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Cáceres e Região

Mulheres deixam visão de “sexo frágil” para trás e investem na carreira

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Assessoria

Não se trata de uma disputa sem fim, mas de uma busca constante por igualdade, principalmente no mercado de trabalho. Ter sucesso profissional e uma carreira consolidada é a meta de muitas mulheres, que são tão capazes quanto os homens e disputam as melhores oportunidades. Suas ‘armas’ são os estudos, muita dedicação, comprometimento e coragem para vencer os obstáculos e, aos poucos, tentam reverter a desigualdade existente no Brasil.

E não há data melhor para provocar essa reflexão do que neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher. A teoria de sexo frágil ficou para trás faz tempo. Ontem, hoje e amanhã, a história da maioria das mulheres será marcada por desafios diários, que envolvem renúncias e escolhas difíceis, mas que valem muito a pena quando o objetivo é alcançado.

É o caso de Samantha Cardoso Leite. Hoje engenheira eletricista, o primeiro desafio superado para construir a carreira foi convencer os pais de que precisava sair de casa para estudar. De Tangará da Serra (a 241 km de Cuiabá), seu desejo era cursar Engenharia de Energia, mas não havia este curso na região. Prestou vestibular para Engenharia Elétrica na Universidade de Cuiabá (Unic) e passou em 1° lugar. Essa conquista sensibilizou os pais, que a autorizaram mudar para a Capital.

Ainda durante o curso começou a estagiar na Energisa, quando se apaixonou pela empresa. Logo depois de se formar voltou para a empresa, mas desta vez como engenheira de Operação. Desde então, Concluiu MBA em Liderança e Gestão Empresarial e atualmente faz duas pós-graduações, uma em Proteção de Sistemas Elétricos e outra em Administração do Setor Elétrico. Tanto esforço já a fez subir um degrau na hierarquia da empresa e há exato um ano assumiu o posto de Supervisora de Operação em Cuiabá, no setor que é o coração da empresa, o Centro de Operação Integrado (COI), de onde saem todos os direcionamentos para atendimentos de clientes e onde o sistema elétrico do Estado é monitorado 24 horas por dia.

Sob o seu comando no COI, Samantha tem 130 colaboradores, entre operadores e assistentes, que conduzem cerca de 300 equipes de campo. Samantha conta que vai continuar estudando, pois pretende crescer mais na empresa.

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Quem também aproveitou as oportunidades foi Jhordana Vilela Bezerra Capanema Rodrigues, 29 anos, atualmente coordenadora de Qualidade de Energisa, no Departamento de Operação, na Capital. Ingressou na empresa como trainee, em 2015, assim que concluiu a faculdade de Engenharia Elétrica. “Fiquei como trainee por 10 meses. É um processo que nos oferece muitas oportunidades de desenvolvimento e liderança. Durante esse período desenvolvi projetos para organizar a logística territorial da Energisa aqui em Mato Grosso. Meu desempenho foi fundamental para a minha contratação”. Seu empenho continuou e poucos meses depois foi promovida a supervisora de Operação, onde cuidou da gestão estratégica do departamento. Também foi supervisora do centro de Operação, e do Núcleo de Eficiência Operacional, até chegar à coordenação de Qualidade de Energia, cargo que ocupa há dois anos.

Jhordana fez MBA em Finanças, Controladoria e Auditoria pela FGV. “A Energisa, onde trabalho, mantém um Centro Educativo com vários cursos na modalidade de Educação à Distância (EAD), além dos treinamentos da Academia de Líderes. Tudo isso ajuda no nosso desenvolvimento profissional e podemos aproveitar as oportunidades que surgem na empresa e construir uma carreira”.

Outro exemplo de ascensão na carreira é Claudia Bilha de Almeida, 24 anos, supervisora de Manutenção e Transmissão da Energisa em Rondonópolis. Formada em Engenharia Elétrica, é apaixonada pela profissão e sua dedicação lhe rendeu uma posição de liderança em janeiro. É a 1ª mulher a trabalhar em um cargo de liderança na área de alta tensão, o que confirma a política da empresa como uma marca empregadora que valoriza a diversidade.

“Em casa, eu e os meus irmãos sempre fomos incentivados a correr atrás da independência. Infelizmente há uma questão cultural e ainda quem acredite que a mulher é menos qualificada para determinadas funções. Algumas situações podem mexer com a minha segurança, mas me posiciono sempre que necessário deixando claro minha qualificação e capacidade”, afirma.

Valorização e retenção de talentos

Enquanto pesquisas mostram que a diferença entre homens e mulheres no mercado de trabalho persiste, principalmente no quesito salário e ocupação de cargos de liderança, algumas empresas trabalham no sentido contrário. Na Energisa, por exemplo, as contratações ou promoções de colaboradores são realizadas tendo como critérios as competências dos candidatos.

