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Brasileirão Série A

Mozer aposta em Zé, e Bandeira diz que Fla "avalia situação com calma"

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A nova figura do departamento de futebol passou longe do muro na primeira entrevista coletiva. Com a personalidade que mostrou ao estrear no Maracanã lotado num Fla-Flu para 160 mil pessoas em 1980 – feito que lembrou no início da entrevista coletiva -, José Carlos Nepomuceno Mozer disse que Zé Ricardo não é treinador interino. Mozer também deixou claro que Réver – nome que confundiu e chamou de Régis – pode ser titular do time, mesmo fisicamente ainda longe do ideal, e fez questão de tabelar com o diretor de futebol Rodrigo Caetano, o terceiro elemento numa mesa que tinha também o presidente Bandeira.

Mozer Flamengo (Foto: Raphael Zarko)Mozer foi apresentado nesta terça no Ninho do Urubo e elogiou trabalho do técnico Zé Ricardo durante coletiva (Foto: Raphael Zarko)

– Não sei se ele é interino. Presidente que decide se o treinador é bom ou não. Nunca ouvi falar se ele é interino. Aquilo que vejo e a confiança que temos é num nome para treinador do Flamengo e ele se chama Zé Ricardo. A formação é diferente, a responsabilidade é outra: do júnior e sênior (profissional) – admitiu Mozer.

Com algumas expressões ainda do futebol português, onde passou quase 30 anos depois de fazer carreira no Benfica, Mozer falou em “sênior”, “camadas menores” e “equipa”, o novo integrante do departamento de futebol do clube mostrou orgulho ao voltar ao clube. O retorno se realiza 35 anos depois da conquista da Libertadores e do título Mundial Interclubes. O ex-zagueiro de seleção brasileira estreia numa função nova. Após encerrar a carreira, ele havia sido treinador em Portugal – onde chegou a ser auxiliar de Mourinho – , na Angola e no Marrocos. Ele retorna ao clube que o revelou após quase 30 anos.

– É motivo de orgulho retornar essa casa, cheguei aqui com 15 anos, todo
percurso de aprendizagem no Flamengo. Tive saída em 1987 e que perdurou
até poucos dias antes de voltar a esta casa. Aprendi muito na Europa como
treinador, aprendi muito. A experiência que tive talvez tenha contribuído
para meu regresso para partilhar essa gerência com Rodrigo Caetano – disse Mozer.

O presidente Eduardo Bandeira de Mello, que falou em hipótese absurda de se imaginar que o nome de Mozer tenha vindo de “um tal Bochecha” em grupo de Whatsapp, foi vago ao comentar sobre novo treinador. Após insistentes perguntas, foi lembrado do que disse o vice-presidente de futebol Flavio Godinho, após a derrota para o Figueirense no fim de semana. O dirigente dizia que o assunto novo treinador “seria definido com a maior  “brevidade possível”.

– Você interpretou errado. Brevidade possível pode ser 15 minutos, dois meses, três meses ou nunca. Em momento nenhum eu disse que ia contratar treinador essa semana – disse o presidente do Flamengo, que chegou dos Estados Unidos nesta manhã.

Confira outros trechos da coletiva de apresentação de Mozer:

Atribuições

É uma função desgastante para uma pessoa só (no caso, apenas para o diretor de futebol Rodrigo Caetano). Além de questões técnicas o tempo
é escasso para coordenar. Partindo desse princípio de ter sido
treinador, trago um processo diferente para o futebol brasileiro. Que isso possa levar o Flamengo a vencer o mais rápido possível
e sustentadamente.

Ideias

Quero agregar ideias, Zé Ricardo está completamente receptivo a
discussão que possamos ter. Espero que a gente consiga contribuir para
o que o Rodrigo deseja. Dividir funções mais específicas, de avaliar
jogadores, esquema, de achar que A, B ou C têm condições de ficar. D, E
ou F podemos não precisar, porque custa entrar no processo, isso tudo é
trabalho do gerente.

Treinador do Flamengo

Não sei se a direção está buscando treinador estrangeiro, o Flamengo tem
treinador que é o Zé Ricardo. Extremamente vencedor no clube que está
inserido. Foi promovido com a impossibilidade do treinador anterior. Tem
confiança nele, senão não fazia sentido ficar com o Zé Ricardo. É homem que tem feito percurso brilhante nas camadas jovens.
Tem na totalidade do grupo profissional a aceitação. Não acredito que
possa vir treinador. Não sei se ele é interino. O presidente quem decide se treinador é bom ou
não. Nunca ouvi falar se ele é interino. Aquilo que vejo e a confiança
que temos é num nome: Zé Ricardo. A melhorar, a dialogar, sobe e
transita. A formação é diferente, a responsabilidade é outra: do júnior e
sênior (profissional).

Diálogo com os jogadores

Vão me passar dados importantes, que vou conhecer. Eu me integro nessa
situação também. Tive conversa com psicólogos do clube, me passaram a
personalidade de cada um. Isso é extremamente importante para motivá-los
cada vez mais. Quando se tem equipe muito jovens com a dimensão do
Flamengo, que é necessário vencer todos os jogos, A crítica é grande em
função de resultado que não aparece.

Lembranças

Meu momento mais marcante foi a estreia, minha estreia tinha 160 mil
pessoas. Eu tinha 19 anos, ia jogar ao lado de ídolos que criei durante
minha maturação no Flamengo. Depois, vieram as conquistas de Brasileiro,
Libertadores e culminou com o Mundial. O processo ainda tenho presente
dentro da minha mente, justamente o que vamos tentar resgatar. Essa
ideia de núcleo familiar no campo.

