclusão das obras é de cinco anos, período em que iniciará a cobrança da taxa do esgoto. O projeto prevê a instituição de tarifa social, onde os consumidores de baixa renda terão benefício de desconto de 30% do valor, tanto na tarifa de água como de esgoto.

     A lei federal nº 11.445 obriga os municípios a universalizar – realizar 100% do saneamento- no máximo até o ano de 2030. Se o trabalho não for realizado através de financiamento, o município terá que privatizar da execução do projeto.

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Agentes de saúde que ajudaram na vacinação do covid em Cáceres lutam para receber salários

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Sinézio Alcântara – Expressão Notícias

     Um grupo de profissionais de saúde – quatro enfermeiras e três técnicos – que ajudaram no trabalho de vacinação de covid, entre os meses de agosto e setembro, em Cáceres, estão na luta para receber os salários. Nos últimos dias, eles recorreram há alguns vereadores, entre eles, Luiz Landim e Marcos Ribeiro, pedindo ajuda no sentido de solucionar o problema.

    Ao site Expressão Notícias, um deles relatou que foram contratados, no início do mês de agosto, por uma empresa terceirizada denominada “Bem Estar”, autorizada pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde do Oeste de Mato Grosso (CISOMT). Porém, segundo eles, no encerramento dos trabalhos, não conseguiram receber porque que não havia previsão legal para essa finalidade.

     “É uma situação muito difícil. No momento em que precisaram dos nossos serviços estivemos prontos. Trabalhamos, arriscamos as nossas vidas, fizemos tudo que pudemos. Na época, haviam poucos especialistas para preparar as vacinas da Fizer, nos dedicamos a isso. Agora, na hora de receber é uma dificuldade” reclamou um dos profissionais.

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     Procurado pela reportagem, o secretário executivo do consórcio Danilo dos Santos Bastos admitiu o atraso no pagamento aos profissionais.

     Explicou que “o atraso no pagamento dos salários se deu por uma questão administrativa, envolvendo o consórcio e a secretaria de Saúde. Mas, nos reunimos na tarde de ontem (segunda-feira) e já está tudo acertado. No máximo 10 dias, eles estarão recebendo” garantiu explicando que “a secretaria irá repassar os recursos para o consórcio que passará para os agentes”.

     A secretária Municipal de Saúde, Elis Fernanda de Melo Silva, foi procurada várias pela reportagem, mas não retornou as ligações. Em defesa dos profissionais, o vereador Marcos Ribeiro, disse que irá pedir esclarecimentos oficiais da secretaria, levando em conta de que há um processo seletivo, em vigor, mas a pasta prioriza contratações temporárias de funcionários.

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Exonerado da 4ª Ciretran Thomas Canellas assume na Câmara de Cáceres

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Sinézio Alcântara – Expressão Notícias

     A posse do suplente de vereador Thomas Canellas, em substituição ao vereador Leandro dos Santos, ambos Democratas, na noite de segunda-feira (25/10) na Câmara de Cáceres, foi recebida com ceticismo.

    Assim que a direção do Legislativo divulgou a posse, várias pessoas se manifestaram, nas redes sociais, de forma pejorativa, tendo em vista que ele foi, recentemente, exonerado da chefia da 4ª Ciretran por não comparecer ao trabalho.

    “Vai ser vereador do mesmo jeito que era chefe da 4ª Ciretran, sem ir trabalhar e ficar fazendo medicina” disse um dos manifestantes. “Infelizmente, isso é o retrato do país. As pessoas não trabalham e assume cargos” completou outro.

    Ao site Expressão Notícias, Thomas Canellas admitiu que foi exonerado da estatal. Porém, segundo ele, a exoneração foi a pedido.

    Explicou que, na Câmara terá melhores condições de desempenhar a função porque, o horário de funcionamento do parlamento é compatível com o das aulas do curso de Medicina, na Unemat.

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    “O horário de funcionamento da Câmara é compatível. Terei condições de trabalhar e estudar. Não haverá problema” disse se referindo as constantes faltas no trabalho quando exercia a função de diretor da 4ª Ciretran.

    Advogado, Canellas candidatou-se a vereador nas últimas eleições, obtendo 431 votos, ficando na primeira suplência do DEM.

     O vereador Leandro dos Santos cedeu a vaga ao licenciar-se por um período de dois meses – de 18 de outubro a 18 de dezembro – para tratar de assuntos particulares. Sem ônus para a Câmara.

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