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É prática comum das grandes corporações a formação de pessoas para que elas construam carreira na empresa. Para isso, mantêm programas de qualificação e realizam processos seletivos internos para ocupação das vagas que surgem. A BP de Gestão de Pessoas, Alina Braz afirma que isso é importante tanto para a empresa quanto para o colaborador, que se torna cada vez mais qualificado e tem a chance de ascender na empresa, que por outro lado mantém um bom profissional por mais tempo. “No Grupo Energisa, por exemplo, tratamos essa questão com muito rigor, através de nossas políticas de gestão de pessoas e código de ética. Na admissão dos profissionais, a empresa realiza a Integração Institucional, divulga diretrizes, destaca missão, visão, os valores e o código de ética”, afirma.

Ainda sobre o incentivo à formação dos profissionais, a Energisa mantém uma política de incentivos à qualificação, capacitação e retenção de talentos, aposta no desenvolvimento de carreira interna com exemplos de ex-estagiários e ex-trainees que hoje ocupam cargos de gestão, conta Alina. Além disso, oferece planos anuais de desenvolvimento individual de carreira, com oferta de capacitações gratuitas, com ensino à distância.

A história de Magali Aparecida Viana, de 41 anos é mais uma prova. Formada em Administração de empresas, é colaboradora da Energisa há 23 anos (veio da extinta Centrais Elétricas Mato-grossenses/Cemat, tendo iniciado na empresa aos 14 anos, como menor aprendiz). Nos últimos 20 anos atua no Departamento de Atendimento ao Cliente, e atualmente é supervisora de atendimento na agência regional de Cáceres.

Lidera uma equipe de sete pessoas e para assumir o cargo se preparou. Fez vários cursos, entre eles auditoria da qualidade e formação de líderes. No dia a dia, entre as atribuições de Magali estão diferentes visitas como às agências, a parceiros, e a pontos de atendimento. Também faz o acompanhamento de indicadores, aplicação de feedback. “Adoro o que faço. Prezo muito pela qualidade do serviço, já que nós do atendimento somos o cartão de visitas da empresa e a ponte direta com os clientes. Precisamos entender seus problemas, necessidades e ajudar a encontrar soluções”.

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EM 7 MESES Operação Amazônia aplica quase R$ 1 bilhão em multas

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Assessoria

O Estado de Mato Grosso aplicou R$ 979 milhões em multas e embargou 240 mil hectares por crimes contra a flora nos primeiros sete meses de 2021, durante a Operação Amazônia, que integra órgãos estaduais e federais, sob a coordenação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT).

A operação Amazônia tem como instrumentos o reforço das forças de Segurança, monitoramento em tempo real por satélite de todo o território de Mato Grosso, fiscalização contínua no local onde é identificado o crime ambiental, embargo de áreas, apreensão e remoção de maquinários flagrados em uso para o crime e a responsabilização de infratores.

Do total de autuações, R$881 milhões foram aplicadas pela Sema, por meio da Gerência de Planejamento de Fiscalização e Combate ao Desmatamento, Coordenadoria de Fiscalização de Flora e pelas Regionais. O Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA) aplicou R$ 61,6 milhões em multas e o Batalhão de Emergências Ambientais do Corpo de Bombeiros (BEA) R$36,7 milhões.

O combate ao desmatamento ilegal faz parte da política pública do Governo do Estado de Mato Grosso de tolerância zero para transgressões às leis ambientais. O Estado investe este ano R$ 73 milhões em ações de prevenção e combate aos incêndios florestais e desmatamento ilegal, o maior investimento na área ambiental já feito. As frentes para aplicação do recurso são gestão, monitoramento, responsabilização, fiscalização, prevenção e combate, proteção de fauna e comunicação.

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A Sema utiliza, além da fiscalização em campo, a Plataforma de Monitoramento da Cobertura Vegetal, que utiliza Imagens de Satélite Planet no combate ao desmatamento ilegal. A ferramenta, contratada pelo REM, age de forma preventiva, minimiza os danos, aumenta a celeridade na resposta, facilita a responsabilização e permite o embargo da área de forma imediata por meio do monitoramento diário e alertas semanais de desmatamento. Foram atendidos este ano 7683 alertas.

Fiscalização

Os municípios com mais alertas de irregularidades ambientais atendidos pelas equipes de fiscalização da Sema, a partir das Imagens de Satélite Planet, são Juara, Juína, Aripuanã, Peixoto de Azevedo, Apiacás, Juruena, Terra Nova do Norte, Paranaíta, Itanhangá e Colniza.