Momento do Flamengo

Nos dois últimos jogos tivemos 14 chances para fazer gol, no último 16.
Indicador positivo de agressividade. Ter oportunidades com esse volume, é
sinal de que trabalha num processo ofensivo. O Flamengo, com um treinador
jovem, com absorção no profissional, está começando muito bem.

Réver (ele se confunde e chama de Régis)

Ele pode se sair muito bem ou pode ter dificuldade. Devido à defasagem
física. É grande jogador, tem liderança grande com seus colegas.
Tem demonstrado e demonstrou poder de colocação, jogo aéreo marcante.
Com característica de qualidade. É um risco colocá-lo amanhã? É, é um
risco. Mas não tem muitas opções.

Avaliação do time

Estou satisfeito com a hierarquia. Sei muito bem aquilo que devo fazer,
Rodrigo me deixou à vontade para cumprir as funções. Estou extremamente à
vontade para desempenhar minha função. Tive conversas com Zé Ricardo.
Equipe jovem, com capacidade técnica e capacidade de assimilar trabalho,
de sofrimento muito grande. Consegui verificar em treino e jogos.

Jogadores experientes

O papel do jogador mais velho é ser ponto de referência positiva da
equipe, temos jogadores mais velhos e bons. Nesse ponto devemos nos
alavancar. A experiência é sempre importante, conto muito com eles. Que
eles ajudem essa equipe ficar mais forte. Eles precisam dessa grande
responsabilidade. É uma partilha. Ponto de exemplo. Os mais novos
precisam alavancar os mais velhos também.

Ídolos rubro-negros que não deram certo na direção

Não posso falar do Zinho, do Junior, Zico, porque não estava presente,
não sei o que passou para não terem tido êxito. Posso falar do que vou
fazer aqui dentro, juntamente com Rodrigo Caetano, que vai me ensinar algumas funções administrativas. Me deram toda a
liberdade para executar o que me pediram para fazer. Não sei se eles
tiveram isso. O que me disseram dá muita confiança para executar.

Espírito rubro-negro

Não vejo falta de alma, vejo ansiedade, que é natural. De uma equipe que
precisa ganhar, por vezes a ansiedade é tão grande que eles não
materializam em vitórias e vitórias. Talvez a qualidade da equipe, as
ocasiões que criam, se não for converter em gols, esse boato da falta de
empenho, da mística rubro-negra deixava de existir. Futebol é assim,
eles sabem que é assim. Estamos trabalhando.

Fonte: Globo Esporte

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Brasileirão Série A

Em Minas, Cuiabá perde para o líder Atlético-MG e cai invencibilidade

Publicado

A Gazeta

Após 12 jogos sem derrotas fora de casa pelo Campeonato Brasileiro, o Cuiabá perdeu a longa invencibilidade que acumulava na série A para o líder Atlético-MG neste domingo (24), em Belo Horizonte, pela 28ª rodada do Brasileirão. O galo venceu por 2 a 1 e pôs fim a longa série do auriverde sem derrotas longe de casa.

O Dourado continua com 35 pontos, em décimo lugar na tabela de classificação. O Galo, por sua vez, chegou aos 59 tentos e é mais líder do que nunca.

A mil por hora, assim começou o início do jogo entre Cuiabá e Atlético-MG no Mineirão. Logo aos 2 minutos, Nathan Silva, contra, inaugurou o marcador em recuo infeliz para Everton, que viu a bola entrar lentamente no gol. Aos 4, Hulk, dentro da pequena área, deixou tudo igual após jogada ensaiada de escanteio.

O time mineiro conseguiu a virada com Jair, que completou de cabeça para as redes após assistência de Guilherme Arana.

No início da etapa final, Hulk marcou o terceiro para o Atlético, mas o gol foi anulado após a arbitragem pegar um toque de mão do atacante. Daí em diante o Atlético continuou pressionando, mas sempre parando nas defesas seguras do goleiro Walter.

À medida que o relógio foi passando, o Atlético deixou o Cuiabá mais a vontade para trabalhar com a bola e passou a contar com os contra-ataques. O Dourado martelou, porém não conseguiu criar chances claras de gol.

O próximo compromisso do Cuiabá no campeonato brasileiro é contra o Red Bull Bragantino no dia 1º de novembro, na Arena Pantanal, às 19h30 (de MT.

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Brasileirão Série A

Seleção Brasileira encerra preparação para amistoso contra República Tcheca

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Programa No Mundo da Bola desta segunda-feira (25) também destacou a reta final dos principais campeonatos estaduais do país; ouça na íntegra

O programa No Mundo da Bola desta segunda-feira (25) destacou o amistoso da Seleção Brasileira com a República Tcheca. Waldir Luiz, Márcio Guedes, Bruno Mendes e toda a nossa equipe também analisaram a reta final dos principais campeonatos estaduais do país e as principais notícias do esporte nacional e internacional.

Clique no player e ouça o programa na íntegra:

No Mundo da Bola é transmitido pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, de segunda a sexta-feira, a partir das 17h. Para participar das transmissões, o internauta deve ligar para (21) 2117-6918 ou (21) 2117-6919.

Fale com a equipe de esportes das Rádios EBC pelo e-mail: esporte.radios@ebc.com.br.

Agencia Brasil
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