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MP manda Cáceres parar de cobrar material coletivo de alunos

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Recomendação aponta falta de insumos básicos na rede municipal e cita informação de que professores estariam comprando materiais com dinheiro próprio.

Por: Rojane Marta/Fatos de MT

O Ministério Público de Mato Grosso deu prazo de 20 dias para a Prefeitura de Cáceres e a Secretaria Municipal de Educação suspenderem, em toda a rede municipal, a exigência, solicitação ou indução para que pais e responsáveis forneçam materiais escolares de uso coletivo, itens de higiene, limpeza e insumos administrativos ou pedagógicos usados no funcionamento das unidades. A recomendação foi expedida pela 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres, após procedimento que apontou a cobrança de materiais na Creche Municipal Irene Coelho Cruz e possível repetição da prática em outras escolas do município.

A recomendação também mira a política de uniformes escolares. O MP recebeu informação de que o Município estaria condicionando, direta ou indiretamente, a compra de uniformes às famílias. Por isso, determinou que a gestão deixe de condicionar matrícula, frequência ou participação dos alunos à aquisição das peças, além de proibir qualquer forma de pressão ou recomendação coercitiva aos pais.

O documento foi assinado nesta sexta-feira (1º) pelo promotor de Justiça Saulo Pires de Andrade Martins, no Simp nº 004403-001/2026. Segundo o Ministério Público, a cobrança de materiais coletivos decorre da falta de suporte da Prefeitura no envio de insumos básicos e materiais pedagógicos necessários às atividades escolares.

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O Conselho Municipal de Educação de Cáceres informou, conforme a recomendação, que professores já chegaram a custear materiais com recursos próprios. Para o MP, a omissão do poder público transfere às famílias e aos servidores uma obrigação que é do Município, responsável por garantir as condições mínimas de funcionamento da educação básica.

A recomendação cita a Constituição Federal, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei nº 12.886/2013, que veda a exigência de materiais de uso coletivo dos alunos. O Ministério Público sustenta que os custos essenciais do serviço público educacional não podem ser repassados aos particulares.

Além de cessar a cobrança, o Município terá que garantir o fornecimento regular de materiais pedagógicos, itens de uso coletivo e produtos de higiene e limpeza a todas as unidades da rede municipal. A Secretaria de Educação também deverá revisar todas as listas escolares, limitando os pedidos exclusivamente a materiais de uso individual do aluno.

No caso dos uniformes, a Prefeitura deverá definir formalmente uma política pública. O MP apontou duas possibilidades: fornecimento gratuito ou uso facultativo, sem qualquer prejuízo ao estudante que não utilizar uniforme.

A Promotoria também determinou que o Município edite ato normativo, como portaria, circular ou instrução, proibindo expressamente a exigência de materiais coletivos, a imposição de compra de uniformes e o uso de bens, serviços ou ações educacionais para promoção pessoal, política ou eleitoral.

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O alerta eleitoral aparece em um trecho específico da recomendação. O MP mandou a Prefeitura assegurar que programas, ações e benefícios na área educacional sejam executados de forma impessoal, sem finalidade de promoção política. Também determinou que a gestão se abstenha de usar a distribuição de materiais escolares, uniformes ou qualquer bem público para promoção de agentes públicos ou terceiros.

Ao final do prazo de 20 dias, a Prefeitura e a Secretaria Municipal de Educação deverão encaminhar à Promotoria um relatório circunstanciado, com documentos que comprovem o cumprimento de cada medida recomendada.

O Ministério Público advertiu que o descumprimento total ou parcial da recomendação poderá levar à adoção de medidas extrajudiciais e judiciais, incluindo ação civil pública, pedido de tutela de urgência, responsabilização por eventual dano individual ou coletivo e outras providências nas esferas cível, administrativa e, se for o caso, penal.