Já os municípios com maiores índices de multa são Colniza, Marcelândia, Nova Maringá, Itanhangá, Poconé, Aripuanã, Peixoto de Azevedo, Apiacás, União do Sul e Cláudia.  As maiores incidências em infrações são desmatamento, exploração florestal, fiscalização em área embargada e queimadas.

Foram apreendidos até o momento, em 2021, 63 tratores pneu, 121 tratores esteira, 113 ferramentas ou acessórios, 75 motossera, 57 veículos, 800 gado, 29 armas de fogo e 39 pessoas foram conduzidas à delegacia. Os maquinários de porte médio e pesado e outros acessórios rurais flagrados na prática de crimes ambientais são removidos do local, efetivando a responsabilização, já que a apreensão de bens promove a descapitalização do infrator.

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    Combate aos incêndios florestais

Dos R$ 73 milhões investidos pelo estado em ações de prevenção e combate aos incêndios florestais e desmatamento ilegal, R$ 43 milhões são exclusivamente contra os incêndios. O governo estadual adquiriu um helicóptero exclusivo para o combate aos crimes ambientais e investiu em caminhões pipas e drones. Também foram feitos aceiros em pontos estratégicos e a sinalização de estradas com placas de orientação contra as queimadas.

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PARADOS HÁ 18 MESES – Favorável ao retorno das aulas, MP atuará para garantir a reabertura de escolas

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O Ministério Público de Mato Grosso acompanha a programação de retornos às aulas na rede pública e atuará junto aos gestores municipais para assegurar a reabertura gradual das escolas a partir desta segunda-feira (2). Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Júnior, da 8ª Promotoria de Justiça Cível de Tutela Coletiva da Educação, o MP atuará seguindo os parâmetros da legislação que reconheceu a educação como atividade essencial no Estado.

As aulas presenciais estão suspensas em Mato Grosso há quase 18 meses, em razão da pandemia da covid-19. Nos últimos meses, órgãos nacionais e internacionais (OMS, Unicef, Sociedade Brasileira de Pediatria, Consed, Fiocruz, Atricon, MEC, CNE entre outros) estão orientando ao Brasil, aos Estados e Municípios a reabertura das escolas públicas, tamanho o prejuízo aos alunos vulneráveis e de baixa renda, sem acesso à alimentação saudável e em processo de alfabetização.

“Temos a Lei Estadual nº 11.367, de 10 de maio de 2021, que reconhece as atividades educacionais presenciais, de educação básica, nos municípios e no Estado como essenciais para Mato Grosso e determina medidas de biossegurança para garantir a abertura das escolas. Além disso, temos decisão do Tribunal de Justiça do Estado que julgou inconstitucional o parágrafo 4º da mesma lei, que condicionava o retorno das aulas presenciais na Rede Estadual de Ensino à comprovação da imunização de todos os profissionais que atuam nas unidades escolares do estado”, argumentou o promotor de Justiça.

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Além disso, o Decreto Estadual no 874/2021, que dispôs sobre as medidas restritivas para prevenir a disseminação da Covid-19, determina no artigo 5º, IV, c, que somente os Municípios com classificação de Nível de Risco “muito alto” deverão adotar diversas medidas não-farmacológicas, dentre elas, a suspensão de aulas presenciais em creches, escolas e universidades, enquanto permanecerem nessa classificação.

Miguel Slhessarenko lembra ainda que a Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de Mato Grosso e as Procuradorias de Justiça Especializadas da Cidadania e do Consumidor e em Defesa da Criança e Adolescente emitiram recomendação conjunta aos promotores de Justiça que atuam nessas áreas para que fomentem e organizem o processo de reabertura das escolas públicas em seus municípios, no formato presencial/híbrido e com segurança, a partir de agosto.

Pesquisa

Esta semana, a 8ª Promotoria de Justiça Cível de Tutela Coletiva da Educação recebeu relatório da pesquisa sobre o retorno das aulas realizada de 7 a 26 de julho, pela União dos Dirigentes Municipais de Educação de Mato Grosso (Undime-MT). Cento e treze municípios participaram do levantamento, dos quais 25 informaram que já estão com as atividades educacionais nas unidades escolares no formato híbrido de forma gradual, três estão com as atividades 100% presenciais e 85 continuam no formato totalmente remoto.

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A pesquisa apontou que dentre esses  85, três municípios retornarão 100% presencial e 41 de forma híbrida até dia 3 de agosto. Os demais, informaram diferentes datas para a retomada das aulas, de agosto até outubro. Dos municípios que ainda não retornaram, a maioria está providenciando as medidas de segurança para o retorno seguro, exceto o São Félix do Araguaia.

 

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