A recomendação tem caráter preventivo e orientador, segundo o promotor, com o objetivo de evitar danos à educação pública local. Uma cópia também deverá ser encaminhada ao Conselho Municipal de Educação, para que o órgão acompanhe a implementação das medidas.

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Violência doméstica – Polícia Civil prende enteado por injúria e ameaça contra madrasta em Porto Esperidião

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 Karina Cabral | Polícia Civil – MT

A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta segunda-feira (4.5), um homem, de 21 anos, pelos crimes de injúria e ameaça contra sua madrasta, de 46 anos, em Porto Esperidião. Os fatos ocorreram por volta das 11 horas desta segunda-feira, na Avenida Januário Santana do Carmo, no Centro de Porto Esperidião.

Após uma discussão, o suspeito passou a ofender a vítima com palavras de baixo calão atentatórias à sua honra.

A situação escalou quando o conduzido empunhou uma bengala de motocicleta (peça de ferro de formato cilíndrico) e avançou em direção à vítima, que filmou a ação com seu celular e disse que chamaria a polícia, o que fez com que o suspeito recuasse e largasse o objeto.

Porém, o conduzido ainda proferiu ameaças verbais, declarando “você vai ver o que eu vou fazer com você, eu vou acabar com você, você tem que sumir daqui”. Com medo, a vítima acionou a Polícia Civil e a equipe da Delegacia de Porto Esperidião realizou a captura e prisão do suspeito.

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     Durante o atendimento, a vítima declarou que não foi a primeira vez que sofreu violência doméstica por parte do enteado, relatando que havia sido ofendida e ameaçada em outras oportunidades, mas nunca o havia denunciado anteriormente.

“A atuação dos investigadores da Delegacia de Porto Esperidião foi decisiva para a proteção de mais uma vítima de violência de gênero, evidenciando o comprometimento da equipe com a aplicação efetiva das normas de enfrentamento à violência contra a mulher. A rapidez e a eficiência nas diligências realizadas permitiram a prisão do suspeito em tempo hábil, interrompendo um ciclo de violência que poderia ter gerado consequências ainda mais graves”, afirmou o delegado Cleber Emanuel Neves.

Vítimas ou testemunhas de situações semelhantes podem acionar as Polícias Civil via 197, ou Militar via 190.

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Homem é morto a tiros durante ação criminosa em Cáceres (MT)

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Por Expressão Notícias

Um homem de 37 anos foi morto a tiros na madrugada desta segunda-feira (4) em Cáceres, durante uma ocorrência atendida pela Polícia Militar no bairro Lobo, região do Residencial Universitário.

De acordo com informações do 6º Batalhão da Polícia Militar, a equipe foi acionada por meio do CIOSP por volta de 00h02, após relatos de disparos de arma de fogo. Ao chegar ao local, os policiais encontraram uma testemunha que relatou que dois indivíduos armados a abordaram e a obrigaram a levar a vítima até sua residência.

Ainda conforme o relato, já no interior do imóvel, os suspeitos passaram a interrogar a vítima sobre possíveis ligações com membros de facção criminosa. O homem negou qualquer envolvimento. Em seguida, outros indivíduos chegaram ao local em um veículo branco, supostamente ligados à facção, e mantiveram contato telefônico com outros integrantes do grupo.

Momentos depois, um dos suspeitos efetuou dois disparos contra a vítima, que morreu no local. O Corpo de Bombeiros foi acionado e confirmou o óbito.

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Durante a ocorrência, os policiais localizaram um aparelho celular que apresentava mensagens suspeitas na tela de bloqueio, indicando possível participação de terceiros na ação criminosa. A testemunha foi conduzida para esclarecimentos devido à relação com os fatos.

A área foi isolada para os trabalhos da Polícia Civil e da Perícia Oficial. Equipes da Polícia Militar realizaram buscas e cerco na região, mas até o momento nenhum suspeito foi localizado.

O caso foi registrado como homicídio doloso consumado e segue sob investigação.

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